Os Atos do Profeta
Pearry Green · Tradução para o português brasileiro
William Marrion Branham · Profeta para o Século Vinte
Sumário
- Prefácio
- Capítulo 1 — Os Precursores
- Capítulo 2 — Dos Quais O Mundo Não Era Digno
- Capítulo 3 — A Voz Do Sinal
- Capítulo 4 — Hoje Se Cumpriu Esta Escritura
- Capítulo 5 — Primeiros Anos e Conversão
- Capítulo 6 — 1933
- Capítulo 7 — 1937
- Capítulo 8 — O Anjo Aparece
- Capítulo 9 — O Terceiro Puxão
- Capítulo 10 — Mais Que Um Profeta
- Capítulo 11 — A Nuvem
- Capítulo 12 — Juízo Do Terremoto
- Capítulo 13 — Deus É Luz
- Capítulo 14 — Cânion Sabino
- Capítulo 15 — A Visão da Tenda
- Capítulo 16 — O Acidente
- Capítulo 17 — Últimos Momentos
- Capítulo 18 — Seguindo A Um Homem
- Capítulo 19 — Exaltando A Um Homem
Prefácio
Por causa do assunto e do conteúdo incomum deste livro, sinto que é necessária certa explicação para que o leitor possa melhor compreender e melhor apreciar a mensagem que ele contém. O livro foi extraído de sermões gravados em fita que preguei à minha congregação no Tabernáculo não denominacional de Tucson, em Tucson, Arizona, na primavera de 1969. Trata-se, portanto, de um “livro falado” e, embora tenha sido editado, conserva ainda o sabor de sua origem numa série de sermões.
Este livro é sobre um homem que foi enviado por Deus a esta Era. Este homem era um Profeta; contudo, como Cristo disse de João Batista em Mateus 11:9, creio que ele foi mais do que um profeta, pois foi um Profeta-Mensageiro aos dias finais do Cristianismo. Isaías, muito antes do nascimento de Cristo, proclamou: 9:6 “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”
De maneira semelhante, posso olhar para o início deste Século Vinte e dizer que um filho nos foi dado, um Profeta nos nasceu, e ele veio para ser o precursor da Segunda Vinda daquele “Filho” da profecia de Isaías de volta à terra. A história completa da vida deste Profeta encheria muitos volumes a mais do que eu, um ministro do Evangelho de Jesus Cristo, teria tempo de escrever. Tampouco fui comissionado a ser escritor. Meu trabalho é pregar, mas sou um pregador cuja vida foi afetada tão completamente pelo ministério deste Profeta do Fim dos Tempos, que o meu próprio ministério foi moldado a um novo propósito.
Assim sendo, aponto para este homem e para a sua Mensagem como ele apontou para Cristo. Somente desta forma posso cumprir meus deveres ministeriais de serviço a Deus — reconhecendo o que Ele fez por este mundo do Século Vinte através da vida de um só homem. Meu desejo é fazer com que todos os que lerem este relato se familiarizem com o caráter, a vida e os atos deste homem escolhido por Deus.
Este livro é o meu testemunho das coisas miraculosas que vi e ouvi, pois Deus verdadeiramente me abençoou e desejo dar-Lhe a glória. Não pedirei desculpas pela menção frequente que faço do nome deste homem, pois creio que até mesmo as partes de sete letras de seu nome foram ordenadas por Deus: William Marrion Branham, um Profeta do Século Vinte, um homem de Deus escolhido para ser precursor da Segunda Vinda do Senhor Jesus Cristo.
Eu o chamo de “Irmão” Branham, pois ele disse: “Se me amais, me chamareis de irmão”; e minha vida está aberta a qualquer desafio de que eu não tenha verdadeiramente amado este irmão, este homem de Deus.
Como está registrado em Atos 4, os discípulos foram convocados pelas autoridades, açoitados com muitos golpes e proibidos de falar ou ensinar no Nome de Jesus Cristo. Sua resposta aos seus acusadores foi: “Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus.”
Da mesma forma, antes de me condenarem por este humilde escrito, meus acusadores devem saber que me senti guiado por Deus a fazê-lo. Uma razão convincente pela qual devo fazer isto é a gratidão pelo testemunho daqueles que andaram com Jesus. Agradeço a Deus pelo registro deles. Eles cumpriram o mandamento pós-ressurreição de Jesus em Lucas 24:48: “Vós sois testemunhas destas coisas.”
Sei que se eu tivesse vivido nos dias de Jesus, numa terra distante de Israel, e alguém tivesse vindo falar-me de Jesus Cristo, eu teria apreciado o testemunho fiel deles. Portanto, crendo que Deus visitou esta geração, venho contando o que Ele fez. Ele enviou um Profeta, e sinto-me privilegiado em dar testemunho das coisas que foram feitas através da vida daquele Profeta.
Espero ter deixado clara a responsabilidade que sinto de contar o que vi e ouvi, cumprindo uma comissão de dar testemunho do que Jesus Cristo fez em minha geração. Mesmo após a ascensão do Senhor Jesus, os discípulos hesitaram em fazer isso. Em Atos 1:4-8, a Bíblia conta que Jesus ordenou aos discípulos reunidos que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a Promessa do Pai, dizendo no versículo 5:
“Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias.”
Eles Lhe perguntaram se naquele momento Ele restauraria o reino a Israel, ao que Ele respondeu:
“Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder. Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra.”
A partir destes versículos, creio que o enchimento do Batismo do Espírito Santo traz poder ao recipiente para sair e dar testemunho das coisas que Deus lhe permitiu experimentar e compreender em sua vida. Sem dúvida, quando Pedro, Tiago, João e os outros contaram certas coisas, havia entre os ouvintes aqueles que não acreditaram porque eles mesmos não haviam testemunhado os milagres. Mas Jesus disse: “Vós sois minhas testemunhas.” Quando Tomé foi convidado a satisfazer sua dúvida colocando sua mão nas feridas do Cristo ressuscitado, disseram-lhe: “Bem-aventurados os que não viram e creram.”
No entanto, algumas coisas são mais difíceis de crer vendo-as do que são de crer sem vê-las. Quando os discípulos davam testemunho das coisas que Jesus fez — andar sobre as águas, partir os pães, repartir peixes, curar cegos, até mesmo ressuscitar mortos —, havia aqueles que não conseguiam compreender a Verdade diante dos seus olhos. “Fantástico demais”, diziam. De igual modo, relatarei coisas que aconteceram nesta geração na vida do Irmão Branham, nas quais apenas alguns crerão. Não é minha responsabilidade persuadir todos os homens a crer, mas é minha responsabilidade dizer a todos os homens o que creio, o que vi e ouvi, e dar-lhes razão da “esperança que há em mim” nesta hora, e por que eu permaneço onde estou.
Pearry Green
Tabernáculo de Tucson,
Tucson, Arizona, E.U.A.
O Rev. Green foi amigo íntimo e associado do Irmão Branham, particularmente nos últimos anos de sua vida. Em seu livro “Os Atos Do Profeta” ele dá testemunho das coisas miraculosas que viu e ouviu no ministério do Profeta de Deus a esta Era. Que ele seja uma bênção para você ao fazer esta jornada nas pegadas de um verdadeiro Profeta bíblico, com sinais genuinamente Escriturísticos e uma Mensagem genuinamente Escriturística.
“Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor.” — Malaquias 4:5
“Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando tocar a sua trombeta, se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas, seus servos.” — Apocalipse 10:7
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” — João 3:16
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Capítulo 1 — Os Precursores
Em seus dias, os discípulos descobriram que as pessoas se ofendiam quando davam testemunho de um homem chamado Jesus, o Cristo — um homem de sua própria geração. Se o testemunho deles tivesse sido de Davi, Moisés, Noé ou de qualquer dos profetas, o povo não se teria ofendido tanto. Por quê? Porque estariam falando de figuras históricas e do que Deus havia feito através delas no passado. Mas quando os discípulos falavam de Jesus e do Seu ministério, um homem da sua própria geração, como o cumprimento da profecia, eles ficaram grandemente ofendidos — especialmente os líderes religiosos.
Pessoalmente, vejo que a mesma atitude e espírito prevalecem hoje. Se falo de Paulo, Pedro, Tiago, João, ou até mais recentemente de Lutero, Wesley ou Calvino — as pessoas não se ofendem. Até mesmo trazer à memória aqueles que ficaram conhecidos pelas suas más obras, como Judas, Herodes, Pôncio Pilatos, Faraó, ou o próprio Satanás — ainda assim não traz ofensa; porque para a maioria das pessoas eles são apenas figuras históricas com pouca ou nenhuma influência no mundo de hoje. As pessoas os aceitam, respeitam e aplaudem pelo que foram. Mas falar de um contemporâneo da mesma maneira desperta a oposição em toda a sua força — exatamente como nos dias em que os discípulos testemunhavam de Jesus. Em vez de reconhecer, respeitar e aceitar uma figura “contemporânea” que Deus “separa” para um cumprimento específico de profecia na Era presente, a maioria dos cristãos professos (especialmente os líderes religiosos) se oporá fortemente a isso.
A Bíblia fala assim:
“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” — Hebreus 11:6
“E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna.” — Atos 13:48
De acordo com estas Escrituras, não posso, por persuasão intelectual, convencer ninguém de que existe um Deus. Tampouco posso persuadi-los de que Deus agiu nesta geração. Duas condições DEVEM ser cumpridas: primeiro, o indivíduo DEVE “crer que Deus EXISTE” e que Ele é “galardoador” daqueles que “diligentemente” O buscam; e em segundo lugar, devem, segundo o “pré-conhecimento” de Deus, estar “ordenados para a vida eterna”. De outro modo, ele/ela não aceitará meu testemunho. Antes que possam vir a Deus, devem crer que há um Deus; e em segundo lugar, antes que possa crer que Deus fez algo em sua própria geração, ele deve crer no que Deus fez em outras gerações.
Portanto, se podemos crer que há um Deus e queremos reconhecer e ver (compreender) o que Ele tem realizado e está realizando nesta geração, precisamos reconhecer Suas Obras, Seu padrão e Suas promessas em gerações passadas. Pois segundo a Sua Palavra, Ele “não muda” e agirá hoje da mesma maneira como agiu no passado. A Bíblia nos diz que “Deus é perfeito em todos os Seus caminhos”. Ao lidar com o homem, Deus não muda, atualiza ou moderniza Seus pensamentos, padrões ou métodos. Ele começa e termina com as mesmas “ferramentas” — Sua “Palavra” e a “fé” (confiança absoluta) nessa Palavra.
Na verdade, foi a falta de fé absoluta na Palavra de Deus que causou a queda no princípio. Eva permitiu que Satanás a fizesse “duvidar” de uma Palavra de Deus. Outro exemplo é o de Caim e Abel. A Palavra foi revelada a Abel (pela fé — Revelação Espiritual no coração); e agindo sobre aquilo que lhe foi revelado, ele ofereceu ao Senhor o sacrifício “mais aceitável e excelente”. Caim ignorou a Palavra — aquilo que foi revelado a Abel — e ofereceu um sacrifício de sua própria escolha, e foi rejeitado. Precisamos lembrar que “a Palavra não nos aproveitará se não for misturada com fé” (confiança absoluta) (Hebreus 4:2).
Consideremos este exemplo:
“Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda se não viam, temeu e, para salvação da sua família, fabricou a arca, pela qual condenou o mundo, e se fez herdeiro da justiça que é segundo a fé.” — Hebreus 11:7
Observe que foi “pela fé” que Noé fez isso. Ele creu que Deus estava falando com ele e agiu de acordo com sua fé. Mas considere as pessoas que viveram nos dias de Noé — o que, pelo amor de Deus, elas pensavam daquele velho? Lembre-se: Noé era apenas um homem; não era uma igreja nem uma denominação. Sua mensagem era completamente nova — nunca havia sido ouvida antes. Falava de coisas que simplesmente não poderiam acontecer — ele profetizava que cairia chuva dos céus. Como o solo sempre havia sido regado pelo orvalho (Gênesis 2:6), o povo nunca havia experimentado a chuva. Mas Noé insistia que choveria de tal forma que o mundo seria inundado. Por suas obras ele mostrou que cria no que estava pregando — construiu uma Arca para a Salvação daqueles que cressem. Coloque-se naquela época e ouça as risadas e o escárnio. Ora, eles nunca tinham ouvido tal loucura! Mas apesar da incredulidade deles, esse era o caminho de Deus no tempo de Noé — crendo eles ou não. Ele enviou um homem com uma Mensagem, e aqueles que deram ouvidos àquele homem foram salvos — os demais pereceram. E se Noé tivesse esperado que outra pessoa pregasse isso? O aviso nunca teria sido dado. Mas ele teve fé de que Deus havia falado com ele e respondeu conforme. Pela fé Noé creu em Deus e condenou o resto do mundo, mas salvou a sua própria casa. Ora, se você tivesse vivido nos dias de Noé, você o teria considerado insano ou fanático? Ou teria olhado para Noé como um profeta de Deus, salvando assim a si mesmo e à sua casa?
Talvez seja difícil se colocar nos dias de Noé. Se for o caso, desçamos ao tempo de Abraão. Abraão não foi criado na justiça de Deus — na verdade, sua família era pagã. Mas um dia Deus falou com ele, dizendo-lhe para deixar a terra de seus pais e viajar para uma nova terra. A Bíblia nos diz que, quando Abraão partiu, “não sabendo para onde ia”; mas ele creu que Deus havia falado com ele e corajosamente disse à sua família: “Eu vou deixar este lugar e ir até lá; e qualquer terra que eu contemplar ou pisar com meu pé, Deus a dará a nós.” Veja, Abraão não somente acredito em Deus — ele CREU em Deus. Há uma grande diferença entre “ acreditar em” Deus e “crer em TUDO” o que Deus diz em Sua Palavra. VOCÊ, como Abraão, CRÊ EM DEUS? No livro de Números, o Senhor repreendeu os filhos de Israel pela sua incredulidade, dizendo: “…Até quando me provocará este povo? E até quando não crerão em mim, apesar de todos os sinais que fiz no meio deles?” (Números 14:11). Agora, se você tivesse sido membro da família de Abraão, teria acreditado no seu parente com a estranha revelação de Deus? Você o teria seguido, ou talvez dissesse: “Espera aí. Nós te amamos, Abraão, mas nunca ouvimos ninguém falar assim antes. Como sabemos que Deus falou contigo?” Talvez você tivesse descartado a Mensagem dele, dizendo: “Sem chance, Abraão; o sacerdote não está ensinando isso, e tu não tens vindicação. Afinal, que prova temos de que tu sequer tenhas ouvido de Deus?” E Abraão, de fato, não tinha prova física alguma, porque sua prova estava no material intangível da fé, trancada em seu coração. E, para Abraão, sua fé tinha suficiente “firmeza” e “prova” (Hebreus 11:1) para levá-lo a crer e a agir sobre ela.
Sabemos que mais tarde, conforme Abraão viajava pela terra, seu sobrinho Ló deixou as tendas de Abraão e desceu às cidades de Sodoma e Gomorra, o caminho do mundo. Foi ali que Ló, um homem justo, estava sentado às portas da cidade, quando Dois Mensageiros chegaram vindos das tendas de Abraão, e ele reconheceu aqueles dois como Mensageiros Angélicos de Deus. Estes não eram seres com asas trêmulas, mas Mensageiros enviados por Deus, trazendo uma palavra do Senhor. Ele também escutou com cuidadosa atenção sua temível Mensagem: “Sai de Sodoma e Gomorra! Deixa esta cidade! Não olhes para trás, pois Deus vai destruí-la com fogo.” Você poderia ter levado tal Mensagem a sério? Visualize-se: você teria realmente reconhecido aqueles dois como mensageiros de Deus, e os teria seguido para fora da cidade sem olhar para trás, mesmo diante da terrível destruição que se seguiu? (VOCÊ pode estar entre aqueles que terão a oportunidade de tomar essa decisão hoje, pois há uma Sodoma e Gomorra modernas que foram advertidas de maneira semelhante — por um Profeta Vindicado de Deus — e essa advertência está nas páginas deste livro.)
Voltemo-nos ao Novo Testamento para aprender sobre outro homem com uma Mensagem estranha e COMO ele foi aceito. São João registra no capítulo 1:19-21 o seguinte interessante diálogo entre João Batista e certos homens sacerdotais:
“E este é o testemunho de João, quando os judeus mandaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para que lhe perguntassem: Quem és tu? E confessou, e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo. E perguntaram-lhe: Então quê? És tu Elias? E disse: Não sou. És tu o Profeta? E respondeu: Não.”
Aqueles sacerdotes e levitas viram que tudo em João era diferente — sua Mensagem de arrependimento, suas roupas de pele de camelo, até mesmo sua dieta de gafanhotos e mel silvestre. Observaram que ele não descia ao Templo para pregar, e ainda assim seu ministério era notavelmente eficaz. Confusos com aquele estranho homem do Deserto, procuraram uma resposta; daí a pergunta: “És tu Elias?” O último grande Profeta que aquele povo conhecia era Malaquias, cuja Mensagem havia ressoado cerca de quatrocentos anos antes. Aqueles judeus religiosos conheciam bem Malaquias 4:5, e pensaram que João fosse o cumprimento dessa porção daquela profecia: “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor.” Mas quando lhe perguntaram SE era “aquele” profeta, João afirmou claramente “não!” Então pensaram que João poderia ser o cumprimento de Deuteronômio 18, onde Moisés disse que lhes seria enviado um Profeta “semelhante” a Moisés mesmo. O mistério se aprofundou quando João também negou categoricamente esta pergunta. Bem, João negou ser o profeta para “restaurar todas as coisas”; agora ele nega ser o “profeta semelhante a Moisés”. Quem era ele, afinal? Não compreendendo plenamente as Escrituras, os líderes religiosos perguntaram-lhe se era “O” Ungido — o Messias. A esta pergunta ele respondeu “sim” e “não”: “sim”, ele era “ungido” por Deus, e “não”, não era “O” Ungido. Por fim, em sua cegueira espiritual, os sacerdotes e levitas perguntaram-lhe: “Quem és tu?” Sem hesitação, João Batista (em São João 1:23) identificou-se nas Escrituras, apontando-lhes a uma profecia que haviam negligenciado em Isaías 40:3, dizendo: “Eu sou a voz do que clama no deserto.” Estava João testemunhando de si mesmo? Não! João estava testemunhando das Escrituras, e as Escrituras testemunhavam dele. Ele era o “cumprimento perfeito” daquela Escritura.
Ora, Isaías havia dito (Isaías 40:3) que alguém viria clamando como uma voz no deserto. João Batista era aquela “Voz”. Também, Malaquias 3:1 declara: “Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais; e o mensageiro da aliança, a quem vós desejais, eis que vem, diz o Senhor dos Exércitos.” Novamente, João Batista era aquele Mensageiro que foi enviado para ser precursor, antes que o Senhor subitamente viesse ao Seu Templo. João, pelas Escrituras, sabia quem ele era e o que seu ministério faria. MAS nós teríamos sabido quem ele era?
Agora vejamos como Jesus identificou João Batista. Ao Se revelar como o Filho do Homem, Ele também colocou o ministério de João na Palavra. Mateus 17:1-13 registra a seguinte conversa que Jesus teve com os discípulos a respeito do ministério de Elias da profecia de Malaquias 4:5, e o ministério de João Batista. Nesta porção da Escritura Jesus identifica um futuro ministério do tipo Elias para restaurar todas as coisas (isto é discutido no capítulo 2), e então identifica João Batista como o Elias da Primeira Vinda de Cristo.
“E, descendo eles do monte, Jesus lhes ordenou, dizendo: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do homem seja ressuscitado dos mortos. E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem então os escribas que é mister que Elias venha primeiro? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas; mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim padecerá também deles o Filho do homem. Então entenderam os discípulos que lhes falara de João Batista.”
João Batista, então, foi de fato um homem com o espírito de Elias, precursor da Primeira Vinda do Senhor Jesus Cristo. Mas ele NÃO era “aquele Elias” para restaurar todas as coisas. Contudo, o povo mais religioso daquele dia, os escribas e fariseus, embora procurassem o Messias, não O reconheceram nem ao Seu precursor. Jesus confirmou que eles não reconheceram, testificando que é possível que o envio de um homem Poderoso de Deus passe despercebido até mesmo pelos religiosos do mundo. Mas se João era o precursor, então deve ter sido necessário reconhecê-lo como precursor, ou Deus o teria enviado em vão. Não reconhecer o “precursor” leva a não reconhecer QUEM e O QUE ele precede. Mesmo nos seminários teológicos ensina-se que João foi o precursor, mas a razão de tal precursor se perdeu em seus ensinos. As condições da Era exigiam que viesse um “precursor” para “preparar” o povo a receber o que Deus prometeu.
Examinemos este ponto mais detidamente na Bíblia. Paulo, falando a doze seguidores da Mensagem de João em Éfeso, em Atos 19:3, perguntou em QUE BATISMO eles haviam sido batizados. “No batismo de João”, foi sua resposta. Paulo lhes pregou sobre Jesus, e então eles foram batizados no Nome de Jesus Cristo. Haviam “ouvido” e “crido” no precursor; portanto, estavam prontos para receber a Verdade Revelada da vinda de Cristo naquela Era.
João Batista, de pé às margens do Jordão, foi interrogado (João 1:25): “Por que batizas, pois, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o Profeta?” João respondeu então com facilidade, dizendo: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está um a quem vós não conheceis” (querendo dizer que ele já sabia que Cristo estava presente). “Este é aquele que vem após mim, que é antes de mim, do qual eu não sou digno de desatar a correia da alparca.” Aqui João insinua que Cristo está presente, mas observe que João não O aponta, porque o “Sinal” ainda não havia sido enviado. João explica sobre o “Sinal” em João 1:29-34:
“No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Este é aquele do qual eu disse: Após mim vem um varão que é antes de mim; porque já era primeiro do que eu. E eu não o conhecia; mas, para que ele fosse manifestado a Israel, vim eu, por isso, batizando com água. E João testificou, dizendo: Eu vi o Espírito descer do céu como uma pomba, e repousar sobre ele. E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo. E eu vi, e tenho testificado que este é o Filho de Deus.”
Ninguém mais, nem mesmo João, conhecia o Messias até que Deus “Enviasse o Sinal” que havia predito a João que ele veria. É claro que quando João o viu, disse: “Este é o Filho de Deus.” Se o próprio João não soube disso até ver aquele testemunho, então a Palavra de Deus teria sido quebrada se qualquer outro tivesse reconhecido o Messias antes de João. Você percebe a importância dessa afirmação?
ERA IMPOSSÍVEL que alguém reconhecesse a primeira vinda de Jesus Cristo ATÉ que o “sinal” tivesse sido enviado e reconhecido pelo Precursor.
Se fosse possível que alguém reconhecesse a Jesus como o Filho de Deus SEM a Mensagem de João Batista, então Deus teria feito coisa vã quando enviou João.
João Batista perdeu alguns discípulos depois disto. Como está registrado em João 1:35: “No dia seguinte, João estava outra vez ali, e dois dos seus discípulos; e, vendo passar a Jesus, disse: Eis o Cordeiro de Deus!” E os dois discípulos ouviram-no falar e pararam de seguir João e começaram a seguir a Jesus. O que fez o Precursor? Ele introduziu as pessoas a quê? Ao Batismo, ao Arrependimento. MAS para que era isso? Para lhes mostrar o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo; e até os próprios discípulos de João começaram a segui-Lo.
Mesmo aquelas pessoas que haviam vivido com Jesus, que O conheciam melhor, não faziam ideia de quem Ele era, pois segundo Marcos 6:1-3…
“E, saindo dali, chegou à sua pátria, e os seus discípulos o seguiam. E, chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se admiravam, dizendo: De onde lhe vêm estas coisas? E que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como se fazem tais maravilhas por suas mãos? Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele.”
As pessoas que conheciam Jesus pessoalmente não O haviam reconhecido como o Cordeiro de Deus. Veja: se Jesus tivesse descido do Céu como um homem adulto, vestido em vestes reais, talvez com 10.000 legiões de Anjos atrás dEle, e tivesse acabado com os romanos, e tivesse feito dos fariseus os governantes, Ele teria sido aceito como o Messias. Mas não, Ele veio exatamente como os profetas disseram que viria, nascido em Belém, numa manjedoura. Criado como filho de um carpinteiro em Nazaré, Ele andou entre as pessoas pelas ruas e no Templo; e enquanto estava realizando milagres e fazendo sinais, como alimentar a multidão com peixes e pães, eles O aceitavam. Mas quando Ele começou a falar aquelas coisas que para eles eram doutrina estranha, declarando-Se como sendo do Pai e dizendo: “Se me tendes visto, tendes visto ao Pai”, a Escritura diz: “MUITOS não mais O seguiram.”
Não, Jesus Cristo não desceu vestido em vestes reais, pois o caminho de Deus foi enviar um precursor; assim como Ele enviou Noé com uma Mensagem Estranha, assim como falou com Abraão, assim como tratou com Ló em Sodoma e Gomorra, assim Ele enviou João Batista. Será possível que em nossa geração Deus também faça algo incomum? Se sim, Ele o fará da mesma maneira que fez antes. Ele enviará um homem com uma Mensagem, e é claro que a maior parte do mundo não dará ouvidos. Mas aqueles que ouvem pela fé e pela Palavra podem testá-la pela Palavra, como fizeram os bereanos2 em Atos 17:11, para ver se é Deus se declarando a esta geração.
Capítulo 2 — Dos Quais O Mundo Não Era Digno
Em Lucas 18:1-8 está escrito:
“1. E disse-lhes também uma parábola sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer, 2. Dizendo: Havia numa cidade um certo juiz, que nem a Deus temia nem respeitava ao homem. 3. Havia também naquela mesma cidade uma certa viúva, e ia ter com ele, dizendo: Faze-me justiça contra o meu adversário. 4. E por algum tempo não quis; mas depois disse entre si: Ainda que não temo a Deus, nem respeito ao homem, 5. Todavia, como esta viúva me molesta, hei de fazer-lhe justiça, para que enfim não volte, e me importune muito. 6. E disse o Senhor: Ouvi o que diz o injusto juiz. 7. E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles? 8. Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Mas, quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”
Há muitas pessoas no mundo que afirmam ter fé e crer em Deus para aquelas coisas que não viram. E, no entanto, quando Deus age em sua geração, a maioria das pessoas não quer ou não consegue aceitar o que Ele faz como sendo de Deus. As pessoas podem olhar para o passado, para os profetas do Antigo Testamento, para homens como Enoque, e crer que Enoque “andou com Deus, e já não era, porque Deus o tomou”.
Sobre Noé, podem dizer que ele (pela fé) creu em Deus para algo que nunca havia acontecido antes na terra. Mas por sua fé condenou o mundo inteiro. Podem crer na história de Abraão e de sua incansável busca por uma Cidade. Se isso vier como revelação ao coração deles, podem crer que Sara, em sua velhice, recebeu forças para conceber descendência. Ficam emocionados com a grande história de fé de Isaque — como Deus prometeu Isaque a Abraão e Sara na velhice deles, e como não consideraram o entorpecimento do ventre de Sara nem a idade do corpo de Abraão.
Eles sentem fortemente a imensidão do pedido de Deus de sacrificar o menino que haveria de cumprir a profecia de que Abraão seria o “pai de muitas nações”. Quando Deus falou e disse: “Oferece-o em sacrifício”, Paulo nos diz em Hebreus que Abraão creu que Deus levantaria o menino de novo dentre os mortos. As pessoas aplaudem tal fé da parte do homem que se chamou a si mesmo “Abraão, pai de muitas nações” durante vinte e cinco anos antes que seu filho nascesse.
Como as pessoas olham para trás e admiram a fé de Abraão. Também admiram Isaque por sua obediência à vontade de Deus e por sua humildade. Admiram a bênção que Isaque deu a Jacó a respeito das coisas que haveriam de vir quando os israelitas estivessem escravizados no Egito. Antes de Isaque morrer, disse a Jacó que o abençoaria de modo que Deus os guardaria em sua Terra Prometida. Jacó, jazendo moribundo, lembrou-se da promessa de seu pai e de seu avô e abençoou os filhos de José acerca das coisas que ainda haveriam de ocorrer com os filhos de Israel. José, por sua vez, ao morrer, falou do retorno dos israelitas à terra de Israel quando parecia que tal era impossível. Os cristãos que conhecem suas Bíblias olham para trás com admiração para o que Deus fez através desses personagens bíblicos. Mas, é claro, tudo isto está no passado, não no presente.
Depois temos Moisés, nascido pela fé que podia desconsiderar a ordem de um rei, que se recusou a ser chamado filho da filha de Faraó e prosseguiu para libertar o povo. A promessa se cumpriu pela fé, e as pessoas hoje admiram os homens dos dias passados por tomarem posições não ortodoxas. Mas e quanto à promessa de Deus para “seu próprio dia”?
As pessoas aceitam a vibrante história de Josué quando conduziu os filhos de Israel ao redor dos muros de Jericó. Por seis dias marcharam ao redor da cidade uma vez cada dia, e os muros permaneceram de pé. No sétimo dia, em obediência ao seu comandante, marcharam sete vezes ao redor, e os muros caíram. Talvez alguns tenham questionado esse método de ataque naqueles dias, mas podemos hoje olhar para trás e dizer: “Bendito seja o Deus da fé, Aquele que fez coisas fora do comum, coisas que nunca haviam sido feitas antes.”
Em nossa imaginação, podemos entrar em certa cidade com Josué e seus homens como espias e conhecer Raabe, a mulher pecaminosa que, por causa de sua fé em Deus (embora não compreendesse plenamente), recebeu os espias e foi salva juntamente com a sua casa. Que coisa maravilhosa, pensamos hoje.
Nem há escassez de histórias na Bíblia sobre a movimentação de Deus entre o Seu povo. As testemunhas, disse Paulo, são numerosas demais para mencionar: Gideão, Sansão, Davi e Samuel, para citar apenas alguns, e todos os profetas que escreveram no Antigo Testamento. Alguns subjugaram reinos. Muitos praticaram a justiça, alcançaram promessas. Alguns taparam a boca dos leões. Os três jovens hebreus apagaram a violência do fogo. Escaparam do fio da espada. Da fraqueza tiraram forças. Tornaram-se valentes na batalha, e um só homem se pôs de pé e, com a mão levantada, pôs em fuga um exército inteiro. Mulheres receberam os seus mortos de volta à vida pelas ações e vidas dos Profetas de Deus do Antigo Testamento.
Houve outros que, para alcançarem uma melhor ressurreição, não aceitaram o livramento. Outros passaram por cruéis provações de escárnios e açoites. Sofreram prisões e cadeias. Foram apedrejados e até serrados ao meio. Quando livres das cadeias dos homens, andaram errantes, destituídos, em peles de ovelhas e de cabras, afligidos e atormentados. Viveram em desertos e montes, em covas e cavernas. O Apóstolo Paulo nos diz em Hebreus 11 que o mundo não era digno deles, pois através de tudo isto clamavam pelo povo e contra os males da idolatria, da cobiça e da concupiscência.
Meu propósito é trazer à luz a Verdade do que Deus tem feito nesta geração. João 20:31 diz acerca do seu dia: “Mas estes foram escritos (pelos Apóstolos que foram testemunhas oculares nos dias de Jesus) para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” Ora, não há maneira de o povo conhecer a Verdade se ela não lhes for chamada à atenção. Portanto, há algumas Verdades enterradas nas Escrituras que devo trazer à atenção daqueles que talvez nunca notem seu significado. Para fazer isto, devo retornar ao assunto de João Batista, porque este é um ponto crítico. O povo PERDEU a João, o PRIMEIRO Precursor, porque ele veio em resposta a certas Escrituras; e eles PERDERÃO o SEGUNDO Precursor pela mesma razão.
As Promessas tanto da PRIMEIRA Vinda de Cristo quanto de Sua maravilhosa SEGUNDA Vinda estão AMBAS preditas em Malaquias. Lendo então dos dois últimos versículos do Antigo Testamento, Malaquias 4:5-6:
“4:5 Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor; 4:6 E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição.”
Elias, o grande Profeta através de quem certa viúva recebeu seu filho de volta à vida, é prometido a retornar “antes do grande e terrível dia do Senhor”. Para mim, há duas coisas que esta Escritura diz a respeito do tempo quando Elias vier: PRIMEIRO, será “antes do grande e terrível dia do Senhor”. SEGUNDO, sua mensagem há de “converter o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais”.
Deixando por um momento essas promessas de Malaquias, examinemos uma profecia a respeito de João Batista. Lucas 1:15-17 fala do pai de João recebendo uma promessa de Deus de que um filho lhes nasceria, a ele e à sua esposa Isabel:
Está escrito…
“1:15 Porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe; 1:16 E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus; 1:17 E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, a fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto.”
Ora, em nenhum lugar nesta promessa ao pai de João encontro que João haveria de “converter o coração dos filhos ao dos pais”. Naturalmente, isto levanta em minha mente uma pergunta quanto a se João Batista cumpriu TODA a profecia de Malaquias em Malaquias 4:5-6. Também, quando leio Mateus 17:11, encontro que o próprio Jesus deixa uma Questão quanto a se João cumpriu essa porção da profecia do Profeta Malaquias. Observe Mateus 17:10-11…
“17:10 E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem então os escribas que é mister que Elias venha primeiro? 17:11 E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas.”
Pedro anuncia em Atos 3:20-21 que este tempo de restauração de todas as coisas será no tempo do retorno do Senhor:
Está escrito…
“3:20 E envie ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado; 3:21 O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de todas as coisas, das quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio.”
Agora, para resumir e fixar este assunto: Malaquias 4 diz que Deus enviará Elias antes da vinda do “grande e terrível” dia do Senhor. Se João Batista veio no espírito de Elias (como a Escritura testifica que veio), então devemos olhar e ver se João fez as obras “daquele Elias” que haveria de vir segundo a profecia de Malaquias. Primeiro, faço a pergunta: Houve um dia “grande e terrível” do Senhor quando João Batista veio? A resposta é que não houve. Restaurou João TODAS as coisas? Segundo Atos 3:21, diríamos que não. Então, é possível que ainda haja um profeta para vir no espírito de Elias, que há de restaurar todas as coisas imediatamente antes da vinda do “grande e terrível” dia do Senhor?
Eis aqui, então, a chave. Devemos procurar por um profeta, com o espírito de Elias, que venha antes do retorno do Senhor. A evidência bíblica aponta para que isto seja verdade. Neste ponto, alguns podem começar a aceitar este fato; contudo, perguntarão como haverão de reconhecer tal profeta. Deixe-me fazer uma pergunta sincera: Que vindicação você acharia que um profeta deveria ter? QUEM VOCÊ colocaria para vindicá-lo? Você o aceitaria como profeta se o Papa dissesse que ele é? E se o Conselho Mundial das Igrejas o proclamasse um profeta de Deus? Você acreditaria se EU dissesse que ele é um profeta? Seu bom senso dado por Deus lhe diz que nenhum destes seria vindicação adequada. Só há um modo pelo qual Deus já vindicou qualquer coisa, e eu explicarei isso agora.
A Bíblia é a Palavra de Deus. A própria Bíblia se declara ser a Palavra de Deus. Ela é autovindicante. Apocalipse 22:18-19 mostra quão enfaticamente a Bíblia declara ser a Palavra de Deus:
Está escrito…
“22:18 Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; 22:19 E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.”
Portanto, se você não crê no que está escrito na Bíblia, cada Palavra dela, sem acrescentar e sem tirar, então o seu nome não pode permanecer escrito no Livro da Vida.
A Bíblia é bastante segura de Si mesma, eu diria, na linguagem que usa em 2 Timóteo 3:16:
“3:16 Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça.”
A Bíblia não te dá permissão em lugar algum para tirar uma porção dela; você deve crer em tudo. 2 Pedro 1:20-21 lê:
“1:20 Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. 1:21 Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.”
Assim, não há outra prova de que a Bíblia é a Palavra de Deus, senão a Bíblia dizendo que é.
Agora, achará o Filho do Homem Fé quando retornar à terra? Você pode crer que esta é a Palavra de Deus? Não, a menos que tenha Fé, a qual, em si mesma, é um dom de Deus. Você pode concordar com a vindicação da Palavra pela Palavra, mas sente que, com um profeta, a situação é diferente. Nesse caso, olhemos para Moisés. Em Êxodo 3:13-14, veremos quem declarou Moisés ser um profeta quando ele desceu aos filhos de Israel:
“3:13 Então disse Moisés a Deus: Eis que quando vier aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me disserem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? 3:14 E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós.”
Quem vindicou Moisés? Fizeram uma votação e concordaram que ele era um profeta? Faraó se levantou e declarou que ele era um Profeta enviado por Deus? Não, Moisés foi vindicado pelo que Deus lhe disse, e isso foi tudo o que Moisés tinha para prosseguir. Mas lembre-se: aos filhos de Israel fora prometido um Libertador. De modo que, “depois” que Moisés os havia tirado do Egito e os conduzido através do Mar Vermelho, havia pedido a Deus que os alimentasse com codornizes e maná, havia recebido os Dez Mandamentos miraculosamente gravados em pedra, e lhes havia dado, vez após vez, a Palavra do Senhor — ainda havia muitos que não criam que ele fosse o homem de Deus. Como podia ser tal coisa?
Simplesmente porque queriam alguém que o vindicasse. Perguntaram como haveriam de saber que a Palavra de Deus veio a Moisés. Não deveria haver dúvida alguma depois de TUDO o que haviam visto, e mesmo assim duvidavam. Tinham Fé em Deus e em que Ele guardaria a Sua Palavra, contudo não podiam crer que Moisés fosse o Profeta de Deus diante da evidência esmagadora de que ele fora enviado por Deus a eles. Estavam simplesmente cegos.
Lembre-se: QUEM vindicou João Batista? Repassemos isto completamente para que não haja dúvida.
Quando o povo foi indagar de João “quem era ele”, como está contado em João 1:19, estavam cientes da profecia de Malaquias 4:5-6a. Também sabiam, sem dúvida, da Palavra que viera ao pai de João antes que João nascesse, de como ele iria adiante “no espírito de Elias” e converteria o coração dos “pais aos filhos”. Ora, só pode haver duas razões para a resposta negativa de João à pergunta do povo sobre se ele era Elias. OU eles estavam lhe perguntando se era o Elias de uma porção da Escritura diferente da que se aplicava a ele, OU ele não conhecia a Palavra. Mas posso provar que João CONHECIA a Palavra, porque quando prosseguiram perguntando-lhe: “És tu aquele profeta?”, João sabia que se referiam ao profeta prometido por Moisés em Deuteronômio 18. Sua negação, então, foi de ser aquele profeta que Moisés dissera que seria um semelhante a si mesmo. Por fim, João se colocou em João 1:22-23:
Está escrito…
“1:22 Disseram-lhe, pois: Quem és? para que demos resposta àqueles que nos enviaram; que dizes de ti mesmo? 1:23 Disse: Eu sou a voz do que clama no deserto…”
João conhecia a Palavra bem o suficiente para saber que Isaías havia dito em Isaías 40:3 que alguém viria, “a Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai no ermo uma vereda a nosso Deus”. Também sabia que Malaquias 3:1 disse: “Preparará o caminho diante de mim”, como também havia dito o Profeta Isaías. Contudo, João negou ser Elias. Sabia que haveria de converter os corações dos “pais aos filhos”, porque seu pai, Zacarias, recebera aquela profecia. João também sabia que estava no espírito de Elias, de modo que é possível que estivessem perguntando-lhe se ele era o Elias de Malaquias 4, que haveria de converter o coração dos “filhos ao pai” antes do “Grande e Terrível” Dia do Senhor? Naturalmente, ele lhes respondeu que não era “aquele Elias”. Mas QUEM vindicou João? O povo estava muito interessado em quem ele era, mas QUEM foi que se levantou e lhes disse? Ele MESMO lhes disse quem era, como registrado em João 1:23:
Leiamos de novo…
“1:23 Disse: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.”
Quem vindicou Cristo? Lucas 9:18-20 declara…
“9:18 E aconteceu que, estando ele só, orando, estavam com ele os seus discípulos; e perguntou-lhes, dizendo: Quem diz a multidão que eu sou? (O próprio Jesus Cristo estava interessado em saber quem o povo dizia que Ele era.) 9:19 E, respondendo eles, disseram: Uns João Batista, outros Elias, e outros que um dos antigos profetas ressuscitou. 9:20 E disse-lhes: E vós, quem dizeis que eu sou? E, respondendo Pedro, disse: O Cristo de Deus.”
Em outro relato, Jesus respondeu: “Carne e sangue não te revelou isto, mas meu Pai, que está nos Céus, e sobre esta pedra (de revelação) edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.”
Isto nos dá nossa primeira pista quanto à vindicação de um Profeta. Ela vem por revelação, e vem pelo próprio profeta vindicando a si mesmo. A Palavra de Deus vindica a Si mesma como sendo a Palavra de Deus. Moisés declarou-se a si mesmo ser um profeta de Deus. João Batista disse que era aquele de quem Isaías falou, e Jesus ensinou aos Seus discípulos que Ele era o Cristo.
Mateus 26:62-65 registra a pobre tentativa de um sacerdote incrédulo de descobrir a Verdade de Jesus Cristo:
“26:62 E, levantando-se o sumo sacerdote, disse-lhe: Não respondes coisa alguma? Que testificam estes contra ti? 26:63 Jesus, porém, guardava silêncio. E, insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. 26:64 Disse-lhe Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Todo-Poderoso, e vindo sobre as nuvens do céu.”
Os incrédulos, especialmente aqueles em autoridade, queriam saber, mas não podiam crer na Verdade porque não havia fé nem revelação em seus corações. Marcos 14:60-62 também registra o incidente:
“14:60 E, levantando-se o sumo sacerdote no meio, perguntou a Jesus, dizendo: Nada respondes? Que testificam estes contra ti? 14:61 Mas ele calou-se, e nada respondeu. O sumo sacerdote lhe tornou a perguntar, e disse-lhe: És tu o Cristo, Filho do Deus Bendito? 14:62 E Jesus disse-lhe: Eu o sou, e vereis o Filho do homem assentado à direita do Poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu.”
Jesus lhes havia declarado publicamente muitas vezes, como em João 10:30: “Eu e o Pai somos um.” Quando Jesus Se vindicou, dizendo quem Ele era, eles pegaram pedras para apedrejá-Lo. MAS quando Jesus começou pela primeira vez a revelar-Se, tentando fazer com que o povo cresse quem Ele era, vemos que Ele os remeteu, NÃO ao que Ele dizia, MAS ao que Ele fazia, como em João 2:23:
“2:23 E, estando ele em Jerusalém pela festa da Páscoa, muitos, vendo os sinais que fazia, creram no seu nome.”
Quando João Batista enviou mensageiros para perguntar quem Ele era, Jesus respondeu como registrado em Mateus 11:5:
“11:5 Os cegos veem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho.”
Jesus enviou os mensageiros de volta para dizer a João que eles haviam visto estas coisas, querendo dizer que João saberia que as obras que Ele fazia falavam dEle.
Está escrito em João 8:24…
“8:24 Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados; porque, se não credes que eu sou, morrereis em vossos pecados.”
Mas, em João 10:36-38, Jesus diz isto…
“10:36 Àquele a quem o Pai santificou, e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas; porque disse: Sou Filho de Deus? 10:37 Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis. 10:38 Mas, se as faço, e não credes em mim, crede nas obras; para que conheçais e acrediteis que o Pai está em mim e eu nele.”
Jesus lhes disse: “Se não podeis crer no que vos digo, então crede no que me vedes FAZER.” Ora, não há outra vindicação de um profeta de Deus: PRIMEIRO, ele lhe dirá quem é. SEGUNDO, fará as obras que ele foi enviado a fazer. É ASSIM que você pode identificar um profeta enviado por Deus.
Ora, se existe um profeta antes da vinda do “grande e terrível dia” do Senhor, um no espírito de Elias, há certas obras que se espera dele. Suas obras serão feitas como de alguém no espírito de Elias. Ele “converterá o coração dos filhos de volta aos pais”. Cumprirá Mateus 17:11, onde Jesus diz: “Ele restaurará todas as coisas.” Em algumas traduções, essa passagem lê: “Ele corrigirá aquelas coisas que foram para o erro.”
O Capítulo 10 deste livro aborda as Eras da Igreja desde os dias de Paulo até o presente com maior detalhe; entretanto, o livro do Apocalipse fala desta última Era, a Era Laodiceana, como tendo um Mensageiro que lhes dirá que eles são “desgraçados, miseráveis, pobres, cegos e nus” e não o sabem. Em Apocalipse 10:7, este Mensageiro é referido como o Sétimo Anjo e diz que “…Nos dias da voz do sétimo anjo, quando tocar a sua trombeta, se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas, seus servos”.
Assim, há uma obra definida que o profeta de Malaquias 4 há de fazer. Ele não será vindicado por uma denominação. A maioria não concordará com ele, mas ele saberá quem é. Conhecerá a Palavra e fará as obras que a Escritura diz que ele fará. Haverá aqueles que o verão e não o conhecerão, mas haverá também aqueles com o mesmo espírito dos que aceitaram a Jesus pelas Suas obras, dizendo em João 7:31: “Quando o Cristo vier, fará ainda mais sinais do que os que este tem feito?”
Mas quando este Profeta de Malaquias 4 vier com o espírito de Elias, para restaurar todas as coisas e concluir o Mistério de Deus, o mundo não será digno dele, assim como não foi digno dos profetas da antiguidade. A maioria das pessoas estará tão inclinada à religião e a reivindicar tantos direitos que ficará cega à visitação.
Este homem virá, fazendo somente o bem. Ele virá cumprindo as Escrituras, trazendo uma Mensagem aos Eleitos, a Noiva de Cristo, mas será odiado pelos líderes religiosos. Eles manifestarão o mesmo espírito daqueles que estiveram aos pés da cruz e disseram: "Ele salvou outros, mas a Si mesmo não pode salvar". Cada movimento que este Profeta fizer será para servir à humanidade, contudo, ele será criticado, incompreendido e rejeitado por causa da doutrina que traz. Ordenado profeta desde o ventre materno, como todos os profetas o foram, sua vinda prenunciará a Segunda Vinda do Senhor Jesus Cristo — e ele virá no espírito de Elias.
Capítulo 3 — A Voz Do Sinal
Uma vez que Deus fez uma coisa de certa maneira, visto que Ele não muda (pois nEle não há “mudança nem sombra de variação”), as Escrituras ensinam que se pode esperar que Ele aja da mesma maneira novamente. Contudo, Ele pode fazer uma coisa nova, como fez quando enviou o profeta Noé, quando chamou Abraão, quando enviou Elias, quando enviou João Batista, e quando enviou Seu Filho único, Jesus Cristo. Havia muitas pessoas que conheciam as Escrituras em cada ocasião, que conheciam as profecias, mas não viram o que Deus estava fazendo porque não tinham o discernimento espiritual para reconhecer um homem enviado por Deus. Como vimos, não há outro modo de reconhecer um homem enviado por Deus senão pelas obras que ele faz e se as Escrituras dão testemunho dele.
