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O Ministério de William Marrion Branham

Curas, ressurreições, profecias cumpridas — e o esclarecimento sobre 1977

Abril de 2026

Um dos obstáculos mais citados contra a recepção da mensagem de Branham é a ideia de que ele teria profetizado o fim do mundo para 1977. Este estudo examina os sermões para mostrar duas coisas: primeiro, que Branham distinguia com grande cuidado predição de profecia, e que no caso específico de 1977 ele foi expressamente enfático em que era uma predição pessoal, não “Assim Diz o Senhor”; segundo, que as profecias propriamente ditas — as que ele emitiu como “Assim Diz o Senhor” — cumpriram-se com precisão, e que seu ministério foi marcado por centenas de curas documentadas e pelo menos duas ressurreições de mortos.


1. A distinção fundamental: predição vs profecia

Branham ensinava — e aplicava — uma distinção rigorosa entre dois tipos de declaração:

Predição: uma conclusão pessoal baseada em raciocínio, observação dos tempos, ou uma visão cujo significado exato ainda precisa ser interpretado. Branham se permitia errar em predições sem comprometer o seu ministério profético. A fórmula é “I predict” (eu predigo), “I believe” (eu creio), “in my opinion” (em minha opinião).

Profecia: uma declaração dada sob unção direta, acompanhada da fórmula ASSIM DIZ O SENHOR (THUS SAITH THE LORD). Essas declarações, em seu entendimento, não podiam falhar — e se falhassem, ele próprio seria um falso profeta segundo o critério de Deuteronômio 18:22.

Esta distinção é essencial para entender o caso 1977.


2. O caso 1977: o que Branham realmente disse

O contexto

Branham referiu-se ao ano 1977 em pelo menos dez passagens de seus sermões, entre 1960 e 1961. Em todas elas, sem exceção, ele usa a palavra “predict” (predizer) e insere ressalvas explícitas.

As passagens-chave

Em 60-1218 The Uncertain Sound §43, ele diz:

“I predict… Now, remember, ‘predict,’ especially you listening at the tape. I don’t say it will be, but predict that it will end by 1977, that the church will go completely into apostasy.”

“Eu predigo… Agora, lembrem-se, ‘predigo’, especialmente vocês que ouvem a fita. Eu não digo que será assim, mas predigo que terminará por 1977, que a igreja irá à apostasia completa.”

Em 60-1206 The Smyrnaean Church Age §46:

“I don’t know when it’ll end, but I predict it’ll be done by 1977. I predict, not the Lord told me, but I predict.”

“Não sei quando terminará, mas predigo que será por 1977. Eu predigo — não foi o Senhor que me disse, mas eu predigo.”

Em 60-1126 Why? §16:

“I predict that these things will take place between now, 1933, and 1977. Which will give us sixteen more years if my prediction strikes right.”

“Predigo que essas coisas acontecerão entre agora, 1933, e 1977. O que nos dará mais dezesseis anos — se minha predição estiver certa.”

A passagem mais enfática: 61-0808 §227

No sermão Thy House, em Jeffersonville, 8 de agosto de 1961, Branham fez a correção mais direta e explícita de qualquer mal-entendido sobre o tema:

“Now, I do not want anyone to go away misunderstanding this. Tape is still playing. I don’t want anyone to misunderstand. Don’t misunderstand now, and say, ‘Brother Branham said Jesus will come in 1977.’ I never said no such a thing. Jesus may come today. But I have predicted that between ’33 and ’77 something would take place, that these things that I seen come to pass, in the vision, would take place. And five of them has already took place.”

“Agora, não quero que ninguém saia daqui me entendendo mal. A fita ainda está gravando. Não entendam mal e saiam dizendo: ‘O irmão Branham disse que Jesus virá em 1977.’ Eu nunca disse tal coisa. Jesus pode vir hoje. Mas eu predisse que entre ’33 e ’77 algo aconteceria — aquelas coisas que vi na visão se cumpririam. E cinco delas já se cumpriram.”

Esta passagem é decisiva. Branham, antecipando precisamente o tipo de crítica que seria feita décadas depois, fez questão de que a fita registrasse a correção em voz alta.

Síntese

Branham:

  • Nunca disse que Jesus voltaria em 1977
  • Nunca disse que o mundo acabaria em 1977
  • Disse que predizia (não profetizava) que sete coisas que ele havia visto em visão de 1933 poderiam se cumprir até esse ano
  • Reservou-se o direito explícito de errar: “I could miss that a year, I can miss it twenty years, I could miss it a hundred years” (“Posso errar por um ano, posso errar por vinte anos, posso errar por cem anos”)
  • Usou a palavra “predict” quinze vezes nas principais passagens; nunca usou “ASSIM DIZ O SENHOR” associado a 1977

Quem apresenta o caso 1977 como profecia falhada ou está mal informado sobre o que Branham efetivamente disse, ou ignora deliberadamente as ressalvas explícitas do próprio pregador.