Até mesmo Paulo, que viveu na terra quando o próprio Jesus Cristo viveu, e sem dúvida ouviu falar de Jesus quando Ele aqui esteve, não se convenceu de que Jesus Cristo fosse aquele profeta de Deuteronômio 18. Paulo também não reconheceu João Batista como o precursor de Cristo. Paulo, portanto, não poderia ter agido como os discípulos de João, que, quando João se voltou e disse: “Eis o Cordeiro de Deus”, seguiram a Jesus daquele dia em diante. Tampouco Paulo reconheceu a Jesus e O seguiu como Pedro e Mateus, o publicano, quando Ele Se voltou para eles e disse: “Segue-me.” Paulo teve de ter uma experiência pessoal no Caminho de Damasco.
Os Sumos Sacerdotes, os Escribas e os Fariseus não reconheceram o Messias, embora O procurassem diligentemente, pois o Sumo Sacerdote não creu na resposta afirmativa de Cristo à sua pergunta sobre se Ele (Jesus) era o Filho do Bendito. Em vez de crerem nEle quando disse “EU SOU”, blasfemaram e usaram Suas palavras contra Ele. Assim, quando Jesus pendia na cruz, podia olhar para baixo, para eles, e dizer: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” Se tivessem crido que Ele era o Filho de Deus, não O teriam crucificado, e todo o plano de Salvação teria se perdido. Embora Ele estivesse realizando obras maravilhosas, eles O viam apenas como um homem, o filho do carpinteiro. Ignoraram as obras e se apegaram às suas tradições em vez de admitirem que o que estavam ensinando ao povo estava errado.
Havia uma pequena meretriz, a mulher de Samaria mencionada no quarto capítulo do livro de João. Ali, João relata como Jesus se sentou sobre o poço, aguardando Seus discípulos que tinham ido à cidade comprar comida, quando ela veio tirar água. Ele lhe pediu que Lhe trouxesse de beber, e a conversa deles foi mais ou menos assim:
“Senhor”, ela disse, “não é certo que Tu, um judeu, peças a mim, uma samaritana, de beber.”
“Se soubesses com Quem estás falando, pedir-me-ias de beber”, Ele respondeu.
Ela disse: “Senhor, Tu nem tens com que tirar água. És Tu maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu este poço?”
“Bebe da água que Eu dou, e nunca mais terás sede”, disse Jesus.
A resposta dela foi imediata: “Senhor, dá-me dessa água!” Enquanto Jesus lhe dizia isto, sua sede era evidente; uma sede e uma fome que outros não tinham, cumprindo Suas palavras: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos.”
Então Ele lhe disse: “Vai, chama o teu marido.”
Ela teve vergonha. “Não tenho”, respondeu ela humildemente.
“Disseste bem”, veio a Voz de Deus, discernindo os próprios pensamentos do coração dela, “pois tiveste cinco, e o que agora tens não é teu marido!”
Agora, veja a Revelação que veio ao coração dela quando, conhecendo apenas um pouco das Escrituras, disse: “Senhor, eu sei que os profetas dizem que quando o Messias vier Ele nos anunciará todas estas coisas. Tu dizes que, embora adoremos neste monte, virá o dia em que não adoraremos mais. Senhor, percebo que és um profeta!” Com isto ela correu para a cidade, exclamando: “Vinde ver um homem que me disse tudo quanto tenho feito! Não é este, porventura, o Messias?” Ela recebeu mais revelação, não reivindicando nada, do que a maioria das pessoas religiosas de seu dia. Jesus disse delas que, por afirmarem ter a Luz (e não reconhecerem Seu ministério), estavam cegas.
Quantas vezes Jesus discerniu os pensamentos das pessoas? Quantas vezes Ele percebeu suas perguntas e as respondeu antes que fossem feitas? Não era este um atributo de Emanuel, Deus conosco, Jeová o Salvador em carne? Não era um “sinal” de que Jesus Cristo, o Salvador do mundo, estava no meio deles? Contudo, recusaram-se a aceitá-lo. Assim, Ele disse: “Se não credes no que digo, crede nas obras que faço.” Assim é hoje, pois Ele é “Jesus Cristo, o mesmo ontem, hoje, e eternamente”.
Eu havia sido ensinado todas estas coisas na Escola Dominical durante a maior parte da minha vida, mas a primeira vez que vi tal atributo de Deus manifestado foi em uma reunião em janeiro de 1950, no Sam Houston Coliseum, em Houston, Texas. Uma jovem havia se apresentado para receber oração. O Irmão Branham voltou-se para ela e disse: “Antes de orar por você, você precisa confessar o seu pecado.” Ela protestou, dizendo que era uma mulher justa; mas ele disse: “Você foi infiel ao seu marido.” O marido dela estava sentado na congregação naquele momento. Notei um tumulto numa direção e me virei para ver. O marido dela estava descendo o corredor, dirigindo-se à plataforma para impedir que o Irmão Branham acusasse sua esposa. Os ujieres3 deram um passo à frente para detê-lo, mas o Irmão Branham disse: “Deixem-no vir.” O homem subiu precipitadamente à plataforma e estava a uns três metros do Irmão Branham quando foi detido pelas palavras do profeta: “Senhor, e quanto ao senhor e sua secretária ruiva, sentados no automóvel na viela na sexta-feira à noite?” O Irmão Branham continuou falando aos dois, dizendo: “A coisa que vocês dois precisam fazer é se arrependerem diante de Deus, confessarem um ao outro, e serem marido e mulher.” Aquele incidente estava além de qualquer coisa que eu já havia visto antes.
Alguns dias depois, li um livro que continha a história de vida do Irmão Branham — Um Homem Enviado por Deus. O autor daquele livro, que também era seu empresário na época, contou como um de seus trabalhos era assegurar que o lugar de descanso do Irmão Branham fosse mantido em segredo quando ele chegasse a uma cidade para uma reunião. Isto era por causa das multidões que se comprimiam e o incomodavam durante as reuniões, quando o descanso era necessário. Portanto, ele se esforçava muito para manter em segredo o hotel do Irmão Branham, conhecido apenas por ele mesmo e por alguém localmente, como o pastor patrocinador na cidade.
O incidente que ele relatou dizia respeito a uma vez em que ele havia passado pela rotina de obter um quarto de hotel para o Irmão Branham e havia informado o Pastor local, que deveria ser contatado mais tarde pelo Irmão Branham quando chegasse à cidade e quisesse encontrar a localização de seu quarto. O Empresário e o Pastor esperaram naquela noite, mas o Irmão Branham não ligou, e eles estavam ficando preocupados. ONDE estava o Irmão Branham? Finalmente, tarde da noite, o empresário decidiu ir ao hotel e descansar ele mesmo. Quando se aproximou da recepção para pegar sua chave, o recepcionista disse: “O Reverendo Branham chegou mais cedo, esta tarde.” O empresário ficou chocado! O Irmão Branham estava em seu quarto de hotel havia horas. Telefonaram para o quarto e perguntaram-lhe como ele sabia onde ficava o quarto. Ele respondeu, simplesmente: “Ah, eu apenas tenho um jeito de saber estas coisas.”
Quando li aquele relato no livro, juntamente com o que havia visto em Houston, algo começou a acontecer em meu pensamento — a percepção de que ali estava um homem muito além do comum. Mas mais estava por vir antes que eu alcançasse uma revelação completa em meu coração, sobre QUEM este homem realmente era.
Foi na Escola Bíblica em 1952 que ocorreu um evento que grandemente ampliou minha revelação. O filho do Irmão Branham, Billy Paul, e eu frequentávamos aquela escola e nos tornamos amigos íntimos. Havia um laço entre nós porque concordávamos quanto ao batismo com água no Nome do Senhor Jesus Cristo. Certa noite, o reitor repreendeu Billy Paul acerca de alguma coisa e ficou estupefato quando o Irmão Branham ligou para o reitor interurbano imediatamente sobre o mesmo assunto. Eu estava ali, logo do lado de fora do escritório do reitor, quando ele recebeu a chamada, logo depois que Billy havia saído do escritório. O rosto do reitor estava branco como um lençol quando saiu e me perguntou onde estava Billy e se ele havia usado o telefone. “Não, senhor”, eu disse, “acho que não.” “Bem”, ele disse, “era o Reverendo Branham de Indiana ao telefone, e ele acabou de me contar sobre a conversa que acabei de ter com o seu filho Billy!” Em meu coração, pensei: “Quão surpreendente que um homem de Deus possa estar a três mil quilômetros de distância e ‘ouvir’ a conversa entre o reitor e seu filho.” Também pensei em quão grato estava por meu próprio pai não poder fazer aquilo.
Dez anos depois, vim a Phoenix, Arizona, para uma convenção. Eu havia sido nomeado Diretor Internacional Júnior, encarregado das atividades da juventude. Devíamos trabalhar com hippies e delinquentes, levando-os a banquetes para alcançá-los para Cristo. Assim fizemos, e Deus abençoou. Era um bom programa. Como resultado deste trabalho, tornei-me muito amigo íntimo de Richard Shakarian, cujo pai é o Presidente Internacional dos Homens de Negócios do Evangelho Pleno (FGBM). Certa manhã, naquela convenção, o Irmão Branham seria o palestrante do FGBM. Tendo sido criado em background4 de igreja Pentecostal, eu apreciava plenamente seus sermões. Ele pregou contra cabelo curto e vestidos curtos, contra mulheres usando roupas masculinas, e contra todas essas coisas, como nos haviam ensinado na igreja Pentecostal Holiness. Eu estava encantado com o sermão daquela manhã, sabendo que era algo realmente necessário. Mas notei que as pessoas com as quais estava sentado, especialmente as mulheres, estavam balançando a cabeça e protestando, cutucando umas às outras até que seus cotovelos e costelas deviam estar doloridos. Então, ele simplesmente parou e disse às mulheres: “Senhoras, deixem-me dizer-lhes uma coisa. Vocês foram tão longe com Deus quanto vão ir, até que estejam dispostas a pagar um preço maior!”
Pensei como aquilo era tão certo, tão verdadeiro para todos nós. Havíamos ido tão longe quanto iríamos, até que estivéssemos prontos para pagar um preço maior. Agora, talvez, você queira ir apenas até certo ponto com Deus; mas se quer ir mais adiante, quanto mais livre você se tornar do pecado, mais serviço você prestará a Deus. Veja, é o pecado que o manterá longe de servir a Deus.
Depois daquele sermão matinal na convenção do FGBM, e quando fomos almoçar naquele dia, notei que outros haviam levado o Irmão Branham a sério. Havia algumas mulheres proeminentes no grupo, e estavam dizendo a seus maridos: “O Billy Branham não deveria pregar assim! Ele fez mais mal do que bem. Afastou mais pessoas. Ofendeu demasiadas pessoas.” Meu coração ficou adoentado, mas então me passou pela mente o pensamento de que talvez elas estivessem certas, talvez ele fosse apenas antiquado.
No dia seguinte, voltei aos cultos. O Irmão Branham pregou novamente e, durante seu sermão, falou estas palavras: “Vocês pensam que eu não sei o que estavam dizendo sobre o que preguei ontem? Vocês estavam dizendo: ‘O Billy Branham não deveria pregar assim! O Billy Branham fez mais mal do que bem. Ele afastou mais pessoas.’” Então ele baixou a cabeça e, do lugar onde eu estava de pé no palco, ouvi-o orar assim: “Deus, se eu sou o Teu profeta, e o que estou dizendo a este povo é a Verdade, vindica-me.” Uma poderosa manifestação se seguiu. Ele começou por um lado daquela audiência e pôs-se a contar os segredos de seus corações — seus nomes, de onde eram, soletrando seus endereços, suas ruas, e prosseguiu assim por toda a audiência. Uma seção no meio era da Suíça, e ele não conseguia pronunciar as palavras, mas via uma visão do poste de rua onde moravam e soletrava pela placa! Aquilo deveria tê-los abalado até o âmago do ser. Então ele se voltou e saiu, e eu disse a mim mesmo: “Isto é como Elias no Monte Carmelo.”
Aquele meio-dia me encontrou almoçando novamente com o mesmo grupo, e eles diziam: “Bem, ele fez de novo! Fez mais mal do que bem. Ora, nem deveriam deixá-lo ser orador nessas convenções. Se não fosse por Carl Williams, ele não seria orador.” Foi então que descobri que o Irmão Carl Williams apoiava o Irmão Branham e sua Mensagem.
Na noite seguinte, o Doutor Jim Brown, um Presbiteriano, era o orador, e quando o Irmão Branham entrou, o Doutor Brown se voltou e disse: “Eu preferiria muito mais que o Irmão Branham falasse esta noite. Será que o Irmão Branham poderia vir e dizer apenas algumas palavras?” O Irmão Branham fez então algo que eu nunca o havia visto fazer antes, nem depois: ao subir à plataforma, quando outra pessoa seria o orador, usou seu infalível dom de discernimento. Voltou-se para a senhora sentada ao órgão, uma daquelas que havia falado contra ele, e disse: “Irmã, eu a conheço, não é?” Ela respondeu que sim. “Mas eu não conheço sua mãe, conheço?”
“Não, senhor”, ela disse.
O Irmão Branham fez esta promessa: “Se crer nas palavras que lhe disse enquanto estive aqui e crer que sou servo de Deus, quando você for para casa, sua mãe não terá aquelas cataratas nos olhos.”
Bem, talvez isto não tenha ajudado a mais ninguém, mas me fez algum bem. Vi aquela senhora um mês depois e perguntei por sua mãe. Ela disse: “Oh, Irmão Green, quando cheguei em casa aquelas cataratas não estavam nos olhos dela!” Havia uma diferença naquela senhora naquele momento. Ela havia removido a tinta do rosto, penteado o cabelo, e seu vestido estava um pouco mais longo. Mas, tristemente, eu a vi há dois anos e ela voltou ao mesmo estado em que estava antes.
Eu estava começando a aprender com tudo isso. Quando voltei para casa em 1962, estava determinado a pagar um preço maior, a me aproximar mais de Deus e ir um pouco além. Foi em 1963 que decidi que gostaria de patrocinar o Irmão Branham em Beaumont, para deixá-lo vir e pregar o que ele se sentisse guiado por Deus a pregar, e sem ter de pedir desculpas a ninguém. Ele concordou e, em uma noite de domingo antes que ele viesse, eu estava pregando à minha congregação sobre os milagres que havia visto em seu ministério, quando o telefone tocou em meu escritório. Eu estava lhes falando dos milagres, vendo o sinal, mas ainda não ouvindo plenamente a sua voz — exatamente como muitos fizeram com Jesus. Eles viram os sinais e, enquanto os milagres continuavam, tudo bem; mas quando Ele começou Sua Mensagem, eles “não O seguiram mais”. Quando Ele começou a dizer: “Eu e meu Pai somos Um”, eles não podiam ir adiante. Mas eu ainda não via isso sobre a Mensagem do Irmão Branham quando falava à minha congregação sobre ele naquela noite.
Alguém atendeu o telefone e me interrompeu para dizer que era o Irmão Branham chamando. Naquela época, o Irmão Branham morava em Tucson, e lá estava eu em Beaumont. Ao sair para falar com ele, disse à congregação: “Uma vez que estou falando do homem, não é bom que eu vá falar com ele e depois volte e lhes conte o que ele disse?”
Eu falei ao telefone: “Alô, Irmão Branham!”
“Alô, Irmão Pearry”, respondeu ele.
“Irmão Branham”, eu disse entusiasmadamente, “você sabe o que estou fazendo?”
“Sei, sim”, veio a resposta calma.
Ele sabia que eu estava no meio da pregação sobre ele. Não duvidei dele. Eu sabia que ele sabia. Aquilo fez mais alguma coisa em minha vida. Percebi então que eu não podia me irritar com minha esposa, gritar com as crianças, perder a paciência, ser impaciente, ou fazer qualquer coisa em segredo, senão Deus veria, e Ele era capaz de revelar isso a mil e quinhentos quilômetros de distância a outra pessoa. Isto me envergonhou. Voltei ao púlpito naquela noite um pouco diferente de quando havia saído, e tinha outra coisa para lhes contar que eu não sabia antes.
Na semana seguinte a esta experiência, o Irmão Branham estava pregando em uma reunião em Dallas. Enquanto eu estava lá, um ministro, bem conhecido em todo o mundo, convidou o Irmão Roy Borders e eu a irmos ao seu escritório e a discutirmos com ele a possibilidade de o Irmão Branham ir à África, acompanhado por este ministro, para conduzir algumas Escolas de Libertação. O homem nos disse estas palavras: “Vocês sabem que o Irmão Branham é o homem mais facilmente influenciável que já vi em minha vida. Desde que parei de viajar com ele, ele tem se desviado em sua doutrina. Por exemplo”, continuou ele, “vejam esta doutrina da Semente da Serpente! Sem dúvida, a estranha vida e ministério do Irmão Branham atraem todas essas pessoas esquisitas, sabe — provavelmente algum velho vestido de pano de saco, tipo um eremita, que saiu do bosque com uma longa barba, provavelmente alguém assim, veio e contou ao Irmão Branham aquela doutrina suja da ‘Semente da Serpente’. O Irmão Branham, sabem, engoliu tudo, e a pregou de seu púlpito. Agora aquela fita saiu e arruinou o seu ministério.”
Ora, eu tinha acabado de ouvir a Mensagem da Semente da Serpente e a considerei uma revelação maravilhosa. Então eu disse: “Irmão, você já ouviu a fita do Irmão Branham sobre a Semente da Serpente?”
“Não!” ele disse, “Não tenho tempo para ouvir tamanho lixo!”
Fiquei horrorizado. “Você não deveria dizer isso, irmão, até que tenha ouvido o que o homem disse! Não faça isso!”
O Irmão Borders, que estava no meio havia mais tempo do que eu, apenas me cutucou a perna, e eu soube que “aquilo” significava ficar quieto e não dizer mais nada sobre o assunto. Então continuamos falando sobre outras coisas, nos desculpamos e saímos.
Naquela noite o Irmão Branham veio aos cultos, e este mesmo homem estava sentado na plataforma. Depois que o coro foi dispensado, ele ficou sentado no palco sozinho, bem acima, onde toda a congregação podia vê-lo. O Irmão Branham entrou, cumprimentou-o e pregou seu sermão. Perto do fim do sermão, ele parou, chamou um espírito de um lado e disse: “Esperem um minuto, há algo errado!” Ora, havia uma pessoa do outro lado com a mesma enfermidade, e ele disse: “Estes dois espíritos estão gritando um para o outro!” Então, com autoridade, disse: “No Nome do Senhor, eu repreendo ambos!” Então, o Irmão Branham disse: “Saibam, é uma coisa estranha; depois das milhares de vezes em que algumas pessoas me viram discernir enfermidades e dizer ‘Assim Diz o Senhor’, e nunca estaria errado, contudo, quando o Senhor me dá uma doutrina como aquela da ‘Semente da Serpente’, eles dizem que a obtive de um velho que é como um eremita.” A isso, ele se virou e olhou o homem bem no rosto.
Eu estava sentado na audiência quando isto aconteceu e, naturalmente, pensei que o Irmão Borders tivesse contado ao Irmão Branham sobre aquilo. Então, depois do culto, mal podia esperar para perguntar ao Irmão Borders o que o Irmão Branham havia dito quando ele lhe contou. Mas quando lhe perguntei, o Irmão Borders respondeu: “Eu não lhe contei, você contou.” “Eu nem o vi!”, protestei. Foi então que percebi que o Irmão Branham devia ter “ouvido” sobrenaturalmente a nossa conversa daquela tarde. Deus havia mostrado ao Seu servo o que havia se passado no escritório “daquele irmão”.
Ainda assim, não havia uma revelação real em meu coração. Essa haveria de vir um pouco mais tarde. Em 14 de fevereiro de 1964, eu estava envolvido em planos para que o Irmão Branham estivesse na televisão de circuito fechado naquela noite. Enquanto estava à porta da frente de minha casa, disse à minha esposa: “Vou atravessar a cidade até o Irmão Borders e o Billy Paul para mostrar-lhes onde teremos o programa de Televisão (banquete) esta noite, para que saibam como trazer o Irmão Branham.” Havia alguns rapazes jovens morando conosco, e prossegui dizendo à minha esposa: “Diga aos rapazes que, assim que eu voltar, vou levá-los para cortar o cabelo, porque eles vão se sentar na mesa principal com a família esta noite, e não quero que estejam desalinhados.” Então atravessei a cidade, onde encontrei o Irmão Borders, e ele me disse que Billy Paul havia acabado de ir buscar seu pai, que estava no bosque orando.
Depois de alguns minutos, o Irmão Branham e o Irmão Billy Paul chegaram. Cumprimentamo-nos, e eu lhes disse sobre levá-los a ver o local. O Irmão Borders e Billy Paul entraram para dizer às suas esposas que estavam saindo. Foi justamente quando voltaram que eu disse ao Irmão Branham: “Vejo você esta noite.” Comecei a passar por ele para acompanhar os outros dois e mal havia dado alguns passos quando ele disse: “É melhor você se apressar se quiser fazer aquele corte de cabelo!”
Eu estava caminhando rápido o suficiente para dar mais dois passos antes de parar onde estava. Virei-me para encará-lo e disse: “Como você sabia que eu ia fazer um corte de cabelo?” Ele passou a descrever a porta da frente da minha casa.
“Irmão Branham”, eu disse, “você passou pela minha casa e falou com a minha esposa?”
“Não”, ele disse, “Irmão Pearry, quando eu estava no bosque há pouco, o Senhor me deu uma visão de você ali em pé, dizendo à sua esposa que ia levar uns rapazes para cortar o cabelo.”
Quando o Irmão Branham falou estas palavras, a revelação irrompeu completamente em meu coração. Qualquer última resistência foi derrubada. Clamei: “Senhor, percebo que és um profeta, com o espírito de Elias! Tu amas o deserto! Tu clamas contra o espírito de Jezabel! Tu chamas os líderes religiosos do mundo de hipócritas e não tens nenhum desejo de dinheiro nem de fama!”
Ele levantou a mão como que para eu não dizer mais nada. “Irmão Pearry”, ele disse, “faça o que fizer, mantenha seu equilíbrio nas Escrituras; mas eu não negarei o que aquela Voz disse no Rio Ohio em 1933!” Ele continuou: “Irmão Pearry, eu não falo sobre isto em público. O povo não entende o que é um profeta. Mas quando aquela Luz veio rodopiando dos Céus, e aquelas pessoas sentadas na margem a viram, houve uma Voz que falou dela, assim como falou a Paulo no Caminho de Damasco. A Voz disse: ‘Assim como João Batista foi enviado para ser o precursor da Primeira Vinda do Senhor Jesus Cristo, a tua Mensagem será a precursora de Sua Segunda Vinda.’”
Capítulo 4 — Hoje Se Cumpriu Esta Escritura
Não é comum que as pessoas estejam cientes de que uma Escritura esteja sendo cumprida. No entanto, quando confrontadas com tal cumprimento, me pergunto quantas o aceitariam? Sem dúvida POUCAS, porque Deus o faz acontecer com tanta simplicidade que fica escondido dos olhos dos “sábios e entendidos”, como diz a Bíblia. Duas ocorrências de Escritura sendo cumprida — uma da vida de Cristo e outra ocorrida dois mil anos depois na vida de William Branham —, embora vitais para a humanidade, foram negligenciadas pela maioria.
A data era 24 de janeiro de 1965; o local, Phoenix, Arizona. Era de manhã, e o Irmão Branham deveria falar em uma Convenção Internacional da Comunhão dos Homens de Negócios do Evangelho Pleno, patrocinada pelo Irmão Carl Williams. A Mensagem que o Irmão Branham pregou naquela manhã se intitulava “Dores de Parto”. Poucos dias antes, sua esposa lhe havia dado uma nova Bíblia, exatamente igual àquela que ele havia usado por muitos anos pregando o Evangelho por todo o mundo. Nesta manhã ele havia trazido esta nova Bíblia consigo ao culto. Como resultado, uma cena iria se desdobrar que se compararia exatamente com a Escritura.
Quando ele chegou ao púlpito naquela manhã, após dirigir-se à audiência, abriu a nova Bíblia no seu texto e começou a ler a porção da Escritura onde se fala sobre o fim dos tempos e as coisas que viriam sobre o mundo como uma mulher em trabalho de parto. Ele leu até o final da página e, ao virar a página, duas daquelas páginas novas ficaram grudadas, de modo que o versículo que ele queria ler para continuar o texto estava escondido entre as páginas. Ele ficou intrigado, porque o outro capítulo começava a página exatamente no número correto do versículo que ele estava procurando; e, contudo, ao ler, descobriu que os versículos da Escritura não correspondiam.
Esta experiência está registrada na fita “Dores de Parto”, onde se pode ouvi-lo perguntando aos ministros na plataforma se aquele não seria o lugar correto do versículo, se ele não se encontraria em tal e tal passagem. Enquanto ele virava as páginas para frente e para trás, sem perceber que estavam grudadas, um Sacerdote Caldeu, o Bispo Stanley, Arcebispo da Metropolitana dos Estados Unidos pela Igreja Católica Caldeia, que também estava na convenção como orador, estava sentado na plataforma, observando o Irmão Branham. O Bispo Stanley estava vestido com suas vestes sacerdotais, com sua veste vermelha. Ele se aproximou do Irmão Branham e disse: “Fica tranquilo, meu filho, pois Deus tem um propósito nisto. Tome, use minha Bíblia.” O Irmão Branham pegou a Bíblia do Sacerdote, leu o texto que ele não conseguia achar, fechou a Bíblia, devolveu-a ao Sacerdote e continuou sua Mensagem.
Ele falou naquela manhã sobre os “bombardeios arrasa-quarteirões” da Segunda Guerra Mundial e a guerra de trincheiras da Primeira Guerra Mundial, mostrando que todas estas coisas eram “dores de parto”, como de uma mulher em trabalho de parto. Mostrou que estes eram os juízos de Deus, o “princípio dos dias de dores”; e que o mundo não poderia suportar outra guerra. Mencionou a bomba atômica que havia caído em Hiroshima, e o poder de destruir o mundo que os homens possuem hoje, relacionando-o claramente ao tempo falado nas Escrituras como o “princípio dos dias de dores”. Em resumo, ele proclamou juízo sobre o mundo.
Naquela noite, quando retornava à sua casa em Tucson, havia parado em um restaurante para comprar algo para as crianças quando o Espírito do Senhor veio sobre ele e lhe mostrou um “paralelo impressionante” com sua experiência daquela manhã. Ele foi remetido a uma época (nas Escrituras) em que Jesus Cristo havia pregado na sinagoga em Nazaré, como registrado em Lucas 4:17-19:
“4:17 E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito: 4:18 O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados de coração, 4:19 A apregoar liberdade aos cativos, e dar vista aos cegos; a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor.”
Isaías estava profetizando a respeito de alguém que haveria de vir, a quem o Espírito do Senhor ungiria para pregar o Evangelho aos pobres (não necessariamente aqueles em pobreza natural, mas os pobres de espírito, que perceberiam que teriam de depender da Graça de Deus e do Sangue derramado de Jesus Cristo). Estes pobres, pois, eram aqueles que perceberiam que não era pelo derramamento do sangue de touros e bodes, mas pelo preço do Cordeiro imolado desde a fundação do mundo. Haveria uma Mensagem de Boas Novas, um novo Evangelho trazido a estas pessoas que eram pobres de espírito; e Ele não as despediria, porque elas estariam desamparadas sem Ele.
Este novo Evangelho viria também para os quebrantados de coração, os insatisfeitos cujos corações se quebrariam dentro deles porque a própria religião havia se tornado “uma aparência de piedade” sem poder. Ele apregoaria libertação aos cativos (cativados por sistemas) que nem sequer viam que estavam em servidão. “Ricos e necessitados de nada”, contudo seriam “miseráveis, pobres, nus e cegos”, como a Bíblia adverte. Sua cegueira era espiritual, e precisavam de colírio para permitir-lhes ver o plano de Salvação. Jesus haveria de abrir estes olhos espirituais, dar-lhes olhos reais para que pudessem ver o que Deus estava fazendo na terra. Também Ele haveria de pôr em liberdade aqueles que estavam oprimidos — expulsos porque eram espiritualmente sensíveis e abatidos pela religião organizada. (Como aconteceu, querendo somente obedecer a Deus, se não fizessem exatamente o que os fariseus diziam, eram expulsos.) Em resumo, Isaías falou do Messias vindouro.
O paralelo que foi mostrado ao Irmão Branham está nisto: Jesus leu os versículos de Isaías 61 e leu somente até “…apregoar o ano aceitável do Senhor”. Então Ele fechou o livro, devolveu-o novamente ao sacerdote e sentou-Se. A Bíblia diz: “E os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nEle.” Então Jesus fez a afirmação extraordinária: “Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos.”
De Jesus, João Batista disse: “…Eu vi o Espírito descer do céu como uma pomba, e repousar sobre ele” (João 1:32). Portanto, Jesus foi ungido pelo Espírito para pregar o que pregou. Com confiança Ele pôde “devolver o livro ao Sacerdote” e dizer: “Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos.”
Em João 3:34 está escrito…
“3:34 Porque aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, pois não lhe dá Deus o Espírito por medida.”
Assim João Batista deu testemunho de que o Espírito de Deus estava sobre este Um, Jesus Cristo, que fez as coisas que o Messias deveria fazer. Ele pregou o Evangelho aos pobres e aos quebrantados de coração. Ele trouxe libertação aos cativos. Deu vista aos cegos. O povo temia os milagres e dizia: “Certamente Deus visitou o Seu povo, pois Ele nos enviou um poderoso profeta.” Alguns diziam: “Se este não for o Cristo, quando Ele vier, fará mais milagres do que este fez?” A Escritura estava sendo cumprida. Jesus chegou a se sentar na sinagoga e disse às pessoas mais religiosas presentes na terra: “Hoje se cumpre esta Escritura em vossos ouvidos.” Mas eles não perceberam. Ele era Ungido pelo Espírito de Deus, fazendo o que o profeta Isaías havia predito. Ele declarou o “Ano Aceitável do Senhor”. Naquele tempo, os judeus poderiam ter aceitado o Messias, mas rejeitaram-nO.
AGORA, OBSERVE o que já apontamos: Jesus fechou o livro. Ele não terminou de ler Isaías 61:2. Parou no meio do versículo. Deixou de fora a porção que declara… “…e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes.” POR QUE Ele a deixou de fora? Porque ela se aplica à Sua Segunda Vinda.
Agora, então, para aqueles que ainda não perceberam o paralelo deste evento com o que aconteceu em Phoenix: houvera um homem enviado por Deus, em quem o Espírito do Senhor habitava; e a segunda porção de Isaías 61:2 foi cumprida em Phoenix, Arizona, em 24 de janeiro de 1965, quando este Profeta de Deus, com o espírito de Elias, FEZ EXATAMENTE o que Isaías profetizara que ele faria — ele declarou o “dia da vingança do nosso Deus” quando pregou “juízo sobre este mundo” em seu sermão intitulado “Dores de Parto”. Assim como foi nos dias de Jesus, quando Ele esteve de pé na sinagoga e “o Sacerdote Lhe entregou a Bíblia”, e Ele a devolveu dizendo: “Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos” — e eles não sabiam do que Ele estava falando. Assim foi neste século, nesta geração. O “Dia da Vingança do nosso Deus” foi declarado por um Profeta de Deus sobre esta terra, e os “religiosos” não conseguiram vê-lo. Ele também “consolou todos os tristes”, pois disse que havia um caminho de libertação: “Saí dela, povo meu, e vos separai.”
O Profeta retornou a Phoenix no dia seguinte (25 de janeiro de 1965) e pregou esta Revelação que lhe havia sido dada pelo Espírito de Deus. Naquela noite sua Mensagem se intitulava “Hoje Se Cumpriu Esta Escritura”. Alguns dias depois, ele retornou a Tucson, subiu pelas montanhas perto de Finger Rock, e uma nuvem cor de âmbar, em forma de um grande guarda-chuva, desceu dos Céus e por “três” vezes desceu sobre a montanha, enquanto o Irmão Branham estava orando perto do pico. Crianças em idade escolar foram até dispensadas da escola para assistir a este estranho fenômeno.
Assim como Moisés desceu do monte, assim este Profeta desceu com uma permissão especial em seu coração da parte de Deus para ser pregada à sua igreja em Jeffersonville, Indiana — o Mistério do Casamento e do Divórcio.
A Verdade foi revelada com instruções especiais (como Paulo em seu dia) para aqueles cujas vidas haviam se enrolado em tempos passados por ignorância da Verdade. O sermão Gravado ou Impresso sobre Casamento e Divórcio pode ser obtido junto à Voice Of God Recordings — cujo endereço está localizado na página inicial de William Branham.
Quando o Irmão Branham era menino, teve uma visão do Senhor Jesus Cristo em um campo próximo à sua casa. Um auditório escolar foi mais tarde construído naquele mesmo local. Em fevereiro de 1965, antes de pregar a mensagem “Casamento e Divórcio”, ele pregou neste auditório escolar um sermão detalhado intitulado “Hoje Se Cumpriu Esta Escritura”. (A multidão era tão grande que ele teve de ficar de lado para uma audiência no auditório e de lado para outra no ginásio.) O lugar onde ele esteve pregando (na plataforma) ficava aproximadamente na mesma altura e localização onde havia visto o Senhor Jesus numa visão. Ali ele esteve, em fevereiro de 1965, na mesma posição em que havia visto Jesus anos antes, e pregou a Mensagem “Hoje Se Cumpriu Esta Escritura”. Declarou que Deus havia enviado o Espírito sobre ele e que ele havia pregado libertação aos cegos; havia trazido liberdade e libertação àqueles que estavam em cativeiro; havia dado uma Mensagem de esperança, misericórdia e Graça aos pobres em espírito; e havia proclamado “O Dia da Vingança do nosso Deus” sobre esta terra. Hoje Se Cumpriu Esta Escritura.
Capítulo 5 — Primeiros Anos e Conversão
Talvez pela discussão anterior você possa ver por que creio que William Marrion Branham foi o profeta de Deus para esta geração, enviado para trazer a Palavra de Deus, para terminar os mistérios de Deus, para restaurar todas as coisas, e para corrigir aquelas coisas que haviam se desviado para o erro. Para aqueles que não conhecem os detalhes de sua vida, gostaria de compartilhar alguns deles com você, para que também você possa ter a mesma oportunidade que tive quando li o livro Um Homem Enviado por Deus, do Irmão Gordon Lindsay. Talvez você veja, como eu vi, o plano especial de Deus para a vida dele desde o tempo de seu nascimento. Para comparação, examinemos primeiro outras ocorrências na Bíblia de homens sendo escolhidos desde o nascimento.
O capítulo 3 de 1 Samuel relata como a mãe de Samuel o deu ao Senhor antes mesmo de ele ter nascido. Tão logo foi desmamado, foi levado ao templo, onde sua mãe o apresentou a Eli, o sumo sacerdote, para ser criado no serviço ao Senhor. Quando ainda era menino, como registrado em 1 Samuel 3:1, ele “servia ao Senhor perante Eli; e a palavra do Senhor era de muita valia naqueles dias; não havia visão manifesta.” Peço ao leitor que considere o paralelo no século vinte. Onde e por meio de quem a palavra do Senhor estava vindo por “visão manifesta” antes de o Irmão Branham entrar em cena no cenário evangelístico? Embora houvesse algumas pessoas com visões, certamente não havia grande mover de cura Divina no mundo. Tampouco havia avivamento como o mundo desde então experimentou. O avivamento começou em 1946 e continuou até cerca de 1957, mas desde então definhou a partir do clímax alcançado no final dos anos 40 e início dos anos 50. Então, assim como foi nos dias de Samuel, não havia “visão manifesta” porque não havia profeta de Deus em cena até o Irmão Branham.
Quando Samuel era apenas um menino, Deus lhe falou pela primeira vez. Chamou-o três vezes. A cada vez Samuel respondia, pensando que a voz era a de Eli. Finalmente, Eli lhe disse para voltar e deitar-se, e na próxima vez em que acontecesse dissesse: “Fala, Senhor, porque o teu servo ouve.” Então em 1 Samuel 3:11 lemos: “E disse o Senhor a Samuel: Eis aqui vou eu a fazer uma coisa em Israel, que a qualquer que a ouvir lhe tinirão ambos os ouvidos.” O poderoso Deus foi revelado a Samuel “pela palavra do Senhor”, embora Samuel fosse apenas um menino; e os ouvidos daqueles que ouviam acerca disso haveriam de tinir com expectativa pelas coisas que o Senhor haveria de fazer. (Ora, se você ouvir as coisas que Deus tem feito nesta geração, seus ouvidos podem tinir também — por ouvir coisas das quais você não tinha conhecimento, por acontecimentos em sua geração na vida do Irmão Branham.)
Deus primeiro mostrou a Samuel algo que Eli estava fazendo errado. Samuel, porque amava Eli, não desejava contar-lhe seu erro; mas o sacerdote o convenceu de que ele deveria falar as palavras do Senhor, não importando a quem isto pudesse ferir. Assim foi, segundo o versículo 19, que “Samuel cresceu, e o Senhor foi com ele, e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra”. Se Samuel o disse, Deus o fez. Assim o Senhor abençoou o povo com a Sua presença, como contado no versículo 21: “E continuou o Senhor a aparecer em Siló; porquanto o Senhor se manifestava a Samuel em Siló, pela palavra do Senhor.” Por toda a Escritura, sempre que Deus se manifestou, Se revelou, Se fez patente, Ele o fez enviando Sua Palavra por meio de um profeta de Deus.
Nem foi Samuel um caso isolado de criança chamada por Deus como profeta. Jeremias 1:4-5 registra: “Então veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Antes que te formasses no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.” Assim, o grande profeta Jeremias foi preordenado profeta às nações antes mesmo de sair do ventre de sua mãe. Jeremias disse: “Então disse eu: Ah! Senhor Deus! Eis que não sei falar; porque ainda sou um menino. Mas o Senhor me disse: Não digas: Eu sou um menino; porque a todos a quem eu te enviar irás; e tudo quanto te mandar falarás. Não temas diante deles, porque estou contigo para te livrar, diz o Senhor. E estendeu o Senhor a sua mão, e tocou-me na boca; e disse-me o Senhor: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca. Olha, ponho-te neste dia sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares e derrubares, para destruíres e arruinares, e também para edificares e plantares.”
Deus colocou no coração da mãe de Moisés, quando Moisés era apenas um bebê, que o pusesse à parte como um vaso escolhido. Deus fez com que ele fosse criado na casa de Faraó, depois o levou ao deserto por quarenta anos e o treinou ainda mais, e finalmente o enviou de volta como o libertador da nação de Israel. Observe que Deus não esperou até Moisés ter cinquenta anos. Ele começou a trabalhar na vida de Moisés quando este era apenas um bebê, no dia em que nasceu.
Assim, vemos que os profetas não são homens que vêm a esta terra e crescem e fazem tamanhos esforços sacrificiais diante de Deus, ou clamam, choram, oram e jejuam até que Deus os reveste de poderes sobrenaturais; mas sim, são escolhidos por Deus desde o ventre de suas mães e levados ao lugar em que são tão livres do pecado que o pecado não pode fazer com que a Palavra de Deus erre. Quanto mais são separados do pecado, mais em servidão estão ao Deus Todo-Poderoso.
É uma necessidade absoluta ouvir um profeta enviado por Deus, pois ele é a voz de Deus falando ao mundo no tempo em que Deus o envia. Como acabamos de ler, Deus tomou Jeremias, um mero menino, e disse: “As palavras que falas não são tuas palavras, são as Minhas palavras, e Eu te coloquei em autoridade sobre as nações. Se disseres: ‘Arranca’, Eu arrancarei. Se disseres: ‘Edifica’, Eu edificarei!” Você pode ver que este é o caminho provido por Deus? O capítulo 3 do Livro de Atos não nos diz quão necessário isto é, e que juízo há sobre aqueles que deixam de ouvir os profetas de Deus?
Ora, é possível que Deus envie um profeta no século vinte? Pessoalmente, creio que Ele o fez, cumprindo a Sua Palavra. Agradeço a Deus por Ele guardar a Sua Palavra, pois sem isso eu teria estado trabalhando em denominacionalismo cego. Eu teria estado seguindo as tradições dos homens, crendo que fossem as doutrinas de Deus. Vi que Deus havia feito estas coisas através das eras, e vi Deus fazendo agora as mesmas obras que os profetas fizeram então. Vi que as Escrituras prediziam que isto haveria de acontecer. Foi então que eu disse: “Senhor, eu percebo que és um profeta de Deus!” Não hesitei, pois foi uma revelação ao meu coração.
Em 6 de abril de 1909, uma mãe de Kentucky, de quinze anos, deu à luz um menino. Eles o chamaram William Marrion Branham, e no dia em que ele nasceu houve uma estranha aura, uma Presença, na pequena e rústica cabana de toras. Uma luz veio rodopiando pela janela e pairou sobre o berço. Não é de admirar que as pessoas que a viram disseram: “Que tipo de criança este menino será?”
Quando o bebê tinha apenas seis meses, a proteção de Deus sobre ele foi demonstrada pela primeira vez. Ele e sua mãe, presos na cabana enquanto o pai estava ausente a trabalho, foram miraculosamente salvos de morte certa. Uma grande tempestade de neve havia isolado a cabana, a comida e a lenha acabaram, de modo que a jovem mãe simplesmente se enrolou, junto com o bebê, em todas as roupas de cama que tinham e foi para a cama, aguardando o fim. Mas um vizinho que morava a alguma distância, por algum estranho fenômeno que não conseguia explicar, havia por vários dias se sentido atraído a visitar a pequena cabana para ver como seus vizinhos estavam. Certo dia, o impulso veio sobre ele com tanta força que ele não foi capaz de resistir; atravessou os morros até a cabana e encontrou a mãe e a criança quase perecendo. Rapidamente juntou lenha e acendeu um fogo, fez uma viagem de volta à sua casa para buscar alimento, e cuidou deles até que recobrassem a saúde. Assim, somente por uma estranha Presença que o homem não pôde explicar, foi ele levado a vir naquela hora e salvar a vida deste menino de seis meses em particular.
Com a idade de três anos, o Irmão Branham recebeu sua primeira visão. A partir desta visão, ele soube dizer à sua mãe que, embora vivessem então em Kentucky, um dia eles morariam perto de uma cidade chamada New Albany. Não muito depois disto, a família mudou-se de Kentucky, atravessando o Rio Ohio, para Indiana, e um pouco mais tarde mudou-se alguns quilômetros ao sul para Jeffersonville, Indiana, que fica a poucos quilômetros de New Albany, Indiana. A visão foi cumprida.
Com a idade de sete anos, o Irmão Branham teve outra experiência estranha que ele não foi capaz de compreender. Aconteceu certo dia que, enquanto ajudava seu pai, se viu passando por baixo de um choupo quando um estranho vento sacudiu as folhas da árvore, embora não houvesse nenhum outro vento naquele dia. Ele relatou que um redemoinho agitou uma seção da árvore do tamanho de um barril, e uma Voz falou dele, dizendo: “Nunca fumes, nunca bebas, nem contamines o teu corpo, pois quando fores mais velho há uma obra para tu fazeres.” Ele não conseguiu entender o misterioso evento; isto o assustou, e ele correu para sua mãe. Ela pensou que ele tivesse sido picado por uma cobra, depois pensou que ele pudesse estar apenas em choque nervoso, de modo que o pôs na cama e chamou o médico.
Poucos dias depois, enquanto brincava com amigos, ele viu uma visão de uma ponte. Esta ponte-que-não-estava-ali se estendia através do Rio Ohio, de Louisville a Jeffersonville. Ele disse a seus amigos que podia ver a ponte ali e, para seu horror, viu uma parte da ponte desabar, levando dezesseis homens à morte. É claro que seus amigos espalharam isto pela comunidade. Mas treze anos depois aquela ponte foi construída ao custo das vidas de dezesseis homens. A ponte está ali hoje, entre Jeffersonville e Louisville.
Uma vez, quando jovem, uma moça caçoou dele porque ele não fumava, e ele chegou a tentar fumar para fazer cessar o seu escárnio. Seu testemunho é que, quando estendeu a mão para pegar o cigarro, ouviu o redemoinho novamente; e quanto mais tentava, mais forte ele se tornava, até que seu som impetuoso o assustou. Por isso ele nunca fumou.
Outra vez, um homem lhe ofereceu uma bebida na presença do pai do jovem William Branham e insistiu que ele a tomasse. Ele estava quase tomando a bebida, porque seu próprio pai o chamou de afeminado, quando o redemoinho veio novamente. Ele podia ouvi-lo soprando; e à medida que continuava a levar a garrafa aos lábios, o vento se tornava mais forte, até que o assustou e ele fugiu. Ele não desobedeceu a Deus; na verdade, não podia, pois Deus tinha um plano para a sua vida, que estava cumprindo.
Quando adolescente, uma vez foi a um parque de diversões, e ali uma cartomante aproximou-se dele e disse: “Jovem, sabias que há um sinal te seguindo?” Quão semelhante à vez em que o espírito maligno disse a Jesus: “Sabemos quem és; tu és o Cristo, o Filho de Deus.” Os sacerdotes e os líderes religiosos, os mais religiosos do mundo no tempo de Cristo, não O reconheceram, embora os espíritos malignos O reconhecessem. Assim foi na vida do Irmão Branham.
Quando o Apóstolo Paulo foi a Tiatira pregar, não foi bem recebido, mas foi posto em grilhões; e uma jovem disse: “Este é Paulo, que nos prega a Cristo, a mensagem da salvação.” Havia nela um espírito maligno que reconheceu quem Paulo era quando os outros procuravam persegui-lo. Assim foi nesta geração. Os espíritos malignos podiam reconhecer que havia algo diferente no Irmão Branham antes que os religiosos do mundo o admitissem. Muitos ainda não admitem as obras de Deus através deste homem. Recusam-se a reconhecer que ali estava algo muito acima e além do comum. Será porque eles, embora “religiosos”, não são nem sequer espirituais?
O Irmão Branham quase morreu pela segunda vez aos quatorze anos. Acidentalmente alvejado, jazendo em seu próprio sangue, com partes das pernas dilaceradas onde o disparo da escopeta o havia atingido, ele teve uma visão, ou experiência, enquanto estava no hospital, em que ele mesmo se esvaiu e viu pessoas no inferno. Ele viu coisas que haveriam de ocorrer entre as mulheres do mundo na década de 1960 — o uso grotesco de maquiagem e coisas semelhantes. Mas estas mulheres estavam no inferno, e chocou-o perceber que havia tal lugar. Contudo, resistiu ao chamado de Deus sobre a sua vida, embora Deus continuasse a tratar com ele, pois havia uma obra para ele fazer quando fosse mais velho.
Ele veio para o oeste, a Phoenix, Arizona, em dezembro de 1927, aos dezoito anos. Foi enquanto estava ali, trabalhando em um rancho, que recebeu a notícia da morte de seu irmão Edward, que era o mais próximo dele em idade. Quando soube da morte de Edward, ficou em pé e olhou pelo deserto, e perguntou a si mesmo se Edward estava pronto para encontrar-se com Deus. Então, enquanto fazia a viagem de volta a Jeffersonville para o funeral, a pergunta veio-lhe: “E tu, estás pronto?” Ele recordou como seu pai e sua mãe choraram, e do grande impacto que isto causou em sua vida enquanto começava a se questionar sobre si mesmo. Ele sempre esteve ciente desta Voz, desta Presença que havia experimentado desde bebê, desejando falar com ele. Isto o separava dos outros garotos de sua idade, impedindo a amizade deles, porque ele falava de coisas estranhas e não fumava, não bebia, não dançava, nem andava por aí como eles faziam. Embora não pudesse moldar sua vida conforme a deles, não sabia como se render a Deus. Mas através da morte de Edward, o Espírito de Deus continuou a estar com ele e o trouxe a um ponto em que realmente tentou orar. Ele não sabia como, mas, amando o deserto, escreveu num pedaço de papel: “Deus, ajuda-me!” Deixou o bilhete preso em uma árvore, porque sabia que Deus estava ali na natureza.
Finalmente chegou o dia em que ele foi ao lenhal ao lado da casa, ajoelhou-se e, embora ainda não soubesse como orar, clamou em simplicidade. Isto foi o suficiente para abrir as janelas do Céu. Enquanto se ajoelhava em um lenhal para orar, uma Luz entrou e formou uma cruz. Foi então que algo o varreu, e ele experimentou uma sensação requintada como nunca havia conhecido antes. Ele me disse uma vez pessoalmente que parecia que a chuva caía sobre seu corpo. Percebeu mais tarde que Deus o havia batizado com o Espírito Santo. Ele disse que parecia que uma carga de quinhentos quilos havia se levantado de seus ombros. Sem outro modo de expressar sua extrema alegria e alívio, levantou-se e começou a pular e correr por ali. Correu para dentro de casa, e sua mãe, intrigada, perguntou-lhe o que havia de errado. “Não sei”, respondeu ele, “eu apenas me sinto tão leve!” Saiu correndo de casa estrada afora, usando o único modo que conhecia para expressar sua euforia.
Mais tarde, enquanto trabalhava para a Public Service Company, foi exposto a um gás, envenenou-se, e ficou muito doente. Uma cirurgia foi realizada, durante a qual ele quase deixou esta vida novamente. A situação era grave, até que um evento sobrenatural ocorreu, quando uma Luz veio e pairou diante dele. Os médicos não esperavam que ele sobrevivesse. Quando sobreviveu, um dos médicos veio ao seu quarto depois da cirurgia e disse: “Verdadeiramente, Deus visitou este rapaz!” O Irmão Branham disse que, naquela ocasião, ele não sabia o que estava acontecendo; mas que se soubesse então o que aprendeu depois, teria saltado da cama regozijando-se, curado no nome do Senhor. Depois que deixou o hospital, procurou uma experiência mais profunda com Deus, porque percebeu que Deus havia feito por ele uma coisa grandiosa.
Ele ficou com sérios problemas de estômago e de visão, dos quais os médicos não esperavam que se recuperasse. Contudo, ouviu falar de um grupo de pessoas que cria na imposição de mãos para a cura. Na reunião de igreja deles, alguém lhe impôs as mãos, e ele aceitou sua cura dos problemas que haviam restado da exposição ao gás.
Apesar de continuar a vomitar se comesse alimento sólido, Deus honrou a sua fé e, ao longo de um certo número de meses, ele foi liberto do problema de estômago; e quando sua visão foi avaliada, constatou-se que estava perfeita.
Foi depois desta cura miraculosa que ele começou a pregar pela primeira vez. Em sua primeiríssima reunião, pessoas foram batizadas; e em 11 de junho de 1933, ocorreu outro evento sobrenatural, que será abordado com mais detalhes no Capítulo 6.
Coisas tremendas começaram a acontecer em sua vida em 1933, que exigiriam um livro só para serem relatadas por completo. Mas, quando o Irmão Branham começou a pregar e a construir sua igreja, Deus lhe deu visões, e posso verdadeiramente dizer que Deus começou a se revelar, porque a Palavra de Deus estava vindo por meio de “visão manifesta”. Assim, após um lapso de séculos, Deus uma vez mais havia visitado o povo desta geração por meio de um profeta. Ele havia enviado um profeta, escolhido desde o ventre de sua mãe, e havia ordenado a vida deste homem desde a infância, moldando-o como fez com os outros homens de Deus nas Escrituras.
Capítulo 6 — 1933
Saulo, ainda não chamado Paulo, ficou de pé e segurou as capas daqueles que apedrejaram até a morte o valente Estêvão. Este foi um dos muitos atos atrozes do zelote5 Saulo, que resultariam no espalhamento dos primeiros cristãos por outras terras, cumprindo assim o mandamento de Deus de pregar a mensagem no exterior. Então, certo dia, Saulo viu uma Luz que o chocou tão completamente que inverteu todo o propósito da sua vida. Assim está registrado em Atos 9:1-7:
“E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote, E pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, para que, se encontrasse alguns daquela seita, quer homens quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém. E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões. E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que eu faça? E disse-lhe o Senhor: Levanta-te e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer. E os homens, que iam com ele, pararam espantados, ouvindo a voz, mas não vendo ninguém.”
Saulo não estava sozinho quando este incidente ocorreu. Como “Paulo”, ele relata o incidente outras duas vezes no livro de Atos. Em Atos 22:9 (“E os que estavam comigo viram, em verdade, a luz, e se atemorizaram muito, mas não ouviram a voz daquele que falava comigo”) e em Atos 26:13-15. Há conflito aqui? Os que estavam com Saulo ouviram a voz ou não? Leiamos o outro relato de Paulo, em Atos 26:13-15, diante do rei:
“Ao meio-dia, ó rei, vi no caminho uma luz do céu, que excedia o esplendor do sol, e me envolvia a mim e aos que iam comigo com o seu resplendor. E, caindo nós todos por terra, ouvi uma voz que me falava, e em língua hebraica dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões. E disse eu: Quem és, Senhor? E ele respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues.”
Agora vemos que não havia conflito nos relatos, pois a voz estava em língua hebraica, e ele somente, dentre o grupo, foi capaz de compreender o que era dito. Mas para a mente carnal, que realmente não tem desejo de crer nas Escrituras, isto poderia parecer uma contradição. Relato este aparente conflito nos relatos da experiência de Paulo para que aqueles que lerem o seguinte relato de uma Luz na vida do Irmão Branham percebam que não há mais discrepância entre este e outros relatos que possam ter ouvido do que a registrada pelos próprios escritos de Paulo a respeito de sua experiência.
Foi em 11 de junho de 1933, enquanto o Irmão Branham estava batizando no Rio Ohio, no final da Rua Spring, em Jeffersonville, que uma estranha Luz, como uma estrela, de repente veio rodopiando para baixo e pairou sobre a cabeça dele. Havia cerca de quatro mil pessoas sentadas na margem observando, muitas das quais foram testemunhas deste fenômeno inexplicável. Algumas correram de medo; outras caíram em adoração. Muitas ponderaram o significado desta ocorrência notável. Assim como com Saulo, uma Voz falou da Luz. Estas foram as palavras: “Assim como João Batista foi enviado para ser o precursor da primeira vinda do Senhor, a tua Mensagem será a precursora de Sua segunda vinda…”
Se as pessoas podem crer que Deus se revelou a Paulo numa coluna de fogo, o que as impede de ter fé para crer que Deus poderia, e de fato o fez, novamente no século vinte? Contudo, mesmo entre aqueles que foram usados por Deus para confirmar a mensagem dada aos pés da Rua Spring, através de línguas e interpretação, há aqueles que negarão que o Irmão Branham foi o precursor com uma Mensagem antes da segunda vinda do Senhor Jesus Cristo. Conheço pessoas em San Antonio, Texas, a quem Deus usou para repetir aquelas palavras: “Assim como João Batista foi enviado…” — mas elas o negam hoje. Ou não têm confiança no que Deus lhes disse em 1946, ou avançaram tão longe em sua teologia que sentem poder mudar a profecia original. De qualquer modo, estão erradas. Se Deus enviou este homem com o espírito de Elias para ser o precursor de Sua segunda vinda e para corrigir as coisas que se desviaram para a tradição e se afastaram da Palavra de Deus, e se Deus guardou a Sua Palavra a este homem toda vez que ele disse “Assim diz o Senhor”, então devemos também ouvir sua doutrina.
O ano de 1933 foi um tempo de grande revelação para o Irmão Branham e para aqueles que seguiram sua mensagem, então e agora. Como fundamento para estas revelações, voltemo-nos na Bíblia para o segundo capítulo do livro de Daniel. O Rei Nabucodonosor teve uma visão de uma imagem que aparentemente não podia ser interpretada, embora tenha chamado todos os seus magos, adivinhos e sábios para uma resposta. Então ouviu que Daniel poderia ser de ajuda. A imagem de Nabucodonosor tinha a cabeça de ouro fino, o peito e os braços de prata, o ventre e as coxas de bronze, as pernas de ferro, e os pés em parte de ferro e em parte de barro. O profeta Daniel revelou ao rei, pela palavra do Senhor, que esta imagem era a chave para os governos que viriam sobre a terra desde o dia de Nabucodonosor até o fim dos tempos. O próprio Nabucodonosor, sendo um grande rei, era a cabeça de ouro. Depois dele viria um reino inferior, simbolizado pelo peito e braços de prata (a história mostra que este era o reino dos Medos e Persas). Em seguida vinha o antigo império Grego, simbolizado pelo bronze. Depois disto haveria um reino ainda menor, que inicialmente seria unido, depois dividido (o ventre e as coxas de bronze). O Império Romano foi este reino, pois começou como um só reino, depois se dividiu. As pernas de ferro são comparadas às potências europeias e ao equilíbrio de poder depois do Império Romano. Mas a imagem tinha os pés em parte de ferro e em parte de barro — uma substância que não se mistura. O nome “Eisenhower” significa ferro; “Khrushchev” significa barro. Cada um destes homens chefiou cinco nações, e cada vez que tentaram se aproximar, descobriram que simplesmente não podiam se misturar. Sempre tinham um desentendimento. As nações se misturaram um tanto hoje, a ponto de você ter dificuldade de dividir o mundo em alianças absolutamente de ferro e de barro; mas não se misturavam sob Khrushchev e Eisenhower. Observe que, quando Khrushchev veio às Nações Unidas, o que ele usou para bater na mesa? Não o punho, não um martelo, não a cabeça, não um livro, mas o sapato. Como o Irmão Branham ensinou, isto mostra claramente que estamos nos últimos governos do mundo (os pés da imagem) antes do fim dos tempos, segundo a profecia de Daniel.
Assim como Deus revelou a Daniel aquelas coisas que haveriam de acontecer desde então até o fim dos tempos, assim foi no período do fim de 1932 ao início de 1933, quando o Irmão Branham estava conduzindo cultos no antigo Salão Maçônico, na Avenida Meigs, em Jeffersonville, que sete grandes eventos lhe foram revelados, que haveriam de ocorrer antes do retorno do Senhor Jesus Cristo. Nesta manhã, pouco antes de pregar, esta série de visões lhe apareceu. A primeira foi que o ditador da Itália, Mussolini, invadiria a Etiópia, e segundo a voz que lhe falava, a Etiópia cairia aos pés de Mussolini. Contudo, a voz continuou e profetizou que haveria um fim terrível para este ditador. Ele morreria de uma morte horrível, e seu próprio povo literalmente cuspiria nele. É hoje história como tudo isto aconteceu.
A visão seguinte indicou que os Estados Unidos seriam arrastados para uma Guerra Mundial contra a Alemanha, a qual seria chefiada por um austríaco. A predição era de que esta terrível guerra derrubaria este líder, e ele chegaria a um fim misterioso. Nesta visão, foi mostrada ao Irmão Branham a grande Linha Siegfried, vários anos antes de ter sido construída. Foi-lhe mostrado que os americanos pagariam um grande preço em vidas para superar esta fortificação. Em outra visão, em momento posterior, foi-lhe mostrado que seria o Presidente Roosevelt quem declararia guerra contra a Alemanha, e que seria eventualmente eleito para o quarto mandato, algo que nunca havia acontecido antes. Lembre-se de que em 1933 Roosevelt havia acabado de ser eleito para o seu primeiro mandato.
A terceira visão mostrou que havia três “ismos” no mundo: Fascismo, Nazismo e Comunismo; e que os dois primeiros chegariam a nada, mas o Comunismo floresceria. A voz o admoestou a manter os olhos na Rússia a respeito de eventos futuros, e disse: “Observa a Rússia, ela se tornará uma grande potência mundial.” Em 1933, a Rússia sequer era reconhecida pelos Estados Unidos como um país legítimo. A revolução havia ocorrido em 1917, e os dois países não haviam trocado embaixadores até 1933.
A quarta visão predizia tremendos avanços na ciência logo após a guerra. Nesta visão, ele viu automóveis em forma de ovo trafegando pelas estradas americanas. Peço a você que olhe os anúncios do Volkswagen hoje, comparando-o inclusive com o formato de um ovo e dizendo: “Algumas formas não podem ser aperfeiçoadas!” Em 1933, este carro sequer havia sido desenhado. Ele também viu um carro com teto em cúpula, viajando completamente automaticamente pela estrada, com o motorista virado e jogando algum tipo de jogo com os que estavam no banco traseiro. O carro não tinha volante. Eles têm tais automóveis hoje, controlados por eletrônica, que foram exibidos na Feira Mundial de 1962.
A quinta visão envolveu a feminilidade do mundo. Nesta visão, foi-lhe mostrada a rápida decadência moral das mulheres, começando lá atrás quando receberam a sua assim chamada “liberdade” para entrar nos assuntos mundiais por meio do voto. Ele viu que este direito ao voto resultaria na eleição, pelas mulheres da América, de um presidente “menino”. (Basta lembrar que Jack Kennedy ganhou sua eleição pelo voto das mulheres.) Logo depois disto, as mulheres começaram a usar roupas expondo sua nudez, revelando as partes íntimas de seus corpos. Ele as viu com os cabelos cortados, adotando as roupas dos homens, e tornando-se pervertidas. Por fim, a visão mostrou as mulheres despidas praticamente nuas, cobertas apenas com um minúsculo avental do tamanho e formato de uma folha de figueira. Tal coisa agora é anunciada nas revistas — vestidos de plástico através dos quais se pode ver, com apenas pequenos remendos sobre os lugares necessários. Com a feminilidade tão pouco valorizada, uma terrível decadência de toda a carne veio sobre a terra, e tamanha perversão como a Palavra de Deus diz que aconteceria.
Então, na sexta visão, se levantou nos Estados Unidos uma bela mulher, vestida de esplendor e vestes reais, com grande poder dado a ela. Ela era bela de se contemplar, mas havia uma “dureza nela que desafiava descrição”, disse o Irmão Branham. “Tão bela quanto era, ainda assim ela era cruel, perversa, astuta e enganosa.” Ela dominava a terra com a sua autoridade. Tinha poder completo sobre o povo. A visão indicava que ou tal mulher literalmente se levantaria, ou que isto era apenas um tipo de uma organização, escrituralmente caracterizada como uma mulher. Embora a voz não tenha revelado quem ela era, o Irmão Branham sentiu em seu coração que esta mulher representava a ascendente igreja Católica Romana, e inseriu entre parênteses no fim da visão, que ele havia escrito, as palavras: “Talvez a Igreja Católica Romana.” Basta olhar o controle que esta organização agora exerce sobre o nosso governo para ver como isto poderia ser. Alguns anos atrás, o Serviço Postal nem podia colocar uma vela no meio de uma guirlanda num selo de Natal, para que ela não representasse alguma seita religiosa particular. Pouco tempo depois, contudo, publicaram um anjo feminino tocando uma trombeta e o chamaram de o Arcanjo Miguel. Então, no ano seguinte, publicaram a virgem Maria sentada em um trono com dossel vermelho segurando o menino Jesus e disseram que isto comemorava uma grande obra de arte. Isto é, eles disseram isto até que o diretor geral dos correios voltou de uma visita ao Papa e, encontrando tal controvérsia, disse: “Não serei mais um hipócrita; certamente é o governo dos Estados Unidos expressando preferência por uma religião em particular.” Isto indica que eles têm controle suficiente para que, mesmo sobre os protestos dos protestantes, muçulmanos e judeus, o nosso governo ainda tenha publicado um selo favorecendo a Igreja Católica. No ano seguinte o selo foi repetido, só que agora oitenta e cinco por cento maior, porque tinha sido tão bem recebido no ano anterior. Então, quando a Igreja Católica aboliu cerca de quarenta santos, não faz muito tempo, disseram que a razão era para que os protestantes se unissem a eles em unidade. Mas a Bíblia diz que todos darão seu poder à igreja meretriz, a mãe de todas elas (Ap 13:15).
Se as pessoas não creem que este homem foi um grande profeta de Deus, quando cinco destas visões que Deus lhe mostrou, de 1933 até o fim dos tempos, já foram literalmente cumpridas, então estão cegas. Também foi mostrado que a sexta visão está em processo de ser cumprida. O que impedirá que a Igreja Católica tome conta da América?
Então, a voz ordenou ao Irmão Branham que olhasse mais uma vez. Quando se virou, contemplou uma grande explosão que rasgou toda a terra e deixou a América uma ruína fumegante e caótica. Até onde os olhos podiam ver, não havia senão crateras e montes fumegantes de destroços, e nenhuma humanidade à vista — então a sétima visão desapareceu.
Cinco grandes visões cumpridas — duas a cumprir. Qual você supõe que seja a probabilidade de que as outras duas também se cumpram? Basta considerar as variáveis envolvidas nas cinco primeiras e sua ampla diversidade — um austríaco liderando a Alemanha e seu fim misterioso, a linha Siegfried e a derrota dos Aliados ali, a Itália marchando para a Etiópia, o terrível fim de Mussolini, a ascensão da Rússia ao poder, o Comunismo conquistando os outros ismos, o carro-cúpula, a imoralidade entre as mulheres — tudo profetizado em 1933 — tudo agora história. Considerando os muitos fatores envolvidos, aliados ao fato de que o jovem William Branham tinha educação formal limitada e quase nenhum contato com a política mundial, as predições não poderiam ter sido produto do seu próprio raciocínio. Não, as probabilidades de que as cinco se cumprissem por acaso são enormes. Portanto, afirmo que, é claro, as outras duas visões se cumprirão, e suas terríveis implicações deveriam ser suficientes para levar qualquer um que perceba isto a se render a Deus com todo o coração — enquanto ainda há tempo.
Quão próximos estamos do cumprimento das visões remanescentes? Cito agora as próprias palavras do Irmão Branham, ditas em 1961 durante seu sermão “As Setenta Semanas de Daniel”, ao recordar a predição que fez quando relatou as visões à sua igreja em 1933:
“Pela maneira como o progresso vai indo, predirei que o tempo — não sei por que estou dizendo isto — mas predigo que tudo isso acontecerá entre agora, 1933, e 1977.”
Então, ele continua naquele sermão, afirmando:
“E sem sabê-lo, Deus conhece o meu coração, eu nunca tinha sabido até ontem, que 1977 é o jubileu, e exatamente a mesma quantidade de tempo se esgota que Ele deu a Israel, e tudo no final… E aqui estamos nós no fim da era, na entrada da septuagésima semana.”
Se Deus enviou este homem, chamou-o desde o ventre de sua mãe, preparou-o através da infância, apareceu-lhe nestes modos sobrenaturais, assim como fez ao Apóstolo Paulo, por que as pessoas hoje não podem ter a fé para ver que servimos ao mesmo Deus a quem Paulo serviu?
Nota do distribuidor: A acusação feita a Branham (predição de 1977) é por causa de uma profecia que ele nunca fez, ele deixa muito bem claro que nunca viu isto isso por visão. O Irmão Branham faz uma distinção clara entre “predizer” (isto é, a expectativa de um homem) e “profecia” (predição por inspiração Divina). Ele afirma, por exemplo, no sermão “Perguntas e Respostas” (64-0823E), que “Jesus pode não vir por mais cem anos. Eu não sei quando Ele está vindo. Nenhum homem sabe quando Ele está vindo.” Deus não revela todos os Seus segredos aos Seus profetas. Uma breve revisão da Bíblia deixa claro que estes vasos escolhidos, ungidos, mas humanos, não necessariamente tinham acesso a quando a profecia dada por Deus ocorreria. Moisés, falando de Cristo, prometeu (futuro) que Deus levantaria um Profeta semelhante a si mesmo; e mais tarde Isaías anunciou no tempo presente “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu”, mas o cumprimento literal destas profecias (isto é, o nascimento de Cristo) teve de esperar cerca de 800 anos após Isaías ter falado.
Capítulo 7 — 1937
Para perceber a mão de Deus nos trágicos eventos de 1937, à medida que estes eventos afetaram a vida do profeta de Deus, retornemos aos seus anos de infância e depois aos anos imediatamente anteriores a 1937.
O Irmão Branham nasceu numa terça-feira, 6 de abril de 1909, e recebeu a primeira visão de que se lembrava em 1912, quando tinha apenas três anos. Em 16 de junho daquele mesmo ano, o Sr. e a Sra. Brumback se casaram; e um ano depois, na quarta-feira, 16 de julho de 1913, a união deles foi abençoada com a chegada de uma menina — Hope. A criança William Branham, destinada a ser seu futuro marido, tinha então apenas quatro anos, mas já havia muitas indicações de que Deus tinha Sua mão sobre ele. Três anos depois, aos sete anos, ele ouviu pela primeira vez a voz que lhe falava do redemoinho no meio da árvore.
Na quarta-feira, 26 de março de 1919, Meda Broy nasceu — uma menina também destinada a ser a auxiliadora deste profeta de Deus, compartilhando com ele as amargas decepções, as tragédias, bem como as alturas de alegria que sua vida incomum e abnegada haveria de oferecer.
Entre os anos 1929 e 1933, o Irmão Branham se envolveu em uma profissão que pareceria muito improvável para um futuro ministro — boxe profissional. Ele lutou e venceu quatorze combates profissionais durante este período, e depois empatou sua última luta. Mas, como prelúdio a uma vida de serviço em que os golpes seriam duros, esta experiência foi inestimável para a construção de seu caráter. O chamado de Deus sobre a sua vida foi manifestado logo depois deste período, quando ele foi primeiro convertido, depois batizado no batismo Cristão. Quão notável foi que, mesmo nesta fase inicial de sua vida Cristã, ele percebeu a importância de ser batizado no nome do Senhor Jesus Cristo. A igreja Batista missionária que ele frequentava batizava, naturalmente, nos títulos de Pai, Filho e Espírito Santo. Ele não podia encontrar lugar algum na Palavra onde alguém tivesse sido batizado de qualquer outra maneira senão no nome do Senhor Jesus Cristo nos primeiros dias da igreja. De fato, descobriu que ser batizado nos títulos de Pai, Filho e Espírito Santo era ser batizado em nenhum nome. Assim, pediu para ser batizado no nome do Senhor Jesus Cristo, e foi assim batizado. Esta revelação fundamental permaneceu com ele por toda a sua vida, tornando-se uma parte básica do seu ensino, pelo qual milhares são gratos.
Foi enquanto frequentava esta igreja Batista que ele conheceu a encantadora Hope Brumback. À maneira universal dos jovens, formou-se um grupo daqueles com interesses semelhantes. A Irmã Hope e o jovem Irmão Branham tornaram-se parte deste grupo, mais tarde chamado de “A Turma”. Fotografias antigas revelam o calor e a unidade de sua comunhão. A vida sorriu para o nosso Irmão Branham, à medida que ele e a Irmã Hope eram atraídos um para o outro nos laços do amor. O relacionamento terno deles, e sua singular proposta de casamento a Hope, constituem uma bela história, como contada por ele em suas fitas de História de Vida e no livro Um Homem Enviado por Deus, escrito pelo Irmão Gordon Lindsay em cooperação com o Irmão Branham.
Em 11 de junho de 1933, a Luz apareceu sobre a cabeça do Irmão Branham no Rio Ohio. Ele tinha então vinte e quatro anos. As sete grandes visões lhe foram dadas. Também este foi o ano em que ele haveria de avançar em fé, na força da sua crença de que Deus o havia dirigido, e começar a construção de uma igreja. Que rica fonte de zombaria para aqueles que nada viam senão loucura nesta improvável empreitada de um jovem pregador desamparado, não testado, autointitulado, que, com apenas oitenta e quatro centavos no bolso, se propusera a invadir o mundo da religião organizada. Apesar das proclamações deles de que o que ele estava ouvindo era “do diabo”, e de suas sombrias predições de que “dentro de um ano será uma garagem”, ele avançou assim mesmo, confiante de que esta era a mesma voz que havia falado infalivelmente com ele desde a sua infância.
Na manhã em que ele deveria colocar a pedra fundamental da igreja, Deus lhe deu uma visão. Ele deveria ler 2 Timóteo 4, onde se diz: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina… faze a obra de um evangelista.” Ele escreveu estes versículos na folha em branco de sua Bíblia, arrancou-a, e a colocou na pedra fundamental, juntamente com os objetos-lembrança que outros haviam acrescentado. O versículo se tornou um fundamento para ele, um ao qual ele frequentemente se referia nos anos que haveriam de se seguir. O mundo o aceitou como evangelista, mas deixou de perceber que ele era um profeta de Deus, instruído por Deus a fazer a obra de um evangelista. Ele lhes dizia: “Vocês podem voltar ao dia em que lancei a pedra fundamental deste tabernáculo, e está escrito ali na folha em branco da minha Bíblia.”
Ele e a Irmã Hope se casaram na sexta-feira, 22 de junho de 1934; ele um jovem pregador iniciante de vinte e cinco anos, sua amada noiva com quase vinte e um anos. A vida deles juntos era completa e feliz, ainda que carente dos bens deste mundo.
Estavam casados havia apenas alguns anos quando ele se deparou pela primeira vez com o povo Pentecostal e os dons do Espírito. Foi durante uma viagem, quando estava fora de casa, assistindo a uma reunião Pentecostal, que pela primeira vez viu os dons manifestados, algo inteiramente novo ao seu background6 Batista. Ele foi chamado a pregar naquela reunião, e embora tentasse se esconder, Deus não o permitiria de outra maneira, pois ele haveria de aprender poderosamente deste contato. Seu sermão se intitulava “E ele chorou”. Ele contou como o homem rico levantou os olhos no Inferno — e ele chorou. O homem rico viu que não havia igrejas ali — e ele chorou. O homem rico viu que não havia cristãos ali — e ele chorou. O homem rico viu que não havia flores ali — e ele chorou. Então o Irmão Branham disse: “…e eu chorei.” O sermão era simples, mas causou grande impressão sobre o povo. Ofertas lhe foram estendidas por pregadores visitantes para vir e pregar em lugares distantes.
Durante esta experiência com o povo Pentecostal, foi-lhe apresentado um enigma. Envolvia o falar em línguas e a interpretação. Dois homens nas reuniões pareciam ser usados de uma maneira maravilhosa. Um apresentava uma mensagem em línguas, e o outro fornecia a interpretação. Repetidas vezes isto acontecia, cada vez acompanhado de um grande mover do Espírito sobre a congregação. Línguas e interpretação são Escriturais, é claro, mas o Irmão Branham logo haveria de descobrir algo fora de ordem. Depois da reunião, um dos homens se aproximou dele, perguntando se ele, Irmão Branham, tinha o Espírito Santo. Humilde como era, ele respondeu que não sabia. Então este homem fez sua pergunta padrão, sobre se ele tinha falado em línguas.
“Não”, disse o Irmão Branham.
“Bem”, veio a resposta presunçosa, “então você não o tem.”
O homem havia cometido o erro de chamar a atenção para si mesmo na presença de um profeta de Deus, alguém chamado desde o ventre de sua mãe, e dotado de dons, ele mesmo, muito além desta manifestação carnal; pois, não bem ele havia falado, e o Irmão Branham viu uma visão do homem que revelou a sua completa carnalidade. A visão mostrou o homem com uma mulher loira e uma mulher morena. O homem era casado com uma mulher, mas estava vivendo com a outra mulher e tendo dois filhos dela. Para si mesmo, disse que, se isto era o Espírito Santo que este homem tinha, então ele não o queria. Em voz alta, nada disse.
A vida do segundo homem, em contraste, foi apresentada ao Irmão Branham, por meio do seu dom de discernimento, como perfeitamente limpa. Foi a partir desta pequena experiência que ele aprendeu a lição das duas videiras. A mesma chuva que cai sobre o trigo cai também sobre o joio. Ambos louvam ao Senhor, e contudo um é trigo, e o outro é apenas joio para a queima.
Apesar da experiência com a videira falsa, ele ficou grandemente impressionado com o povo Pentecostal. Entusiasmado, contou à sua esposa sobre as pessoas que havia conhecido, relatando a ela e a outros as ofertas para pregar que recebera. Mas muitos daqueles a quem confiou procuraram refrear seu entusiasmo. Logo o desencorajaram de se juntar “àquela tralha Pentecostal”, como a chamavam, dizendo que aquilo certamente acabaria em fracasso. Por sua própria admissão, ouvir estas pessoas, em vez de Deus, foi o maior erro que ele jamais cometeu.
Na sexta-feira, 13 de setembro de 1935, nasceu um filho para o Irmão Branham e a Irmã Hope. Chamaram-no Billy Paul. Treze meses depois, na terça-feira, 27 de outubro de 1936, foram abençoados com uma filha, Sharon Rose, cujo nome foi tirado da Rosa de Sarom, Cristo. Os dias de alegria estavam agora contados para este jovem pregador, que não havia seguido tudo o que Deus o chamara a fazer.
As nuvens de tempestade engrossaram na última parte de 1936, trazendo chuva, e mais chuva. Logo o pacífico Rio Ohio se tornou uma tempestuosa torrente, ameaçando engolfar e destruir completamente a cidade de Jeffersonville. O jovem Reverendo Branham, homem de ar livre e experiente homem dos rios, saiu com seu barco para resgatar todas as famílias que pudesse das águas que subiam. Em sua preocupação pelos outros, ficou separado da esposa e dos filhos por dias. Permaneceram separados na confusão e no isolamento que se seguiram depois que a enchente baixou. Foi durante este tempo, enquanto ele procurava freneticamente pela sua família, que a pneumonia que Hope havia contraído anteriormente se agravaria e logo colocaria um fim em sua jovem vida.
No tabernáculo, as águas da enchente haviam subido tão alto que os bancos e o púlpito haviam flutuado até o teto. Um evento notável ocorreu durante esta inundação, algo digno de nota para o mundo inteiro. O Irmão Branham havia deixado sua Bíblia sobre o púlpito, aberta no lugar em que havia lido no domingo anterior. As águas turbulentas entraram no edifício e fizeram com que o púlpito e todos os bancos fossem erguidos até o teto; contudo, quando as águas recuaram, o púlpito voltou para baixo exatamente no lugar em que estava; a Bíblia ainda estava aberta no mesmo lugar, e nenhuma gota de água havia tocado a Palavra de Deus. Com os bancos foi uma história diferente, pois eles desceram todos atravessados. Assim como o natural tipifica o espiritual, isto foi uma clara indicação de que as coisas estavam certas no púlpito, mas erradas nos bancos.
Na quinta-feira, 22 de julho de 1937, o Irmão Branham foi chamado ao hospital, onde Hope estava sendo cuidada. Foi recebido pelo Doutor Sam Adair, amigo de toda a vida. O rosto do doutor estava grave. “Se você quer vê-la viva”, ele disse, “é melhor entrar agora.” Ao entrar no quarto dela, algo no corpo frágil e consumido pela enfermidade lhe dizia que ela estava deixando esta vida. Em sua agonia ao pensamento de perdê-la, ele clamou por ela. Os adoráveis olhos negros se abriram pela última vez. “Bill”, ela perguntou, “por que me chamaste de volta?” Ela descreveu-lhe a bela terra pela qual estava sendo levada por seres angelicais. Sua preocupação naquele momento era somente por ele. Ele deveria casar-se de novo. Merecia ter alguém para amá-lo. Em um último gesto de amor, ela falou de um rifle que ele havia desejado, que significara tanto para ele. “Quando chegares em casa”, ela disse, “olha em cima do armário. Tenho o dinheiro escondido ali, onde venho economizando meus trocados.”
O dinheiro, cinco ou seis dólares, estava onde ela disse que estaria. Conforme o pedido dela, ele o pegou, comprou o rifle, e ele está pendurado até hoje em seu escritório em Tucson — mudo testemunho do amor e bondade de uma fiel esposa e irmã no Senhor.
Na mesma noite em que sua esposa morreu, a pequena Sharon Rose foi levada às pressas ao hospital, desesperadamente doente. O jovem pregador estava prestes a receber outro golpe devastador. Sua esposa estava mesmo naquele momento no necrotério, quando a notícia chegou até ele de que deveria se apressar até a sua filha antes que ela também morresse. No hospital, foi-lhe dada a terrível notícia de que sua bebê tinha uma enfermidade espinhal altamente contagiosa. Ela estava em isolamento, mas ele evitou as enfermeiras e chegou até ela pelo porão do edifício. A criança havia sofrido terrivelmente. Embora ela parecesse tentar acenar para ele quando lhe falava, a dor era tão intensa que seus olhinhos estavam estrábicos. Como ele desejava poder trocar de lugar com ela e poupá-la deste sofrimento.
Então foi a vez de Satanás atormentá-lo, perguntando-lhe que tipo de Deus ele servia, com a esposa no necrotério e uma bebê sofrendo e prestes a morrer. “Dizes que O amas e que Ele te ama”, disse Satanás, “Olha o que Ele está fazendo contigo.” Esta foi a maior provação do Irmão Branham, mas a Palavra se fez presente: “O Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor.” Ele acariciou o rosto de sua querida filha: “Querida”, ele disse, “o papai te encontrará do outro lado.”
Chegou o sábado, o dia do funeral da Irmã Hope. Ele não tinha um túmulo para enterrar sua querida esposa. Os pais dela cederam o próprio túmulo para ela. Carregado, abatido e cheio de tamanho desespero pela perda daquela que tanto amava, seu coração sofria com o peso adicional de saber que sua filha também pendia entre a vida e a morte no hospital. O caixão da Irmã Hope foi colocado sobre a sepultura aberta, e o ministro disse as últimas palavras; mas Deus mostrou ao Irmão Branham o triunfo final sobre a sepultura, pois, olhando para uns arbustos de cedro, ele a viu ali de pé. Quando ele se aproximou da sepultura, ela se moveu para o seu lado, passou o braço no dele, e ficou ali naquela outra dimensão enquanto assistiam ao caixão dela sendo baixado ao solo.
A pequena Sharon Rose morreu na noite do funeral de sua mãe. Na segunda-feira, abriram a sepultura da Irmã Hope e colocaram o minúsculo caixão de sua filha bem sobre o dela. Ele a havia enterrado nos braços de sua mãe.
Este foi um grande tempo de tristeza e provação para o profeta de Deus. Ele chegou a pensar em cometer suicídio. Perguntou a Deus por que não o levava, por que estava passando por aquilo. Mas enquanto estava sofrendo seu maior desespero, Deus lhe deu uma visão do Céu uma noite, enquanto adormecia. Pareceu-lhe que ele estava lá, caminhando por um belo lugar, quando foi abordado por uma garota jovem, muito encantadora, que lhe falou. Ela parecia ter cerca de dezessete ou dezoito anos.
Ele disse: “Não creio que te conheço.” “Papai”, ela respondeu, “eu sou a tua Sharon Rose.” “Mas tu eras apenas um bebê!”, ele exclamou. “Não te lembras de teus ensinamentos sobre a imortalidade, papai?”, ela perguntou. “Sim, eu lembro”, ele admitiu. “Papai, a mamãe está lá em cima, na casa, esperando por ti”, ela disse. “Eu vou descer até o portão para esperar Billy Paul.”
Ele subiu o morro para encontrar ali uma casa de tal perfeição que estava além de tudo o que ele jamais havia imaginado. Quando se aproximou, Hope saiu para encontrá-lo, confirmando que este requintado lugar era, de fato, deles mesmos. Uma vez, durante sua vida de casados no início, haviam se endividado para comprar uma poltrona Morris de uma loja de móveis na Rua Market em Louisville. Por um curto período, a grande poltrona verde havia adornado a sala de estar deles, possibilitada pelo plano de “um dólar de entrada e um dólar por dia de pagamento”. Mas mesmo este leve encargo financeiro se mostrou demasiado para o orçamento deles, e ele tomou a decisão de deixar a poltrona voltar. Certo dia, ele chegou em casa do trabalho para descobrir que sua esposa havia assado uma torta de cereja e preparado os outros pratos favoritos dele que pôde custear. Ela o havia feito tão feliz — mas então, quando ele entrou na sala de estar, viu o motivo. Eles tinham vindo naquele dia pegar de volta a poltrona que ele tanto havia apreciado. Hope havia tentado fazer tudo o que estava em seu poder para tornar aquilo mais fácil para ele naquele dia. Agora, na visão, enquanto ela o conduzia por aquela mansão, quando chegaram à sala da frente, ele ficou encantado ao encontrar aquela mesma velha poltrona verde. “As tuas labutas acabaram agora, Bill”, ela disse. “Podes te sentar agora e descansar; esta aqui nunca será tirada de ti.”
Billy Paul tinha apenas vinte e dois meses quando sua mãe morreu. Ele não se lembra dela; pelos quatro anos seguintes, o Irmão Branham foi tanto mãe quanto pai para ele. Muita improvisação foi necessária — como, sendo incapaz de comprar uma mamadeira, o Irmão Branham usava uma garrafa de Coca-Cola com um bico de borracha sobre ela para seu filho pequeno. Ele carregava a garrafa dentro do casaco para mantê-la aquecida. À noite, dormia com a garrafa debaixo da parte baixa do pescoço, para que estivesse prontamente disponível quando Billy acordasse chorando no meio da noite.
Durante os anos anteriores à sua morte, especialmente quando os filhos nasceram, a Irmã Hope era auxiliada em seus afazeres domésticos e no cuidado das crianças por uma jovem vizinha. Depois que Hope morreu, foi natural que esta jovem moça, então com dezoito anos, continuasse a cuidar de Billy Paul. Que conforto para o Irmão Branham, que havia sofrido tamanha perda terrível, saber que Billy estava sendo deixado no cuidado capaz e amoroso de uma amiga mútua e de confiança, Meda Broy.
É claro que começaram os inevitáveis comentários, envolvendo o jovem pregador e esta moça em um vínculo romântico. Embora inocentes no início, os comentários logo degeneraram em fofocas maldosas. Finalmente, o Irmão Branham a chamou à parte e disse: “Meda, tu és uma moça… Eu não creio que jamais poderia me casar novamente, Meda… Eu amei Hope tanto. Por que tu não arranjas um namorado? Vamos parar de nos ver. Tu mereces um bom marido.”
A Irmã Meda, então com vinte e dois anos, foi para casa aquela noite, grandemente perturbada pela fofoca, entristecida pelo fato de as pessoas terem entendido mal seu relacionamento. Ela pediu a Deus um versículo da Escritura para confortá-la; e, ao abrir a Bíblia, as páginas se abriram em Malaquias 4:5: “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias…”
Deus também falou com o Irmão Branham e disse, em termos inequívocos: “Vai buscar aquela Meda Broy e casa-te com ela em 23 de outubro.” Assim, eles se casaram nessa data em 1941, numa quinta-feira. Ele tinha trinta e dois anos; ela, vinte e dois. Billy tinha seis anos.
O Irmão Branham estava economizando dinheiro para fazer uma viagem de caça na época de seu casamento. Também uma lua de mel estava em ordem. Por isso, ele simplesmente combinou as duas coisas. Levou sua jovem esposa e seu filho com ele numa viagem de caça, que era também a lua de mel deles. Durante esta viagem, quase pereceram em uma tempestade de neve. Ele havia deixado sua esposa e o filho em uma pequena cabana abrigada e havia saído para caçar, quando uma súbita tempestade de neve sobreveio. Ficou perdido e separado deles, mas Deus o poupou lembrando-o de uma linha telefônica que se estendia pela cordilheira. Ele simplesmente começou a caminhar em direção a onde sabia estar a linha, e foi guiado de volta seguindo a linha até a pequena cabana.
Em 1946, o memorável ano em que o Anjo apareceu ao Irmão Branham, a Irmã Meda deu à luz uma menina. A data foi 21 de março, e a bebê foi chamada Rebekah. Ela foi tirada em parto Cesariano. Rebekah tinha apenas algumas semanas quando Deus o chamou a partir para uma série de reuniões. Ele havia recebido sua comissão do Anjo para pregar e iniciar um avivamento que varreria o mundo. Quando voltou a ver sua filha, ela tinha seis meses.
Na época do parto Cesariano de Rebekah, o médico havia avisado os Branham de que a Irmã Meda não poderia ter mais filhos. Ele não estava muito preocupado com isto, pois tinha então trinta e sete anos, e talvez esta fosse a extensão de sua família. Mas no verão de 1950, ele recebeu notícias surpreendentes. Foi então que o Anjo veio a ele e disse: “Terás um filho por tua esposa Meda, e o chamarás José.” Isto contradizia diretamente a opinião médica do doutor; mas, como Abraão, ele “não considerou” a evidência do médico. Deus havia dito que ele teria um filho, por Meda, e seu nome seria José, e isto estava resolvido. Por isso, começou a dizê-lo. Com certeza, descobriu-se que a Irmã Meda estava esperando uma criança. Na segunda-feira, 19 de março de 1951, ela deu à luz — novamente por cesariana — uma belíssima menina. Chamaram-na Sarah.
Os médicos ficaram, é claro, pasmos, mas admitiram que esta era apenas uma exceção, completamente fora do comum, e, por todos os meios, a última criança que ela poderia ter. As pessoas ousavam zombar. Diziam coisas tais como: talvez o Anjo tivesse dito “Josefina” e não “José”. O Irmão Branham se ateve ao que sabia ser a verdade: “O Anjo do Senhor disse que eu terei um filho, por Meda, e ele será chamado José.”
Foi no final de 1954 que descobriu-se que a Irmã Meda estava novamente grávida. Agora vieram as profecias carnais de que não só a criança morreria, mas que ela também morreria. Uma pessoa em particular foi veemente nas profecias sobre isto — e aquela pessoa morreu. Em 19 de maio de 1955, numa quinta-feira, aos quarenta e seis anos, o Irmão Branham se tornou o muito orgulhoso pai de um menino. E chamou-o José. Disse: “José, tu demoraste muito para chegar aqui!”
Que isto sirva de lição ao mundo. Os médicos tinham todos os fatos. Duas vezes o exame deles da Irmã Meda havia revelado que, pelo seu julgamento profissional, nenhuma outra criança poderia nascer. Mas o Anjo de Deus havia dito o contrário. “Seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso.”
Em 1960, o Irmão Branham teve uma experiência que ele contou pela primeira vez em 15 de maio de 1960, em uma mensagem intitulada O Rei Rejeitado. Esta experiência é frequentemente referida como Além Da Cortina Do Tempo. Nela, o Irmão Branham foi tomado (transladado) e permitido a ver além da cortina do tempo. Em seu relato, ele diz que enquanto estava ali, Hope veio a ele numa veste branca. Em vez de chamá-lo de “meu querido marido”, ela disse: “meu precioso irmão”, ao abraçá-lo. Então uma coisa estranha aconteceu, pois outra senhora também o abraçou, dizendo: “meu precioso irmão”. As duas mulheres então se abraçaram. Lembrando que Hope havia sido ciumenta, ele se maravilhou excessivamente com isto, e então percebeu que isto era amor perfeito. A experiência carecia das reações humanas normais; o mal desta vida havia se ido. Mas o que estava revelado era uma abundância de amor perfeito. Durante esta experiência revigorante, foi-lhe dito que ele teria de retornar a esta vida por um tempo, mas que o tempo viria em que “todos que ele amava, e todos que o amavam” viriam novamente àquele lugar.
Em 1963, enquanto pregava a revelação do Sexto Selo, ele contou de um sonho que veio em resposta a uma pergunta que a Irmã Meda havia feito algumas semanas antes. A pergunta dela era sobre como seriam as coisas do outro lado para eles, já que ela e Hope ambas o amavam, e ele amava a ambas. Quem seria sua esposa? O sonho era novamente do Céu. Ele estava presente em uma grande chamada — não o Juízo — apenas a chamada para receber recompensas. Alguém, um anjo registrador, chamava os nomes, e cada pessoa ia adiante. Ele disse que era como se chamassem O-r-m-a-n N-e-v-i-l-l-e, e o Irmão Neville caminharia pelas pessoas, todos o cumprimentariam, e ele iria adiante e receberia sua recompensa. O Irmão Branham disse que sentia por cada um, quão envergonhados deviam estar, caminhando assim à frente; quando, de repente, ele ouviu a voz dizer: W-i-l-l-i-a-m B-r-a-n-h-a-m. Ele não havia pensado nisso antes, mas agora teria que caminhar como eles haviam caminhado. Começou a atravessar a multidão, e todos o cumprimentavam: “Deus te abençoe, Irmão Branham”, dando-lhe palmadinhas nas costas, “Deus te abençoe, irmão”, diziam todos eles. Ele também cumprimentava cada um, enquanto o caminho lhe era aberto em seu meio. Ninguém tinha pressa — tinham a eternidade para fazer isto. Ao se aproximar dos grandes degraus de marfim, ele pensou em como haveria de ter de subi-los sozinho, quando alguém pôs o braço no dele. Olhou para baixo e lá estava Hope. Mal havia acontecido isto, quando sentiu algo tocar o outro braço; olhou, e lá estava Meda. Então subiram os degraus juntos.
Vocês, senhoras, apenas lembrem-se da declaração do Irmão Branham de que vocês servem a Deus servindo a seus maridos. Apenas pensem nisto: ele não disse nada sobre os nomes das mulheres serem chamados, e contudo elas subiram os degraus com ele. Isto deveria fazer vocês, irmãs, amarem seus maridos de verdade.
O Irmão Branham amava a Irmã Hope — e a Irmã Meda. Ele frequentemente dizia que, se o amávamos, então deveríamos fazer alguma coisa por sua família. Ele apreciava a Irmã Meda. Sabia que muito dos cabelos grisalhos dela vinham de servi-lo, de ficar entre ele e o público para lhe dar um pouco de paz, algum escape das pressões. Ele falou de como ela o amava, embora ele frequentemente voltasse das reuniões e imediatamente saísse novamente em uma viagem de caça, tão rápido quanto conseguia trocar de roupa; voltar da caçada, e sair para reuniões, novamente apenas com tempo para arrumar uma mala. Mas ele disse que nunca houve uma vez em que ela não tivesse tudo pronto para ele. Nem uma só vez ela reclamou. Ela simplesmente ocupou seu lugar como a esposa do profeta de Deus.