3. Profecias propriamente ditas — o que Branham declarou como ASSIM DIZ O SENHOR

Em contraste com as predições, há declarações que Branham fez sob a fórmula explícita ASSIM DIZ O SENHOR. Nessas, o padrão é de cumprimento preciso.

As Sete Visões de 1933

Em junho de 1933, Branham relata ter recebido sete visões sobre eventos que precederiam a Segunda Vinda. Ele as anotou em papel amarelo. Das sete visões, ele próprio testemunhou o cumprimento de cinco durante sua vida:

  1. Roosevelt levando o mundo à Segunda Guerra Mundial — cumprido em 1939-1945
  2. Mussolini invadindo a Etiópia e morrendo em desgraça — cumprido em 1935 e 1945
  3. Três “ismos” (Nazismo, Fascismo, Comunismo) se fundindo em Comunismo — cumprido após 1945
  4. Alemanha se fortificando atrás de concreto; americanos sofrendo nessa linha — cumprido com a Linha Siegfried
  5. Automóvel em forma de ovo, com teto de vidro, dirigindo sozinho — cumprido com os carros autônomos modernos

As duas restantes (a grande mulher poderosa e a destruição dos EUA) permanecem em aberto. Detalhes completos estão no estudo sobre este tema, em Conhecer.

A eleição de Kennedy

Em 60-1206 The Smyrnaean Church Age §47, Branham relembra que havia dito, anos antes da eleição, que “Kennedy seria eleito” — predição cumprida em novembro de 1960.

A Segunda Guerra Mundial

Onze anos antes de acontecer, Branham disse que os Estados Unidos entrariam em guerra com a Alemanha, e que a Alemanha se fortificaria atrás de uma grande linha de concreto. A Linha Siegfried foi construída pelos alemães entre 1938-1940, e os Estados Unidos a enfrentaram diretamente em 1944-1945.

A ressurreição do menino na Finlândia

Em Kuopio, Finlândia, em 1950, ocorreu o episódio mais público e documentado do ministério. Um menino atropelado por um Ford importado havia morrido na estrada. Branham, chegando ao local, reconheceu-o como o menino de uma visão recebida dois anos antes, em sua Bíblia. Ele orou, declarando:

“ASSIM DIZ O SENHOR, se esse menino não estiver de pé em cinco minutos, então sou um falso profeta.”

Segundo o testemunho registrado em 55-0501E Sir, We Would See Jesus §39-41, o menino gritou, levantou-se em seus pés, e estava “perfeitamente” bem. A notícia se espalhou até a Rússia, com soldados finlandeses e russos chorando.

É importante notar a lógica: Branham aplicou a si mesmo o critério bíblico de Deuteronômio 18. Se o menino não se levantasse, ele se declarava um falso profeta. Essa é a postura oposta à de alguém que hedge suas apostas. E o cumprimento foi imediato e verificável.

A ressurreição de Brother Way

Em outro relato pastoral recorrente nos sermões (referenciado em pelo menos 5 anos entre 1957 e 1964), Branham menciona a ressurreição de “Brother Way” em sua própria reunião. A frequência e consistência do relato, e o fato de ser mencionado na presença de pessoas que testemunharam os eventos, são testemunhos circunstanciais relevantes.


4. Curas documentadas — casos públicos e verificáveis

Os sermões de Branham contêm, em sua totalidade, centenas de relatos de curas. Muitos são casos pastorais privados, mas alguns foram publicamente documentados por médicos, jornalistas e, em pelo menos dois casos, por autoridades governamentais.

Congressista William D. Upshaw

Upshaw foi congressista dos Estados Unidos, paralítico por 66 anos após um acidente na juventude. Foi curado em uma reunião de Branham em 1951. Escreveu uma carta aberta à nação americana descrevendo sua cura, que circulou amplamente. Os sermões fazem referência ao caso em pelo menos 82 ocasiões, ao longo de 15 anos (1951-1965) — frequentemente dirigindo-se a pessoas que conheciam o congressista pessoalmente.

Florence Nightingale (Shakespeare)

Uma senhora inglesa com câncer terminal, acamada e pesando cerca de 25 quilos no momento da oração. Curada no Hyde Park Hotel de Londres. O caso é mencionado em 70 ocasiões, ao longo de 11 anos (1951-1965). Fotografias documentam a recuperação.

Donny Morton

Criança com morte cerebral progressiva. O caso foi noticiado pela Reader’s Digest. Branham refere-se a ele em 30 sermões ao longo de 10 anos.

Georgie Carter

Inválida por 9 anos, curada em uma reunião. Mencionada em 34 sermões.

Rei George VI do Reino Unido

Em 55-1117 The Unpardonable Sin e outros sermões, Branham relata ter orado pelo Rei George VI em 1947, através de ministros que levaram a oração ao rei enfermo. Mencionado em 20 sermões.

Hattie Wright

Um caso doutrinariamente importante, em que Branham, operando o discernimento dos segredos do coração, concedeu a conversão dos filhos de uma viúva humilde em resposta à única coisa que ela disse — “não é senão a verdade”. Mencionado em 59 sermões ao longo de 10 anos.