A Irmã Branham ainda está conosco hoje* e eu creio que ela tinha uma responsabilidade dada por Deus de criar José, como sei que ela fez, no temor e admoestação do Senhor, e nas profundezas e grandeza desta mensagem. Por favor, lembrem-se dela diariamente em suas orações.
A perda da Irmã Hope foi uma das coisas mais difíceis que o Irmão Branham jamais enfrentou em sua vida; mas, veja, era a vontade de Deus que o filho José viesse através da Irmã Meda.
*(quando foi escrito), agora em descanso com o Senhor.
Capítulo 8 — O Anjo Aparece
O Livro de Atos registra muitos eventos espirituais que aconteceram a homens de Deus durante o primeiro século da Igreja. O Apóstolo Paulo foi um destes homens cuja vida foi constantemente tocada por estranhas experiências. Até mesmo sua conversão, como vimos no Capítulo 6, foi estranha, onde foi derrubado por uma Luz mais brilhante que o sol do meio-dia. Igualmente estranha foi a Luz que apareceu em 11 de junho de 1933 sobre o Rio Ohio, na presença de muitas centenas de testemunhas, quando uma voz falou dela e deu ao Irmão Branham a sua comissão. Os capítulos anteriores contam do estranho nascimento do Irmão Branham e de muitos dos estranhos acontecimentos, tais como redemoinhos aparecendo, vozes lhe falando, e cartomantes lhe dizendo que havia um sinal o seguindo. Assim foi com Paulo e com os estranhos fenômenos em sua vida, através dos quais glorificamos a Deus. Pense em quão maravilhoso é que Deus tratou com Paulo desta maneira, e compare as experiências dele com as do Irmão Branham.
Uma das mais estranhas experiências de Paulo dizia respeito a uma visitação celestial que ocorreu quando ele estava sendo enviado a Roma como prisioneiro, sob a custódia de um capitão de soldados romanos. Antes de partirem de Creta, Paulo havia dito ao capitão do navio que não deveriam zarpar. Mas o capitão, sendo homem do mar, considerou que conhecia melhor as marés, condições do vento, o tempo e o mar do que Paulo, então zarpou assim mesmo. Estavam apenas a poucos dias da ilha quando foram alvejados por uma tempestade feroz. Jogaram ao mar o aparelhamento e a carga para aliviar o navio, para que não afundasse e todos perecessem. Paulo ficou em silêncio por um tempo, até que, como lemos em Atos 27:21-22:
“E, havendo já muito que se não comia, então Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: Fora, na verdade, razoável, ó senhores, ter-me ouvido a mim e não partir de Creta, e assim evitar-se-ia este incômodo e esta perda. Mas agora vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio.”
Você tem de admitir que esta foi uma declaração muito estranha para um homem, ele próprio prisioneiro, fazer àqueles no comando do navio. Quando todos estavam temendo pela vida, ele estava dizendo que deveriam tê-lo ouvido, mas que agora deveriam ter bom ânimo, pois ninguém pereceria, embora o navio fosse perdido. Com base em que autoridade um homem como Paulo, um prisioneiro, faria tal declaração? O versículo 23 diz:
“Porque esta mesma noite o anjo de Deus, de quem eu sou, e a quem sirvo, esteve comigo, Dizendo: Paulo, não temas; (Observe que o ser angélico primeiro acalmou os temores do homem, Paulo, dizendo-lhe para não temer.) importa que sejas apresentado a César, e eis que Deus te deu todos os que navegam contigo. Portanto, ó senhores, tende bom ânimo; porque creio em Deus que há de acontecer assim como a mim me foi dito.”
Ora, por que Paulo falou com tanta autoridade? Foi porque Deus enviou um anjo para estar ao lado dele, e Paulo falou as palavras que este anjo lhe disse. Visto que o anjo era um mensageiro de Deus, Paulo pôde dizer: “Assim diz Deus.” Você sabe como a história terminou. O navio foi perdido, embora tivessem tentado se safar por todos os outros meios. Uma vez iam matar os prisioneiros para que não escapassem, e Paulo os deteve. Os marinheiros uma vez tentaram se lançar ao mar e fugir dos demais, e Paulo disse ao capitão que também não os deixasse fazer aquilo. Paulo sabia que Deus tinha uma maneira de salvá-los, porque lhe havia sido dito que nenhuma vida seria perdida. Está vendo como é importante guardar a Palavra de Deus? Se Deus enviou um anjo para dizer a Paulo como deveria ser feito, aquela era a maneira como tinha que ser feito. Paulo não podia mudar isto. O capitão não podia mudar isto. O militar não podia mudar isto. Tinha que ser exatamente como o Anjo de Deus disse a Paulo. Ora, ao lermos esta história, nos alegramos em nossos corações por um anjo ter aparecido a Paulo; mas eu quero testificar de um anjo que apareceu a um homem de Deus neste, o século vinte.
Depois da estranha vida precoce do Irmão Branham, após sua conversão, os anos se passaram, e ele serviu a Deus o melhor que pôde como pastor e trabalhador no Reino de Deus. Ele até teve um emprego como guarda florestal em Indiana. O início do que seria uma tremenda mudança em sua vida e ministério ocorreu no começo de março de 1946, quando ele voltou para casa para almoçar e caminhou por baixo de um bordo no quintal da frente de sua casa, na Rua 8, em Jeffersonville, Indiana. Ao passar por baixo da árvore, ele conta que um vento poderoso e impetuoso entrou na árvore. Atingiu o topo do bordo e pareceu-lhe que a árvore seria arrancada ao meio. O tremendo impacto fez com que ele cambaleasse. Sua esposa e outros correram para ele, pensando que ele havia ficado doente. Ele se virou para ela e disse estas palavras: “Durante mais de vinte anos, não tenho conseguido entender este ministério, este estranho sentimento em mim. Não posso continuar assim. Tenho de ter a resposta! Isto é de Deus? Do que se trata tudo isto?” Ele disse a ela que iria embora, que a deixaria, a ela e Billy Paul, para buscar a Deus com sua Bíblia e oração; e que encontraria a resposta ou não voltaria. (O sermão dele Desespero conta como alguém deve se tornar desesperado em seu desejo de ter Deus governando sua vida.) Pense em quão desesperado ele devia estar nesta hora, para dizer à sua esposa que não voltaria sem uma resposta de Deus. Penso nisso como praticando o que pregava. Que coisa difícil para um homem decidir fazer. Que dedicação a Deus — conhecê-Lo ou morrer. Que assim seja em todas as nossas vidas.
Tendo se decidido e declarado suas intenções, o Irmão Branham foi sozinho buscar a Deus em um lugar secreto, determinado a conhecer a resposta e encontrar paz em seu coração a respeito deste estranho sentimento e destes fenômenos. Escondendo-se de todos e indo a um lugar secreto de oração onde não seria perturbado, lançou-se prostrado sobre o rosto diante de Deus. Ora, no livro Um Homem Enviado por Deus há menção (como o próprio Irmão Branham frequentemente declarou) de que ele estava na cabana do guarda florestal em Green’s Mill. Aquela cabana já não existe; deteriorou-se e apodreceu até o chão. O Irmão Branham, falando em sua fita História de Vida, não contou todos os pequenos detalhes, como contou à sua esposa e filhos, e como me contou pessoalmente; mas onde ele foi naquela noite, embora na cabana do guarda florestal, foi em uma pequena caverna perto da cabana. Deus, em algum momento na vida mais jovem do Irmão Branham, o havia levado a uma caverna da qual ele falou com frequência em suas fitas posteriores, e da qual disse que nenhum homem a poderia encontrar. A caverna é mobiliada pela natureza como que para seu próprio uso; pois dentro dela há uma rocha redonda em formato de mesa, uma rocha em formato de cadeira, e também um lugar para um homem se deitar e dormir. Ele não colocou nada disso ali — simplesmente estava ali. Até onde eu sei, a única pessoa que já esteve naquela caverna, além do Irmão Branham, é sua esposa, a Irmã Meda. Ele a levou ali uma vez.
Houve homens que passaram cinco ou seis dias naqueles bosques procurando por ela, e sua localização continua sendo um segredo. Mas o Irmão Branham me disse que ele estava na caverna quando o anjo lhe apareceu. Espero que isto não seja pedra de tropeço para alguns que sentiram que, como o Irmão Branham disse “na cabana do guarda florestal”, e porque ele menciona a palavra “chão”, e olhar para fora pela “janela”, ele devia estar dentro de uma cabana. Já que ninguém viu a caverna, nós não sabemos como ela é, exceto pela descrição. Mas ele me disse que estava na caverna quando o anjo lhe apareceu em 7 de maio de 1946. Assim como em 1964, quando eu disse: “Senhor, percebo que és um profeta”, ele disse: “Irmão Pearry, eu não falo sobre isto em público, porque as pessoas não entendem o que é um profeta.” Tenho certeza de que ele não mencionou a caverna com tanta frequência em seu ministério inicial, como fez posteriormente, porque não queria ter que explicá-la a todos. Ele podia apenas dizer que estava na cabana do guarda florestal e, já que ficava naquela mesma localidade, aquilo bastava, porque de qualquer forma ele não estava disposto a contar a ninguém onde ficava a caverna.
O Irmão Branham jazia prostrado sobre o rosto na caverna diante de Deus. Quando havia derramado o seu coração em sinceridade, pedindo a Deus, ele disse que se sentou e aguardou uma resposta. Estava apenas sentado ali, esperando que Deus lhe falasse de volta. Quantas vezes o ouvimos dizer: “Os que esperam no Senhor…”? Tantas vezes, quando oramos, fazemos todo o falar; e assim que terminamos de falar, levantamos e saímos. Ele disse que o segredo é, depois de ter orado, ter paciência para esperar até que Deus escolha falar de volta. Isto é, se você crê que Deus o ouviu, então espere pela resposta. O Irmão Branham havia se entregado à vontade de Deus em sua vida.
Foi por volta da 11ª hora que ele viu uma luz suave aparecer diante dele. Levantou os olhos e se ergueu para se mover em direção a esta luz, e lá estava pendurada aquela grande estrela. Ela não tinha cinco pontas como uma estrela, mas parecia mais com uma bola de fogo. Então, ele ouviu passos, e um homem de grande estatura se aproximou dele. O homem pesava talvez noventa quilos, tinha pele morena, nenhuma barba, com cabelo até os ombros. Quando o homem cruzou o olhar com ele, o Irmão Branham ficou muito temeroso; mas o estranho olhou para ele de maneira bondosa e começou a falar. Assim como um anjo esteve ao lado de Paulo e lhe deu instruções, também este anjo esteve ao lado do Irmão Branham e lhe deu instruções. Eu dispus estas instruções aqui em sete categorias separadas:
“Não temas!” disse o anjo, colocando o Irmão Branham à vontade, e continuou, dizendo: “Eu sou um mensageiro, enviado a ti da presença do Deus Todo-Poderoso.” Esta foi a primeira fase, acalmando quaisquer temores e identificando-se.
Na segunda fase, ele falou ao Irmão Branham sobre sua vida, dizendo: “Quero que saibas que a tua estranha vida tem sido com um propósito, preparando-te para fazer uma obra que Deus ordenou para tu fazeres desde o teu nascimento.”
Terceira fase: o anjo dizendo-lhe que havia certas condições que ele tinha de cumprir e guardar. Ele disse: “Se fores sincero, e conseguires que o povo creia em ti…” E então prosseguiu para a quarta fase — os resultados:
Ele disse: “…nada resistirá às tuas orações, nem mesmo o câncer!”
Agora, observe as palavras do anjo até aqui. Ele colocou o Irmão Branham à vontade e se identificou. Disse-lhe que sabia sobre sua vida passada e propósito. Também lhe disse que ele tinha de ser sincero, e que as pessoas tinham de crer nele. Quero dizer isto em minhas próprias palavras: se um Anjo de Deus disse ao Irmão Branham que ele tinha de ser sincero, quanto mais para nós deve ser dito que sejamos sinceros? Também era importante que ele conseguisse fazer com que as pessoas cressem; portanto, se você não crê que o Irmão Branham foi o profeta de Deus para esta era, então a mensagem dele e o ministério dele não foram para você.
A quinta fase da mensagem do anjo foi uma advertência ao povo de que eles deveriam confessar seus pecados antes de virem diante deste homem de Deus, e que ele deveria dizer ao povo que os pensamentos deles falam mais alto diante do trono de Deus do que as palavras deles. Isto era uma advertência a toda a humanidade.
Então, o anjo entrou na sexta fase e disse ao Irmão Branham coisas concernentes à sua vida e ao futuro ministério. Foi-lhe dito que ele pregaria diante de multidões por todo o mundo, e que ficaria de pé em auditórios lotados, com pessoas sendo deixadas de fora por falta de lugar. Sua igreja em Jeffersonville se tornaria um lugar centralizado, onde pessoas viriam de todo o mundo, buscando suas orações para sua libertação. (Lembre-se: o Irmão Branham era um jovem sem educação, desprezado e rejeitado naquela cidade. Havia momentos em que, por causa da vida de seu pai, ele caminhava pela rua, e as pessoas atravessavam a rua para evitar passar perto de um Branham. Eles eram tão pobres que ele sequer tinha uma camisa para vestir à escola, de modo que usava o casaco e abotoava-o até em cima. Um dia, quando ele tinha oito anos, quis escrever um poema que lhe veio à mente, e teve de pegar emprestados um lápis e um pedaço de papel de um colega. Ele não tinha nenhum deles. Contudo, aqui um Anjo de Deus estava de pé e lhe contava de um ministério fabuloso que teria lugar. A Irmã Branham me conta que, quando ele voltou para casa e contou isto, e quando recebeu seu chamado para sua primeira reunião em St. Louis, Missouri, ela teve que pegar as camisas brancas dele e retirar as golas gastas e virá-las, porque ele era pobre demais para comprar uma camisa nova. Ele sequer tinha um pijama, e lhe deram um em St. Louis. Voltou para casa com ele, muito orgulhoso, porque nunca tivera um em sua vida.) Mas ali estava um Anjo de Deus dizendo-lhe: “Pregarás diante de multidões, e milhares em todo o mundo virão a ti para oração e conselho.” Não só isso, mas o anjo prosseguiu dizendo: “Orarás por reis, governantes e potentados.” Você pergunta: “Isto aconteceu?” Vejamos se aconteceu.
O irmão Branham retornou ao seu pequeno tabernáculo na semana seguinte, e os mais antigos lhes contarão sobre um jovem sincero que, sem qualquer dúvida em sua mente, lhes disse o que aquele anjo havia dito, e dizendo: “Virão milhares aqui; eles vos deixarão sem lugar. Vocês não vão conseguir um assento a menos que sejam sinceros com Deus e cheguem cedo.” Pessoas da cidade, pessoas educadas, olharam para ele e disseram: “Bem, Billy Branham, eles nunca farão isso.” Mas fizeram? Nos arquivos do Irmão Branham há uma carta do falecido Rei Jorge VI da Inglaterra, agradecendo-lhe por ir a ele, a pedido do Rei, por oração, quando o Rei foi curado de uma enfermidade na perna. Também, certo dia numa reunião, um congressista muito conhecido, membro do Congresso dos Estados Unidos por anos, confinado a uma cadeira de rodas, estava sentado bem atrás no corredor do auditório enquanto o Irmão Branham pregava sua mensagem de fé e cura. Como Paulo no Livro de Atos, ele parou seu sermão, olhou para baixo, para este homem, e disse: “Senhor, percebo que tem fé para ser curado. Levante-se e caminhe para fora daquela cadeira de rodas.” E o Congressista Upshaw, que estava confinado à cadeira de rodas havia mais de 60 anos, pôs-se de pé e caminhou pelo corredor, louvando a Deus. Ele voltou a Washington, D.C., ficou de pé nas escadas do Edifício do Capitólio e declarou que William Marrion Branham era o profeta de Deus do século vinte. Fielmente, enquanto viveu, o congressista enviava ao Irmão Branham um chapéu Stetson todo Natal. Em contraste, havia outras pessoas no mundo que o descartavam como um desconhecido. Simplesmente não estavam ouvindo, ou não conseguiam ouvir.
A cura do Congressista Upshaw foi publicada pela Reader’s Digest. Não é interessante que dois maravilhosos artigos de curas como esta, na vida e ministério do Irmão Branham, foram veiculados pela revista de maior circulação do mundo, a Reader’s Digest, citada em segundo lugar apenas depois da Bíblia? As pessoas dizem: “Eu li na Reader’s Digest”, da mesma maneira como outras poderiam falar da Bíblia. Não foi nada menos do que Deus ordenando assim, para que o mundo pudesse saber que Ele havia enviado um profeta, se ao menos tivessem ouvido.
O Irmão Branham teve a oportunidade de visitar o Papa Pio XII quando esteve em Roma. Foi-lhe instruído o que teria de fazer para obter uma audiência com este potentado — como deveria aproximar-se do Papa — e que teria que beijar o anel do Papa. Isto era demais para o Irmão Branham, e ele disse: “Esqueça a entrevista. Eu não faria isso a nenhum homem, senão ao meu Senhor e Salvador.” Intervenho aqui, e me sujeito aos resultados da perseguição que virá: eu me pergunto, quando Billy Graham viu o Papa, será que beijou o anel dele? Quando o Presidente dos Estados Unidos foi, ele beijou o anel? Você nunca conseguiria que um profeta fizesse isto. Olhe a história da fornalha ardente no Livro de Daniel no Antigo Testamento: os hebreus se recusaram a se curvar à imagem. Esta era uma imagem, segundo a palavra de um profeta, de um homem santo!
A sétima fase da mensagem do anjo dizia respeito às diferentes fases do ministério do Irmão Branham. Algumas pessoas se referem a elas como o primeiro sinal e o segundo sinal. Mas o Irmão Branham falava delas como os “três puxões”. (Como os puxões que um pescador faz em atrair o peixe, fisgar o anzol, e recolher o peixe.) O anjo lhe disse que, sob a unção, ele seria capaz de pegar as pessoas pela mão, e o espírito da enfermidade naquela pessoa causaria tamanha comoção e ressentimento quando fizesse contato com o espírito dele, que ele seria capaz de sentir esta vibração fisicamente em sua mão. Ao dizer às pessoas qual era a enfermidade, isto inspiraria a fé da audiência, e eles também creriam. Para que seja mostrado que isto é Escritural, você deve ler Êxodo capítulo 4, versículos 1-8, que relata o sinal na mão que Deus primeiro deu a Moisés. Moisés deveria colocar sua mão no peito, e ela se tornaria leprosa quando ele a tirasse. Deveria colocar a mão de volta ao peito, e ela seria restaurada novamente. O sinal na mão foi dado ao Irmão Branham, como foi a Moisés, para inspirar a fé do povo, para fazê-los perceber que ali estava um homem enviado por Deus.
Quando vi o Irmão Branham pela primeira vez, esta era a fase de seu ministério; o “puxão” que estava sendo manifestado. Quando as pessoas vinham à frente dele, a menos que ele pudesse ver visivelmente a enfermidade delas — como cegueira, estar aleijado, ou paralisia —, ele as pegava pela mão; e, se elas tinham pecado em sua vida, ele primeiro lhes dizia dos seus pecados. Isto é, se aquele pecado ainda não estivesse confessado e sob o sangue de Jesus Cristo. Ele as advertia: “Confessem seus pecados antes de virem.” Um demônio que ele sempre expulsava era o de fumar cigarro — tabaco. Ele reconheceu naquele tempo, antes que a Associação Médica Americana e o Departamento de Saúde, Educação, Bem-estar e Drogas o soubessem, que cigarros causam câncer. Ele podia ver a conexão pelo espírito da coisa, e denunciou aquilo lá atrás nos anos 1940. Isto foi também antes de as mulheres realmente começarem a fumar. Naquela época, não se viam muitas mulheres fumando. Nunca se via um anúncio numa revista de uma mulher fumando. Mas depois que a indústria do tabaco conseguiu todos os homens que pôde conseguir, começaram a tornar popular que as mulheres fumassem; e agora a indústria do charuto as arrastou para charutos e cachimbos também. Encorajaram a ainda mais degradação das mulheres, tornando glamouroso e algo a ser desejado para elas, beber e fumar. Agora você nunca vê um anúncio mostrando os artigos da indústria da bebida a menos que tenha uma mulher nele. Assim como as mulheres se deterioraram, assim também a Igreja se deteriorou. As mulheres tipificam a Igreja. Não há como o homem possa evitar isso. Será exatamente como aquele anjo disse ao Irmão Branham lá em 1946. Assim como o anjo instruiu Paulo, e veio a se cumprir como foi dito a Paulo, assim será com a mensagem deste anjo, porque ela veio de Deus a um profeta desta geração.
O segundo sinal, ou “puxão”, seria o conhecimento dos segredos do coração. Ele seria capaz de apenas conversar com as pessoas e saber o nome delas e outros fatos sobre elas. (Lembre-se, a Palavra de Deus é mais aguda que uma espada de dois gumes, e discernidora dos pensamentos e intenções do coração.) As pessoas começaram a ver isto manifestado no final dos anos 1950 e início dos anos 1960 no ministério do Irmão Branham. Visões e ocorrências subsequentes nos últimos meses de sua vida lhe revelaram o propósito do primeiro sinal. Era o de trazer à tona e manifestar todos os imitadores. Com certeza, alguns surgiram com aquilo na mão esquerda, outros na mão direita, alguns com um formigamento no cotovelo, alguns com aquilo subindo pela espinha, e alguns sentiriam aquilo na orelha direita. Tudo aquilo era para mostrar que havia tipos de Janes e Jambres mesmo nesta geração, pois eles o faziam por torpe ganância, por lucro e sem preocupação pelas pessoas, pela Palavra de Deus, ou pelo caminho da santidade. Eles declaravam que todos estavam curados e traziam opróbrio sobre a Palavra de Deus. Jesus disse: “Nada posso fazer se meu Pai não me ordenar.” As pessoas vinham ao Irmão Branham e diziam: “Ore por mim; Deus te deu autoridade.” Ele respondia: “Sim, eu tenho a autoridade, mas eu não tenho a ordem.” Ele nunca o faria até que Deus lhe mostrasse. Nada fazia a menos que o Pai lhe mostrasse. Graças a Deus por alguém que se manteria com a Palavra.
Quando o Segundo Puxão começou, discernindo os pensamentos e intenções do coração, surgiu uma nova safra de evangelistas, e eles também podiam lhe contar os segredos do seu coração e dizer: “Assim diz o Senhor.” Não há espaço para contar tudo, mas uma compreensão completa, segundo a revelação do Espírito Santo e a luz da Palavra de Deus, pode ser encontrada na mensagem gravada do Irmão Branham Os Ungidos no Fim do Tempo. É uma unção genuína do Espírito Santo, mas eles são vasos falsos. Você pergunta onde está isto nas Escrituras? Mateus 7 diz que haverá aqueles que dirão: “Senhor, Senhor, não expulsamos demônios em teu nome, e ressuscitamos os mortos, e curamos os enfermos?” Mas Jesus lhes respondeu: “Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade; eu nunca vos conheci.” Vieram pessoas que fizeram sinais e maravilhas; e, se possível, enganariam até os próprios eleitos. Por quê? Porque eles tinham os sinais, mas não tinham a Palavra de Deus para trazer ao corpo da Noiva.
Mas haveria um Terceiro Puxão, e Deus lhe disse, quando lho revelou: “Guarda este segredo em teu coração!” O Irmão Branham disse: “Quando eu for daqui, terei aquele segredo trancado em meu coração.” O Terceiro Puxão, a fase final de seu ministério — ele disse: “Esta será a coisa que levará a Noiva no Arrebatamento.”
Capítulo 9 — O Terceiro Puxão
O Primeiro Puxão desmascarava a enfermidade por meio do sinal na mão. De lugar em lugar, as causas da miséria humana eram infalivelmente reveladas, seguidas pelas ternas palavras: “Jesus Cristo te cura.” Mas este sinal genuíno foi seguido por ampla imitação carnal.
O Segundo Puxão trouxe o discernimento dos próprios pensamentos do coração. Esta foi claramente uma manifestação do poder imutável de Cristo, e um cumprimento de Hebreus 13:8: “Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente.” Isto também foi imitado, mas nenhum dos imitadores arriscaria toda a sua reputação como fez o Irmão Branham. Ele me disse uma vez: “Irmão Pearry, se eu alguma vez lhe disser ‘assim diz o Senhor’, e não se cumprir exatamente como eu lhe disse, não creia mais em mim, porque então eu terei entrado nisso, e não será mais Deus. Se Deus o disse, Deus o fará.”
Muitos outros manifestaram o que eles chamam de “dons de discernimento”, contudo sempre houve aquela margem de erro. Conheci homens pessoalmente que tinham grandes dons de discernimento, mas ocasionalmente estavam equivocados, e isto causava grande tristeza na vida de outros, frequentemente grande tragédia quando eram ditas às pessoas coisas erradas. Isto era fonte de confusão para estes homens de Deus. Quando eles perguntaram ao Irmão Branham a respeito disso, ele disse: “Se há qualquer margem de erro, deixe-o em paz.” Disse isto porque é melhor se abster de falar do que dizer a alguém a coisa errada e causar-lhe dano irreparável.
O Anjo de Deus havia prometido ao Irmão Branham que haveria três “puxões”. O Irmão Branham nos havia dado a garantia de que o Terceiro Puxão não seria imitado. Agora, das próprias palavras dele podemos aprender mais sobre esta última grande e inimitável fase de seu ministério.
Na estrada para a Colúmbia Britânica há uma cordilheira com sete picos, que Deus apontou ao Irmão Branham, indicando-lhe que eles eram a “sua” cordilheira. Eles soletram as sete letras de cada parte do seu nome, contam a história de sua vida e testificam dos três “puxões” em seu ministério. O primeiro e mais baixo pico representa suas visões da infância, que as pessoas diziam ser do diabo. O próximo pico, um pouco mais alto, fala de sua conversão. O mais importante, contudo, são os três picos mais altos, que contam dos três “Puxões”. O mais alto destes, erguendo-se muito acima dos outros e mais massivo, é, é claro, mudo testemunho do Terceiro Puxão. Um dia, quando estávamos ali contemplando aqueles picos, ele me disse: “Irmão Pearry, estamos no ombro daquela terceira montanha — o Terceiro Puxão.” Então, veja: eu sei, de acordo com as suas próprias palavras, que o Terceiro Puxão estava entrando em existência antes dele nos deixar.
O Irmão Branham falou do Terceiro Puxão em um sermão intitulado Olhando Para Jesus, quando disse estas palavras:
“Agora lembrem-se, não haverá nenhuma imitação disto, porque isso não pode ser feito. Não pode ser. Agora isto existe, e eu fui advertido disto… que em breve — justamente neste tempo agora — isto acabou de acontecer, para que pudesse identificar Sua presença entre vocês. Vê? Mas isto não será usado em grande escala até que este concílio comece a apertar. E quando isso acontecer, quando isso acontecer… Os pentecostais e assim por diante podem quase imitar qualquer coisa que possa ser feita, mas quando esse tempo vier (quando vier o aperto), então verão o que viram temporariamente ser manifestado na plenitude do seu poder.
“Ora, vocês podem ver acontecer algumas pequenas coisas estranhas — nada pecaminoso, não quero dizer isso — mas quero dizer algo estranho em relação à tendência regular, porque o que alcancei agora no ministério, estou recuando aqui, vigiando aquele ponto e esperando o momento para usá-lo. Mas vai ser usado! E todos sabem disto, pois, tão certamente como o primeiro foi identificado, assim o segundo foi identificado; e se pensarem bem de perto, vocês que são espirituais (como a Bíblia disse: ‘Aqui está aquele que tem sabedoria’), o terceiro está devidamente identificado. Sabemos onde está. Portanto, o Terceiro Puxão está aqui. É tão sagrado que não devo dizer muito sobre ele, como Ele me disse no princípio. Ele disse: ‘Disto — nada digas.’ Vocês se lembram disto, anos atrás? Fala por si. Eu tentei explicar os outros, e cometi um erro. Esta será a coisa que, em minha opinião (eu não digo que o Senhor me diz isto), esta será a coisa que iniciará a ‘fé do arrebatamento’ para a partida, vê. E devo permanecer quieto por um pouquinho.
“Agora lembrem-se (e vocês que estão ouvindo esta fita), vocês podem ver tal mudança em meu ministério agora mesmo, recuando — não avançando; recuando. Estamos mesmo na era agora, e não pode ir mais longe. Temos de esperar aqui só um minuto, até que isto aqui aconteça para alcançar. Então o tempo vem. Mas está plenamente identificado.
“Observem o Terceiro Puxão. Posso ser levado antes daquele tempo. Não sei. E aquele tempo pode ser esta próxima semana, em que o Espírito Santo virá e trará a Cristo Jesus… mas observem o Terceiro Puxão então! Será absolutamente para os totalmente perdidos (perdidos para a maioria das pessoas), mas será para a Noiva e a Igreja.”
Aqui, o Irmão Branham, em suas próprias palavras, diz ao povo que crê que ele é o profeta de Deus para “observar o Terceiro Puxão”. Ele disse: “Se vocês são espirituais, isto se identificou entre vocês.” Contudo, disse que, se ele nos deixasse, aquele segredo estaria em seu peito.
Ora, toda vez que o Irmão Branham falou em 1963, 1964 e 1965 sobre o Terceiro Puxão, ele sempre mencionava os momentos em que a “palavra falada” foi manifestada. Lendo agora de Mateus 21:18:
“E de manhã, voltando para a cidade, teve fome. E, avistando uma figueira perto do caminho, dirigiu-se a ela, e não achou nela senão folhas. E disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti! E a figueira secou imediatamente. E os discípulos, vendo isto, maravilharam-se, dizendo: Como secou imediatamente a figueira?”
Observe este incidente na vida e no ministério de Jesus, que olhou para uma figueira, desejou fruto dela, mas, uma vez que não havia fruto, falou a Palavra e disse: “Nunca mais nasça fruto de ti.” Como os discípulos se maravilharam. E Jesus, como este incidente é relatado por Marcos, voltou-se e disse: “Tende fé em Deus. Em verdade vos digo: se tiverdes fé e não duvidardes, não somente fareis isto à figueira, mas até, se a este monte disserdes: Ergue-te e lança-te no mar, assim será feito.” Não conheço muitas pessoas nesta terra que tenham praticado este versículo da Escritura. Há aqueles que o usaram como fé, mas quem pode se levantar e dizer que falou a Palavra e o que disse aconteceu? Jesus disse que seria. Ele guarda a Sua palavra: “Nem um j ou um til passará, ainda que céus e terra passem.” Agora relatarei as vezes em que esta Escritura foi cumprida em nossa geração.
A primeira vez ocorreu quando o Irmão Branham estava pescando com seu vizinho de porta, o Irmão Banks Wood, e o irmão dele, o Irmão Lyle Wood. Estes dois homens eram ambos ex-Testemunhas de Jeová. Os três estavam pescando em um pequeno lugar chamado Dale Hollow, no Tennessee. Os irmãos Wood, no barco com o Irmão Branham, estavam conversando sobre uma irmã, membro da Igreja de Deus, que costumava testemunhar a eles sobre sua necessidade de salvação. Estavam relembrando sua bondade cristã para com eles, e o Irmão Banks tinha acabado de fazer a declaração de que talvez um dia devessem ir ver aquela senhora e dizer-lhe que ambos agora eram salvos e serviam a Deus.
Quando disseram estas palavras, como relatado pelos homens e pelo Irmão Branham, o profeta sentiu o Espírito de Deus mover-se sobre ele, e aquilo chamou sua atenção por meio de uma voz que disse: “Assim diz o Senhor: nas próximas horas haverá uma ressurreição de um pequeno animal.” Ele ficou intrigado e começou a considerar o significado disto. Em sua mente, recordou como seu filhinho José, alguns dias antes, enquanto acariciava um gatinho do vizinho, havia apertado o animal com força demais, e o havia deixado cair mole ao chão. Pensou que talvez aquele gatinho fosse ressuscitado.
Depois de pescarem por algumas horas, o Irmão Lyle pegou um pequeno bluegill7 que havia engolido a isca por inteiro. O Irmão Lyle não conseguia tirar o anzol, de modo que apenas segurou o peixinho e arrancou o anzol, junto com as guelras e as entranhas completas do pequeno peixe. Jogou o peixinho por sobre o lado do barco e disse: “Pequeno sujeito, tu deste o teu último suspiro.” O peixe bateu na água, estremeceu, e ficou imóvel. As ondas gradualmente o levaram até a margem.
Depois de cerca de trinta minutos, um estranho sentimento veio novamente sobre o Irmão Branham. Ele olhou em direção às árvores ao longo da margem, e ali, movendo-se como em um redemoinho, veio o som de um vento impetuoso. O Espírito de Deus lhe falou, dizendo: “Fica de pé e fala ao peixinho, e ele terá a sua vida.”
Imediatamente, o Irmão Branham se pôs de pé e clamou: “Peixinho, Jesus Cristo te devolve a tua vida; vive no nome de Jesus Cristo.”
Estes dois homens testificaram, na presença do Irmão Branham, que o peixe, embora morto havia trinta minutos, com todos os órgãos internos removidos, virou-se na água e nadou por debaixo do barco. Esta foi a primeira vez em que ele falou, e o que disse se cumpriu. Foi a primeira manifestação da palavra falada.
O segundo tal incidente me foi relatado pessoalmente pelo Irmão Branham, na presença do Irmão Sidney Jackson e sua esposa, no escritório do Irmão Branham, em agosto de 1964. O incidente ocorreu quando o Irmão Branham estava caçando esquilos durante a temporada de 1959. Grande caçador de esquilos, ele havia matado cento e trinta e cinco daqueles animais no ano anterior. Seu favorito era o pequeno esquilo cinzento do Kentucky, um animal astuto, que exigia grande habilidade para ser caçado.
Neste dia em particular, até as 10 horas da manhã, ele não havia visto um único esquilo. O vento estava soprando; o sol estava alto esquentando o dia, de modo que ele decidiu tirar uma soneca. Ele relatou que encontrou uma árvore-de-fresno com três forquilhas, onde podia sentar-se confortavelmente no chão e se encostar nas forquilhas da árvore. Estava meditando no versículo da Escritura: “Se disserdes a este monte: Ergue-te e lança-te no mar…” Estava pensando em como ele nunca havia pregado sobre aquele texto, mas pensou também que aquilo está na Palavra.
Bem quando estes pensamentos passavam pela sua mente, uma voz lhe falou e disse: “O que queres agora? Dize, e o terás.”
Por mais que tivesse ouvido aquela voz, ainda assim ficou surpreso. Olhou ao redor, pensando de onde ela viera.
A voz repetiu: “O que queres agora? Dize, e podes tê-lo.”
Desta vez, ele respondeu, dizendo: “Bem, estou caçando esquilos; eu gostaria de ter alguns esquilos.”
A voz respondeu: “Quantos esquilos?”
Pegou-se pensando: “Bem, três dão uma boa refeição”, então respondeu: “Gostaria de ter três esquilos.”
“Muito bem, onde queres que o primeiro esteja?”, disse a voz.
A esta altura, já estava de pé, olhava ao redor, pensando que estivesse em visão. Contudo, sendo treinado por experiências estranhas anteriores durante toda a sua vida, respondeu pensando: “A voz diz para dizer; eu direi.” Considerou que um esquilo geralmente não está em um sicômoro, e notou que tal árvore estava próxima.
“Que um esquilo saia para o galho daquele sicômoro — bem ali”, disse ele.
Mal havia dito estas palavras, e ali estava sentado o esquilo. Esfregou os olhos, e novamente passou-lhe pela mente o pensamento se aquilo era uma visão; mas, decidindo ir até o fim, levantou o rifle, mirou, disparou, e o esquilo caiu ao chão. Caminhou até lá e o apanhou. Estava quente e sangrento. Para si mesmo, disse: “Visões não sangram.”
Jogou o esquilo em sua sacola, disse: “Obrigado, Senhor!” e se voltou para partir, quando a voz falou novamente: “Onde o segundo estará?”
Olhando ao redor, viu uma árvore-de-gafanhoto. Pensou: “Farei este em um lugar onde eu saiba que é Deus.” Em voz alta, disse: “Que um esquilo suba por aquela árvore e se sente no topo, onde eu possa dar-lhe um tiro no olho.”
As palavras mal haviam saído, e o esquilo subiu e se sentou bem no topo da árvore-de-gafanhoto. Novamente ele atirou, atingindo o esquilo no olho. Caminhou até lá, apanhou o esquilo, e novamente agradeceu ao Senhor, dizendo: “Obrigado, Senhor. Tua palavra é verdadeira!”
Novamente começou a partir, mas a voz o deteve, dizendo: “Mas tu disseste três.” “Eu disse três”, concordou ele.
Desta vez, suas instruções foram elaboradas: “Que um venha por ali, bem perto daqueles fazendeiros que colhem milho naquele campo, suba por esta árvore, pule para aquele lado, salte sobre aquele galho, pouse bem ali, e eu atirarei nele ali.” Ele apontou o lugar.
É claro que você sabe o que aconteceu. As instruções mal haviam sido dadas, quando veio o esquilo, seguindo todas as suas especificações, parou exatamente onde ele havia dito, e novamente seu tiro foi certeiro. Apanhou o terceiro esquilo e o colocou em sua sacola.
Enquanto ele relatava esta extraordinária experiência, primeiro se sentou no chão em frente à sua cadeira, recostando-se contra a cadeira como havia se recostado contra as forquilhas da árvore. Depois se levantou, agindo como se estivesse mirando e disparando sua arma. Observando-o, pensei: “Ou estou ouvindo um profeta de Deus — isto realmente aconteceu, assim como ele está contando —, ou este homem está me enganando.” Contudo, não conseguia pensar em razão alguma pela qual ele me enganaria.
Seu infalível discernimento captou meu pensamento. Voltando-se para mim, ele disse simplesmente: “Irmão Pearry, isto realmente aconteceu!”
Poucos dias depois (14 de novembro de 1959… N. do E.), ele e o Irmão Banks almoçaram no modesto lar dos pais da Irmã Hattie Wright Mosier. Havia onze pessoas presentes naquele dia como testemunhas do próximo acontecimento miraculoso. Ora, a Irmã Hattie era apenas uma pobre viúva, sem dinheiro nem posses, ela e seus dois meninos mal conseguindo sobreviver. Era mulher muito piedosa, fiel à igreja com seus dízimos e ofertas. Ela sacrificava para dar à obra de Deus. Amando ao Senhor e ao Seu povo, abria sua casa a todos. Sua irmã, Edith, era aleijada. Seus amados pais eram velhos. Seus dois jovens filhos eram não-salvos. Era tão pobre que o Irmão Branham havia ido lá naquele dia para devolver uma nota de vinte dólares que ela havia dado ao fundo de construção da igreja, e que ele considerou que ela dificilmente poderia dar.
Todos estavam sentados na cozinha naquele dia, regozijando-se nas coisas do Senhor. O Irmão Branham estava relatando o incidente dos esquilos trazidos à existência pela palavra. Ao terminar, comentou: “Quando Abraão precisou de um carneiro para um sacrifício, Deus lhe providenciou um. A única coisa que sei é que Ele ainda é Jeová-Jiré.”
Quando ele disse estas palavras, a Irmã Hattie falou e disse: “Irmão Branham, isso não é nada senão a verdade.”
Como a pequena viúva das Escrituras que disse a coisa certa na hora certa, assim foi com esta pequena viúva dos nossos dias, cuja simples fé tocou o poder de Deus. Imediatamente, o Espírito Santo se moveu sobre o Irmão Branham e disse: “Dá-lhe o que ela pedir!”
Obedientemente, o Irmão Branham voltou-se para ela e disse: “O Senhor acaba de me dizer para te deixar pedir qualquer coisa que queiras, e o que quer que tu peças, eu o direi em nome do Senhor, e Ele o fará.”
“Irmão Branham”, ela disse, “o que devo pedir?”
Ele disse: “Tu és pobre e vives ali naquela colina sem dinheiro. Poderias pedir por isso. Tu tens uma pequena irmã aleijada; pede a cura dela. Aqui estão a tua mãe e teu pai, velhos e abatidos. Poderias pedir por eles. Pede o que quiseres, e se não for lançado em teu colo, então eu sou um falso profeta!”
Seus dois meninos estavam no canto rindo e gargalhando.
Ela se voltou com lágrimas nos olhos e disse: “Irmão Branham, o maior desejo que tenho é a salvação de meus dois filhos.”
Ele se voltou para ela e disse: “Eu os dou a ti em nome do Senhor Jesus Cristo.”
No canto daquela humilde pequena sala, os dois meninos que riam, gargalhavam e eram incrédulos, tocados pelo poder de Deus, caíram sobre o colo de sua mãe e se arrependeram de seus pecados. O arrependimento deles foi sincero, e foram batizados pouco depois no nome do Senhor Jesus Cristo. Assim, a salvação deles foi assegurada. Eles têm sido fiéis na igreja, com a comunhão e o lava-pés.
Veja, Deus sabia que ela pediria por algo eterno, não por algo temporal. Se ela tivesse pedido pela cura de sua irmã, poderia não ter sido duradoura, pois ela poderia ficar doente novamente. Os pais um dia novamente se aproximariam da velhice. Ela poderia ter pedido um milhão de dólares, mas dinheiro poderia ter sido completamente errado para ela, como é para tantas pessoas. Mas a salvação daqueles dois meninos era algo que duraria por toda a eternidade.
Esta foi a terceira vez em que a palavra falada foi manifestada. A quarta vez foi em outubro de 1963, numa viagem de caça com vários outros irmãos, no Colorado. Era uma área que ele conhecia bem, havendo caçado e cuidado de gado ali por mais de vinte anos. Em certo momento, ele havia chegado a saber quantas cabeças de alce havia na manada. Uma vez, havia ficado tão imóvel que a manada de alces havia pastado tão perto dele que ele havia cutucado um alce macho na lateral com a coronha do rifle. Ele se camuflava bem com a natureza. Tal demonstração de paciência revela o tipo de caçador que ele era. Os outros com ele sempre se baseavam em sua sabedoria e conhecimento da vida ao ar livre, particularmente nesta área do Colorado, que podia ser perigosa em tempo de tempestade.
Naquela manhã em particular, o céu falava de uma tempestade que se aproximava, e os relatórios meteorológicos confirmaram que um severo distúrbio estava a caminho. Os caçadores haviam se reunido na cabana na noite anterior, e o Irmão Branham os havia aconselhado a partirem na manhã seguinte, se precisassem sair, pois de outro modo poderiam ficar presos pela neve. Para os que ficariam, ele concordou em permanecer e ajudá-los; mas naquela manhã ele os aconselhou firmemente a permanecerem próximos e a se dirigirem para o acampamento ao primeiro sinal de umidade, mesmo à primeira gota de chuva. Ele sabia que podia ficar tão ruim em minutos, que eles nunca conseguiriam encontrar o caminho de volta. Ele mesmo dirigiu-se sozinho para as terras altas, como era seu costume, planejando trazer caça para os outros. Não demorou muito para começar a garoar. Ele tinha um sanduíche consigo, e sentou-se para comer, pensando em adiar o retorno um pouco, caso algum dos outros estivesse em apuros. Eles disparariam uma arma, neste caso, e ele poderia descer até eles melhor do que ter de subir de novo. Logo a tempestade aumentou em intensidade à medida que começou a nevar. Ele começou a descer a montanha, apressando-se o mais rápido que podia. Cerca de um quilômetro e meio morro abaixo, foi detido em seus passos por uma voz que disse: “Volte para o lugar de onde você veio.”
Ele conheceu a voz, mas pensou em como seria morte voltar agora que a tempestade havia começado em sua plena fúria.
A voz repetiu: “Volte para o lugar de onde você veio.”
Obedecendo à voz, refez seus passos até o topo, sem saber por quê, mas não questionando as instruções de Deus. Logo depois, o chão começou a ser coberto pela neve. De repente, a voz falou novamente, dizendo: “Eu sou o Deus da Criação!”
Ele levantou os olhos, pensando que talvez fosse o vento. Novamente a voz falou: “Eu criei os céus e a terra. Eu acalmo os ventos impetuosos sobre o mar. Eu governo o céu e a terra.”
Desta vez não havia engano. Ele saltou e tirou o chapéu em reverência. Esta era a voz de Deus. A voz continuou: “Apenas fala à tempestade, e ela cessará. O que quer que tu digas, isto será o que acontecerá.” (Jesus havia dito: “Dize a este monte: Ergue-te e lança-te no mar; e não duvides, e assim será feito.”) O Irmão Branham disse que levantou as mãos e proclamou aos elementos: “Tempestade, cessa. Sol, brilha continuamente e normalmente por quatro dias, até que estejamos terminados de caçar e fora daqui.”
Quando estas palavras foram proferidas, aquela tempestade desapareceu, e o sol irrompeu. Em quinze minutos não havia evidência de que uma nevasca sequer estivera ali. Houve irmãos no acampamento que a descreveram como tendo sido cortada como água de uma torneira. Havia pessoas dirigindo por passagens de montanha no meio de uma tempestade, quando de repente e misteriosamente ela cessou. A agência meteorológica havia enviado predições, advertindo a todos a se abrigarem. Quando cessou, todos perguntaram o que havia acontecido. Por quatro dias o sol brilhou, exatamente como ele havia ordenado. Você pode não acreditar — mas eu creio.
Eventos que levaram à quinta manifestação da palavra falada começaram por volta de 1947/1948. O Irmão Branham estava explicando a uma tal Sra. Malicki que, pelo sinal em sua mão, ele havia diagnosticado que ela tinha flebite. Ela havia protestado que não tinha nenhum dos sintomas, e ele havia lhe mostrado as vibrações em sua mão ao segurá-la. Havia se virado e alcançado a mão da esposa para demonstrar que a vibração estaria ausente quando a enfermidade não estivesse presente. Ao fazer isto, ficou surpreso e disse gravemente: “Meda, eu não sabia, mas tu tens um cisto em teu ovário esquerdo!”
A Irmã Branham respondeu que se sentia bem e não parecia haver nada de errado. Como agora sabemos, estas coisas são espíritos. Ela nunca tinha tido qualquer conhecimento disto. Mas, em 1962, a Irmã Meda sentiu algum desconforto, e um tumor começou a crescer em seu lado esquerdo. Dor e inchaço de seu lado se seguiram. Um médico confirmou o diagnóstico original. Um cisto se tinha tornado um pequeno tumor, e uma operação foi aconselhada. Sendo uma família de fé, os Branham estavam determinados a aguardar no Senhor. Contudo, o tumor continuou a crescer.
Em 1963 eles se mudaram para Tucson, vindos de Jeffersonville. Os registros da Irmã Branham foram transferidos a um fino e respeitado médico em Tucson. A essa altura, o crescimento estava causando-lhe miséria considerável e era de grande preocupação para os médicos. Todos os sinais apontavam para um crescimento maligno. Contudo, a cirurgia foi adiada, aguardando em Deus e também para permitir que a família retornasse a Jeffersonville para o feriado de Natal de 1963. No início de novembro, o Irmão Branham estava na Cidade de Nova York, em uma reunião. É claro que sabia quão doente estava sua esposa e quão necessária era a operação. Ela havia acabado de telefonar para lhe dizer que mal conseguia andar mais e que o médico estava pressionando por uma operação imediata. No caminho de volta, ele parou para pernoitar em Jeffersonville. Sofrendo por sua grande compaixão por ela, e ficando ali no presbitério onde Deus tão frequentemente lhe havia falado por palavra e por visão, ele se ajoelhou no velho pufe em oração, como os dois tantas vezes haviam feito no passado. Ali, suplicando a Deus que fosse misericordioso com sua esposa, de repente ele se tornou consciente da presença de Deus na sala. A Coluna de Fogo pairou ali, e a voz de Deus lhe ordenou: “Fica em pé. Dize o que quiseres, e será exatamente como tu o disseres.”
A esta altura, plenamente consciente de como seguir este tipo de instrução, levantou-se e disse: “Que seja que, justamente antes de o doutor tocá-la, o tumor desapareça.”
No dia seguinte, a Irmã Branham, acompanhada pela Irmã Norman, foi ver o médico para outra consulta. Foi ajudada pela enfermeira a vestir o avental branco e a subir à mesa, em preparação para o exame. Sua condição era tão ruim que mal conseguiu subir à mesa. O médico entrou, examinou suas fichas, e se inclinou para examinar o tamanho do inchaço. Bem quando sua mão descia para tocá-la, ela sentiu uma sensação fria, de encolhimento, em seu lado esquerdo. O médico apalpou o seu lado esquerdo; depois, andou ao redor e apalpou o outro lado. Intrigado, falou-lhe: “Aquele inchaço estava do seu lado esquerdo, não estava?”
A Irmã Branham disse: “Sim, estava.”
Ele procurou atentamente; depois, disse: “Não sei o que aconteceu. Tudo o que sei é que não há nenhum tumor aqui agora; desapareceu! Eu não consigo explicar, mas a senhora não tem com o que se preocupar.”
O Irmão Branham havia seguido adiante para Shreveport, Louisiana, onde a contatou em seguida por telefone. Pediu a Billy e Loyce que pegassem uma extensão com ele. Ele sabia o que havia acontecido. Sabia que ela havia estado com o médico.
Animada, a voz dela veio pelo telefone: “Oh, Bill! Sabes o que aconteceu? Sabes aquele tumor que eu tinha…?”
“Sei, sim, querida”, ele respondeu, “eu sei o que aconteceu.”
“Como soubeste?”, ela perguntou, completamente intrigada.
Então ele lhe contou a história.
Cinco vezes — o número da graça. Uma, um peixinho recebeu a palavra e sua vida foi-lhe devolvida. Segunda, três esquilos foram trazidos à existência pela palavra. Terceira, a Irmã Hattie Wright recebeu a salvação eterna de seus dois filhos. Quarta, os elementos obedeceram à voz deste homem de Deus, este profeta, o porta-voz de Deus para esta geração. Quinta, ele falou a um tumor, um espírito em sua esposa, e ele desapareceu exatamente como a voz de Deus lhe havia dito.
Ora, ele contou estas cinco coisas, e então disse: “O Terceiro Puxão foi identificado entre vocês. Mas vocês só o viram temporariamente. Quando vier a pressão, então observem; vocês o verão na sua plenitude!”
Um capítulo posterior fala de uma visão de uma tenda dada por Deus ao Irmão Branham. Veremos se há alguma conexão entre isto, a que ele chama de Terceiro Puxão, e sua visão da tenda. Ele mesmo disse que crê que isto é o que iniciará a fé de arrebatamento e arrebatará a Noiva, para estar com o Noivo.
O apóstolo Paulo disse: “Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados.” Creio que é esta geração que não morrerá, mas serão transformados pela palavra falada.
Capítulo 10 — Mais Que Um Profeta
Para além da sombra de qualquer dúvida, haverá alguns que lerão nos capítulos anteriores a nossa crença de que o Irmão Branham foi o profeta enviado a esta geração, com o espírito de Elias, e serão muito céticos a respeito de elevarmos um homem a tal posição. Sentirão que talvez alguém mais tivesse sido mais qualificado. Eu me esforcei por expor as qualificações Escriturísticas e mostrar a vida, o ministério e os atos que Deus realizou através da vida deste irmão, em comparação com as Santas Escrituras, crendo que nada está fora da Palavra. Ao mesmo tempo, lembro àqueles que seriam críticos desta obra, não para que eu os condene, mas, antes, para que possam entender em seus corações que havia aqueles que estavam na terra no tempo de Jesus que conheciam as Escrituras de memória, conheciam a lei e as palavras dos profetas; contudo Jesus Cristo teve de dizer a estes Fariseus, certo dia: “Porque afirmais ter luz, vós sois cegos.” Confio em que esta declaração não ofenda, mas há uma grave possibilidade de que alguns que leem ou ouvem isto, possam alegar ter tal revelação e luz em si mesmos, como fizeram os Fariseus, e que passem por alto inteiramente — não intencionalmente, mas por cegueira — o que Deus fez nesta geração.
Deus não é um Deus vão. Antes de enviar Seu Filho, Jesus Cristo, o Emanuel em carne humana, Ele disse, pelos profetas, que haveria um precursor, um mensageiro que iria adiante dEle e prepararia o caminho. Portanto, antes da primeira vinda de Jesus Cristo, houve um mensageiro que precedeu essa primeira vinda. Lendo de Mateus 11:7-15, as palavras de Jesus a respeito deste precursor:
“E, partindo eles, começou Jesus a dizer às turbas, a respeito de João: Que fostes ver no deserto? Uma cana agitada pelo vento? Mas que fostes ver? Um homem ricamente vestido? Os que trajam ricamente estão nas casas dos reis. Mas por que saístes? Para ver um profeta? Sim, vos digo eu, e muito mais do que profeta. Porque é este de quem está escrito: Eis que envio o meu anjo diante da tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti. Em verdade vos digo: Entre os nascidos de mulher não apareceu alguém maior do que João Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele. E, desde os dias de João Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e os violentos o tomam de assalto. Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João. E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”
O próprio Jesus Cristo verificou que João Batista cumpriu Malaquias, capítulo 3, quando disse que ele era o mensageiro que haveria de ir diante de Sua face e preparar o caminho. Jesus confronta as multidões com o fato de que haviam saído para ver um profeta, e houve um profeta, um com a Palavra de Deus; contudo, ele era mais do que um profeta. Era também um mensageiro, proclamando que Jesus Cristo, o Filho de Deus, estava ali para redimir o mundo — que a Escritura estava sendo cumprida em seu dia. Isto o tornou mais do que um profeta. Isto o tornou um precursor que Ele enviaria a esta (geração de João) geração do pacto que Deus havia feito com Abraão.
Ora, se há um mensageiro-profeta ao século vinte para ser precursor da segunda vinda de Jesus Cristo, este mensageiro parecerá ser o mesmo tipo de pessoa deslocada que João era. Também será tão controverso quanto João. Não será popular. De fato, qualquer popularidade que tenha ganhado nos primeiros dias do seu ministério, sem dúvida a perderá quando começar a falar a verdade que lhe foi dada por Deus. Assim foi com o Irmão Branham, que desfrutou tamanha tremenda popularidade e aceitação enquanto pregou a cura divina, e enquanto houve os milagres, sem a doutrina. Mas quando ele trouxe a mensagem que Deus o havia enviado a trazer, depois do sinal da cura divina e depois que o avivamento no mundo todo havia começado (para atrair a atenção do povo a fim de que ele pudesse falar a Palavra de Deus), houve muitas pessoas que não mais o seguiram. Diziam que ele estava errado em sua doutrina. Mas ele era o homem de Deus para esta hora, e os eleitos foram aqueles que o reconheceram e creram nele — assim como houve aqueles que foram eleitos, escolhidos e predestinados por Deus nos dias de João Batista, que o viram, o reconheceram e o seguiram. Eles creram quando João disse: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.” Eles creram nele e aceitaram o Messias.
As Escrituras testificam que todos os que aceitaram e creram em Jesus Cristo haviam primeiro ouvido a mensagem do mensageiro que preparou o caminho diante dEle. Até mesmo em Atos, quando Paulo encontrou em Éfeso aqueles que não haviam sido batizados corretamente, disse: “Em que fostes batizados então?” Disseram: “No batismo de João.” Isto é, eles ouviram primeiro a mensagem de João, creram nela, e quando Paulo lhes pregou a Jesus, foram rebatizados no nome do Senhor Jesus Cristo.
O ministério do Irmão Branham abriu os olhos dos crentes, os eleitos de Deus, mais amplamente do que jamais foi feito em qualquer outra era. Eles veem mais do que Deus tem feito e continua a fazer nesta geração — mas, ao mesmo tempo, cegou os olhos daqueles que se endureceram e se firmaram em suas tradições.
Alguns acharão estas palavras ofensivas; mas, assim como Paulo disse que as coisas que falava eram de Deus, eu creio que é tempo de dizermos ao mundo que Deus visitou esta geração, pois Ele enviou um poderoso profeta ao nosso meio. Ele era mais do que um profeta; era um homem enviado por Deus com uma mensagem. É importante ouvir aquela mensagem. O profeta Amós disse, sob inspiração: “Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.” (Amós 3:7) Para provar que a vida do Irmão Branham se enquadra na Escritura, e que ele foi mais do que um profeta para esta era, considere isto: ele não foi somente mencionado por Cristo — “Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas” —, mas também foi mencionado por João, o Revelador, em Apocalipse 10:7:
“Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando tocar a sua trombeta, se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas, seus servos.”
O Irmão Branham trouxe uma série de importantes sermões em 1960, intitulada As Sete Eras da Igreja, baseada em Apocalipse, capítulos 2 e 3. Os sermões têm fundamento no fato de que cada uma das sete igrejas asiáticas mencionadas nestes capítulos pode ser comparada a uma era na história da igreja. Uma discussão detalhada das importantes revelações trazidas pelo Irmão Branham nestes sermões seria longa demais para apresentar aqui; contudo, o volume encadernado intitulado A Revelação de Jesus Cristo contém a transcrição dos sermões das Sete Eras da Igreja e pode ser obtido em:
The Word Publications, P.O. Box 10008, Glendale, AZ 85318 USA ou em Spoken Word Publications, P.O. Box 950, Jeffersonville, Indiana 47131 USA.
Em resumo, em Apocalipse, capítulos 2 e 3, cada mensagem a cada igreja começa com: “Ao anjo da igreja que está em (Éfeso) (Esmirna) (Pérgamo) (Tiatira) (Sardes) (Filadélfia) (Laodiceia) escreve…” Quando o Irmão Branham, sob a inspiração de Deus, trouxe a revelação do mistério destas sete eras da igreja, pela liderança do Espírito Santo e por visão divina, ele determinou os limites destas eras na história. A palavra “anjo” foi revelada como significando “mensageiro” nesta aplicação. Deus também lhe revelou o nome de cada mensageiro para cada era. Por exemplo, Paulo foi o primeiro mensageiro à primeira era da igreja. Aquela era começou por volta de 53 d.C. e durou até cerca de 170 d.C., o tempo em que o poder de Deus em Sua igreja começou a declinar. As condições na correspondente igreja asiática de Éfeso, reveladas pelo Espírito a João, o Revelador, como dadas em Apocalipse, capítulo 2, versículos 1 a 7, encaixam-se perfeitamente com as condições espirituais da igreja, os incrédulos presentes, e o anticristo naquela época na história da igreja.
O segundo mensageiro ensinou a mesma doutrina e se ateve às mesmas verdades que Paulo ensinou. Esta era durou de cerca do ano 170 ao ano 312. O mensageiro para esta, a Era de Esmirna, foi indubitavelmente Irineu.
A terceira era da igreja foi Pérgamo, começando pouco antes do concílio em Niceia, em 325, e durando até o início da Idade das Trevas, no ano 606. O mensageiro foi um homem chamado Martinho.
Então veio a Era de Tiatira, durante a Idade das Trevas, até 1520, cujo mensageiro foi Columba. Ele era verdadeiramente um homem de Deus, sustentando uma mensagem no final daquela era, esforçando-se em trazer alguma verdade e alguma luz a um mundo espiritualmente enegrecido.
A Era de Sardes abrangeu os anos de 1520 (época da Reforma) até 1750. O mensageiro foi Martinho Lutero. Apocalipse capítulo 3, versículo 2, fala de uma falta de vida na igreja. Martinho Lutero trouxe exatamente o que era necessário — vida para aquilo que estava morto, escuro e lúgubre. Não havia luz durante a Idade das Trevas. O anticristo havia conseguido tal domínio que a igreja dispensava tudo por dinheiro, inclusive a salvação do povo, quando Martinho Lutero apareceu com a primeira luz para aquele dia, clamando: “O justo viverá pela fé.”
Então a Era de Ouro, a Era de Filadélfia, a era do amor fraternal, veio de cerca de 1750 até a virada do século vinte, quando o Espírito Santo caiu pela primeira vez, em 1906, na Rua Azusa, na costa oeste da América. Sem dúvida John Wesley, com sua mensagem de santificação, foi um homem enviado por Deus para trazer à realização e cumprir a Escritura que João, o Revelador, escreveu na Ilha de Patmos para esta era.
A sétima era é a Era Laodiceana. Este é o nosso dia. Eu posso não ser capaz de provar conclusivamente as primeiras seis eras, mas certamente deveríamos ser capazes de olhar para as condições da igreja hoje e ver que ela se encaixa com a igreja de Laodiceia. A Era Laodiceana, a era que significa “direitos do povo”, onde, se as pessoas não gostam do que o pregador está pregando, simplesmente conseguem para si outro pregador. João escreveu sobre a Era Laodiceana em Apocalipse capítulo 3, versículos 14 a 22:
“E ao anjo da igreja que está em Laodiceia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente; bom seria que fosses frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.”
O que sai da boca de Deus? “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.” Se as pessoas hoje, que se chamam cristãs, aceitassem a Palavra de Deus como a Palavra de Deus, então não mais seriam mornas; seriam quentes. Há aqueles, porém, que têm apenas verdade suficiente para mal saber que Jesus Cristo é o Salvador do mundo, mas ainda assim mudaram o Evangelho. Basta olhar a condição da igreja hoje. (Lembre-se, estes não são meus ensinos; são os ensinos do Irmão Branham.) O Irmão Branham disse que a igreja hoje é rica; está enriquecida com bens; diz que não tem necessidade de coisa alguma; mas, ao mesmo tempo, segundo Apocalipse, capítulo 3, versículo 17: “…e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu.” E o mais lamentável de tudo é que “não o sabe”. O Irmão Branham expõe mais detalhadamente as condições desta era em seu sermão intitulado E Não O Sabe, pregado em Jeffersonville em agosto de 1965.
Nunca antes a igreja — isto é, o Cristianismo organizado — foi tão rica, tão enriquecida com bens. Algumas possuem complexos de apartamentos, centros comerciais, até mesmo fábricas. Na Itália, uma das grandes empresas sequer conseguia eleger seus diretores até que a Igreja Romana enviasse sua procuração de votos — tão grande era o bloco de ações pertencente àquela igreja. O que são a maior parte dos pregadores de hoje, senão promotores? Os mais bem-sucedidos são aqueles que sabem promover, organizar, e apresentar um programa com tamanho entretenimento a partir do púlpito, que as multidões aumentam — assim como as ofertas e os edifícios. Tornaram-se entretenedores de suas congregações. A televisão e o rádio veiculam suas mensagens de entretenimento. Eles até pagam a seus cantores. Onde está a liderança do Espírito Santo? Estas eram as coisas contra as quais o Irmão Branham clamava nesta geração. Certamente o mundo não creu nele; não o aceitaram.
João continua, em Apocalipse 3:18:
“Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.”
Lembre-se: os Fariseus alegavam ter luz, portanto eram cegos. Eu vos suplico, como o fazia o Irmão Branham, que obtenham colírio, que olhem novamente de perto para o que Deus fez, para que vós também possais ter colírio aplicado e crer que Deus visitou esta geração, que Ele enviou um profeta — sim, mais do que um profeta — o mensageiro à Era da Igreja Laodiceana, um homem chamado William Branham, com o espírito de Elias sobre ele.
Olhem para a condição final desta era da igreja. Segundo as Escrituras, o próprio Jesus disse: “Eis que estou à porta, e bato…” Esta Escritura tem sido usada erroneamente por anos por ministros bem-intencionados, dizendo que Jesus está batendo à porta do coração; mas um olhar mais atento revela que é o próprio Jesus Cristo posto para fora de Sua própria igreja na última era da igreja. Ela se tornou sem Cristo. Eles não precisam mais de Deus: têm dinheiro, programas, sistemas. O próprio Billy Graham diz que, se o Espírito Santo fosse retirado da terra, noventa por cento das atividades da igreja prosseguiriam tranquilamente — querendo dizer que só dez por cento é dirigido pelo Espírito Santo. Os outros noventa por cento são um programa feito por homens. Eles não precisam de Cristo. Este é o dia em que Jesus está em pé à porta de Sua própria igreja, dizendo: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei.”
Eu trouxe estas eras da igreja brevemente neste capítulo. Mas gostaria de lhes falar deste evento na vida do Irmão Branham: quando ele terminou de pregar esta série de mensagens, trazidas a vocês brevemente neste capítulo, aquela Coluna de Fogo, que tenho mencionado com frequência em capítulos anteriores, desceu à congregação de aproximadamente seiscentas pessoas, e o reflexo desta Coluna de Fogo desenhou estas sete eras da igreja na parede, exatamente como o Irmão Branham as havia desenhado em um quadro-negro. Houve muitos que o viram e creram. Outros não o aceitaram, mesmo então.
Pouco depois, ocorreu um eclipse lunar. Fotografias deste eclipse, publicadas em revistas e jornais por todo o mundo, mostravam os mesmos sinais, a mesma escuridão, a mesma luz, e aquela sétima era da igreja — a respeito da qual Zacarias disse: “Haverá luz ao tempo da tarde” — como havia sido desenhada no quadro-negro do Irmão Branham e confirmada pela Coluna de Fogo. Estas coisas foram declaradas não só na terra, mas também nos céus acima. Por esta razão, digo que o nosso Irmão Branham foi mais do que um profeta; ele foi o mensageiro à sétima era da igreja.
Jesus disse acerca do fim dos tempos: “E, como foi nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem.” Em Lucas, capítulo 17, Ele também diz: “Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló… assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar.” Ora, nos dias de Noé, Enoque foi transladado, tomado, antes que Noé sequer atravessasse o tempo de tribulação. Isto representa a igreja de hoje sendo tomada antes da tribulação, arrebatada; e outros atravessando a tribulação e saindo do outro lado. Mas como foi nos dias de Ló, havia três grupos: o povo perverso de Sodoma e Gomorra, que foi destruído; os crentes, como Ló, que estavam em Sodoma; e os eleitos, Abraão e os que estavam em sua tenda, lá no deserto.
Podemos olhar para o mal como era nos dias de Ló; podemos ver o casar e o dar em casamento, a bebedeira, a sodomia, e todas as outras formas de imoralidade ao nosso redor hoje. Mas lembre-se disto: a Escritura não pode ser quebrada, e ela diz que, quando o mal vier, Deus levantará um estandarte contra ele. Ele levantou um estandarte contra isso no dia de Abraão, e levantará um estandarte contra isso em nosso dia. Portanto, não devemos apenas olhar para ver a perversidade que está acontecendo antes que o Filho do homem seja revelado, mas devemos também olhar para ver o estandarte que Deus mesmo levantaria neste século vinte, imediatamente antes da segunda vinda do Senhor Jesus Cristo, o fim de todas as coisas, a revelação dos mistérios de Deus, para que nós também, como Abraão, eleitos, possamos ver que Deus nos visitou nesta geração.
Ora, como Deus o fez no dia de Abraão? Abraão estava sentado um dia à porta de sua tenda, quando três homens vieram caminhando. Abraão se levantou e disse: “Eloim.” Chamou-O “Senhor”. Um daqueles mensageiros era Deus em carne humana, ou Abraão nunca O teria chamado de Eloim. Os outros dois mensageiros partiram e foram a Sodoma, um tipo do mundo, e pregaram arrependimento; e os que quisessem ouvir saíram com eles. Ora, darei isto muito brevemente, não para agitar vocês, mas para que possam lê-lo e ouvi-lo como foi falado pelo Irmão Branham: Aquele que ficou com Abraão em sua tenda — que atributo manifestou Ele a Abraão? Sara riu consigo mesma na tenda atrás dEle, e Ele disse: “Por que se riu Sara?” Esse foi o último atributo de Deus que foi manifestado antes que o juízo caísse sobre Sodoma e Gomorra.
Que atributo Jesus Cristo, o próprio Filho de Deus, usou para provar a Seus discípulos que Ele era o Filho do homem? Natanael, enquanto ainda estava debaixo da árvore, foi visto por Jesus, pois quando foram buscar Natanael e o trouxeram a Jesus, Jesus disse: “Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo.” Natanael Lhe respondeu e disse: “Bem, como sabes quem sou eu?” Ele disse: “Eu te vi quando estavas ainda debaixo da figueira.” Jesus manifestou um atributo de Deus, e o povo aceitou isto como sendo Deus diante deles, o Messias.
Agora eu perguntaria a vocês, milhares, que viram o ministério e a vida do nosso Irmão Branham: ele alguma vez não ficou de pé, virou as costas a uma congregação, e chamou as pessoas pelo nome, e lhes contou os segredos do coração — pessoas que ele nunca havia encontrado antes? Você pode dizer: “Então está dizendo que ele era mais do que um profeta, que ele era Deus?” Não; mas posso dizer que a Palavra é Deus — e que a Palavra estava neste homem — e que Deus estava Se manifestando a esta geração pelos atos do Espírito Santo num homem que Ele havia escolhido desde o ventre de sua mãe para ser um profeta de Deus. Ele havia permanecido ali para mostrar, manifestar e revelar claramente o Filho do homem, para que o povo que é dos eleitos de Deus pudesse perceber e compreender em seus corações o que é ser como Jesus. Pois esta geração havia se esquecido de como Ele era. Eles tinham lido nas Escrituras: “Falai estas coisas… crede sem duvidar… tende fé, e estas coisas se farão… maiores coisas do que estas fareis.” Mas quem as estava fazendo, até que Deus enviou um homem, tão cheio de Si mesmo, tão separado do pecado, tão ordenado por Deus com Sua Palavra, que ele podia, como Aquele em pé na tenda de Abraão, virar as costas e chamá-los pelo nome e revelar os segredos de seus corações. Como dissemos antes, este foi o último atributo de Deus que foi revelado antes que o juízo atingisse Sodoma e Gomorra. Estas são as minhas palavras, e as dele: “Assim diz o Senhor: este é o último atributo de Deus que esta geração verá antes que o juízo atinja o mundo.”
Quando Deus apareceu pela primeira vez a Abraão, foi no calor do dia. Ora, não foi no calor do dia, em 11 de junho de 1933, que a Coluna de Fogo apareceu pela primeira vez sobre o profeta de Deus no Rio Ohio? Houve vários milhares de pessoas que testemunharam isso naquele dia. Foi muito antes de o Irmão Billy Graham sequer aparecer pregando. Ora, eu também lhes lembraria que há dois homens agora proeminentes no mundo da religião cujos nomes terminam em “ham” (“ão”, em português). Lembre-se de que Deus mudou o nome de Abrão para Abraão (“ham” sendo parte do nome de Deus, Eloim). Se foram três os que se aproximaram da tenda de Abraão, e eu lhes declaro que o Irmão Branham cumpriu Lucas 17:30, revelando o Filho do homem, então deve haver também os outros dois mensageiros que desceriam e pregariam ao mundo.
Considerem o Dr. Billy Graham e o Rev. Oral Roberts, dois homens conhecidos em todo o mundo, nacionalmente, por TV, rádio e revistas. Aquele que ficou com o eleito nos dias de Abraão era um desconhecido. Só apareceu a Abraão. Não só disse a Abraão, de antemão, sobre o juízo, mas também disse a Abraão que um filho prometido viria. Foi Ele quem revelou aquele atributo a Abraão, e quando Abraão o viu, creu nele. Você vê o mesmo tipo: “Como foi nos dias de Ló, assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar”?
Para esclarecer: quando Jesus Cristo esteve aqui, Ele era conhecido por três títulos. Nas Escrituras, foi chamado de Filho do homem, Filho de Deus, e Filho de Davi. Ora, enquanto esteve aqui, Ele se chamou continuamente de Filho do homem, porque era o profeta. Isto é visto em Ezequiel sendo chamado de filho do homem por Deus, porque “profeta” significa “filho do homem”. Ezequiel foi o profeta para o seu dia, assim como Jesus Cristo era aquele Profeta de quem Moisés havia dito: “Deus levantará um semelhante a mim.” Jesus foi aquele Profeta; mas, por toda as eras da igreja, Jesus Cristo tem sido conhecido como o Filho de Deus, ressurreto e glorificado. Ele ainda há de ser o Filho de Davi no Milênio. Sentar-Se-á no trono de Seu pai Davi e será conhecido como Filho de Davi. Mas, se observarem, em Lucas 17:30: “Assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar.” Que dia? Como foi no dia de Sodoma. Mas o que foi revelado naquele dia? Não foi que Deus apareceu em carne como um profeta a Abraão e Sara, justamente antes da vinda do filho, Isaque, que era um tipo de Cristo?
Ora, se Jesus há de se revelar mais uma vez como o Filho do Homem neste último dia, então é necessário que o Espírito de Deus venha ao povo mais uma vez em um profeta justificado pela Palavra, que apontará a Igreja para a vinda do Filho de Deus, Jesus Cristo. (Vejam, Ele era Filho do Homem quando esteve aqui; agora Ele é Filho de Deus; e se Ele deve ser revelado como Filho do Homem antes de ser Filho de Davi, isso terá que acontecer em um profeta.) Assim, para que Deus fosse fiel à Sua Palavra, Ele teve que enviar um profeta. Estávamos procurando por esse profeta. Deus o enviou e o conhecemos como William Branham, mas ele nos revelou o Filho do Homem, Jesus Cristo, o mesmo ontem, hoje e para sempre – um discernidor dos pensamentos e intenções do coração, revelando aquele atributo de Deus o qual o próprio Deus revelou a Abraão justamente antes que o juízo atingisse Sodoma e Gomorra. Digo que ele era mais do que um profeta. A Palavra estava nele, e a Palavra era Deus. Rejeitá-lo e à sua mensagem é rejeitar a Deus. Assim como Samuel estava no lugar de Deus para aqueles do seu dia, também o nosso Irmão Branham estava no lugar de Deus para o povo desta geração. Quando rejeitaram Samuel, Deus disse: “Rejeitaram a mim!” Quando você rejeita um profeta enviado por Deus, rejeita a Deus. Se não entende isto — quem era aquele em Moisés quando ele se lançou entre Deus e o povo e disse: “Toma-me a mim, em vez de tomar o povo”? Era Cristo em Moisés. A Palavra estava em Moisés, e a Palavra veio a Moisés; e ele a deu a Arão, e se tornou para Arão “em lugar de Deus” (Êx 4:16); e Arão se tornou seu porta-voz, um profeta de Moisés. Mesmo se eu estiver de pé e falar estas coisas a vocês agora, e dizer as palavras que Deus deu ao Irmão Branham, então eu não sou um profeta de Deus, mas sou um profeta do profeta através de quem Deus escolheu falar comigo.
Em seu livro sobre as eras da igreja, na página 328, o Irmão Branham disse que haveria alguns que o adorariam e creriam que ele era o Messias, mas ele nos disse para não crermos nisto. Disse que não precisa de maior lugar de honra do que aquele que teve João Batista. Ele era mais do que um profeta. Era um mensageiro. A Palavra que ele trouxe era Deus para esta geração — mas ele disse que era meu irmão — e eu creio nisto.
Deus visitou esta geração — com mais do que um profeta — com um mensageiro com uma mensagem, para ser o precursor da segunda vinda de Jesus Cristo.
Capítulo 11 — A Nuvem
“E haverá sinais no sol, e na lua, e nas estrelas; e na terra angústia das nações em perplexidade, pelo bramido do mar e das ondas. Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto as virtudes do céu serão abaladas. E então verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória.” — Lucas 21:25-27
Estes versículos da Escritura têm sido lidos há centenas de anos. Sempre nos pensamentos dos homens o aparecimento de nuvens e o aparecimento de Jesus Cristo foram conectados. Até mesmo eruditos teólogos que creem no retorno do Senhor à terra para tomar Sua Noiva formaram esta conexão em suas mentes. Contudo, estes mesmos teólogos podem perder Sua segunda vinda porque, embora dotados de “olhos para ver e ouvidos para ouvir”, recusar-se-ão a usá-los para detectar aquelas coisas que Deus prometeu em Sua Palavra que precederiam a segunda vinda de Cristo.
Mateus 24, começando no versículo 23, é também um testemunho destes dias antes da vinda de Jesus Cristo:
“Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito; Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.”
(Observe que Jesus não disse “falsos Jesuses”, mas “falsos ungidos” — aqueles com unção genuína, mas falando aquilo que não é verdade; porta-vozes falsos.)
Jesus estava advertindo sobre o engano na segunda vinda, mas Ele promete que os eleitos não seriam enganados — aqueles cujos nomes foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro antes da fundação do mundo, e que estão predestinados a serem conformados à imagem de Jesus Cristo. E aos que predestinou, a estes também chamou e justificou, e a estes também glorificou. Mas Jesus diz que surgirão aqueles acerca dos quais as pessoas dirão: “Eis aqui um ungido! Eis aqui um que tem a Palavra!” Em Mateus 24:25, Ele continua:
“Eis que eu vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto (algum lugar de isolamento), não saiais; Eis que ele está no interior da casa, não acrediteis.”
Entre as denominações hoje, há aqueles que preferem crer em um credo, dogma ou doutrina denominacional do que na Palavra. Estes cumprem esta Escritura, pois dizem: “Aqui está a Palavra. Aqui está a unção. Nós, membros do conselho, os líderes, nos reunimos em particular, buscando o Senhor. Agora saímos e dizemos a vocês que esta é a Palavra.” Eles buscam revelação privada e a impõem sobre seus seguidores. Lembre-se: Ele é a Palavra. “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus; e o Verbo se fez carne, e habitou entre nós.”
Sem revelação, eles interpretam a Escritura, como Mateus 24:27:
“Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem.”
A partir desta Escritura, eles esperam que Jesus Cristo cruze os céus como um raio, anunciando Seu retorno para tomar Sua Noiva. Os que assim ensinam esquecem da Escritura em que Ele declara claramente que Seu retorno será “como ladrão na noite”.
Olhe para a civilização: ela viajou do oriente para o ocidente. Olhe para o Cristianismo: ele viajou do oriente para o ocidente. Olhe para o sol: ele se levanta no oriente e se põe no ocidente. No Capítulo 10 foi declarado que Deus iniciou a mensagem de cada mensageiro a cada era da igreja no oriente; e o último mensageiro apareceu no ocidente, trazendo os mistérios de Deus à consumação, como predito em Apocalipse 10:7. Portanto, se fenômenos sobrenaturais aparecessem a pessoas vivendo nos últimos dias antes da vinda do Senhor, estes fenômenos ocorreriam no ocidente. Pois “como o relâmpago sai do oriente… até ao ocidente”, assim também Jesus Cristo Se revelou do oriente para o ocidente através destes sete mensageiros. À medida que cada um trouxe a sua mensagem, a revelação avançou, expandindo-se com cada um: Lutero, que trouxe a justificação; Wesley, a santificação; os pentecostais, a descida do Espírito Santo no início desta Era Laodiceana; e agora rumo à consumação, com esta mensagem à Noiva, onde estes mistérios foram falados por este mensageiro, e os selos chegaram a ser abertos.
Mateus 24:28:
“Pois onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão as águias.”
Portanto, Seus anjos reunirão as águias, aquelas que vivem nesta era, a era das águias. Águias comem carne fresca, não do “vômito” que encherá todas as “mesas” denominacionais (Is 28:8), mas da carne fresca da Palavra. É ali que as águias se ajuntarão. À medida que esta Palavra sai, assim se reúne o povo que nela crê, à medida que Deus o chama.
Mateus 24:29-30:
“E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.”
Outra referência à vinda do Filho do homem, em Daniel 7:13:
“Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do homem…”
Daniel, do Antigo Testamento, também testifica da vinda do Filho do homem como estando conectada com nuvens. Igualmente, Jesus, toda vez que falou de Sua segunda vinda, falou de nuvens.
No Arizona, assim proclama a Câmara de Comércio, oitenta e cinco por cento do tempo não há nuvens no céu. Mas em 28 de fevereiro de 1963, uma extraordinária nuvem apareceu nos céus do Arizona, que foi destacada, com uma foto, em um artigo escrito pelo Dr. James McDonald, Professor de Física Atmosférica na Universidade do Arizona, na revista Science, edição de 19 de abril de 1963. Havia sido pedido às pessoas que enviassem quaisquer fotografias disponíveis ou outras informações que pudessem lançar luz sobre a origem desta nuvem. Por que o interesse numa nuvem? Simplesmente por causa de seu tamanho e altura fenomenais, calculados por trigonometria a partir de umas oitenta fotografias, como sendo de quarenta e dois quilômetros de altitude, oitenta quilômetros de comprimento e quarenta e oito quilômetros de largura. Avistamentos vieram de quatrocentos e cinquenta quilômetros de distância em uma direção e muitos de outras direções a mais de cento e sessenta quilômetros. O magnífico espetáculo desta nuvem permaneceu iluminado pela luz do sol vinte e oito minutos depois do pôr do sol. Acima da atmosfera, acima do teto de voo dos aviões, além de onde a umidade pode se formar e se condensar, e impossível de ter se originado de um foguete pela mera quantidade de umidade que teria de conter, a grande nuvem permanece um enigma científico.
Os editores da revista Life depararam-se com este artigo em Science, e em 17 de maio (o mesmo mês e dia, segundo as Escrituras, em que Noé entrou na arca) de 1963, publicaram uma foto da nuvem com estas palavras: “Uma nuvem alta demais e grande demais para ser verdadeira, mas, contudo, eis aqui uma fotografia dela!” Fiquei sabendo da nuvem pela primeira vez por esta edição da Life. Olhando para trás, percebo que o artigo era interessante, contudo não atribuí a ele nenhum significado especial. Um ministro do Evangelho Pleno, cheio do Espírito Santo, eu cria que era membro da Noiva de Cristo — mas não era, naquela altura, suficientemente espiritual para perceber que Jesus Cristo havia dito que Seu retorno seria acompanhado de nuvens. Quão humilhante, em retrospecto, perceber que eu não havia atribuído significado sobrenatural àquilo que não podia ser explicado naturalmente pela ciência. Foi somente em 1964 que ouvi a verdade dos notáveis eventos que ocorreram quando esta nuvem apareceu sobre o Arizona.
Em 22 de dezembro de 1962, dois meses inteiros antes de a nuvem aparecer, o Irmão Branham recebeu uma visão enquanto estava sentado em seu escritório em Jeffersonville, Indiana — uma das milhares de visões que recebeu em sua vida. Em 31 de dezembro de 1962, ele relatou esta visão à sua congregação no Tabernáculo Branham, em Jeffersonville. Suas palavras foram ouvidas pelas aproximadamente seiscentas pessoas presentes naquela noite, e gravadas em fita enquanto ele trazia seu sermão intitulado Senhores, É Este o Tempo? Ele contou como, na visão, estava na encosta de uma montanha, removendo uma cabeça de carrapicho da perna da calça, quando de repente foi surpreendido por uma poderosa explosão; depois, foi visitado por sete anjos. Admitiu à congregação que não sabia o significado desta visão. A visão o perturbava excessivamente, e nas semanas seguintes ele mencionou a outros que talvez o propósito de Deus em sua vida tivesse sido cumprido, e que ele fosse morrer em uma explosão. Imaginava se aqueles anjos levariam o seu corpo embora, como havia sido feito por Moisés.
Logo depois desta experiência da visão, ele se mudou com a família para Tucson, Arizona, e se estabeleceu ali. Pregou alguns sermões e começou a se ambientar à vida naquela comunidade do deserto; mas, ainda assim, a visão o assombrava. Seu tempo estaria prestes a se esgotar? Quando seria?
Fiel à sua natureza como homem do ar livre e caçador, pegou-se desfrutando de um esporte favorito da área, a caça do porco selvagem do deserto conhecido como Javelina. Foi durante uma destas viagens de caça que a perturbadora visão foi cumprida.
A data era 7 de março de 1963. Era pela manhã, e o Irmão Branham havia saído do acampamento para ajudar seus irmãos e companheiros de caça, os Irmãos Fred Sothmann e Eugene Norman, a localizarem o esquivo Javelina. Como de costume, ele já havia tido sucesso na caça de seu próprio animal. Subiu a uma cumeeira, tendo dirigido os outros pelos caminhos que deveriam tomar para encontrar uma manada dos porcos que ele havia visto antes e que iria empurrar em direção a eles. Descansando no topo da cumeeira por um momento, notou que havia um carrapicho na perna da sua calça. Pouco depois de estender a mão para removê-lo, uma explosão sacudiu a montanha e, enquanto o chão estremecia debaixo dele, ele saltou ao ar, sem saber o que havia acontecido nem o que esperar em seguida. Ali, no céu acima dele, apareceram sete pequenos pontos, como aviões. Menos que num piscar de olhos depois, estes pontos se materializaram diante dele — uma pirâmide de anjos, com um poderoso anjo no topo e três anjos menores descendo por cada lado. Assim como Paulo disse que foi arrebatado ao terceiro céu, também o Irmão Branham relatou que foi “arrebatado” ao meio desta constelação angélica. Foi nesta hora que ele recebeu a comissão: “Retorna para o leste, de onde vieste, e por revelação e visão, Deus abrirá os sete selos que têm estado selados em mistério desde que João, o Revelador, os escreveu no Livro do Apocalipse!”
Os irmãos que estavam com ele sabiam da visão, e haviam experimentado o tremor da montanha; mas, até onde eu sei, não estavam cientes da presença dos anjos. O Irmão Branham os incumbiu naquela hora de não contarem a ninguém o que haviam visto e ouvido. Deixando Tucson, em 13 de março de 1963, ele retornou a Jeffersonville. De 17 a 24 de março, iniciou a mais notável e esclarecedora série de sermões jamais conhecida na Igreja.
Tomando um selo por noite, ele, pela direta revelação e inspiração do Espírito Santo cada dia, pregou os mistérios de Deus, que Deus havia prometido a Daniel que não seriam revelados até o tempo do fim, e que a João, o Revelador, também havia sido dito que seriam selados até o tempo do fim. Este era aquele tempo falado nas Escrituras, o tempo do fim; e Deus falou por meio de Seu profeta, como sempre havia feito — mas desta vez a Palavra veio de uma maneira de revelação que nunca antes havia sido falada ao homem. Foi mostrado à Noiva que muitas das coisas que eles estavam esperando já haviam passado. Já era tempo de a Noiva “se aprontar”.
Se você examinar a fotografia da nuvem que deixa a ciência perplexa, poderá ver o rosto do Senhor Jesus Cristo nela, olhando e de frente para o leste, com cabelo como a lã, como João, o Revelador, O havia visto. Ele apareceu não como um jovem, como era quando pendia na cruz aos trinta e três anos, mas como Aquele que é o juiz do mundo. Pode ser difícil para algumas pessoas receberem isto, mas não é dito nas Escrituras, em muitos lugares, que, quando o Filho do homem for revelado, quando Ele aparecer, haverá nuvens?
Desde a distribuição das fotografias desta nuvem, muitas pessoas escreveram artigos a respeito dela. O Professor McDonald escreveu outro artigo na revista Weatherwise, onde projetou a teoria de que a nuvem poderia possivelmente ter sido causada pela explosão de um foguete das forças armadas sobre o Pacífico naquele dia. Ocorre, contudo, que as sondagens de vento daquele dia estavam perfeitas em todas as localizações estratégicas, e uma análise minuciosa destas informações não revelou ventos de tal velocidade para transportar os detritos e a umidade daquele foguete do ponto de explosão, a quase oitocentos quilômetros mar adentro, para uma posição diretamente sobre Flagstaff, Arizona.
O fato permanece que eles não foram capazes, nem então nem desde então, de encontrar uma explicação científica para a nuvem. Crentes na mensagem do Irmão Branham, contudo, desejosos de obter tanta informação quanto possível sobre a nuvem, começaram a escrever a este professor, pedindo informações. Por fim, ele ficou irritado, exigindo saber a razão do significado espiritual atribuído à nuvem. Lançou a pergunta a um dos crentes que havia entrado em seu escritório certo dia. O homem o encaminhou a mim; assim, recebi um telefonema logo depois deste professor. Ele inquiriu sobre o meu interesse na nuvem. Respondi que eu simplesmente cria que fosse um cumprimento da Escritura, e que, sendo eu um ministro que aguardava a vinda do Senhor, sentia que, já que não havia explicação científica, aquilo tinha de ser uma ocorrência sobrenatural. A impossibilidade científica era por demais evidente, requerendo que toneladas de água fossem dispersas acima da atmosfera. (Não é estranho que, no dia de Noé, os cientistas tentaram provar que não havia água no céu, e hoje tentam provar que não havia?)
“Quem é este William Branham?”, ele exigiu saber de mim. (Alguém, ao que parece, havia mencionado o nome do Irmão Branham em conexão com a nuvem.)
Fui cuidadoso em me abster de lhe contar tudo o que sabia, por causa das instruções do Irmão Branham aos irmãos para não contarem sobre a nuvem, visto que não seria aceita. Mas, enquanto ele me pressionava, eu lhe disse que o Irmão Branham era um homem de Deus a quem cremos ser um profeta.
“E quanto a esta visão que ele teve?”, ele perguntou.
Contei-lhe a visão e relatei nossa explicação para a nuvem. A isto ele respondeu: “Você sabe que eu não posso aceitar essa explicação!”
“Não, senhor”, respondi. “Eu não esperava que o senhor pudesse; mas o senhor diz que não há explicação para a nuvem…”
“Não há absolutamente nenhuma explicação”, ele me interrompeu.
“Senhor”, continuei, “o senhor pode não ter uma — mas eu tenho — e eu creio na minha!”
O assunto não cessou com esta entrevista, pois logo um repórter de jornal entrou em cena, buscando uma matéria para o seu jornal. Entrevistou o Dr. McDonald, depois a mim; e prosseguiu em sua busca, conversando com os Irmãos Norman e Sothmann. Ele fez comigo um acordo de me deixar editar seu artigo antes da publicação. Parecia que aquela era uma ocasião em que os verdadeiros fatos podiam ser trazidos à tona, favoráveis ao Irmão Branham e espiritualmente edificantes. Por exemplo, no artigo original, ele havia escrito: “Branham curou milhares.” Fiz com que ele mudasse isto para ler: “O Irmão Branham orou por milhares, e Deus os curou.”
Por mais incrível que pareça, este repórter é agora um crente desta mensagem. Ele crê que aquela foi uma visitação de Deus, que foi cumprimento da Escritura neste dia. Como isto prova o poder da Palavra. Não mexa com ela se não quer ser apanhado por ela. Se você a ouvir o bastante, e se houver alguma vida ali, embora possa ser uma daquelas sementes teimosas que demoram muito para brotar, ainda assim eventualmente chegará à vida quando a luz o atingir.
O artigo do repórter foi publicado em seu jornal, que tinha uma circulação de duzentas e cinquenta mil cópias; mas, infelizmente, o artigo havia sido submetido a edição adicional depois que saiu de sua mesa. Como resultado, continha imprecisões que o Professor McDonald achou ofensivas. Ele ficou irritado, particularmente porque sentiu que eu era de alguma maneira responsável. Em um artigo subsequente de jornal, ele descarregou esta ira, dizendo: “O Reverendo Green deveria deixar a superstição lá no século XIV, onde ela pertence!”
Naturalmente, senti-me na obrigação de ligar-lhe novamente por telefone. Perguntei-lhe se não seria possível que o editor, e não o repórter, tivesse alterado o artigo e citado-nos a ambos de forma errada.
Ele, contudo, não se aquietou, e novamente acusou que era tolice crer no que nós críamos a respeito da nuvem. Então Deus me deu um versículo da Escritura: Jesus, em Mateus capítulo 16, disse a homens de letras: “Hipócritas, vós sabeis discernir a face do céu (podem olhar e dizer que está vermelho, amanhã chove), mas não podeis discernir os sinais dos tempos?”
Proclamo às pessoas desta era que as Escrituras prometem que há de haver uma nuvem conectada ao aparecimento novamente do Filho do homem nesta terra. Agora lhes trago a surpreendente notícia de que houve tal nuvem neste século — uma nuvem que não pode ser explicada pela ciência. Se pudesse ser explicada por princípio científico, então eu não poderia crer no que creio a respeito dela; mas não há explicação. Foi-me dito por um homem que creio ser o profeta de Deus para esta era, o Irmão William Branham, que sete anjos vieram a ele e lhe revelaram os mistérios dos sete selos do livro do Apocalipse, arrebataram-no em seu meio, e, deixando-o, formaram esta nuvem. Não tenho razão para duvidar desta explicação. A nuvem era grande demais, alta demais, e teria de conter umidade demais para ser real; mas o fato permanece — ela era real. Era também além do real. Era sobrenatural, e Deus a enviou como um sinal à Noiva.
Capítulo 12 — Juízo Do Terremoto
Foi no início de março de 1964 que o ministério do Irmão Branham alcançou o literal sacudir da terra. Ele e vários outros irmãos haviam novamente se reunido para caçar o Javelina. O local era a mesma área geral onde os anjos haviam descido e a nuvem havia aparecido. Por causa da lembrança daquele evento no ano anterior, poderia se esperar que outros eventos notáveis emanassem deste lugar; contudo, neste dia, quando o Irmão Branham e um amigo íntimo, o Irmão Banks Wood, retornavam ao acampamento, não havia indício algum de nada fora do comum. Sabemos agora que, naquele mesmo momento, megatons de rocha deviam estar posicionados para mover-se nas profundezas das entranhas da terra.
Enquanto o Irmão Branham e o Irmão Wood caminhavam naquele dia, de repente o Espírito do Senhor lhe falou e lhe disse para pegar uma pedra e lançá-la ao ar. Obedientemente, ele fez como lhe foi dito. Quando a pedra atingiu a terra, um pequeno redemoinho desceu com ela, e ele simplesmente falou as palavras: “Assim diz o Senhor.” Voltou-se para o Irmão Wood e disse: "Assim diz o Senhor." Ele se virou para o irmão Wood e disse: "Observe, algo acontecerá. Você precisa fazer algo para que as coisas aconteçam. É assim que as coisas começam."