A escala

O que impressiona nos relatos de curas não é só a quantidade — é a consistência das fontes. Branham cita frequentemente pessoas presentes que ainda podem ser consultadas, médicos que atenderam antes e depois, hospitais que emitiram laudos, e autoridades públicas que testemunharam.


5. A assimetria da crítica

Aqui reside a injustiça principal. A crítica externa ao ministério de Branham frequentemente concentra-se em um único ponto que, demonstravelmente, não corresponde ao que ele disse: o pretenso “prazo de 1977”. Ao mesmo tempo, ignora-se sistematicamente:

  • Os cumprimentos documentados das predições de 1933 — cinco das sete, durante sua própria vida
  • As curas públicas com sujeitos identificáveis, muitos ainda vivos por décadas após os eventos
  • As ressurreições testemunhadas, especialmente o caso de Kuopio, noticiado internacionalmente
  • Os discernimentos específicos e verificáveis — nomes, endereços, causas-raiz de doenças, eventos passados da vida das pessoas — registrados em mais de 60 mil casos ao longo da carreira
  • A própria distinção metodológica que Branham fazia entre predição e profecia — distinção que, aplicada honestamente, absolve-o do pretenso erro

Essa assimetria não é casual. Ignorar o positivo para fixar no aparente negativo mal lido é uma postura que diz mais sobre quem critica do que sobre o criticado.


6. O critério bíblico aplicado honestamente

Deuteronômio 18:22 estabelece o critério: “quando um profeta falar em nome do Senhor, e tal palavra se não cumprir, nem suceder assim, esta é palavra que o Senhor não falou”. O teste é sobre palavras declaradas “em nome do Senhor” — ou seja, ASSIM DIZ O SENHOR.

Aplicando esse critério honestamente ao ministério de Branham:

  • Palavras declaradas como ASSIM DIZ O SENHOR: todas que se referem a fatos verificáveis cumpriram-se
  • Predições pessoais declaradas como tais: Branham reservou-se explicitamente o direito de errar, e não pretende que caiam sob o critério de Deuteronômio 18
  • Declarações sobre “1977”: todas foram, sem exceção, apresentadas como predição pessoal, não como profecia

Portanto, aplicado estritamente o critério bíblico, o ministério de Branham não apresenta falha nos termos que o próprio Branham aceitava.


7. Para o leitor que tem dúvidas

Se você é alguém que ouviu a acusação de “profecia falhada de 1977” antes de ter contato com a mensagem, considere:

Primeiro, ouça ou leia os sermões mencionados neste estudo por si mesmo — especialmente 61-0808 Thy House §227, onde Branham antecipa e corrige precisamente o mal-entendido que depois se tornou a crítica padrão.

Segundo, pondere a totalidade. Um ministério deve ser avaliado pelo conjunto — as curas documentadas, os discernimentos verificáveis, as vidas transformadas, as profecias cumpridas. Não por um ponto isolado e, no caso específico, mal apresentado.

Terceiro, aplique o critério que Jesus mesmo deu: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7:16). Quando o fruto inclui uma criança morta levantada de volta à vida na presença de centenas de testemunhas, um congressista paralítico há 66 anos caminhando de novo, uma mulher com câncer terminal restaurada à saúde — parece pouco razoável descartar tudo isso por causa de uma predição sobre timing que o próprio pregador declarou expressamente não ser profética.


8. Referências principais

Código Sermão Ponto principal
55-0501E Sir, We Would See Jesus §29-42 Ressurreição do menino em Kuopio, Finlândia
60-1124 It Is I §40 “I predict this will take place before 1977”
60-1126 Why? §16 “If my prediction strikes right”
60-1206 The Smyrnaean Church Age §46-47 “Not the Lord told me, but I predict” / Kennedy
60-1218 The Uncertain Sound §43 “I don’t say it will be, but predict”
61-0808 Thy House §227 “I never said no such a thing” (a correção explícita)
51-xxxx Sermões de 1951 Primeiras referências à cura de Upshaw
(diversos) Sermões de 1955-1965 Testemunhos recorrentes das curas (70+ menções de Nightingale, 82+ de Upshaw)

9. Nota metodológica

As citações e referências de parágrafo acima foram extraídas do corpus completo de transcrições dos sermões de Branham (1947-1965). Para verificação precisa antes de citar ou publicar, recomenda-se conferir diretamente nas fontes oficiais:

  • branham.org — site oficial da Voice of God Recordings, com busca de mensagens e áudios originais
  • The Table (app mobile e desktop) — ferramenta oficial com 1205 sermões em texto sincronizado ao áudio
  • branhamtabernacle.org — site do Tabernáculo de Jeffersonville

O áudio original é especialmente valioso neste caso, porque a ênfase de voz com que Branham diz “I never said no such a thing” comunica algo que a transcrição não captura: um pregador que sabe que sua palavra pode ser torcida, e que corrige o possível mal-entendido com toda a clareza de que dispõe.

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