No dia seguinte, o grupo de caçadores estava preparado para levantar acampamento. Os membros do grupo estavam ocupados com várias atividades, tais como preparar a caça; e o Irmão Branham, fiel ao código do homem do ar livre, estava cuidadosamente se certificando de que o fogo estivesse apagado. De repente, voltou-se para o Irmão Roy Roberson, que estava perto dele, e rapidamente lhe disse que se abrigasse. Algo estava prestes a acontecer. Um dos irmãos estava filmando o Irmão Branham naquele momento e, bem quando seu filme acabou na câmara, por cima do penhasco do norte veio um poderoso redemoinho bem acima da cabeça do profeta. A força violenta deste redemoinho era tão grande que arrancou parte deste penhasco e lançou pedras do tamanho do punho de um homem a mais de cem metros. Como uma explosão, arrancou as copas das árvores de algaroba; o som de sua fúria encheu o ar. Naturalmente, os irmãos com ele se abrigaram. Alguns mergulharam sob os caminhões, ou se esconderam sob os arbustos, mas o Irmão Branham permaneceu firme. O profeta de Deus ficou em pé através de tudo aquilo, chapéu na mão, olhando para cima, para o meio daquela força rodopiante. Quando ela se elevou e retornou na direção de onde viera, ele recolocou o chapéu na cabeça e falou deliberadamente: “Deus falou com Jó num redemoinho.” Continuando, pronunciou a terrível notícia: “O juízo de Deus atingirá a costa oeste da América.” De fato, o redemoinho havia se retirado na direção noroeste, em direção àquela costa.
Antes de aprendermos sobre a extensão deste juízo iminente, retornemos alguns anos atrás, quando o profeta de Deus falou pela primeira vez de tais coisas. (Devemos lembrar que Deus envia profetas para pronunciar juízo contra aqueles que não querem ouvir, bem como para a edificação daqueles que anseiam pela Palavra de Deus. A uns, as palavras do profeta trazem vida; a outros, trazem morte e destruição.) A primeira menção de juízo de terremoto pelo Irmão Branham foi nos anos 1950, em um sermão intitulado Evangelho Sobrenatural. A declaração foi simples, porém profunda: “O pecado se empilhou tão alto, que um dia o oceano chorará seu caminho até o deserto.”
A segunda menção ao iminente desastre de terremoto na América foi feita em seu sermão A Segunda Vinda de Cristo, pregado em 17 de abril de 1957. Ali ele disse: “No outro dia em Oakland, Califórnia, quando tivemos o privilégio de estar ali em uma reunião, e era a primeira vez que minha esposa havia estado alguma vez em um terremoto, eu estava sentado em uma barbearia, e a sala estremeceu um pouco, e o rádio rapidamente anunciou que havia um terremoto. Disseram que estavam esperando outro em cerca de cinco minutos, e eu pensei: ‘Oh, Senhor. E se for o último!’” Naquela época, não muitas pessoas perceberam que um profeta de Deus estava cumprindo a Escritura ao se referir ao último terremoto.
Em 27 de dezembro de 1964, em sua mensagem Quem Dizem Que Este É?, ele disse: “Olhem os terremotos aqui na Califórnia. Predigo que, antes da vinda do Senhor Jesus, Deus afundará aquele lugar. Creio que Hollywood e Los Angeles, e aqueles lugares imundos ali, Deus Todo-Poderoso os afundará. Irão para o fundo do mar.” Embora muitos de nós seguíssemos sua mensagem e crêssemos que ele era o profeta de Deus para esta geração, mesmo naquela hora, não percebemos a predição do juízo sobre a costa oeste da América.
Em 29 de abril de 1965, o próximo elo na cadeia de profecia foi forjado enquanto o Irmão Branham estava pregando na própria Los Angeles. Um pouco antes de sua mensagem naquela manhã, uma amiga muito querida, a Irmã Florence Shakarian, havia acabado de cantar uma canção em seu estilo inimitável. (A Irmã Florence havia estado doente por muito tempo e, alguns meses antes, o Irmão Demos Shakarian havia pedido ao Irmão Branham que orasse por sua irmã, que estava morrendo de câncer. Naquela ocasião, o Irmão Branham havia recebido uma palavra do Senhor a respeito da Irmã Florence. Disse a Demos que ela não morreria então, mas que morreria antes da vinda do Senhor, que aconteceria entre 2 e 3 horas de alguma manhã, e que ele a havia visto em velório.) A canção da Irmã Florence naquela manhã carregava uma unção especial, pois ela podia cantar como um rouxinol. A canção foi uma tremenda bênção, e a congregação foi profundamente movida. No final da canção dela, o Irmão Branham, sentado na plataforma ao lado do Irmão Carl Williams, cutucou o Irmão Carl e disse: “Ouve isso?” O Irmão Carl lhe perguntou o que queria dizer, e o Irmão Branham respondeu: “Ela está subindo as Escadas Douradas; não consegues ouvi-la?”
Aproximadamente nesta mesma ocasião, um homem se levantou e trouxe uma daquelas poderosas e arrepiantes mensagens em línguas que são frequentemente dadas nas congregações Pentecostais. Você quase podia sentir a unção das palavras que este homem trouxe; tão vigoroso e com tamanha autoridade foi dado. A interpretação veio imediatamente do outro lado do auditório: “Oh, filha de Sião, não temerás, não te preocuparás, pois viverás para ver a vinda do Senhor.” O Irmão Billy Paul, na audiência naquele dia, ficou profundamente perturbado, pois sabia que esta mensagem contradizia aquilo que o Irmão Branham havia recebido do Senhor. A mensagem veio com tamanha força e tamanha unção; contudo, ele sabia que o Anjo do Senhor jamais havia falhado com o Irmão Branham.
Nenhuma explicação veio naquele momento, e o Irmão Branham prosseguiu para entregar sua mensagem Escolha de Uma Noiva. O próximo elo profético foi forjado quando ele disse ao povo de Los Angeles: “Vocês não sabem o tempo em que esta cidade um dia estará ali no fundo deste oceano. ‘Oh Cafarnaum’, disse Jesus, ‘tu que foste exaltada aos céus, serás abaixada até o inferno, porque, se as obras poderosas tivessem sido feitas em Sodoma e Gomorra, estariam de pé até este dia’. E Sodoma e Gomorra jazem no fundo do Mar Morto, e Cafarnaum está no fundo do mar. Tu, cidade, que reivindicas ser a Cidade dos Anjos, que te exaltaste aos céus e enviaste todas as coisas sujas e imundas das modas e coisas — a ponto de até países estrangeiros virem aqui pegar a nossa imundície e enviá-la embora —, com tuas igrejas finas e campanários, e assim por diante, a maneira como o fazes, lembra-te: um dia estarás jazendo no fundo deste mar. A tua grande colmeia debaixo de ti agora mesmo — a ira de Deus está estrondando bem debaixo de ti. Por quanto tempo mais Ele manterá este banco de areia pendurado sobre isso, quando aquele oceano lá fora, a um quilômetro e meio de profundidade, deslizará para dentro, até o Mar de Salton. Será pior do que o último dia de Pompeia! Arrepende-te, Los Angeles! Arrependam-se os demais, e voltem-se para Deus; a hora de Sua ira está sobre a terra. Fugi enquanto há tempo para fugir, e vinde a Cristo. Oremos.”
Este foi o grande momento para aqueles de nós que críamos que o Irmão Branham era o profeta de Deus com o espírito de Elias, quando a compreensão se abateu sobre nós de que as fitas que havíamos ouvido, os livros que havíamos lido, e o que havíamos ouvido este grande homem de Deus dizer — tudo apontava para uma tremenda profecia de ruína para a costa oeste. Agora percebíamos que ele estava profetizando. Sabendo que ele era um profeta da Palavra, sabíamos que ele nada falava a não ser que pudesse ser encontrado nas Escrituras. Agora começávamos a prestar atenção.
Em 22 de junho de 1965, o Irmão Branham, falando em uma transmissão telefônica de costa a costa, de fronteira a fronteira, em seu sermão O Filtro do Homem Pensante, pronunciou claramente juízo sobre a América: “O Espírito Santo em meu coração esta noite clama: ‘Laodiceia cega, quantas vezes Deus te teria dado um avivamento, mas agora o teu tempo chegou; é tarde demais. Como riste e zombaste das pessoas que Deus te enviou. Mas agora o teu tempo chegou. Oh, Estados Unidos! Estados Unidos! Como Deus te teria abrigado, como a galinha abriga os seus pintainhos, mas tu não quiseste.’ Agora esta voz está indo de costa a costa, de norte a sul e de leste a oeste. Como Deus te teria abrigado, mas tu não quiseste… agora o teu tempo chegou. As nações estão se quebrando. O mundo está se desintegrando; um pedaço de dois mil e quatrocentos quilômetros dele, de quinhentos a seiscentos e cinquenta quilômetros de largura, afundará talvez sessenta e cinco quilômetros para dentro daquela grande falha lá fora. Um destes dias aquelas ondas se lançarão direto até o estado de Kentucky; e quando isso acontecer, abalará o mundo tão fortemente, que tudo o que estiver em cima dele será sacudido e derrubado.”
Que paralelo entre as palavras do profeta de Deus a respeito dos Estados Unidos, e as palavras de Jesus quando disse: “Oh Jerusalém! Se tivesses conhecido, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence…” Se os Estados Unidos, e o povo que se denomina povo de Deus — reivindicando até o batismo do Espírito Santo, os dons do Espírito, a cura divina — tivessem conhecido o seu dia, quando Deus visitou esta geração na vida de um profeta!
O redemoinho havia “aplaudido” três vezes naquele dia em fevereiro de 1964. O juízo correspondente atingiu na Sexta-Feira Santa daquele ano na forma de um terremoto que quase arrancou a costa do Alasca. Ninguém que experimentou o terror daquele dia, ou que desde então tenha examinado o registro da destruição e da perda de vidas, poderia jamais esquecer como é experimentar a mão pesada de Deus em juízo.
A próxima vez em que o juízo de terremoto atingiu foi um ano depois, em 29 de abril de 1965, novamente na Sexta-Feira Santa. Menos severo do que o primeiro; contudo, este abalo alcançou 7,0 na escala Richter. Centrado como estava em Puget Sound, a vinte e quatro quilômetros ao sul de Seattle, o terremoto significou muito menos perda em propriedades e vidas, mas foi juízo do mesmo modo — significativamente descendo pela costa oeste, a partir do primeiro impacto no Alasca.
Em 18 de julho de 1965, em sua mensagem intitulada Prestando Serviço a Deus Sem a Sua Vontade, o Irmão Branham disse: “Nem sequer oro pela América. Ela está indo mais longe, e vai afundar! Quase um décimo da terra está pronto para cair.”
Por que incluo todas as citações diretas dos próprios sermões do Irmão Branham? É simplesmente porque desejo esclarecer o que ele realmente disse, em contraste com muito do que lhe é atribuído, que ele não disse. Lembre-se: ele nunca marcou datas. Nunca disse quando aconteceria, exceto que predisse que aconteceria antes da vinda do Senhor.
Pregando em 25 de julho de 1965, Os Ungidos no Fim do Tempo, ele disse: “Mas foi-nos dito pelo Senhor Jesus que, quando estas coisas que vemos agora começarem a acontecer, então devemos levantar as nossas cabeças, porque a nossa redenção se aproxima. O que significa ‘se aproxima’, eu não sei. Talvez signifique o que o cientista disse outro dia, falando das grandes fendas na terra, de milhares de quilômetros de comprimento, que a terra vai afundar. Quantos de vocês viram na televisão como seguiram esta fenda na terra com radar? Ela subiu ao longo da costa, rompeu abaixo de São José, atravessou até o Alasca, saiu pelas Ilhas Aleutas, então foi cerca de trezentos e vinte quilômetros mar adentro, voltou para baixo até San Diego, e circundou por trás de Los Angeles, formando um grande bolso. Todos os terremotos que temos tido são causados pela atividade vulcânica atingindo esta grande concha oca. Quando isto sacode, causa esses terremotos que temos tido há anos na costa oeste. Agora a terra está rachada por toda parte.”
Naquela noite, 25 de julho de 1965, quando pregou Qual É a Atração no Monte?, disse: “Escutem atentamente.” (Neste ponto ele recorre às Escrituras, provando ser um profeta da Palavra, e cita Zacarias, que profetiza a vinda de Cristo nos últimos dias.) Zacarias 14:4-5:
“E naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade dele para o sul. E fugireis ao vale dos meus montes (porque o vale dos montes chegará até Azal), e fugireis assim como fugistes do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá…”
Outro terremoto rasgando a terra. Se você quer seguir na Escritura, observe que no quinto versículo se aplica que a divisão do Monte das Oliveiras é devida a um terremoto. Isto é confirmado por Isaías 29:6:
“Do Senhor dos Exércitos virá a visitação com trovões, e com terremotos, e grande ruído com tufão de vento e tempestade, e labareda de fogo consumidor.”
E Apocalipse 16, versículos 17 e 18. Exatamente o que significa tudo isso? O profeta que falou da Sua primeira vinda também viu a Sua segunda vinda. Observe: “Como nos dias do terremoto…” Veem o que os terremotos estão fazendo? Veem as predições sobre eles?… Veem onde estamos? “Nações estão se quebrando, Israel está despertando; os sinais que nossos profetas predisseram.” O terremoto para os gentios nos últimos dias!
Em 6 de dezembro de 1965, em San Bernardino, falando em seu sermão intitulado Eventos Modernos Esclarecidos Pela Profecia, ele disse que não achava que voltaria a estar na Califórnia, e fez esta declaração: “Observem-na deslizar para o mar.” Sua última visita à Califórnia.
Ele foi abordado pelos vários irmãos que viviam na Califórnia, perguntando-lhe o que deveriam fazer. Ele disse a um grupo, numa viagem de caça: “As pessoas zombarão da destruição do terremoto que dissemos que aconteceria, ‘Assim diz o Senhor’, sobre a costa oeste da América; mas, quero que vocês, irmãos, saibam isto: se têm amigos ou parentes em Los Angeles, se eu fosse vocês, eu os tiraria de lá o mais rápido possível.” Então contou a história de como o Anjo do Senhor lhe havia dito que sua esposa, Meda, daria à luz um menino, e que ele o chamaria José. Disse: “O mesmo Anjo do Senhor me disse que Los Angeles afundará e deslizará para o Oceano Pacífico como resultado de um terremoto.”
Para retornar agora ao estado de inquietação em que o Irmão Billy Paul se encontrou a respeito da profecia conflitante sobre a Irmã Shakarian, naquele dia em que a mensagem em línguas havia sido dada, e o Irmão Branham havia pregado Escolha de Uma Noiva. Enquanto o profeta e seu filho caminhavam de volta ao hotel, ele percebeu que algo perturbava Billy, e disse: “Paul, o que está errado?”
“Ah, nada, pai”, respondeu Billy.
Depois de alguns passos, o Irmão Branham perguntou de novo: “O que está te perturbando, Paul?”
“Bem, pai”, disse Billy, “tu ouviste aquela mensagem de línguas e interpretação ali.”
“E daí?”, disse o profeta.
“Mas pai, tu sabes que disseste que o Anjo do Senhor te havia dito que ela morreria entre 2 e 3 horas da manhã.”
Observe a resposta do Irmão Branham — tão típica dele — em que ele responde e, contudo, não fala contra as línguas e a interpretação: “Bem, tudo o que posso dizer é, Paul, que o Senhor não me disse nada diferente.”
Em 11 de setembro de 1965, o Irmão Branham estava em Phoenix, pregando uma mensagem intitulada O Poder de Deus Para Transformar. Foi nessa ocasião que eu pessoalmente testemunhei a solução para a questão que perturbava o Irmão Billy Paul. Estávamos no Ramada Inn quando o Irmão Carl Williams recebeu uma ligação interurbana de Los Angeles, informando-o de que a Irmã Florence havia morrido na noite anterior. A mensagem foi dada ao Irmão Branham, e ele imediatamente pediu ao Irmão Williams que averiguasse a hora da morte dela. Eu estava ali quando a chamada se efetivou, e a resposta que nos foi dada foi que ela morrera às 2h45 da manhã.
Agora, foi aquela mensagem de línguas e interpretação da parte de Deus, ou foram o resultado do entusiasmo próprio de alguém? O Anjo de Deus havia dito ao profeta de Deus que ela morreria entre 2 e 3 horas da manhã. A mensagem em línguas e interpretação disse que ela não morreria; mas nossa irmã dorme em Cristo, e aconteceu exatamente quando o Anjo do Senhor disse que aconteceria — outra vindicação do profeta de Deus, diante de forte oposição.
Embora as evidências apontem de maneira esmagadora para o fato de que o Irmão Branham é o profeta de Deus para esta hora, ainda assim há aqueles que trilham caminhos críticos e perigosos. Na questão da destruição profetizada da costa oeste, a incredulidade deles encontra solo fértil, levando-os a zombar da própria advertência que Deus deu a esta geração. Por exemplo, há a alegação de que o Irmão Branham predisse que a destruição de Los Angeles ocorreria antes que outra convenção internacional dos Homens de Negócios do Evangelho Pleno pudesse ser realizada naquela cidade. Os que fazem esta alegação ousam escarnecer das palavras do profeta, dizendo que a convenção de 1968 foi realizada em Los Angeles. Contesto esta alegação — primeiramente, com base no fato de que não creio que ele tenha feito a declaração. O homem que alega tê-la em fita não me permite ouvir a fita. A alegação dele é de que o Irmão Branham não fez a declaração publicamente, mas a sussurrou a alguém ao seu lado na plataforma, e que seu microfone captou a voz do Irmão Branham. Estranhamente, o homem não permite que nenhum de nós ouça este sussurro atribuído ao Irmão Branham. Ora, supondo que ele tenha feito a declaração — está em contraste com os verdadeiros eventos como ocorreram? Em outras palavras, os Homens de Negócios do Evangelho Pleno tiveram sua convenção em Los Angeles? A resposta é não. A convenção não foi realizada em Los Angeles, mas antes no Beverly Hills Hilton Hotel. Pelo bem deles, não gostaria de ver que programassem uma em Los Angeles, se o profeta de Deus fez esta declaração.
Quanto a mim, aguardo aquele dia, pois creio que é o dia que trará adiante a ressurreição daqueles que dormem em Cristo Jesus.
Um líder Pentecostal de denominação, de renome mundial, lança-se cegamente adiante em uma carta que declara: “Não é de admirar que Deus tivesse de tirar William Branham de cena. Qualquer um que predissesse a destruição de Los Angeles, com quatrocentos e vinte mil crentes cheios do Espírito Santo na cidade — Deus certamente condenaria um homem por fazer tal juízo.” Este homem é obviamente ignorante das Escrituras, e é também ignorante do mover de Deus entre o Seu povo neste dia. Sua ação é infantil, o reflexo de um juízo e entendimento imaturos. Não direi seu nome, mas sinceramente espero que ele leia este livro, porque deve-se fazê-lo entender que ele está em imperiosa necessidade de arrependimento. Blasfemamente, prossegue, dizendo: “William Branham falou em ter um Anjo de Deus com ele o tempo todo; aquele Anjo deve ter saído em férias de Natal na noite de 18 de dezembro de 1965.” Isto é blasfêmia, em todo o sentido da palavra. É zombar do Espírito de Deus. Em amor, digo que espero que ele se arrependa e retrate estas palavras, para que não as enfrente no Dia do Juízo. Ele não conhece o Deus a quem alega servir. Se conhecesse, tremeria de medo diante do Deus que causou a morte de vinte e oito mil homens em um só dia, simplesmente porque um homem pecou entre os filhos de Israel. Este é o Deus da Bíblia; não o Deus das imaginações dos homens.
Há outro evangelista internacionalmente conhecido que escreve em seu jornal acerca destas predições de terremotos, que ele não encontrou tais coisas nas Escrituras, e que cria que eram apenas ocorrências que continuariam, mas que não têm absolutamente nenhum significado para o povo de Deus. Este homem também prova ser ignorante das Escrituras, porque não se lembra de Daniel 12:1, que diz que o grande arcanjo se levantará sobre a terra, e que haverá destruição como nunca se conheceu desde que houve nação; mas que “não temam naquela hora aqueles cujos nomes estão escritos no Livro da Vida”. Deve também ser ignorante de Apocalipse 6:12, que declara que, na abertura do Sexto Selo, haverá um grande terremoto. João, o Revelador, diz: “E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande terremoto; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue.” Basta ler A Revelação dos Sete Selos do Irmão Branham para ver que o Sexto Selo acontece aos judeus quando Cristo Se revela aos Seus irmãos; mas a Noiva Gentia é tomada naquele tempo.
O terremoto se torna, então, um ponto-pivô em torno do qual as palavras do profeta se estendem, dizendo à Noiva que saia e se apronte; mas aquela mesma Noiva deve também ver que o que livra o povo de Deus trará também juízo sobre os ímpios.
Certa ocasião, eu estava lendo para o Irmão Branham, do capítulo 14 do livro do Apocalipse até o capítulo 18. Apocalipse 18:4 diz: “…Saí dela, povo meu, para que não sejais participantes dos seus pecados, e para que não recebais das suas pragas.” Enquanto eu lia estas palavras, a plena compreensão me atingiu de que esta era a mensagem do Irmão Branham. Fora ele quem dissera “Saí dela”, falando de sair dos sistemas, das denominações, da praga romana, das filhas da meretriz, e de tudo o mais que cegaria os olhos. Então, soube que ele não apenas cumpria Malaquias 4, Lucas 17:30 e Apocalipse 10:7, mas também estava cumprindo o capítulo 18 do Livro do Apocalipse. Enquanto lia naquele dia até o versículo 8, que fala desta grande cidade Babilônia, que está sentada sobre sete montes (conforme a descrição em Apocalipse 17), dizendo: “…será queimada no fogo; porque forte é o Senhor Deus que a julga. E os reis da terra, que se prostituíram com ela, e viveram em delícias, a chorarão e sobre ela prantearão, quando virem a fumaça do seu incêndio, estando de longe por temor do seu tormento…” (Quando li esta porção, o Irmão Branham disse: “Poder atômico.”) “Ai, ai daquela grande cidade, Babilônia, aquela forte cidade! pois em uma hora virá o teu juízo.” Se este fosse fogo comum, eles tentariam apagá-lo. O Irmão Branham havia predito este holocausto atômico em 1959, em uma mensagem intitulada A Grande Meretriz, quando disse: “Assim diz o Senhor: um dia a Rússia lançará uma bomba atômica sobre o Vaticano, e em uma hora ela será destruída!” Aqui nas Escrituras está provado (para aqueles que têm olhos para ver) que assim é. Um profeta de Deus teve de se levantar sobre esta terra e dizer “Assim diz o Senhor”, a fim de cumprir a Escritura. Da mesma forma, ele teve de estar sobre a terra e dizer “Assim diz o Senhor, a Califórnia afundará”, a fim de que ela afundasse. A Palavra do Senhor tem de ser falada antes que Deus a cumpra.
Apocalipse 18:20 diz: “Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas; porque já Deus julgou a vossa causa quanto a ela…” Deus está dizendo: “Alegrem-se, Eu os vinguei do sistema romano; ele se foi, foi destruído pelo fogo.” Então li o versículo 21: “E um forte anjo levantou uma pedra como uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada Babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada.” A isto o profeta me disse calmamente: “Note, Irmão Green, as duas Babilônias.” Isto foi em agosto de 1964, antes de sua predição da destruição de Los Angeles. Portanto, naquela ocasião, não percebi o que ele queria dizer com duas Babilônias — uma sendo destruída pelo fogo, e outra sendo lançada ao oceano. Observe a Escritura que ele aplicou ao que aconteceria a Los Angeles: “E em ti não se ouvirá mais a voz de harpistas, e de músicos, e de flauteadores, e de trombeteiros, e nenhum artífice de arte alguma se achará mais em ti; e ruído de mó em ti mais se não ouvirá; E luz de candeia mais em ti não luzirá, e voz de esposo e de esposa mais em ti se não ouvirá; porque os teus mercadores eram os magnatas da terra; porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias.” (Você não pode acender uma vela debaixo da água.)
Retornemos agora àquele dia em que o Irmão Branham se voltou ao Irmão Billy Paul e disse: “Billy, tudo o que posso dizer é que Deus não me disse nada diferente (a respeito da Irmã Florence).”
Depois de fazer esta declaração, voltou-se para o filho e disse: “Billy, onde estás agora?”
“No centro de Los Angeles”, Billy Paul respondeu.
“Onde tu estás?”, perguntou o profeta.
“Em frente da May Company, no centro de Los Angeles”, respondeu Billy.
A isto o Irmão Branham fez uma predição pessoal: “Billy”, disse, “eu posso não estar aqui, mas tu não serás um homem idoso, e tubarões nadarão exatamente onde estamos agora.”
O Irmão Branham pregou sua última mensagem na Califórnia em 7 de dezembro de 1965, em Covina. Em sua mensagem Liderança, ele disse que não sabia se algum dia voltaria à Califórnia. Naquela noite, quando terminou seu sermão, ele fez uma coisa que nenhum de nós que o seguia de perto havia jamais visto ou ouvido ele fazer antes. Geralmente, quando saía de sua igreja em Jeffersonville, ele cantava a canção Até Nos Vermos. Naquela noite em Covina, Califórnia, ele encerrou a sua parte do culto pela primeira vez fora de sua igreja em Jeffersonville com a canção Até Nos Vermos. “Até nos vermos, até nos vermos, aos pés de Jesus…” Eu estava sentado à mesa principal com o Irmão Carl Williams. Eu o vi quando desceu da borda da plataforma com Billy, se separou de Billy, voltou à plataforma e, enquanto cantavam a canção, ele se despediu acenando. Isto é algo que eu nunca o havia visto fazer antes, e nunca mais o vi fazer.
Enquanto eu testemunhava isto, cutuquei o Irmão Carl Williams e disse: “Irmão Carl, está ele dizendo adeus à Califórnia?”
Ele nunca mais voltou.
Quão tola a atitude daqueles que dizem que vão sair da costa oeste quando Deus lhes disser. A vocês, quero que saibam, para além da sombra de qualquer dúvida, que Deus já lhes disse. Foi-lhes dito quando Deus enviou um profeta a esta geração que disse: “Assim diz o Senhor, a cidade de Los Angeles, como resultado de um terremoto, se romperá e deslizará para o Oceano Pacífico.” Se você é espiritual, e ouve e crê que este homem foi o cumprimento de Malaquias 4, um precursor da segunda vinda do Senhor Jesus Cristo, e vive na costa oeste, sairá o mais rápido possível, pois Deus verdadeiramente falou.
Capítulo 13 — Deus É Luz
“E estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra. E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas.” — 1 João 1:4-5
João, o amado discípulo do Senhor Jesus Cristo, era amigo tão íntimo de Jesus que frequentemente recostava a cabeça sobre o peito de Jesus. Sendo o mais próximo dEle, sem dúvida sabia que Jesus era um homem. Contudo, o Evangelho de João, escrito após a crucificação, ressurreição e ascensão de Jesus, começa com as palavras: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus… E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória.” Obviamente, João havia experimentado uma revelação entre o tempo de sua comunhão pessoal com Jesus de Nazaré e o tempo em que escreveu seu Evangelho. A revelação de João continuou, pois, em sua epístola, escreve: “E estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra. E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz…” Primeiro, João O conheceu como homem; depois, como Palavra; por fim, como luz. Luz, em sentido escriturístico, é aquilo que dispersa as trevas, permitindo que alguém veja com os olhos espirituais.
Examinemos as experiências de Moisés com Deus como luz. Seu primeiro contato com o fenômeno sobrenatural de Deus veio quando Deus apareceu num arbusto que ardia, contudo não se consumia. Moisés se virou para ver isto que desafiava os sentidos, e Deus lhe falou, entregando-lhe instruções que ele deveria levar aos filhos de Israel no Egito. A próxima ocorrência deste tipo se deu quando Moisés conduziu os filhos de Israel para fora do cativeiro, e eles foram acompanhados pela Coluna de Fogo de noite e pela Nuvem de dia. A Escritura aponta que Deus não retirou nenhum destes sinais guias. Mais tarde, quando Moisés subiu ao monte para buscar a Deus, a Escritura diz que uma grande nuvem cobriu o monte: “E o parecer da glória do Senhor era como um fogo consumidor no cume do monte… E Moisés entrou no meio da nuvem… e esteve no monte quarenta dias e quarenta noites.” Como em outros lugares das Escrituras, isto é chamado “a glória do Senhor”.
Ezequiel relatou que, quando estava em espírito, viu “visões de Deus”. Também falou de “um vento tempestuoso… do norte, uma grande nuvem, e um fogo a revolver-se nela, e um resplendor ao redor dela, e no meio dela havia uma coisa como metal brilhante, que saía do meio do fogo”. (Observe o redemoinho vindo do norte, e lembre-se do redemoinho que veio ao Irmão Branham, vindo do norte — Capítulo 12.) Ezequiel fala em 1:26-28 de um trono, e que a aparência daquele que estava no trono, da cintura para baixo, era “o parecer de fogo”, mas da cintura para cima “o parecer de metal brilhante” (cor de âmbar).
Moisés faz menção de fogo, mas não menciona a cor âmbar como faz Ezequiel. Mas qual é a cor normal do fogo? Poderia ser descrita de diversas maneiras como amarelo-avermelhada, laranja-avermelhada, ou verde-amarelada — isto é, âmbar.
As cores do espectro — isto é, a luz de diferentes comprimentos de onda que compõem a luz branca, que são também as cores do arco-íris — são vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta. A luz vermelha tem o maior comprimento de onda; a violeta, o menor. Estas são as cores que aparecem quando a luz branca comum passa através de um prisma, ou quando um arco-íris perfeito aparece. Arco-íris, contudo, raramente são encontrados perfeitos; geralmente contêm de três a cinco destas cores, fundidas entre si. Ora, as Escrituras falam das cores de jaspe, sardônio, âmbar e esmeralda em conexão com o aparecimento de Deus. Estas são as cores que são representadas num arco-íris de três cores. Assim, o vermelho e o amarelo juntos produzem uma cor amarelo-avermelhada, que é o jaspe; laranja e amarelo produzem laranja-avermelhado, a cor do sardônio; e amarelo e verde (que é esmeralda) produzem âmbar.
Por que João, o Revelador, disse que Deus é luz? Da Ilha de Patmos ele escreve da experiência, em Apocalipse 4 e 5, de ser arrebatado para ver o Céu. (Isto tipifica a Noiva sendo arrebatada. Lembre-se de que Jesus disse que alguns não provariam a morte até que vissem a vinda de Seu Reino. Jesus repreendeu os discípulos que tentavam descobrir se aquele seria João; mas sabemos que João estava presente quando Moisés e Elias apareceram com Jesus no Monte da Transfiguração, um tipo dos dois profetas que virão a Israel nos últimos dias. João viu isto e, algum tempo depois, na Ilha de Patmos, foi arrebatado como a Noiva haverá de ser arrebatada.) Depois de sua experiência na Ilha de Patmos, João foi capaz de dizer que Deus é luz, porque O viu em cor. Ele diz: “E o que estava assentado era, na aparência, semelhante a uma pedra de jaspe e sardônio; e o arco celeste estava ao redor do trono, semelhante, na aparência, à esmeralda.”
Se há um mistério a respeito desta experiência de João, e a voz do sétimo anjo é que há de concluir os mistérios, então este mistério haverá de ser tornado claro também para esta geração. De fato, nenhuma outra geração viu, muito menos teve registrada em filme, a Coluna de Fogo. Desde o dia de seu nascimento, ao longo da infância, e adentrando ao seu ministério, o Irmão Branham se familiarizou com o aparecimento desta Luz. Quando menino, relatou a cor como sendo verde-amarelada. Por fim, descobriu que verde-amarelado se chama âmbar. A Luz apareceu a multidões em 1933 no Rio Ohio, mas não foi fotografada naquele tempo. Em 24 de janeiro de 1950, em Houston, Texas, foi tirada uma fotografia que registrou a Luz. Esta fotografia foi examinada pelo Sr. George J. Lacy, Examinador de Documentos Questionados, de Houston, Texas, e declarada autêntica.
No final de 1958, Deus novamente preparou o cenário para uma fotografia de Sua luz sobrenatural no parque de exposições de Lakeport, Califórnia. Um fotógrafo com equipamento excelente tirou duas fotos coloridas do Irmão Branham enquanto ele pregava. A primeira foto era normal e continha todos os detalhes da cena: o púlpito, o microfone, o Irmão Branham pregando, uma caixa de comando elétrico na parede, e um grande arranjo de lírios num vaso no chão em frente ao púlpito.
A segunda fotografia, do mesmo ponto, também continha estes detalhes; mas não era uma fotografia normal. Esta fotografia contém muito mais detalhes que não foram vistos pelos presentes. Atrás do Irmão Branham, e olhando para baixo sobre ele, está um perfeito perfil de um rosto que só pode ser descrito como o de Jesus Cristo. Um altar sobrenatural e as sete labaredas de fogo, das quais se fala em Apocalipse como os “sete Espíritos de Deus” que estão “diante do trono”, também estão presentes na fotografia. Os lírios parecem ter crescido a um tamanho grande; agora se estendem acima da cabeça do Irmão Branham na fotografia (Cristo, o Lírio do Vale). O Anjo do Senhor também é visto nesta fotografia, com uma cauda de fogo procedendo dele, que parece envolver o Irmão Branham. O Anjo tem labaredas de fogo saindo das pontas dos dedos.
Um exame cuidadoso revela que o Anjo se assemelha ao Irmão Branham. (Mais tarde, quando a constelação de anjos apareceu ao Irmão Branham, ele comentou que o Anjo do lado inferior esquerdo da fotografia da nuvem era aquele que sempre lhe aparecia, pois parecia reconhecê-lo. Não tão incomum, quando se considera que estes sete mensageiros, sete espíritos, sete estrelas, sendo os mensageiros das sete eras da igreja, naturalmente se assemelhariam aos homens a quem cada um foi enviado.) Uma descrição deste Anjo revela a mesma aparência que Ezequiel descreveu, pois o Anjo é, da cintura para baixo, fogo; e, da cintura para cima, cor de âmbar. No Antigo Testamento é chamado a glória de Deus. Ora, nesta geração, não temos de simplesmente aceitar a palavra de alguém de que a viu, pois Deus providenciou fotografias coloridas para que déssemos testemunho de que Deus é, de fato, luz. E é a mesma Coluna de Fogo que esteve com o profeta de Deus desta geração e sua mensagem, como esteve com Moisés e sua mensagem.
Nos fundos da igreja Soul’s Harbor, em Dallas, Texas, em março de 1964, outra estranha fotografia do Irmão Branham foi tirada, que revelou uma Luz sobrenatural. A Luz apareceu nesta fotografia como uma estranha labareda de fogo sobre o ombro direito do profeta. (As pessoas que conheciam o Irmão Branham estão familiarizadas com o fato de que ele sempre carregava o ombro direito mais baixo do que o esquerdo. A unção estava sempre à sua direita, onde o Anjo do Senhor estava em pé.)
Quando o Irmão Billy Paul mostrou esta fotografia a seu pai, o Irmão Branham lhe disse para guardá-la. Disse: “Não acreditaram na de Houston, não acreditarão nesta também.” Por esta razão, poucas pessoas chegaram a ver esta fotografia, pelo menos até depois da morte do Irmão Branham. O Irmão Billy Paul então pendurou a foto em seu escritório, mas não forneceu cópias, por causa das instruções que o Irmão Branham lhe havia dado. Recentemente, obtive um negativo desta foto, que foi incluído com outros do Irmão Branham através de um fotógrafo que me escreveu oferecendo-os para venda. Está disponível pelo Escritório do Tabernáculo de Tucson, 2555 North Stone, Tucson, Arizona.
No topo da Rua Alvernon Way, em Tucson, há uma trilha que sobe para as maciças Montanhas Catalina, até um pico chamado Finger Rock. O pico é visível da cidade. Em fevereiro de 1965, o Irmão Branham, com um peso em seu coração de buscar permissão para pregar a verdade sobre casamento e divórcio, subiu por esta trilha até um cânion sob Finger Rock.
Ali ele diligentemente buscou a Deus em oração; e enquanto orava naquele cânion, uma grande nuvem cor de âmbar, em forma de guarda-chuva, foi vista descer sobre o topo da montanha e levantar-se novamente. A performance se repetiu três vezes e foi claramente vista da cidade. As crianças em idade escolar chegaram a ser dispensadas da escola por quarenta e cinco minutos para observar este fenômeno. Foi nesta ocasião que o Irmão Branham recebeu a inspiração de retornar a Jeffersonville e pregar a verdade sobre casamento e divórcio. Esta poderosa revelação foi talvez a maior mensagem de todas à Noiva de Cristo, ao ajudá-los a endireitar suas vidas. Uma vez mais, Deus agiu como agiu por toda a história, aparecendo em uma Coluna de Fogo para falar com o homem, provando novamente que Deus é luz.
Se os homens pudessem apenas ver…
Capítulo 14 — Cânion Sabino
Ao longo dos séculos, Deus tem realizado Suas poderosas obras através de homens selecionados em lugares selecionados. Assim é que, para o crente, a maravilha das obras é inseparável dos próprios locais. Com Moisés foi o Monte Sinai, um lugar reverenciado e caro aos corações até mesmo da nação judaica dos dias modernos. Davi nos traz à mente a Cidade de Davi, a Cidade Santa de Jerusalém, berço do Cristianismo, efetivamente pisada pelos pés de Jesus. Ali se deu a escolha de muitos de Seus discípulos; ali também Ele iniciou a última ceia. Logo do outro lado do vale está o tranquilo Jardim do Getsêmani, onde Ele orou: “Não se faça a minha vontade, mas a tua.” Logo ao norte desta cidade está o infame Monte do Calvário, lugar de agonia e morte para Jesus, o Cordeiro sacrificado.
A Ilha de Patmos é lembrada entre os cristãos por ter sido o local da maravilhosa revelação de João. Foi ali que Deus visitou um homem e lhe mostrou tudo o que sobreviria à terra daquele dia até o tempo do fim.
Assim foi que Deus, tratando com os corações dos homens como sempre fez através das eras, escolheu como um de Seus lugares de encontro com Seu profeta desta geração a grande e escarpada cordilheira das Montanhas Catalina; e, dentro desta cordilheira, um cânion conhecido como Cânion Sabino. Tucson jaz aos pés desta cordilheira e pode ser vista como uma joia reluzente, à noite, da trilha do Cânion Sabino.
Desde cedo em sua vida, o Irmão Branham ouvira o chamado atraente do oeste. Em 1927 ele atendeu a este chamado, mas retornou para o leste quando seu irmão morreu. Foi trinta anos depois que ele falou novamente do oeste, estando em reuniões em Waterloo, Iowa, com alguns amigos muito queridos, a família Norman. O Irmão Norman havia acabado de expressar o desejo de se mudar de Iowa, e o Irmão Branham lhe disse que, se fosse com ele, cria que iria para o oeste. Grandemente influenciados por qualquer coisa que seu amigo, o profeta, dissesse, os Norman se mudaram para Tucson. Isto os colocou em uma localização estratégica: a entrada do Cânion Sabino.
A primeira vez que soube do interesse do Irmão Branham em Tucson foi em janeiro de 1961, quando ele veio pela segunda vez a Beaumont, Texas, para uma reunião. Lembro-me dele dizendo que estava indo visitar os Norman e caçar Javelina; e de como me maravilhei de que ele havia trazido consigo apenas sete balas. Declinou meu oferecimento de calibrar seu rifle no estande de tiro em que eu era sócio, dizendo que o calibraria em Tucson com seis das balas, e que a sétima bala seria usada para matar o seu porco. Foi então que percebi que ali estava um caçador extraordinário, alguém que caçaria tão longe de casa com apenas sete balas. Mais tarde descobri quão bem ele manejava este rifle que chamava de “Loirinha”, um Remington Modelo 721, calibre 270 Winchester, com o qual havia matado cinquenta e cinco cabeças de caça sem errar um tiro sequer.
Em frente ao presbitério em Jeffersonville, que havia sido construído com fundos doados pelas pessoas de Calgary, Canadá, havia uma entrada de pedra para a garagem. Um vizinho e amigo, o Irmão Banks Wood, havia comprado um terreno ao lado da propriedade do presbitério e tinha a intenção de construir ali uma casa de pedra. O Irmão Branham o aconselhou a não fazer isso, porque sentia que a localização seria desapropriada quando uma ponte atravessando o Rio Ohio, desde Louisville, fosse construída algum dia. Então, em 1957, o Irmão Branham recebeu uma visão do Senhor pertinente a esta propriedade. Ele viu pedras jazendo ao redor do seu quintal da frente, equipamento de construção de estradas, e estacas como as estacas de um topógrafo, cravadas em seu quintal da frente. Um jovem, descrito pelo Irmão Branham como um “Ricky” (um operador de escavadeira atrevido), estava destruindo o quintal da frente dele enquanto trabalhava na estrada. Na visão, o Irmão Branham estava irritado com este rapaz; e se viu batendo no rapaz três vezes antes de se controlar, percebendo que aquele era um comportamento impróprio para um ministro do Evangelho. A isto, pensou consigo mesmo que não havia batido em ninguém assim desde que fora boxeador. Então o Espírito do Senhor lhe falou e disse: “Contorna isto. Quando vires estas estacas cravadas no teu quintal da frente, contornes isto.” Ele olhou, e ali, sentado em seu portão da frente, estava uma “diligência das pradarias”, uma carroça coberta como aquelas que os pioneiros usavam quando rumavam para o oeste. Sua esposa estava sentada ao lado do assento do condutor, uma parelha havia sido atrelada, e seus filhos estavam todos embarcados e prontos para partir. Ele subiu, pegou as rédeas, e rumou para o oeste, quando de repente a diligência das pradarias se tornou o seu próprio station wagon. Este foi o fim da visão, e ele a registrou em seu livro de visões.
Certo dia, no final de 1962, quando o Irmão Branham estava prestes a entrar em sua garagem, notou que o portão e a cerca haviam sido marcados, como se por uma equipe de empreiteiros, para remoção. A rua seria alargada. Em seu quintal da frente estavam aquelas estacas que ele havia visto na visão, cravadas. A coisa aguçou a sua memória: ele olhou no livro de visões, e ali estava: “Quando estas coisas acontecerem, vira-te para o oeste.” Contou à sua congregação deste cumprimento em sua mensagem Senhores, É Este o Tempo? em dezembro de 1962. Esta era a hora de ele se mudar para o oeste. Em janeiro de 1963, mudou-se para Tucson.
Em julho de 1965, enquanto visitava o Irmão Branham, ele me contou como havia pedido aos irmãos que derrubassem o portão em frente ao presbitério em Jeffersonville, para que as pedras pudessem ser guardadas e depois remontadas após o proposto alargamento da rua ter ocorrido. Eu havia visto o Irmão Banks e alguns dos outros irmãos ali fora trabalhando com marreta e cinzel, tentando diligentemente remover as pedras. O Irmão Branham me contou sobre isso e relatou como os irmãos haviam trabalhado o dia todo e conseguiram remover apenas duas ou três das pedras. Disse que o Irmão Banks havia lhe dito que deviam ter feito a coisa toda de concreto sólido, e que era impossível derrubá-la. A isto o Irmão Branham se lembrou novamente da antiga visão, e foi ao livro. Ali estava ela: na visão, ele havia visto aquele rapaz em uma escavadeira derrubando aquele portão. Agora estava claro que o portão não poderia ser removido até que aquele rapaz e aquela escavadeira chegassem à cena. O portão foi deixado intacto naquela ocasião.
Finalmente, chegou o dia. O Irmão Banks Wood foi testemunha de que no dia em que vieram para mover o portão — com efeito, havia um moleque “Ricky” atrevido numa escavadeira, girando, destruindo o quintal, e batendo contra as árvores — exatamente como o Irmão Branham havia visto na visão. Isto provou que a visão era de Deus, e só podia se cumprir da maneira como Deus havia decretado.
No Livro de Zacarias está registrado: “E fugireis ao vale dos meus montes;… fugireis assim como fugistes do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá… E acontecerá naquele dia, que não haverá preciosa luz, nem espessa escuridão; mas será um dia conhecido do Senhor; nem dia, nem noite, mas acontecerá que ao cair da tarde haverá luz.” Ora, não é esta mensagem que o Irmão Branham trouxe a “luz ao cair da tarde”? Não vem ela num tempo de fria, morta escuridão espiritual? Olhe para a cidade de Tucson. Ela se estende a setecentos e trinta metros acima do nível do mar; e, pelo que sabemos agora, era um lugar ungido por Deus.
Segundo a National Geographic, de novembro de 1965, nem os índios Pápagos nem os Apaches jamais haviam ocupado o Vale de Tucson. Os Pápagos, a maior tribo amistosa, e os Apaches, a mais belicosa, habitavam a apenas uma cordilheira de distância nesta área; e ambos vinham ao Vale de Tucson para adorar. Os índios diziam que Deus habitava nas Montanhas Catalina. Eles tinham alguma revelação de Deus, pois acreditavam no Terreno de Caça Feliz e no Grande Espírito — o único Deus do Universo.
Logo depois que o Irmão Branham se mudou para Tucson, tornou-se evidente para aqueles de nós que seguíamos a sua mensagem que coisas estranhas estavam reservadas. Houve a ocasião em que um patrulheiro rodoviário o parou quando estava na estrada de Phoenix para Tucson, perguntando-lhe para onde ele se dirigia.
“Jerusalém!”, disse o Irmão Branham.
“De onde veio?”, indagou o oficial.
“De Jericó!”, veio a resposta.
Suas respostas podem parecer estranhas a alguns, mas um exame de um globo terrestre mostra a marcante semelhança na latitude entre as duas cidades do Arizona e suas contrapartidas israelenses. Além disso, a altitude de Jerusalém é de setecentos e trinta metros, a mesma de Tucson.
Como vimos nos capítulos anteriores, o Irmão Branham chegou a Tucson em janeiro de 1963, com a visão dos anjos e a tremenda explosão muito presentes em sua mente. A visão o havia perturbado grandemente, e, embora não temesse a morte, ele estava preocupado com sua família, como qualquer homem estaria. Foi neste estado de agitação, e suplicando ao Senhor por uma resposta, que ele acordou certa manhã, olhou pela janela de seu apartamento em direção a um ponto distante nas Catalina, e ouviu o Anjo do Senhor dizer-lhe: “Vai ali.” Naquele momento, ele viu uma visão que já havia tido antes — algo que o atraía àquele lugar nas montanhas. O ponto sobre o qual seu olhar se fixara era o Cânion Sabino.
Por volta das 8h30 daquela manhã ele entrou no cânion, dirigiu até onde pôde, e partiu a pé. Os grandes e maciços penhascos da parede leste do cânion se erguiam verticalmente à sua direita, mais e mais altos, lá onde as águias voam. Subindo ao longo de uma estrada abandonada, e então direto pelo lado de um penhasco inclinado, ele se encontrou “lá no alto, onde as águias voavam”, no meio de algumas rochas irregulares. Ali ele sentiu a presença do Senhor e se ajoelhou para orar. Ele me contou pessoalmente certa vez, em agosto de 1965, que estava pedindo a Deus que lhe mostrasse o significado de tudo aquilo, que lhe desse uma resposta para si mesmo. Prosseguiu a me contar das vezes em que ele havia estado tão enjoado do estômago, que vomitava aquela substância oleosa, parecida com água; tinha de ser ajudado para chegar à plataforma; e contudo colocava suas mãos sobre pessoas tomadas pelo câncer, e o câncer desaparecia. O dom parecia ser para qualquer um, menos para ele mesmo. Por até um ano de cada vez, ele relatou, Deus virava o Seu rosto de Seu profeta, testando-o e provando-o. Pois lá estava ele naquela manhã, lá no alto do Cânion Sabino, buscando desesperadamente a Deus por uma resposta para si mesmo, com as mãos levantadas ao Deus Todo-Poderoso — quando o sol apenas ultrapassou uma sela entre os picos e, de repente, o cabo de uma espada bateu em sua mão.
O Irmão Branham falou da aparição da espada muitas vezes, mas eu gostaria de contá-la como ele me contou pessoalmente. Estávamos sentados na cafeteria do Holiday Inn. Lembro-me de que acima de nós, na parede, havia um escudo com duas espadas cruzadas sobre ele. O Irmão Branham pegou seu canivete, ergueu-o e disse: “Irmão Pearry, ela era tão real como este canivete que seguro em minha mão.” Ele contou como o cabo era de pérola e o guarda-mão era de ouro. Desenhou-me um diagrama em um guardanapo, que parecia indicar que a lâmina tinha de quarenta e cinco a cinquenta centímetros de comprimento. Era afiada.
“Ali estava ela reluzindo ao sol”, ele disse, “quando aquela voz falou.”
“Esta é a Espada do Rei”, disse a voz.
“Oh”, ele disse, “uma espada como aquela com que um rei faz cavaleiro um homem.”
“Não uma espada de rei”, exclamou a voz, “A Espada do Rei!”
Ao contar isto, ele me disse: “Irmão Pearry, não foi um sonho; não foi uma visão; foi uma espada literal em minha mão. O sol estava refletindo nela.” Contou como esfregou os olhos para ver se estava dormindo, mas que aquilo simplesmente não era sonho nem visão — era real.
Foi então que a voz lhe falou e disse: “Este é o Terceiro Puxão.”
Depois desta fantástica experiência no Cânion Sabino, o Irmão Branham foi atraído muitas vezes a retornar ao cânion. As rochas irregulares lá no alto tinham uma atração particular para ele. Ali ele ficava em pé, olhando para fora e para baixo, para Tucson.
Como pano de fundo para a próxima experiência em Sabino, voltemos a uma ocasião em 1923, quando sua mãe, que não era dada a sonhar, estava prestes a lhe contar um sonho que tivera a respeito dele. Ele a interrompeu e lhe contou o sonho ele mesmo, assim como Daniel havia recordado o sonho do rei. (Ele fazia isto muitas vezes mais tarde em seu ministério, recordando de fato para pessoas que lhe traziam seus sonhos os detalhes que haviam omitido. Contudo, alguns disseram que ele contava os sonhos errados, esquecendo-se de que foram elas que trouxeram os sonhos a ele, confiando em que ele pudesse lhes dizer as interpretações.) No sonho da sua mãe, ele estava no oeste, construindo uma casa no alto de uma colina, quando seis pombas brancas como a neve voaram a ele, pousaram em seu peito, colocaram seus bicos em sua bochecha e arrulharam. A chegada das seis pombas havia sido em formação de “S”, e elas partiram da mesma maneira.
Outro fragmento de contexto é necessário. O cenário é a Clínica Mayo, em algum momento dos anos 1950. O Irmão Branham havia ido lá por uma desesperada necessidade de saber como poderia ser curado de sua enfermidade estomacal, que o havia atormentado a cada sete anos de sua vida. Os médicos da famosa clínica haviam conduzido todos os seus testes, e ele estava aguardando o resultado — talvez, por fim, uma resposta para esta aflição que lhe roubava as forças e tornava a vida tão miserável para ele. Naquela manhã, ao despertar, ele entrou em visão. Viu-se como um menino de sete anos, de pé perto do toco oco de uma árvore. Então, pareceu-lhe que ele já não tinha sete anos, mas era um homem de uns trinta e oito. Algum tipo de estranho pequeno animal, que se parecia com um esquilo, havia entrado no oco do toco; e ele esfregava um graveto no toco para fazê-lo sair. De repente, o animal voou para fora do toco, pousou em seu ombro, e correu de ombro a ombro. Na visão, ele tinha um canivete com o qual tentava matar o animal, mas não conseguia. Abriu a boca para exclamar “Mas o qu…!”, e o peludo animalzinho saltou em sua boca, foi para o seu estômago, e começou a revirar-se repetidamente.
Ele saiu da visão gritando: “Oh, Senhor! Ajuda-me! Ajuda-me!…”
Uma voz lhe falou calmamente, dizendo: “Lembra-te: ele tem apenas quinze centímetros de comprimento.” A voz repetiu: “Lembra-te: ele tem apenas quinze centímetros de comprimento.”
No livro Um Homem Enviado por Deus, o Irmão Branham especulou se isto significaria que a condição estomacal nervosa duraria apenas mais seis meses, ou poderia ser que ele a teria seis vezes em sua vida. A resposta verdadeira seria encontrada no Cânion Sabino.
Em 11 de setembro de 1965, o Irmão Branham trouxe sua mensagem O Poder de Deus para Transformar em Phoenix, Arizona. Ele e eu estivemos juntos por algum tempo naquele dia. Foi então que eu lhe disse que venderia meu negócio no Texas, me mudaria para Tucson, e abriria um lugar de adoração ali, para aqueles que seguissem sua mensagem naquela cidade. Na semana seguinte, em 18 de setembro, enquanto estava em Tucson, o Irmão Branham me chamou para perguntar se eu tomaria o café da manhã com ele. Aceitei de pronto, e nos encontramos na cafeteria do Ramada Inn, onde eu estava hospedado. Ele me contou como havia estado nervoso nas últimas semanas. Os problemas das pessoas se mudando para a cidade, sem um lugar de adoração, começavam a pesar grandemente sobre ele. Expressou sua alegria de que eu viria para remediar aquela situação.
Novamente ele me contou das experiências da espada em Sabino e da nuvem sobre a montanha, que desceu três vezes. Perguntou-me se eu tinha visto sua nova casa, que estava construindo no fim das Catalina. Ficamos na cafeteria tanto tempo naquele dia, que pedimos o almoço também. Incomodava-me que eu estava tomando tanto do seu tempo. Pensei em como, desde o dia em fevereiro de 1964, quando eu primeiro lhe disse que o percebia como profeta, eu nunca havia ido a uma cidade em que ele estivesse presente sem que ele me contatasse de alguma maneira, mesmo sem eu nunca ter pedido uma entrevista. Cada vez que conversávamos, ele repassava estas mesmas experiências. Era tão intrigante para mim, que perguntei-lhe por que isto seria necessário, especialmente quando tantas outras pessoas queriam vê-lo. Naquele dia no Ramada Inn, eu lhe perguntei novamente por que estava passando tanto tempo comigo, quando centenas de outras pessoas gostariam de tê-lo visto. Ele simplesmente disse: “Irmão Pearry, é assim que deve ser.” Agora sei que certamente era como deveria ser, porque, a partir de sua descrição dos acontecimentos no Cânion Sabino, pude localizar os próprios lugares em que ocorreram.
Em 19 de setembro, no dia seguinte, o Irmão Branham pregou na Igreja Grantway das Assembleias de Deus, em Tucson, seu sermão Sede. A mensagem foi transmitida por ligação telefônica. Então, em 20 de setembro, Deus o chamou novamente de volta ao Cânion Sabino. Em Qual É a Atração no Monte?, ele conta como se levantou cedo de manhã, sentiu-se inclinado a olhar pela janela, e foi novamente lembrado por Deus daquela visão da pequena criatura parecida com esquilo. “Lá está aquele esquilo”, disse à sua esposa, enquanto pegava sua Bíblia e novamente rumava para o cânion.
Foi mais tarde naquele dia, em 20 de setembro, que o Irmão George Smith e eu paramos no apartamento do Irmão Branham. Estávamos a caminho de Beaumont, onde eu haveria, segundo as instruções do Irmão Branham, de “orar para que George recebesse” o batismo do Espírito Santo. O Irmão George havia parado para se despedir de Becky antes de partirmos. O Irmão Branham veio até a porta da frente segurando sua Bíblia. Eu podia ver que ele havia estado chorando.
“Irmão Green”, ele disse, “você se lembra do que lhe disse no sábado, sobre estar tão nervoso?” Respondi que me lembrava.
“Bem, eu não lhe contarei agora”, prosseguiu, “você saberá mais tarde. Aconteceu algo esta manhã que me deixou saber que Deus disse que eu ficarei bem!”
O Irmão George se juntou a nós por volta daquele momento, e o Irmão Branham, de pé virado para o oeste, a mão direita para o norte, gesticulou sobre a cabeça e disse: “Subi ao Sabino esta manhã. Subi pela trilha, fiz aquela curva, e voltei ao redor para onde estão aquelas rochas irregulares, bem debaixo daquela sela, onde a espada apareceu. Mas antes de chegar até lá, o Senhor me fez uma visita.”
Ele não elaborou naquele momento, então o Irmão George e eu não soubemos o que havia acontecido, mas saímos regozijando-nos assim mesmo.
O Irmão Branham retornou a Sabino cada dia pelos dois dias seguintes; mas foi apenas em 2 de outubro, quando vim a Tucson com o Irmão Marconda para examinar uma propriedade que ele havia localizado e sentia que seria apropriada para uma igreja, que eu haveria de saber mais. Estávamos no posto de serviço do Irmão Evans, quando o Irmão Branham passou por ali. Quando lhe contamos sobre a propriedade, pediu para vê-la também. O Irmão Marconda e eu entramos no station wagon do Irmão Branham, e partimos em direção à área do Cânion Sabino. Lembro-me de que ele dirigia muito devagar, e nos tomou quarenta e cinco minutos dirigir do posto de serviço até o entroncamento da Estrada River com a Estrada do Cânion Sabino. O Irmão Marconda sentou-se na frente, eu no banco de trás; e foi durante este trajeto que o Irmão Branham me contou como os homens que seriam os diáconos da igreja que eu estava planejando entrariam automaticamente e começariam a fazer os trabalhos, sem nenhuma preocupação ou insistência da minha parte. Eu não devia me ansiar, ele me disse, pois Deus o traria a cumprimento. Mas foi também neste momento que ele nos contou sobre a aparição da pomba branca, sobre a palavra “águia” escrita na rocha, e sobre como ele havia tirado uma foto da rocha com a palavra escrita nela. Suas palavras nos emocionaram grandemente, mas ainda assim não tínhamos uma compreensão completa do significado dos eventos no Cânion Sabino.
Retornei a Beaumont, e de lá voei à Venezuela, em missão de pregação. Em 2 de outubro, contei ao povo de lá tudo o que sabia destas experiências em Sabino, porém apenas do ponto de vista do meu conhecimento limitado naquele tempo. Então, em novembro de 1965, mudei-me com minha família para Tucson. Visitei Sabino pela primeira vez e comecei a ver aqueles lugares de que o Irmão Branham havia falado. Então, no Dia de Ação de Graças, fomos todos para Shreveport, Louisiana; e foi ali, na noite em que o Irmão Branham pregou Sobre as Asas de Uma Pomba Branca Como a Neve, que por fim compreendi plenamente o que havia acontecido no Cânion Sabino em 20, 21 e 22 de setembro.
Na manhã de 20 de setembro, depois que o Senhor o havia lembrado da criatura parecida com esquilo, ele subiu ao Cânion Sabino, em direção ao lugar onde a espada apareceu. De repente, quando contornava uma curva da trilha, lá estava o pequeno animal peludo. Não era um esquilo; de fato, era diferente de qualquer coisa que ele jamais havia visto. O animal havia saltado para algo, errado, e se espetado em um cacto cholla. Uma emoção o percorreu ao perceber que este era um sinal do Senhor de que aquela enfermidade que o Dr. Ravensworth havia declarado incurável (após examinar seu estômago e dizer que a parede do estômago estava tão dura, que estava “ressequida”) logo o deixaria. A revelação completa era que os “quinze centímetros(seis polegadas)” da pequena criatura significavam que ele teria a enfermidade seis vezes. Visto que havia sofrido com ela a cada sete anos, e este era seu quinquagésimo sexto ano, o sexto período de sete anos estava chegando ao fim, e ele estaria livre da enfermidade pelo restante dos seus dias.
No dia seguinte, o dia 21, ele voltou novamente, rumando em direção às rochas irregulares onde a espada havia aparecido. De repente, percebeu a presença do Senhor. Removeu o chapéu, olhou ao redor, e ali, na trilha, estava uma pequena pomba branca. Sua mente retornou ao sonho das seis pombas em formação de “S”, enquanto ele estava no oeste construindo uma casa no alto de uma colina. Disse que sempre havia sabido que a sétima pomba apareceria algum dia. Agora, ali estava ele no oeste, construindo uma casa no alto de uma colina, e a sétima pomba viera até ele. Ele a tomou como havia sido destinada — um sinal do alto —, do puro e doce amor de Deus — sobre as asas de uma pomba branca como a neve; como Deus visitou Noé — com uma pomba; como Deus deu testemunho no batismo de Jesus no Jordão — com uma pomba.
22 de setembro o encontrou novamente rumando cânion acima. Ele havia retornado para casa no dia anterior regozijando-se; e agora voltava para louvar e dar graças ao Senhor. Chegou a uma bifurcação na trilha, onde ele sempre havia tomado o ramo em direção ao leste. Naquela manhã, sentiu-se fortemente atraído a tomar o ramo oeste nessa bifurcação. Passou a manhã toda no esplendor do cânion, ao longo deste ramo oeste da trilha. Havia tomado um gole da água fria e faiscante no riacho e, por volta do meio-dia, encontrou-se retornando pela trilha. Parou para descansar à sombra, encostando-se em uma rocha que ele descreveu como pesando cerca de setenta toneladas. A voz lhe falou: “Em que estás te encostando?” Rapidamente, ele se afastou da rocha para examiná-la; e ali, escrita em quartzo branco na própria lateral da rocha, estava a palavra “águia” (eagle). (Lembre-se da mensagem dele sobre a águia e a pomba — como ele sempre dizia que a pomba conduziria a águia, e seria a mensagem da águia que levaria a Noiva para o outro lado.) Como a palavra “águia” foi parar naquela rocha, ninguém sabe; mas ali, escrita na lateral da rocha, aproximadamente à altura do coração do profeta quando se encostava na rocha, está a palavra “águia”. No dia seguinte, ele retornou para fotografar a rocha. Tirou um total de dezoito fotos naquele dia. Foram reveladas pouco depois disso; mas ninguém soube das experiências em plenitude até que ele pregou Sobre as Asas de Uma Pomba Branca Como a Neve. É claro que, depois deste sermão, aquilo significou muito para todos, porque nunca houve um culto em que a presença do Senhor foi sentida de modo mais intenso do que naquela noite em Shreveport. Como pensamos nestas experiências durante a semana do acidente, tentando conciliar o significado das visitações em Sabino com o horror contrastante do acidente! Embora não conseguíssemos parecer encontrar o significado naquela ocasião, há uma coisa da qual todos podemos ter certeza: Deus amava Seu profeta, pois Ele lhe enviou um sinal — sobre as asas de uma pomba.
Em março de 1966, o Irmão Billy Paul, ao me relatar o peso de sua solidão, comentou como daria qualquer coisa para poder encontrar os lugares em Sabino onde Deus havia visitado o seu pai. Examinamos as fotografias e os negativos juntos. Enquanto os olhávamos, minha memória foi estimulada por algumas das cenas. Parecia que eu começava a reconhecê-las. Chegamos a uma que parecia uma águia empoleirada lá no alto, com as asas para trás, olhando por cima do ombro direito. Eu não havia visto a formação, mas comentei que pensava que seria capaz de encontrar aquela rocha notável, mesmo que tivesse de alugar um avião para tal. De repente, pareceu que a chave para a Rocha da Águia jazia em algum lugar naquelas fotografias. O Irmão Branham não era um entusiasta da câmera; mas nos havia deixado um registro do caminho até a Rocha da Águia. A única foto da Rocha da Águia mostrava claramente a palavra “águia” escrita em branco na lateral (ou melhor, dentro da lateral) da rocha. O Irmão Billy Paul trouxe aquela foto à igreja no domingo à noite, para mostrar à congregação.
Esta experiência de ver as fotografias e conversar com o Irmão Billy Paul havia me agitado o coração, de tal modo que fui assombrado por ela a segunda-feira inteira. Na tarde de terça-feira, 13 de março de 1966 — exatamente três anos, no mesmo dia, em que o Irmão Branham deixou Tucson rumo a Jeffersonville para pregar os Selos —, o Irmão Harold McClintock e eu partimos ao Sabino para começar nossa busca.
Mal havíamos estacionado o carro, quando imediatamente reconheci uma das formações que havia aparecido em uma das fotografias do Irmão Branham; mas percebi que o ângulo era diferente — ele aparentemente havia estado em algum lugar na encosta, olhando horizontalmente para a formação. Assim prosseguimos nossa busca, com uma constante busca em minha memória que o profeta me dissera ser um dom de Deus, e uma comparação meticulosa de ângulos e distâncias com aqueles revelados pelas fotografias. Mais tarde descobri que esta primeira foto era das rochas irregulares onde a espada havia aparecido. Os maciços penhascos ao fundo, a sela através da qual o sol brilhava para fazer a espada reluzir — ambos diziam que este devia ser o lugar. (Um teste posterior revelou que este era o único ponto em toda a encosta leste que seria iluminado pelos raios de sol por volta das 10 horas da manhã, na data em janeiro em que a espada apareceu.) O Irmão Branham havia apontado sua câmera precisamente para as rochas irregulares, onde a luz do sol incide naquele horário pela manhã. As evidências eram esmagadoras.
Encantados com esta primeira descoberta, o Irmão McClintock e eu nos apressamos trilha acima, com a intenção de alcançar as rochas irregulares da fotografia. Quando chegamos a uma bifurcação na trilha, minha memória ecoou as palavras do profeta: “…fui atraído de volta ao oeste…” Partimos pela trilha oeste; caminhamos por alguma distância sem outro sinal encorajador; quando, olhando para trás pela trilha, podíamos ver que o ângulo e a distância estavam ambos corretos para o ponto a partir do qual o Irmão Branham havia fotografado a formação das rochas irregulares. Foi então que eu soube que o profeta havia caminhado esta trilha até a rocha com a palavra “águia” nela, e que atrás de mim estava o lugar, na trilha leste, onde a espada havia aparecido.
Contornamos uma curva da trilha, e ali, claramente, como se pintada por um artista, estava a grande formação rochosa que tanto se parece com uma águia — asas dobradas, olhando por cima do ombro. Novamente, a formação estava certa, mas o ângulo estava errado. O profeta devia ter estado diretamente por baixo, quando a fotografou. Agora estava claro, para além de qualquer sombra de dúvida, que estávamos na trilha do profeta. “Ele não estava aqui”, gritei, “mas estava logo adiante, olhando para cima para ela!”
Nossa corrida trilha acima foi interrompida ao vermos uma grande rocha, que parecia poder ser a rocha onde a palavra “águia” havia aparecido. Um exame cuidadoso revelou que poderia haver algumas pequenas letras brancas na rocha — talvez uma palavra —, mas não muito claras. As palavras do profeta vieram de volta: “Sujeitem tudo ao teste da Palavra.” Ora, esta rocha parecia poder ser aquela, exceto por um detalhe: o profeta havia dito que pesava setenta toneladas, e esta rocha não pesaria mais do que duas. O Irmão McClintock começou a fazer um esboço dos detalhes da rocha para posterior comparação com a fotografia. Enquanto o fazia, eu lhe disse que correria trilha acima para ver se conseguia encontrar o ponto de onde o profeta havia tirado a foto da grande águia de pedra.
Enquanto me afastava pela trilha, podia ver outras formações que eu reconhecia facilmente das fotografias que o Irmão Branham havia tirado. Finalmente, poucos metros à frente, parei para chamar o Irmão McClintock. Animadamente, disse que acreditava que havia sido em algum ponto por ali que a foto fora tirada. Quando me virei à minha direita, de costas para o penhasco que se abria, de repente dei comigo com os olhos focados em uma rocha — não só em uma rocha, mas, na rocha, claramente, as letras á - g - u - i - a, escritas em branco na rocha.
Antes que eu pudesse liberar as palavras para gritar ao Irmão Harold, eu já estava de joelhos, agradecendo a Deus por Ele me ter conduzido pelo Espírito Santo até a palavra “águia” escrita em uma rocha!
Desde então, outros tomaram as fotografias do Irmão Branham e as compararam até se convencerem de que aquele era o lugar. Lembre-se das palavras de Jesus quando Ele disse que, se os homens calassem o seu louvor, as pedras clamariam. Eu digo que o Cânion Sabino é um testemunho físico contra o mundo, para aqueles que negaram esta mensagem.
Capítulo 15 — A Visão da Tenda
“Mas digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herda a incorrupção. Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.” — 1 Coríntios 15:50-58
Um biógrafo, ao escrever sobre o Apóstolo Paulo, sem dúvida apresentaria cuidadosamente as crenças de Paulo tanto a respeito do futuro quanto do estado presente daqueles que, na fé, partiram desta vida. De igual modo, devo fazer o mesmo ao apresentar a vida e o ministério do Irmão Branham. Sinto que, se um homem tem uma convicção, ou uma crença, ou uma esperança, então esta convicção, esta crença, ou esta esperança tem um efeito sobre suas ações, personalidade, ambições, desejos e planejamento — especialmente no que diz respeito ao seu futuro como ministro de Deus.
Ora, sinto que o Irmão Branham estava à espera de algo que haveria de vir. Deus havia lhe mostrado muitas coisas, e ele estava continuamente à espera do cumprimento delas. Mas ele disse que, quando buscamos algo, devemos saber o que é aquilo que estamos buscando. Assim é com a nossa expectativa do cumprimento da visão da tenda. Visto que alguns alegam que a visão já foi cumprida, precisamos saber o que foi que eles viram, que os fez se sentirem assim. Não peço ao leitor que entenda e interprete esta visão — apenas que olhe para o que foi a visão da tenda. O Irmão Branham diz que a única interpretação correta de uma visão deve concordar com a Palavra. Se a interpretação estiver fora da Palavra, então você está à espera de algo que não vai acontecer.
Examinemos este princípio da interpretação pela Palavra. Por exemplo, considere um professor que tive certa vez, na aula de Teologia Sistemática na escola bíblica: o homem era um rigoroso Trinitariano. Em discussões fora da aula, eu havia apontado a alguns dos meus colegas que o Senhor nosso Deus é um só Deus — não três. Um destes colegas perguntou a este professor o que ele faria se, ao chegar ao Céu e entrar lá, não houvesse três, mas um. O professor examinou o estudante por cima da armação dos óculos e proclamou: “Se eu chegar lá e houver somente um, eu me voltarei e sairei.” A isto, eu me manifestei e disse: “Doutor, o senhor não terá receios — com essa atitude, o senhor nunca chegará lá.” Veja bem, ele olhou para sua própria interpretação da Divindade, em vez de ouvir a verdade, mesmo a partir da Palavra de Deus. Em sua mente, o assunto já estava resolvido que havia três Deuses, e sua mente jamais poderia ser mudada. Mas sua interpretação estava fora da Palavra.
Agora, quero fazer uma pergunta, em toda humildade, a alguns daqueles que também têm coisas resolvidas em suas mentes. O que vocês vão fazer se a visão da tenda não se cumprir da maneira que vocês pensam que Deus disse que se cumpriria? Se vocês dizem que sabem como será, fiquem seguros de uma coisa — vocês estão errados. Posso fazer esta declaração com completa confiança, porque o profeta de Deus disse que, quando você resolver isto, estará errado, porque ninguém saberá.
Ouvi pela primeira vez sobre a visão da tenda em 1964, através da interpretação de outros homens; mas, em outubro daquele ano, numa viagem de caça com o Irmão Branham à Colúmbia Britânica, recebi a informação diretamente do próprio profeta. Ele me contou a visão em detalhes. Revelou o nome de uma pessoa que havia se oferecido para pagar pela tenda. Disse: “Irmão Pearry, tudo o que tenho de fazer é encomendá-la, e ela será paga.” Ficou claro para mim que a visão da tenda era uma fonte de considerável esperança para ele. As portas estavam se fechando à sua mensagem, ele disse. Tantas das igrejas, encontros acampados e convenções, antes ansiosas por tê-lo para pregar sobre cura divina, agora o excluíam por causa do “assim diz o Senhor” sobre doutrina. Contudo, através de tudo aquilo, havia um conforto. Como ele colocou: “Irmão Pearry, um conforto que tive é que Deus me deu esta visão da tenda. Ele me faz saber que, quando todas as portas estiverem fechadas, tudo estiver vedado, ainda terei um lugar para pregar o Evangelho — como ‘assim diz o Senhor’.”
Foi na cafeteria do Holiday Inn, perto de Jeffersonville, que o assunto foi novamente trazido à tona. A data era agosto de 1965. Ele havia me falado longamente naquele dia a respeito da nuvem e da espada que apareceu em sua mão. Comecei a me perguntar por que ele estava repetindo estas experiências para mim, quando já as havia contado todas antes. Então ele fez esta declaração: “Irmão Pearry, você ouviu sobre a minha visão da tenda, não ouviu?” “Sim, senhor”, respondi, “você me contou, e outros me contaram também.”
Ele disse: “Você sabe, muitos dos irmãos já têm os trabalhos todos definidos.” Respondi que eu sabia disso, que conhecia alguns caminhoneiros, alguns homens de tendas, e diversos outros que ele havia dito poderem ajudar.
A isto, ele disse: “Irmão Pearry, eu não sei… você sabe, eu apenas falo como homem nestas coisas; é algo, uma visão que Deus me deu. Creio que, quando o tempo vier, o mesmo que me deu aquela visão me mostrará o que cada irmão deve fazer — quando aquela visão for cumprida.” Prosseguiu: “Irmão Pearry, creio que haverá um lugar para você.”
Como todos os outros, naquela época eu estava pensando nele tendo uma tenda como nunca antes havia sido vista. Reuniões e multidões de que nunca antes se havia ouvido falar. Pensei em todos os lugares onde outros haviam dito que pensavam que seria. Lembrei-me de uma fita em que ele disse que queria instalá-la na Cidade do México. Eu sabia que ele havia falado com alguns dos irmãos sobre ela ser no exterior. Em outras palavras, muita coisa foi dita em particular acerca da visão. Para entender o que se deve fazer com estas conversas particulares, examinemos alguns fatos da Palavra a respeito dos profetas.
João Batista esteve de pé um dia no rio Jordão e batizou Jesus Cristo, o Filho do Deus Vivo; e viu o Espírito de Deus descer do Céu como uma pomba, e soube que este era o sinal enviado por Deus. Agora podia anunciar ao mundo: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.” Tinha uma unção sobre ele quando falava estas coisas. De igual modo, como o Irmão Branham narrou a respeito de Elias: aquele profeta esteve sobre o Monte Carmelo e fez descer fogo do céu, tomou quatrocentos falsos sacerdotes e os mandou matar, orou para fechar os céus por três anos e meio, depois se voltou e os abriu novamente, e então correu à frente de uma carruagem até à cidade; mas, quando uma pequena mulher se levantou e o acusou, este poderoso profeta fugiu em desespero por sua vida. O Irmão Branham disse que isso mostra a diferença de quando a unção de Deus está sobre um profeta, e quando não está. O Espírito havia deixado Elias quando Jezabel o acusou, e Deus teve até de sustentar sua vida; ele era incapaz de obter seu próprio pão. O Senhor o enviou à casa de uma pequena viúva para comer. Assim foi com João Batista, que, sem hesitação ou dúvida, proclamou Jesus como o Cordeiro de Deus; mas, alguns meses depois, quando João estava na prisão, a história foi outra. Foi então que ele mandou perguntar a Jesus se Ele era o Um, ou se deveriam esperar por outro.
Foi João sincero quando fez seu anúncio a respeito de Cristo? Foi Elias sincero quando fez as poderosas coisas que fez em nome do Senhor? Absolutamente. Quando falaram sob a unção, falaram como Deus. Mas devemos lembrar que, embora fossem profetas, eram também homens. Eles também falavam como homens.
No dia em que o Irmão Branham falou sob a unção daquela visão da tenda, ele disse: “Observem-no: como os outros foram, assim também este será, pois é ‘assim diz o Senhor’.” Naquele dia ele falou como Deus. Mas devemos entender que não podemos tomar cada detalhe de uma conversa particular e, por nossa própria interpretação, torná-lo “assim diz o Senhor”. Sob tais condições, não podemos dizer “assim diz o Senhor”, pois poderíamos entender mal o que o profeta nos contou pessoalmente. A visão da tenda é “assim diz o Senhor”. Será cumprida. Não há dúvida sobre isso em minha mente; mas o fato de outros a interpretarem deixa uma questão em minha mente.
No dia em que o Irmão Branham me disse que cria que haveria um lugar para mim, ele também disse: “Irmão Pearry, eu não sei se era uma tenda. Parecia ser uma tenda, mas poderia ter sido um grande edifício ou uma catedral.” Depois disse: “Você sabe, tantas pessoas estão à espera de uma tenda — mas eu me pergunto se estão procurando uma tenda, ou se estão procurando o Arrebatamento?” Alguns dizem que o Arrebatamento não poderia ocorrer sem que a visão da tenda fosse cumprida; mas, se há uma coisa que aprendi, é não fazer um evento depender do outro. Lembro-me muito bem de ele dizer: “Não procurem por isso; procurem pelo Arrebatamento.”
Antes de nos separarmos naquele dia, o Irmão Branham fez uma declaração. (Se ele não a disse, eu a enfrentarei no Dia do Juízo.) Disse: “Irmão Pearry, lhe contei estas coisas hoje, para que, depois que você chegar a Tucson, você possa ajudar os irmãos a verem para que lado olhar ou virar.” Alguns não apreciam isso, mas, se há alguma honra em ele me contar estas coisas, e no tempo que passou comigo, há também uma responsabilidade. Ele disse que “não daria nada por um homem de boca mole, que não conseguisse se levantar e dizer o que pensava”. Estou certo de que ele esperava que eu repetisse estas coisas em sinceridade, com uma consciência honesta e pura, buscando nada senão ser de ajuda. Por isso as conto.
Em setembro de 1965, no Ramada Inn, aqui em Tucson, sentei-me com o Irmão Branham, e novamente ele repetiu estas mesmas coisas para mim. As visões foram trazidas à tona novamente — a visão da tenda inclusive. Ao concluir, perguntei-lhe por que ele havia passado este tempo comigo. Disse-lhe que sabia que havia uma centena de pessoas na cidade que teriam desejado ter tal entrevista com ele. Eu estava intrigado; perguntei-lhe por que era comigo.
Ele olhou para mim e disse, simplesmente: “Irmão Pearry, é assim que deveria ser.”
Mas o que é exatamente a visão da tenda? Quero lhes contar o que sinto que o Irmão Branham disse que ela era. Em primeiro lugar, a visão da tenda era “assim diz o Senhor”. Isto nunca devemos esquecer, independentemente de qualquer outra coisa que possamos ouvir. Ele não disse “talvez”. Foi muito definido. A visão era uma de uma série de três visões que vieram ao mesmo tempo. As outras duas foram explicadas, mas a visão da tenda contém segredos e mistérios que ele disse que o Anjo do Senhor lhe ordenou que não revelasse a nenhum homem. Fielmente guardou aqueles segredos, fiel ao seu voto de que levaria o segredo com ele em seu peito, caso morresse antes da vinda do Senhor. Na preparação deste material, li cada sermão sobre o assunto, e minha consciência está tranquila de que o que estou prestes a contar pode ser respaldado pelas palavras do profeta. Estou bem ciente de minha posição de ser responsabilizado se deveria induzir a erro alguém que lesse isto.
Sua primeira referência à visão da tenda está contida em seu sermão O Véu Interior, que ele pregou em 1º de janeiro de 1956, revelando o fato de que a visão lhe havia vindo em algum momento em dezembro de 1955. Antes de apresentar este primeiro relato da visão, recordemos o 7 de maio de 1946, quando o Anjo do Senhor lhe deu a sua comissão, dizendo-lhe que, se ele conseguisse que as pessoas cressem que ele era o profeta de Deus, nada resistiria à sua oração, nem mesmo o câncer. Lembre-se de que este que haveria de fazer tamanhas poderosas obras veio de uma família extremamente empobrecida. Quando criança, por exemplo, não tinha uma camisa para vestir à escola; então vestia o casaco e o abotoava até em cima. Certo dia, para seu desânimo, a professora tomou isto como sinal de que ele estava com frio, e o moveu para mais perto do aquecedor. Imagine-o sentado ali, fingindo tremer — quando, ao contrário, ele estava queimando de calor. Cedo na vida, enfrentou a humilhação de ver pessoas atravessarem a rua para evitar encontrá-lo. Ele era um Branham. Seu pai era um contrabandista de bebida.
Quando rapaz, ele usou o primeiro moeda de vinte e cinco centavos que ganhou para comprar uma armadilha de aço para apanhar um coelho, e assim comprar algo para a família comer. Qualquer dinheiro que sobrasse ia para comprar mais armadilhas. Com tal pano de fundo de pobreza, não é de admirar que as pessoas achassem impossível crer nele quando lhes contava da visita do Anjo e do esperado sucesso do seu ministério. “Ninguém te ouvirá”, eram suas sombrias predições. Suas amargas declarações prosseguiam: “Tu não és homem de reputação. Sequer tens educação.” Mas ele avançou assim mesmo à sua primeira reunião em St. Louis, com golas gastas viradas ao avesso, um buraco em seu casaco que ele teve de cobrir com a mão enquanto pregava, e sem sequer um pijama para chamar de seu. Suas reuniões continuaram. Muitas delas custavam milhares de dólares, mas ele tinha um acordo com Deus de que, enquanto pudesse pregar sem ter de mendigar dinheiro, ele permaneceria no campo. Então, em 1955, chegou o dia em que lhe foi dito que, depois de uma reunião na Califórnia, estavam com um déficit de 15.000 dólares. Naquela noite, ele conversou com Deus: disse ao Senhor que havia sido obediente à mensagem do Anjo, e que agora ia ser obediente ao seu próprio acordo com Deus, de retornar do campo em vez de pedir dinheiro. Ele trouxe sua família de volta a Jeffersonville, atravessando a nação.
Por todo o caminho de volta atravessando o país, ele adiou contar à sua família da decisão que havia tomado. Primeiro pensou que lhes contaria no Arizona; depois, seria no “grande estado do Texas, de onde minha mãe veio”, como ele dizia. Foi em Jeffersonville que finalmente deu-lhes a notícia. Exausto, desgastado, e, em suas próprias palavras, incapaz de entender por que aquilo deveria ser, contudo era fiel à sua promessa a Deus de nove anos antes. Ele não podia aceitar o financiamento que sabia que viria, visto que este não era o seu acordo com Deus. Falou em retornar ao seu antigo emprego na Public Service Company, ou em demolir casas com seu velho amigo, o Irmão Banks Wood.
Foram estas condições de desânimo e perplexidade que prepararam o cenário para a visão da tenda. A visão irrompeu enquanto ele estava sentado à beira da cama certa manhã, conversando com a Irmã Meda. Em suas próprias palavras:
“Ora, vocês que me conhecem sabem que não sou um fanático. Não digo estas coisas a menos que sejam a verdade. Está certo. Eu a vi, e vi o Irmão Arganbright ali de pé. Fui até ele, e ele disse: ‘Irmão Billy, demos todos os cartões de oração, e tudo está pronto para a reunião. Temos um jeito de te tirar e trazer.’
“Eu disse: ‘Obrigado, Irmão Arganbright.’
“Fui para ver mais irmãos. E havia outro irmão pregando; e eu disse: ‘Quem é ele?’
“Disseram: ‘Eles o levantaram.’
“Eu disse: ‘Quem são eles?’ E eles simplesmente se viraram e se afastaram. E o homem despediu a audiência e os deixou partir; e eu disse: ‘Oh, vocês não deveriam ter feito isto, porque não houve chamado ao altar.’
“‘Oh’, disseram… Outro sujeito falou e disse: ‘Nós já tiramos a oferta.’
“Eu disse: ‘Desde quando a oferta é mais importante do que almas diante de Cristo?’
“E naquilo, o Anjo do Senhor me tirou dali, e me levou a um riacho de água bem brilhante. Era a mais bela água azul, e grandes peixes nadavam em volta ali. E Ele disse: ‘Far-te-ei pescador.’
“E disse: ‘Agora, lança a tua isca na água e, quando o fizeres, puxa-a lentamente da primeira vez; e na segunda vez, dá apenas um pequeno puxão (não muito forte); e na terceira vez, firma o teu anzol para a pesca.’
“E comecei a lançar minha linha na água; puxei, e todos começaram a se alegrar e a dizer: ‘Isso é maravilhoso! Isso é maravilhoso!’
“Eu fiquei todo entusiasmado, e dei um puxão forte na próxima, e tirei o peixe e tudo para fora da água. E o que era, era um pequeno peixinho, mais ou menos do tamanho da isca. Emaranhei toda a minha linha, e estava desembaraçando a linha; e o homem que estava falando atrás de mim veio até a minha frente, vestido com roupas palestinas, e um turbante na cabeça. Tinha um manto branco. Ele disse: ‘Irmão Branham, é isso.’
“Eu disse: ‘Sei que não fiz direito.’ Disse: ‘Dei um puxão quando não devia.’
“Ele disse: ‘Não emaranhe a tua linha nesses tipos de tempos.’
“Eu disse: ‘Bem, eu a estou conduzindo tão reta quanto posso. Serei muito cuidadoso.’
“Ele disse: ‘Ora, da primeira vez que falei contigo, tu colocaste as mãos sobre as pessoas e lhes disseste o que estava errado com elas. E no Segundo Puxão, bem, quando o fizeste, tu conhecerias os segredos dos seus corações. E Eu te fiz um vidente diante do povo — mas tu sempre estavas tentando explicá-lo. Tu não deverias ter feito isso.’ Ele disse: ‘Tu fizeste disto uma exibição pública.’
“Eu disse: ‘Sinto muito.’
“Então Ele me levou dali, e vi uma enorme e grande tenda. Nunca vi tal tenda! E estava cheia e repleta em toda a sua volta de pessoas. E caminhei até… Parecia que eu estava em pé acima das pessoas, olhando para baixo, onde eu havia acabado de fazer um chamado ao altar (a imagem é que ele estava acima das pessoas, mas debaixo da tenda, olhando para a plataforma, como se ele tivesse acabado de fazer um chamado ao altar — cena familiar para ele de todas as reuniões em que havia estado); e centenas e centenas de pessoas estavam chorando e se alegrando, após terem aceitado o Senhor Jesus como seu Salvador.
“E olhei, e ouvi um homem se levantar e dizer: ‘Chamem a fila de oração.’ (Em outros lugares, ele se refere a este homem como um homem gentil e bondoso, mais velho.) E as pessoas começaram a se enfileirar deste lado — à esquerda de onde eu estava olhando para baixo, em direção à plataforma; e se enfileiraram por toda a rua acima e abaixo, formando uma fila de oração. (A fila de oração se formou, ele disse, à direita da plataforma. Isto era usual para ele, porque o Anjo do Senhor sempre ficava à sua direita. É claro que, do lugar onde ele estava olhando, de cima das cabeças das pessoas, olhando para baixo, para a plataforma, a fila de oração estava se formando à sua esquerda.) Notei à minha esquerda — o que seria à minha direita, se eu estivesse na plataforma — uma pequena construção de madeira. (Em outros relatos desta visão, ele fala de um pedaço de lona ali, e uma senhora estava ali anotando nomes — ou assim parecia. Quando as pessoas vinham numa maca, um homem vinha e as empurrava para dentro. As pessoas entravam neste pequeno cômodo, ele relatou mais tarde, e saíam do outro lado totalmente curadas.)
“E eu vi aquela Luz, cuja foto vocês têm (esta foto foi tirada em Houston, Texas, em 24 de janeiro de 1950 — é a luz amarelo-esverdeada, isto é, cor de âmbar, como a Coluna de Fogo que conduziu os israelitas do Egito. A mesma luz que ele havia visto desde que era menino, e que ele havia frequentemente dito às pessoas que estava presente ali na sala com eles durante as reuniões), que está sempre nas reuniões; e vi aquela Luz deixar a mim, e ir até aquela construção, e entrar naquela construção; e uma voz me disse: ‘Eu te encontrarei ali dentro: este será o Terceiro Puxão.’
“Eu disse: ‘Por quê?’
“Ele disse: ‘Bem, não será uma exibição pública como a que eles faziam.’ E voltei (ele saiu da visão).”
Esta visão veio em um dos piores momentos da vida do profeta. Ele havia acabado de concluir nove anos do ministério mais bem-sucedido que qualquer homem jamais havia experimentado — contudo, ali estava ele, fora do campo, sem explicação. As línguas afiadas foram impiedosas em sua própria explicação de que William Branham havia perdido seu poder com Deus, que havia perdido o seu dom. E isso, apesar de pessoas de todo o mundo o terem declarado um maravilhoso homem de Deus. Ele poderia ter tido quase tudo o que colocasse em mente; por exemplo, poderia ter ficado com o milhão e meio de dólares enviado a ele por um homem de Chicago, mas ele o devolveu. Sua correspondência caiu de mil para setenta e cinco cartas por dia. As únicas coisas disponíveis às pessoas através do seu escritório eram panos de oração e oração por sua cura; e, visto que ele nem vendia nem promovia coisa alguma, o público inconstante voltou-se para o que parecia ser mais popular. Mas manter seu escritório aberto custava cem dólares por dia, de modo que ele não podia simplesmente desistir. Estava em um vale de decisão, buscando com todas as forças conhecer a vontade do Senhor, quando Deus lhe deu esta visão da tenda. (Em nossa hora mais escura, podemos esperar nossa maior esperança.)
Pouco depois disto, o Irmão Arganbright lhe pediu que fosse ao México para uma reunião. Ele explicou que nunca havia ido ao México antes porque, como disse, “pensei que poderia ser um dos primeiros lugares onde eu montaria minha tenda”. A visão da tenda era uma grande fonte de esperança para ele, dada a ele por Deus para fazê-lo saber que, embora esta outra fase houvesse diminuído, havia ainda uma fase mais poderosa e mais plena de seu ministério, ainda à frente. Ele estava tão certo da visão da tenda, que a comparou com aquelas muitas coisas que ele havia dito ao povo antes de deixar sua igreja em Jeffersonville — coisas que todas haviam se cumprido. Assim como aquelas coisas haviam se cumprido — o sinal na mão e os segredos do coração revelados — assim também esta visão se cumpriria, pois era também “assim diz o Senhor”.
Quando o Irmão Arganbright explicou que ele teria a arena de touros para a reunião no México, o Irmão Branham, com a visão da tenda fresca em sua mente, pensou: “Talvez seja isto.” Com certeza se encaixaria na visão panorâmica de pessoas na primeira parte da visão, quando alguém havia despedido a reunião depois de tomar a oferta. Assim, concordou com a reunião no México. O Irmão Arganbright e o Irmão Jack Moore fizeram as providências necessárias.
No dia em que partiram para a reunião, o Irmão Branham disse aos outros: “Rapazes, vamos ter problemas.”
A garoa que ele havia visto na visão (revelada em outra ocasião, diferente de quando pregou O Véu Interior) começou. Quando chegaram à arena de touros, ficaram surpresos. Alguém havia despedido a reunião. Ninguém sabia quem o havia feito. Todos negavam qualquer responsabilidade ou conhecimento desta ação. No dia seguinte, o Irmão Branham pegou um avião de volta para Jeffersonville.
O Irmão Moore tentou, sem sucesso, descobrir quem havia despedido a reunião. O mistério nunca foi resolvido, mas o Irmão Moore disse ao Irmão Branham que, se ele nunca havia crido nele antes, certamente creria agora. O Irmão Branham confirmou que este era o cumprimento da primeira visão da série que incluía a visão da tenda. Esta interpretação foi dele mesmo.
Em 8 de abril de 1956, cinco meses depois da visão da tenda, o Irmão Branham trouxe uma mensagem intitulada Visões e Profecia. Ele explicou sobre a viagem ao México e deu a interpretação como sendo a primeira parte da série que incluía a visão da tenda. Explicou que a segunda parte da visão, sobre o peixe, era o Segundo Puxão, onde ele se encontrou tentando explicar coisas sobrenaturais a “bebês pentecostais”. Isto é revelado em maiores detalhes em sua mensagem Senhores, É Este o Tempo? Ele disse que, quando esta visão veio, ele estava tentando passar o que parecia uma corda pelo ilhó de um sapato de bebê, quando esta voz lhe falou, dizendo: “Você não pode fazer isso. Olhe para a outra ponta da corda.” Quando olhou para baixo, descobriu que a outra ponta da corda tinha exatamente o tamanho certo. Enquanto estendia a mão para pegá-la, a cena mudou; e, de repente, ele estava pescando.
Para obter um quadro completo da série das três visões, que incluía a visão da tenda, deve-se ler os sermões do Irmão Branham Visões e Profecia, O Véu Interior e Senhores, É Este o Tempo? Contudo, o Irmão Branham não deixa dúvida de que a primeira visão foi a visão do Primeiro Puxão, e foi cumprida na época da viagem ao México. A segunda foi falar e conhecer os segredos do coração, quando ele estava tentando ensinar os outros ministros como “pescar”, e o Anjo do Senhor o repreendeu, dizendo que ele nada havia feito senão trazer adiante um bando de imitadores carnais — pessoas tentando copiá-lo por meio do ele lhes explicar — e que ele não deveria ter feito isso. Assim, ele explicou cada fase da visão, exceto a porção sobre a tenda. (Nota: Nas traduções, os sermões referidos são 56-0408A - O Que É Uma Visão?, 56-0101 - Por quê as Pessoas São Tão Agitadas?, ou Véu adentro/interior, e 62-1230E - Senhores, É Este O Sinal Do Fim?)
De Senhores, É Este o Tempo?:
“Ora, nesta visão, ou enquanto eu falava, olhei, e vi uma coisa estranha. Ora, pareceu-me que meu filhinho José estava ao meu lado. Eu estava falando com ele. Ora, se observarem a visão bem de perto, vocês verão por que José estava ali em pé.
“Olhei, e havia um grande arbusto. E neste arbusto havia uma constelação de pássaros — pequenos pássaros, de cerca de meia polegada de comprimento e meia polegada de altura —, eram pequenos veteranos. Suas penas estavam desgastadas. Havia cerca de dois ou três no galho do topo, seis ou oito no galho seguinte, e quinze ou vinte no galho seguinte — descendo em forma de pirâmide. Aqueles pequenos amigos — pequenos mensageiros — e estavam bastante desgastados. Estavam olhando para o leste; e eu estava em Tucson, Arizona, na visão. Pois foi feito de tal modo a propósito, que Ele não queria que eu deixasse de ver onde estava; eu estava retirando um carrapicho de mim, do deserto. Eu disse: ‘Agora, eu sei que esta é uma visão, e sei que estou em Tucson. E sei que aqueles pequenos pássaros ali representam algo.’ E estavam olhando para o leste. De repente, decidiram voar, e lá se foram, para o leste.
“Assim que se foram, veio uma constelação de pássaros maiores. Pareciam pombas — asas afiadas e pontudas, de uma cor acinzentada, de cor um pouco mais clara do que aqueles primeiros pequenos mensageiros. E vinham ligeiramente para o leste. Assim que desapareceram da minha vista, virei-me novamente para olhar para o oeste, e ali aconteceu. Houve uma explosão que verdadeiramente sacudiu toda a terra! Ora, não percam isto! E vocês que estão na fita, certifiquem-se de captar isto certo!
“Primeiro uma explosão. Pensei que soou como uma ‘barreira do som’, ou seja lá como se chama isso, quando os aviões cruzam a barreira do som, e o som volta para a terra. Apenas sacudiu como… rugiu, tudo. Então poderia ter sido um grande estrondo de trovão e relâmpago. Não vi o relâmpago. Apenas ouvi aquela grande explosão que soou como se fosse ao sul de mim, em direção ao México.
“Mas sacudiu a terra. E quando o fez (eu ainda estava olhando para o oeste), muito longe para dentro da eternidade, vi uma constelação de algo vindo. Pareciam pequenos pontos. Não podia haver menos de cinco, e não mais de sete. Mas estavam em forma de pirâmide, como estes mensageiros vindos.
“E quando o fez, o poder de Deus Todo-Poderoso me levantou para encontrá-los. Posso ver… isto nunca me deixou… oito dias se foram, e ainda não posso esquecer. Nunca tive nada que me perturbasse tanto. Minha família dirá a vocês.
“Eu podia ver aqueles anjos, aquelas asas curvadas para trás viajando mais rápido do que o som pudesse viajar. Eles vieram da Eternidade numa fração, como um piscar de olhos. Nem sequer bastante para piscar o olho — apenas um brilho. Eles estavam ali. Não tive tempo de contar. Não tive tempo, nada além de apenas olhar. Poderosos, grandes e poderosos anjos, brancos como a neve! Asas montadas na cabeça, e iam ‘whew wheeew’; e, quando o fizeram, fui arrebatado àquela pirâmide, àquela constelação. Pensei: ‘Agora, é isto.’ Fiquei entorpecido; e disse: ‘Oh, minha nossa. Isto significa que haverá uma explosão que me matará. Estou no fim do meu caminho agora. Não devo contar ao meu povo quando esta visão me deixar. Não quero que eles saibam disto, mas o Pai Celestial me fez saber agora que o meu tempo está concluído. Não contarei à minha família, para que não se preocupem comigo, porque Ele está prestes a partir, estes Anjos vieram por mim, e eu serei morto em breve agora, em algum tipo de explosão.’
“‘Não, não é isso. Se te matasse, teria matado José.’ E eu podia ouvir José me chamando. Então me virei novamente e pensei: ‘Senhor Deus, o que significa esta visão?’ Perguntei-me, e então me veio. Não uma voz — apenas veio a mim. Oh, aqueles são os Anjos do Senhor vindo me dar a minha nova comissão. E quando pensei assim, levantei as mãos, e disse: ‘Oh, Senhor Jesus, o que queres que eu faça?’ E a visão me deixou.
“Por quase uma hora, não consegui sentir.
“Ora, vocês sabem o que são as bênçãos do Senhor. Mas o Poder do Senhor é totalmente diferente. O Poder do Senhor, nesses tipos de lugares, já o senti muitas, muitas vezes antes em visões, mas nunca como aquilo. Sente-se como um ‘temor reverente’. Fiquei tão assustado, até que estava paralisado na presença destes seres. Estou dizendo a verdade. Como Paulo disse: ‘Não minto.’ Já me ouviram dizer alguma coisa errada sobre algo assim? Alguma coisa está prestes a acontecer.
“Então, depois de um tempo, eu disse: ‘Senhor Jesus, se vou ser morto, faz-me saber, para que eu não conte ao meu povo sobre isto; mas, se for outra coisa, faz-me saber.’ Nada respondeu.
“Depois que o Espírito me deixou por cerca de meia hora, eu acho, ou mais, eu disse: ‘Senhor, se é então que vou ser morto, e o Senhor já acabou comigo na terra, e vou ser levado para casa agora — o que, se for isso, tudo bem. Está tudo certo.’ Então disse: ‘Se for, faz-me saber. Envia o Teu poder sobre mim novamente. Então saberei para não contar ao meu povo, ou a ninguém, sobre isto, porque o Senhor está prestes a vir me arrebatar.’ E… nada aconteceu. Esperei por um tempo.
“Então eu disse: ‘Senhor Jesus, se não significava aquilo, e significa que o Senhor tem algo para eu fazer, e que me será revelado mais tarde, então envia o Teu poder.’ E quase me tirou do quarto.”
Ele contou esta visão à sua igreja. Mais tarde, no mesmo sermão, ele se referiu de volta à constelação de estrelas que se reuniram em 11 de junho de 1933, quando ele estava batizando no Rio Ohio, quando aquela estranha luz veio rodopiando e pairou sobre a cabeça deste ministro Batista, e foi testemunhada por quatro mil pessoas. Alguns correram de medo, outros caíram em adoração; mas houve uma voz que falou dela, e disse: “Assim como João Batista foi enviado para ser o precursor da primeira vinda do Senhor, a tua Mensagem será a precursora de Sua segunda vinda.” Ele disse: “Ora, veja, há uma diferença entre seres angélicos do Céu e mensageiros terrenos.” Ele queria que as pessoas vissem que algo estava acontecendo que ele não compreendia totalmente; ele havia pregado as Eras da Igreja, mas sabia que Deus lhe havia dado a visão da tenda. Sabia que Deus lhe havia dito que um ministério maior ainda estava por vir; e tentava explicar à igreja que não era ele, mas Deus, que estava fazendo estas coisas, assim como Ele havia feito através dos outros mensageiros. Sendo ele o mensageiro da sétima era da igreja, havia algo sobrenatural prestes a acontecer. Perguntou à sua congregação: “E se for algo para nos fazer saber como entrar na fé do arrebatamento? É isto? Vamos correr e saltar sobre muros? Há algo prestes a acontecer, e estes velhos corpos desgastados e vis vão ser transformados? Posso viver para ver isto, ó Senhor? Está tão perto assim, que eu verei? É esta a geração? Senhores, meus irmãos, que horas são? Onde estamos?”
Mais tarde no sermão Senhores, É Este o Tempo?, ele conta como a visão deve ser comparada com a Palavra. (Lembre-se, isto foi antes de sua pregação dos Sete Selos.) Ele sabia que o Livro do Apocalipse se refere ao “estrondo de trovão” na abertura do primeiro selo; portanto, sua conferência com a Palavra o fez perguntar se esta poderia ser a abertura dos Selos. “Ou”, disse ele, “seria este aquele Terceiro Puxão de que Ele me falou três ou quatro anos atrás? O Primeiro Puxão — lembram-se do que aconteceu? Eu tentei explicar. Ele disse: ‘Não faças isso.’ O Segundo Puxão — Ele disse: ‘Não tentes.’ E eu puxei assim mesmo. Lembram-se? Todos lembram, está em fita e tudo. Então Ele disse: ‘Ora, há um Terceiro Puxão vindo, mas não tentes explicá-lo.’… Se este é o Terceiro Puxão, então há um grande ministério adiante. Eu não sei. Não posso dizer, eu não sei.”
Ele continua: “Observem: Terceiro Puxão. Paremos nisto por um minuto. Na visão, o primeiro voo foi de pequenos pássaros mensageiros; isto foi quando começamos pela primeira vez. Cresceu desde apenas tomar a pessoa pela mão… e lembram-se do que Ele me disse: ‘Se fores sincero, virá a acontecer que conhecerás o próprio segredo de seus corações.’ Quantos se lembram disso anunciado daqui, e através da nação? E aconteceu? Exatamente. Então Ele disse: ‘Não temas, Eu estarei contigo.’ E continuará.”
Ele recorda quando era um menino: “Quando eu disse: ‘Eu vi um anjo, e era um fogo esmeralda ardendo’, as pessoas riram e disseram: ‘Billy, volta a ti.’”
Ele traçou a ordem do seu ministério neste sermão, desde o tempo em que o Anjo primeiro veio a ele e ele soube “assim diz o Senhor”. Disse: “Observem o primeiro pequeno voo — mão (sinal na mão). O segundo foi maior, mais branco — pombas — o Espírito Santo revelando os segredos do coração. E o terceiro voo foi de anjos! Não pássaros — anjos! E este é o tempo do fim. É o fim de tudo.”
Na semana seguinte, ele se mudou para Tucson. Em março daquele ano (1963) ele pregou uma mensagem, Deus em Simplicidade, onde disse: “O Arrebatamento será tão simples, que virá um destes dias, e ninguém saberá nada sobre isto.”
No dia seguinte a isto, pregou A Brecha Entre as Eras da Igreja e os Selos; depois, no dia seguinte, O Primeiro Selo. Foi justamente antes da revelação do mistério do primeiro selo que ele disse: “Ora, há sete selos, e são mistérios; mas, então, há vindo adiante sete trovões misteriosos, que nem sequer estão escritos. Exatamente. Creio que, por meio destes sete trovões, será revelado nos últimos dias, a fim de reunir a Noiva para a fé do arrebatamento. Porque o que temos agora mesmo, não seríamos capazes de fazê-lo. Há algo que tem de vir adiante, pois não podemos ter fé suficiente para a cura divina, quase; temos de ter fé suficiente para sermos transformados…”
Paremos aqui por um momento. O que ele viu acontecer na visão da tenda? O que ele disse que os sete trovões fariam? Transformar-nos. O que Paulo viu acontecendo às pessoas? Ele viu pessoas não morrendo, mas sendo transformadas.
Disse: “Temos de ter fé suficiente para sermos transformados num momento, para sermos varridos para fora desta terra; e descobriremos que, depois de um tempo, se o Senhor quiser, onde está escrito. Estes selos todos foram quebrados através das eras, têm apenas agora sido revelados.” (Os primeiros quatro selos tratam dos gentios. O quinto selo foi aberto, revelado e cumprido, pois foram as almas judaicas clamando debaixo do altar — Hitler matando seis milhões de judeus. O sexto selo foi revelado, mas não foi cumprido. Este é o período da Tribulação, e não acontecerá até que a Noiva tenha sido tomada. Ele se abrirá com um poderoso terremoto como nunca antes foi conhecido ao homem. O terremoto criará uma ressurreição. Depois do terremoto, Jesus se revelará aos Seus irmãos. Mas, se você tiver tudo resolvido, lembre-se apenas: estará errado. Ele nos diz para sermos simplesmente cristãos simples e estarmos prontos a qualquer momento. Apenas tenhamos o Espírito de Cristo, que é o Espírito Santo. A Veste de Casamento é também o Espírito Santo.) Os sete trovões, segundo o profeta, nos darão a fé do arrebatamento.
Em sua mensagem O Sétimo Selo, ele falou de uma experiência que se pensa ter ocorrido na segunda metade de fevereiro de 1963, no Cânion Sabino, Tucson. Novamente ele estava buscando uma resposta para a visão dos anjos e o significado da grande explosão que parecia ter sacudido a terra ao seu redor. Isto, a despeito do fato de que Deus já lhe havia mostrado que aquilo dizia respeito a um ministério maior prestes a despontar; mas lembre-se de que João Batista também havia questionado pela segunda vez, como contado em Mateus capítulo 11. Portanto, o Irmão Branham se encontrou caminhando nas montanhas, clamando a Deus se isto significava que ele seria morto. Mas Deus tinha uma razão para isso, pois Ele havia virado Seu rosto dele, deixando-o sem paz ao buscar esta resposta; e, enquanto o Irmão Branham estava buscando paz para si mesmo, Deus lhe deu a Palavra para a Noiva. Isto provou que Deus o amava, pois este é um castigo que um homem dificilmente pode suportar: quando se busca a Deus por algo para si, e Ele se afasta de você, mas dá a outra pessoa algo através de você. Com as mãos levantadas, ele estava clamando a Deus, quando, de repente, a espada caiu em sua mão.
Em O Sétimo Selo, ele disse: “…a voz disse: ‘A Espada do Rei’, e há apenas um ‘O’ Rei, e esse é Deus! E Ele tem uma Espada — esta é Sua Palavra — pela qual eu vivo! Que Deus me ajude… traga Sua santa veste sobre esta Santa Palavra aqui. É a Palavra. Amém!” Não importando quantos milhares de vezes tais coisas acontecessem a ele, disse que nunca se acostumara com isso. Assim foi com a espada em sua mão, e um temor veio sobre ele. Então esta voz disse: “Não temas. Este é aquele Terceiro Puxão.”
Mas a tenda era o Terceiro Puxão. A explosão; ele disse: “Poderia esta ser o Terceiro Puxão?” Ora, a Palavra veio a ele, dizendo que esse era o Terceiro Puxão.
Em Olhando Para Jesus, o Irmão Branham conta àqueles que são espirituais as cinco vezes em que a palavra falada se manifestou. Ele falou e um peixe veio à vida, esquilos vieram à existência, falou ao coração de uma viúva, a uma tempestade no Colorado, e a um tumor que saiu da existência em sua esposa. Cinco vezes. Ele disse: “Tão certo como o Primeiro e o Segundo Puxões foram identificados, assim o Terceiro Puxão foi identificado.” Disse: “Quando vier o aperto, então vocês verão o que viram temporariamente se manifestar na plenitude de seu poder… amigos meus, permaneçam quietos, e apenas sigam adiante… E devo permanecer quieto por apenas um pouquinho.”
Assim, a visão da tenda é um Terceiro Puxão; abrir os selos é um Terceiro Puxão; a vinda da Palavra é um Terceiro Puxão; e agora a palavra falada é um Terceiro Puxão.
Em O Sétimo Selo, ele disse: “O Terceiro Puxão — lembram-se dele? Ele (o Anjo) disse: ‘Tiveste tantos imitadores nisto, o que tentaste explicar.’ Disse: ‘Não tentes sequer isto.’ Lembram-se? Quantos lembram daquela visão? Ora, está nas fitas e em todo lugar… Disse: ‘Este é o Terceiro Puxão, mas Eu te encontrarei lá dentro.’” Observe que isto é o que o Anjo disse na visão da tenda. O Irmão Branham inter-relaciona todas estas coisas ao que ele chama de Terceiro Puxão. Não as separou. Ele continuou, em O Sétimo Selo, dizendo: “Eu estava em pé com um pequeno sapato de bebê, quando Ele me disse: ‘Agora, faça o teu Primeiro Puxão; e, quando o fizeres, o peixe virá atrás da isca.’ Disse: ‘Então observa o teu Segundo Puxão.’ Disse: ‘Porque haverá apenas peixes pequenos.’ Ele disse: ‘Então o Terceiro Puxão o apanhará.’ E todos aqueles ministros se aproximaram e disseram: ‘Irmão Branham, sabemos que tu podes fazê-lo. Aleluia, Irmão Branham.’ É ali que eu sempre me enrolo — com um grupo de pregadores. Amo as pessoas, e elas querem que tu expliques tudo… Toda a linha estava enrolada em mim assim… e então eu disse: ‘Deus, oh, perdoa-me. Sou uma pessoa estúpida. Senhor, perdoa-me.’… E então Ele me levantou. Levou-me e me pôs bem no alto, onde estava acontecendo uma reunião — parecia uma tenda ou uma catedral de algum tipo. E olhei, e havia um pequeno lugar como uma caixinha dali do lado. E vi aquela Luz falando com alguém acima de mim — aquela Luz que se vê ali na foto. Ela se afastou de mim, assim, e foi para aquela tenda, e disse: ‘Eu te encontrarei ali.’ E disse: ‘Este será o Terceiro Puxão, e tu não o contarás a ninguém.’ E no Cânion Sabino, Ele disse: ‘Este é o Terceiro Puxão.’ E há três grandes coisas que vão com ele; e uma se desdobrou ontem, a outra se desdobrou hoje, e há uma coisa que eu não posso interpretar, porque está em uma língua desconhecida. Enquanto eu estava ali de pé e olhava diretamente para ela — e este é o Terceiro Puxão vindo adiante. E o Santo Espírito de Deus… Oh, que coisa! Esta é a razão pela qual todo o Céu estava em silêncio!”
Neste ponto, ele fez a seguinte declaração profunda. Disse: “Agora, é melhor eu parar por aqui. Apenas sinto uma contenção para não dizer mais nada sobre isto. Veem? Portanto, apenas lembrem-se: o Sétimo Selo, a razão pela qual ele não foi aberto, a razão pela qual ele não foi aberto, a razão pela qual Ele não o revelou — ninguém deveria saber sobre ele. E quero que saibam que, antes mesmo de eu saber uma palavra sobre aquilo, aquela visão veio anos atrás. Lembram-se disso? E aqui está ela, assim como esta outra tem feito — desliza bem em linha reta dentro da Palavra, exatamente onde estava… É mais tarde do que pensamos… Ele revelou todos os seis Selos, mas não diz nada sobre o Sétimo. E o Selo do tempo do fim, quando começar, será absolutamente um segredo total, segundo a Bíblia… E lembrem-se de Apocalipse 10:1-7: ao final da Mensagem do Sétimo Anjo, todos os mistérios de Deus seriam conhecidos. Estamos no tempo do fim — na abertura do Sétimo Selo.”
Ele continuou, mais tarde no mesmo sermão: “Ora, qual é este grande segredo que jaz debaixo deste Selo, eu não sei. Eu não o sei. (Se ele disse que não sabia, e nós dizemos o que ele diz, então como podemos dizer que sabemos? Suponha que digamos que ele realmente o sabia — então estaríamos chamando o profeta de mentiroso.) Eu não pude decifrar. Não pude contar exatamente o que dizia. Mas sei que eram aqueles sete trovões proferindo-se bem próximos um do outro, apenas estrondando sete vezes diferentes; e aquilo se desdobrou em algo mais que eu vi. Então, quando eu vi aquilo, procurei a interpretação que voou ali, e não consegui decifrar. (Porque estava em línguas desconhecidas.) A hora não é quase aqui ainda para isto, mas está entrando naquele ciclo, vejam. Está se aproximando. Portanto, o que vocês devem fazer é lembrar que eu lhes falo em Nome do Senhor. Estejam preparados, pois não sabem a que horas algo pode acontecer.”
Um grupo de irmãos em Phoenix perguntou ao Irmão Branham, em referência à visão da tenda, o que eles poderiam fazer para ajudar. Ele lhes disse que apenas se certificassem de que estavam na ressurreição.
Ele disse que a manifestação da palavra falada trará a fé do arrebatamento. Disse também que os Sete Trovões trarão a fé do arrebatamento. Os termos, segundo o profeta, são sinônimos. Quando você pensa nisso — oh, como aquelas palavras faladas devem estar prestes a trovejar! Sete delas, estrondando todas juntas. Irá trovejar. As pessoas irão querer tapar os ouvidos pelo próprio som disso. Ele diz que o Terceiro Puxão é um mistério que não deveria ser falado; e também diz que a visão da tenda era um mistério que ele não podia contar, e que era o Terceiro Puxão.
Quando questionado sobre estas coisas, ele responde diretamente: “Sim, isto trará a fé do arrebatamento.” O Irmão Branham me disse que os mortos em Cristo ressuscitariam primeiro, e passariam um mínimo de trinta dias nesta terra conosco. Isto deveria fazer com que algo acontecesse. Mas em sua fita Perguntas e Respostas (agosto de 1964), ele diz isto: “…e então todos nos reuniremos. E quando começarem a se reunir, então nós que estamos vivos e que ficamos seremos transformados. Estes corpos mortais não verão a morte, mas repentinamente será como um varrer sobre nós, e vocês serão transformados. Vocês se voltarão para trás, como Abraão — de velho a jovem, de velha a jovem — e, quando esta súbita transformação — e, depois de um pouco, vocês estarão viajando como um pensamento, e poderão ver aqueles que já foram ressuscitados.” Você tem de ser transformado para vê-los. Contudo, ele também diz que, quando virmos os nossos entes queridos, então saberemos que o tempo está perto. O que vem primeiro? Eu quero ser transformado!
Ele disse, em O Arrebatamento, que havia um “brado — aquela mensagem dizendo à Noiva para se aprontar. Aquela voz levantará os mortos, e aquela trombeta nos levará todos juntos”. Lembrem-se apenas: se alguém disser que sabe, está errado, pois só Deus sabe todas estas coisas. Mas lembrem-se também que Paulo disse que nem todos dormiremos. Paulo viu pessoas sendo transformadas. O Irmão Branham viu pessoas sendo transformadas. Viu aleijados recebendo seus membros de volta, pessoas sendo feitas completas, velhos voltando a ser jovens; portanto, sua Visão da Tenda é Escriturística. Ele não viu nada acontecer, a não ser o que a Escritura fala que acontecerá.
Ora, ele diz que o Terceiro Puxão não será conhecido, e a Visão da Tenda não será conhecida. Seremos maduros o bastante para ver que ninguém saberá o que é, até que aconteça? Tenho uma esperança, e sei que é “assim diz o Senhor”, e que acontecerá. Sei que a Visão da Tenda, o Terceiro Puxão, os Sete Trovões e o Arrebatamento estão tão intimamente relacionados, que nós, em nossas mentes carnais, jamais poderíamos separá-los. Mas num destes dias, em breve, se cumprirão. Então poderemos olhar para trás e ver os mistérios como foram revelados.
O Irmão Branham disse que uma grande fonte de problemas entre os discípulos era que eles não conseguiam distinguir quando Deus estava falando e quando Jesus, o homem, estava falando. Assim foi com o Irmão Branham e sua visão da tenda, e as várias interpretações.
O Irmão Branham também disse que nada acontece no natural sem que tipifique o espiritual. O homem já pôs os pés na lua — e retornou. É tempo de que aqueles que deixaram esta vida retornem — e eles estão tão distantes quanto nós os colocamos...
Capítulo 16 — O Acidente
Pelo ódio de uma mulher e pela loucura da filha dela, João Batista foi decapitado. Embora Jesus tenha declarado: “Entre os que são nascidos de mulher, não apareceu alguém maior do que João Batista”, contudo Deus, em Sua soberania, escolheu permitir o meio mais cruel e mais desonrado do homem, para remover Seu profeta de cena. Ali estava Emanuel, “Deus Conosco”, em pé a apenas alguns quilômetros de distância, aparentemente com os braços cruzados, enquanto o perverso plano de uma mulher se cumpria. Com quanta rapidez alguns julgariam isto significar que, sem dúvida, aquilo foi juízo sobre João Batista. Quão superficial o pensamento deles, quando percebemos que é simplesmente uma questão de os caminhos de Deus não serem os nossos caminhos. Poderíamos ter querido que João fosse elevado à posição de rei, ou que fosse aquele que se sentaria à direita de Jesus enquanto Ele estava na terra. Mas o próprio João disse: “É necessário que eu diminua, e ele cresça.”
O Irmão Branham contou como chegaria o dia em que ele também teria de atravessar a porta da morte. Ele a chamava de “um escape desta estalagem pestilenta”. Ao tempo da morte da Irmã Hope, ele lhe sussurrou: “Querida, eu provavelmente serei colocado ao teu lado.”
Aos cinquenta anos, ele começou a mencionar que havia passado da marca do meio século, e que, se ele alguma vez fosse fazer algo por Deus, teria que ser agora. Ele sabia que seus “setenta anos” alocados estavam bem avançados, e que se o Senhor não viesse em breve, ele seria levado para se encontrar com Ele na Glória, através da porta de escape da morte.
Em seu relato da visão dos sete anjos que precedeu o acontecimento real no Arizona, no qual havia ocorrido uma explosão, ele se perguntou se isto não seria Deus dizendo-lhe que seu ministério havia terminado, e que ele estava prestes a ser morto numa explosão ou outra ação violenta. Este sentimento foi expresso em vários de seus sermões na primeira parte de 1963.
Na questão da compra e mobília de sua casa no Arizona, ele me disse que não era para ele, mas era para que “Meda e as crianças tenham um belo lugar para morar”. Ele estava feliz de que eles pudessem morar no clima do deserto, tão relativamente saudável em comparação com o vale de Jeffersonville. Contou o quanto amava o oeste, e como gostaria de permanecer aqui; mas que, se o Senhor escolhesse tomá-lo, pelo menos Meda teria um belo lugar para morar. Lembro-me de comentar com ele que havia observado, numa recente visita ao cemitério onde Hope está enterrada, que não havia espaço para ele ao lado dela ali. “Irmão Branham”, eu disse, “você terá que viver até o Arrebatamento, pois aquela árvore ocupou o teu lugar.” Naquilo, ele se virou e se afastou de mim sem me dar uma resposta.
Podemos olhar para a morte como algo temível e pavoroso, mas devemos lembrar as palavras de Jesus, que disse em João 5:24: “Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna…” Somente Deus pode dizer estas palavras. Jesus disse, a respeito de Lázaro: “Ele dorme.” Os discípulos responderam que, se assim fosse, “ele vai bem”. Mas, quando Ele explicou que Lázaro estava morto, então eles temeram e tremeram, porque ainda não haviam experimentado a ressurreição. É somente na certeza da ressurreição que a morte perde o seu poder sobre nós.
Os eventos que levaram ao acidente começaram cedo na manhã de sábado, 18 de dezembro de 1965, quando o Irmão Branham deixou Tucson com sua família, rumo a Jeffersonville, para os feriados de Natal. Traçando a rota daquele dia fatídico, vemos que eles pararam no Restaurante Hank’s, em Benson, Arizona, para o café da manhã. Para a refeição do meio-dia, pararam no Dinateria, em Alamogordo, Novo México. Por volta das seis da tarde, estavam na cidade de Clovis, Novo México, parando no Restaurante Denny’s para a refeição da noite.
O Irmão Branham, a Irmã Branham, Sarah e José estavam viajando em seu station wagon, um Ford 1964. Billy Paul, a Irmã Loyce e seus dois meninos seguiam no carro de Billy. Como tantas coisas a respeito do Irmão Branham, até mesmo o carro em que ele estava viajando tem sido erroneamente relatado. Por esta razão, desejo esclarecer os fatos. O carro era um Ford 1964, com cerca de oitenta e nove mil quilômetros rodados, que ele estava para me vender em Jeffersonville, e receber a entrega de um novo 1966. Eu deveria voar a Jeffersonville para trazer o station wagon de volta.
Em Clovis, a família dele relata, duas coisas incomuns aconteceram. Primeiro, ele disse que não ia comer — que não estava com vontade —, mas mais tarde juntou-se ao grupo de ambos os carros no restaurante e tomou uma refeição leve. A próxima coisa foi que, quando saíram do restaurante, ele pediu a José que viajasse com Billy Paul e sua família no carro atrás. Ele raramente fazia isso, percebendo que um rapazinho como José poderia ser difícil em um carro já cheio de pertences e pessoas.
O Irmão Branham gostava de dirigir. Ele e Billy viajaram de carro por milhares de quilômetros, de uma reunião à seguinte. Os dois demonstravam uma capacidade extraordinária de viajar pelas estradas, frequentemente sem mapas rodoviários. Memorizavam rapidamente as complexidades das manobras por intercâmbios difíceis de rodovias. Conheciam suas rotas bem, sabiam onde seriam suas paradas para refeições, e até mesmo os nomes dos restaurantes muito adiante na estrada. Eu havia observado esta habilidade e atenção em uma viagem que fiz com eles à Colúmbia Britânica em 1964. Esta característica é importante, creio, porque tem relação com o acidente.
Logo depois de Texaco, Texas, na borda da cidade, há uma curva incomum que deve ser feita entre ilhas no centro da rua, a fim de fazer uma conversão à esquerda em direção à rodovia para Amarillo. Billy Paul, agora liderando o caminho em seu carro, fez esta curva um tanto complicada, mas o Irmão Branham perdeu a curva. Billy parou à beira da estrada, esperando que seu pai fizesse meia-volta mais à frente, voltasse na faixa correta, e fizesse a curva a partir da direção oposta. A Irmã Branham se lembra de que o Irmão Branham prosseguiu para fora da cidade, cruzou um trilho de ferrovia, fez uma conversão em “U”, e voltou ao cruzamento. Billy me disse que tomou três a cinco minutos para seu pai voltar e alcançá-lo.
Cinco quilômetros a leste de Friona, Texas, Billy Paul ultrapassou um carro (determinado mais tarde como contendo uma família chamada Busby). Quando o ultrapassou, notou um farol único se aproximando, como de uma motocicleta. À medida que a luz se aproximava, percebeu que pertencia a um carro com o farol esquerdo apagado e o farol direito vindo bem pelo centro da estrada. Isto colocava o automóvel mais da metade dentro da faixa de Billy, fazendo com que ele desviasse para o acostamento para evitar a colisão. Quando voltou à faixa, abalado por esta experiência, observou no espelho retrovisor para ver se o carro que ele havia acabado de ultrapassar também evitaria este veículo desviante. De repente, houve o som sinistro de uma batida! Aquele carro, um Chevrolet 1959, dirigido por um rapaz de dezessete anos, cuja vida era uma história de crime e punição desde os onze anos, havia se chocado de frente com o veículo seguinte!
O garoto havia sido liberado do Reformatório de Gainesville apenas trinta dias antes do acidente. Foi liberado sob a custódia de seu tio, um trabalhador agrícola muito pobre, com cerca de nove outras crianças. O rapaz mal havia conhecido seus próprios pais. Durante os trinta dias anteriores, havia trabalhado e conseguido dar uma entrada de $100 neste carro, apenas três dias antes. É desnecessário dizer que o carro que ele comprou estava em más condições; e, na hora do acidente, o jovem motorista e seus companheiros estavam sob a influência de álcool. O homem de quem o rapaz havia comprado o carro havia se certificado de que tinha seguro contra colisão, para proteger seu investimento; mas fora isso, o motorista não tinha seguro de responsabilidade civil.
O primeiro pensamento do Irmão Billy Paul depois do acidente foi que o carro que ele havia acabado de ultrapassar era o envolvido. Pensando que seu pai estaria seguindo esse carro, e pararia para prestar assistência, Billy imediatamente fez meia-volta na estrada e voltou à cena do acidente. Somente quando seus faróis iluminaram os destroços é que a terrível verdade o atingiu — que seu pai também havia ultrapassado o carro, como ele havia feito, e que era o seu pai que estava envolvido no acidente.
Billy parou o carro à beira da estrada, trancou as portas ao sair, e disse às crianças para permanecerem no carro. Ele e Loyce correram atravessando a rodovia para examinar a cena medonha. Seu pai havia atravessado o para-brisa, e jazia sobre o capô. Seu cotovelo esquerdo estava preso na porta, sua perna esquerda impossivelmente enrolada em torno da coluna do volante. Sarah estava no chão atrás, e a Irmã Meda estava debaixo do painel, do lado direito. Billy falou com o pai: “Pai!”, disse ele, “fala a palavra!”
O Irmão Branham respondeu, ou “eu não posso”, ou “eu não vou”, e virou a cabeça para longe de Billy.
Loyce gritou: “Meda está morta! Meda está morta!”
Billy correu para aquele lado do carro, encontrou o braço da Irmã Meda, e buscou seu pulso. Não encontrou pulso. Retornando ao pai, falou com o Irmão Branham, e aparentemente não teve resposta dele.
Outro grito rompeu a noite e penetrou até a consciência do Irmão Branham — a agonia e horror contidos de José diante da cena à sua frente, a percepção de que seus pais deviam estar terrivelmente feridos, ou mortos. A isto, o Irmão Branham se despertou, sacudiu a cabeça, e disse: “O que foi isto?”
Billy disse ao pai que sua mãe estava morta. Ele respondeu simplesmente: “Onde está ela?”
“Ela está no assoalho”, Billy lhe disse.
“Coloca a mão dela na minha”, foram as instruções dele, enquanto o Irmão Branham passava a mão através do carro até onde Billy pudesse unir as mãos deles. Sua oração foi: “Oh, Deus. Não deixe que a mamãe morra; antes, deixa-a conosco.”
A Irmã Meda e Sarah foram removidas e enviadas ao hospital em Friona, Texas. A vida turbulenta do jovem motorista havia terminado no impacto. Seu passageiro do lado direito também estava morto, e dois meninos atrás mal estavam vivos. Com os vivos e os que mal estavam vivos a caminho do hospital, começou a exaustiva tarefa de remover o Irmão Branham dos destroços. Haveria de prosseguir por quarenta e cinco minutos agonizantes.
Ele estava tão mal preso nos destroços, que medidas drásticas foram necessárias para libertá-lo. Enquanto dois caminhões literalmente separavam o carro, o Irmão Billy Paul arriscou sua própria vida para rastejar para dentro dos destroços e libertar seu pai. Uma falha ali teria significado que o carro se fecharia de volta, e poderia facilmente ter matado Billy. Contra o conselho dos patrulheiros da rodovia e da equipe do guincho, Billy entrou nos destroços, e efetivamente desenrolou a perna do pai de ao redor da coluna do volante, empurrou a porta para fora com os pés, e tirou seu pai consigo. Terrivelmente ferido, seu pai foi colocado na ambulância, acompanhado por seu filho fiel. As palavras do Irmão Branham a Billy, embora incongruentes, foram firmes: “Billy, estou com minha peruca?”
Billy respondeu que sim, e as próximas palavras do seu pai foram: “Tira-a.” Billy puxou para removê-la, mas, com medo de machucar ainda mais o pai, disse que não podia fazê-lo. Desta vez, o pedido foi uma ordem: “Tira-a!” Billy agarrou a peruca e a arrancou.
Pouco depois de chegarem ao hospital, a incrível notícia saiu: o Irmão Branham e sua família haviam se envolvido em um sério acidente automobilístico. A filha do Irmão Branham, Becky, e seu noivo, George Smith, eram convidados em nossa casa em Tucson naquela noite fatídica. Eles haviam acabado de sair pela porta quando a notícia chegou por telefone. Dentro de uma hora, após eu ter falado com Billy no hospital e não ter conseguido determinar quão sério era o estado do Irmão Branham, eu estava a bordo de um jato para Phoenix — a primeira etapa na jornada à cabeceira do nosso amado profeta. Eu estava sem reservas, e não tinha ideia de como completaria a viagem. Em Albuquerque, soube, por contato telefônico com Billy, que o Irmão Branham havia sido levado a Amarillo, Texas. Billy pediu-me que fosse buscar a família dele em Clovis e os levasse a Amarillo. Visto que nenhum voo comercial estava disponível, aluguei um avião privado.
Foi este ato de alugar o avião privado que me trouxe uma experiência que nunca esquecerei. Foi ao nascer do sol na manhã de 19 de dezembro, voando a uma altitude de dois mil e novecentos metros, que observei um “sinal nos céus” que a Palavra diz que podemos esperar nos tempos próximos do fim. A lua estava quase completamente escurecida, como que vestida em luto, exceto por um pouco de luz, em forma de lágrima, bem na parte de baixo. A cor era vermelho-sangue. Voltei-me para o piloto, um Mórmon, e perguntei se ele via o que eu via. A resposta dele foi impressionante: “Isto é um sinal da vinda do Senhor.” Mais tarde, em Clovis, ele recusou meu convite para seguir para Amarillo, dizendo que a experiência havia agitado tanto o seu coração, que ele sentia que devia retornar para colocar sua própria casa em ordem…
O único sinal de vida que encontrei no solitário aeroporto àquela hora da manhã foi uma pequena luz à beira do campo, que acabou sendo uma luz de campainha num trailer. Acordei o ocupante, que ficou um tanto assustado por ser visitado àquela hora da manhã, e perguntei como eu poderia prosseguir dali. O Senhor havia providenciado um caminho, como logo aprendi, na forma de um carro da National Car Rental, que havia sido deixado ali para o pessoal da National Car Rental recolher mais tarde naquele dia. As chaves estavam no carro. Temporariamente, tornei-me um ladrão de carros, pois peguei o carro, busquei Loyce e as crianças, e dirigi até Amarillo. (Entreguei o carro à agência da National Car Rental em Amarillo, que ficaram felizes em fazer a taxa e ter o carro entregue a eles.)
Cheguei à sala de espera do hospital cerca de 8 horas da manhã — apenas treze horas depois de o acidente ter ocorrido. Billy havia ficado acordado a noite toda. (A certa altura, a pressão sanguínea do Irmão Branham havia caído a zero; e os registros médicos declaravam que haviam colocado-o de cabeça para baixo a fim de lhe dar uma transfusão de sangue.) Se o Irmão Billy Paul viver até os sessenta anos, tenho certeza de que ele estará parecido como estava aquela manhã. Estava tão cansado, tão completamente exausto, que ele nunca foi capaz de se lembrar de eu entrando na sala, tirando dele o telefone, em que ele havia estado conversando interurbano, e conduzindo-o a um sofá, onde ele imediatamente adormeceu profundamente.
Uma enfermeira chegou à porta, informou-me que o Irmão Branham havia saído da cirurgia, e perguntou se eu gostaria de vê-lo. Ela achou melhor deixar Billy dormir naquele momento, e me levou até a unidade de Terapia Intensiva. Sarah, menos criticamente ferida, havia sido removida a outra parte do hospital. Primeiro, foi-me permitido ver a Irmã Branham. Ela parecia inconsciente, com o rosto inchado além do reconhecimento. Ao lhe falar, ela pareceu me reconhecer de um estado de semi-consciência.
Contei os pacientes na enfermaria. Havia onze outras pessoas na unidade de Terapia Intensiva além do Irmão Branham. Guardei este fato em minha memória, inteiramente inconsciente, naquele momento, do significado deste conhecimento. Caminhei até o leito do Irmão Branham.
Seu braço e perna esquerdos estavam tracionados. Não havia tido resposta dele desde que havia sido tirado da sala de operação. Falei com ele — não respondeu.
Pareceu-me que, se ao menos ele apenas falasse a palavra… Eu lhe disse assim. Ainda assim, sem resposta.
Chorei.
Através da onda cinzenta de angústia que me varreu, do amargo alívio das lágrimas, peguei-me cantando Sobre As Asas De Uma Pomba Branca Como a Neve.
De alguma forma, as notas desta melodia — tão favorita dele — penetraram a uma consciência que havia suportado tanto nas últimas horas. Ele virou a cabeça, abriu os olhos, e sorriu para mim.
Haviam-lhe feito uma traqueostomia para permitir-lhe respirar, e o tubo saía da sua garganta, impedindo-o de falar. Eu lhe falei do sinal que havia visto na lua. A notícia teve um efeito violento, pois ele tentou se sentar na cama e me gritou algo, mas as palavras, privadas da câmara sonora da laringe, se perderam no tubo da traqueostomia. Eu não sei o que era o que ele tentou dizer, nem por que este relato do que eu havia visto produziu tão notável resposta. Sugiro que ouçam a Pergunta nº 24 da fita intitulada Perguntas sobre os Selos. Ali o Irmão Branham falou do sinal que João Batista haveria de ver. Sob a unção, ele menciona algo sobre a lua transformando-se em sangue. João não teve um sinal da lua se transformando em sangue.
Acabados os cinco minutos de visita, deixei a enfermaria para ligar a outros que eu sabia que estariam ansiosamente esperando notícias da condição do profeta. Outros começaram a chegar. Estabelecemos uma vigília todo o domingo… a segunda-feira passou… a vigília prosseguiu. Na terça-feira, os médicos nos informaram que a pupila do olho esquerdo do Irmão Branham estava se dilatando, que este era um sinal de concussão cerebral, e que uma operação seria necessária para aliviar a pressão. A decisão momentosa sobre operar ou não foi deixada ao Irmão Billy Paul. Era uma decisão terrível de se fazer; mas todos sentiram que Deus o guiaria à escolha certa, para questão tão grande, concernente à própria vida de um profeta de Deus.
O Irmão Billy Paul reuniu os aproximadamente sessenta e cinco irmãos que haviam chegado de todo o Continente Norte-Americano, contou-lhes da questão diante dele, e pediu-lhes que orassem com ele. Parecia a coisa natural a fazer; começamos a cantar novamente Sobre as Asas de Uma Pomba Branca Como a Neve. Fora da janela, um dia frio e cinzento refletia o estado de ânimo desta ocasião solene. Chuva, neve e tempo congelante haviam prevalecido desde o momento em que eu havia chegado à cidade. Agora, contudo, um sinal muito encorajador nos foi dado: quando cantávamos as palavras “Um sinal do alto…”, todos testemunharam que o sol rompeu através das nuvens naquele exato momento, iluminando a sala onde estávamos reunidos. O Irmão Billy Paul tomou isto como um sinal de que Deus estava conosco e nos ajudaria a tomar a decisão. Pouco depois, ele assinou sua permissão para a operação.
Choque e consternação eram revelados nas vozes daqueles cujas ligações vinham em uma procissão sem fim, durante os dias seguintes à tragédia. Havia vozes com nomes bem conhecidos, como o Irmão Oral Roberts, o Irmão Demos Shakarian e o Irmão Tommy Osborn. O Irmão Oral falou de orar pelo Irmão Branham, o Irmão Demos comentou o quão incrível era que tal coisa acontecesse ao profeta de Deus. (Quão pouco nós, mortais, entendemos a soberania de Deus, cujos caminhos não são os nossos caminhos.) Foi o Irmão Tommy Osborn cujo profundo desespero se refletiu nas palavras que me disse: “Sendo este o profeta de Deus — se Ele o tirar de cena, então não resta nada para o mundo senão o juízo.”
Muitos rumores descontrolados — gerados por quem sabe qual razão nas mentes dos homens — circularam por toda parte: o Irmão Branham levantando-se de sua cama e deixando o hospital; o Irmão Branham orando pela Irmã Branham, que também foi instantaneamente curada. Por esta razão, e para ser de utilidade onde podia, atendia às ligações pelo Irmão Billy Paul, a pedido dele, e tentei ajudar na disseminação dos fatos à medida que se desenvolviam. De uma coisa posso dar testemunho: as onze pessoas que estavam na unidade de Terapia Intensiva foram todas retiradas da unidade sem que uma só morte ocorresse. Todos que estavam na unidade quando o Irmão Branham foi colocado ali foram, por fim, recebidos de alta do hospital, embora um homem estivesse tão criticamente enfermo, que o seu coração parou cinco vezes em uma noite. Algumas pessoas podem não ver o significado nisto, mas para mim, indicava que a unção ainda estava ali perto deste profeta de Deus, e as pessoas estavam colhendo os benefícios. Por isso, dou a Deus a glória e o louvor.
Eu assumia o turno na sala de espera, aproximadamente das 3 da tarde às 6 da manhã. Esta solitária vigília me proporcionava uma excelente oportunidade de passar alguns momentos quietos perto do profeta, orando, chorando, e buscando a Deus por uma resposta para esta tragédia. Uma caixa de doces para as enfermeiras a cada dia tornava isto possível — ao passo que, durante o dia, eu me afastava para que outros tivessem estes mesmos preciosos momentos junto ao nosso amado profeta. Eu não tinha nenhum lugar especial, privilégio especial ou palavra especial do profeta como resultado destas visitas noturnas. De fato, ele nunca me falou uma vez sequer; mas eu continuamente perguntava a Deus o que restaria para nós se este, Seu profeta, fosse removido.
Era pouco depois das 4h30 da manhã de 24 de dezembro, quando a enfermeira abriu a porta da sala de espera para me dizer que o Irmão Branham havia parado de respirar às 4h37, e que ela o havia colocado no respirador artificial. A máquina estava, então, respirando por ele; eu podia ouvir seu som no quarto ao lado. Outro passo para o pior; mas eu ainda cria que Deus deixaria ir apenas até certo ponto, antes que o Irmão Branham fosse curado. Apesar dos dias agitados atendendo ao telefone, fazendo arranjos para um telefone especial, para permissão especial para aqueles que queriam orar pelo Irmão Branham — frequentemente nas primeiras horas da madrugada, quando eles chegavam à cidade —, ainda assim a minha fé se mantinha. Se você me tivesse dito que ele não seria curado, eu teria lhe dito que você simplesmente não sabia do que estava falando.
A hora era 17h49 de sexta-feira, 24 de dezembro. Novamente, eu estava sozinho na sala de espera. Olhei para cima quando a enfermeira abriu a porta. O rosto dela traía a notícia dolorosa que ela trazia, ao me perguntar se eu poderia buscar “o Sr. Branham”.
“Está… terminado?”, perguntei.
Ela balançou a cabeça (sem confiar em sua voz): “Sim.”
Eu estava calmo, extraordinariamente calmo, como se fortalecido por uma força fora de mim mesmo, enquanto caminhava pelo corredor e descia no elevador até o restaurante, onde eu sabia que o Irmão Billy Paul estava jantando. Na estranha maneira em que fatos insignificantes se impregnam na memória de alguém em momentos de tristeza ou grande estresse, lembro-me que Billy estava ali, comendo um pedaço de bolo de chocolate.
“Irmão Billy”, eu disse, “a enfermeira me diz que o Dr. Hines quer vê-lo.”
O Dr. Hines era o ortopedista do Irmão Branham. Ele havia feito um pequeno desenho dos ossos do cotovelo e do fêmur do Irmão Branham para nos mostrar, a vários de nós, a condição terrivelmente torturada destes ossos quando o Irmão Branham foi internado. Eu ainda tenho este pequeno desenho. “Além da possibilidade de reparo” foram suas palavras para descrever o dano causado. Poucos dias depois, contudo, ele fez outros desenhos para nos mostrar a maneira milagrosa como estes mesmos ossos haviam se ajustado novamente uns aos outros. Ele não disse que o Irmão Branham estava bem, mas estava espantado, e disse que sua estrutura óssea estava “dez mil vezes melhor agora do que quando ele foi primeiramente admitido no hospital”. Isto explica o rumor ouvido por muitos, de que o profeta havia sido curado de todos os seus ossos quebrados. Algo sobrenatural havia ocorrido, que mesmo este especialista em estrutura óssea não podia compreender.
Billy me pediu que fosse com ele ver o Dr. Hines. Enquanto entrávamos na sala de consulta, podíamos olhar para dentro da unidade de Terapia Intensiva, onde a enfermeira havia fechado as cortinas ao redor da cama do Irmão Branham. Vendo isso, Billy Paul olhou para mim e disse: “Pearry, está tudo acabado.” Virei a cabeça para esconder as lágrimas; e exatamente então, o Dr. Hines entrou.
“Sr. Branham”, disse o Dr. Hines, “lamento informá-lo de que o seu pai faleceu às 16h49.” Billy inclinou a cabeça, soluçando baixinho. Voltando-se para mim, disse, de modo comovente: “Pearry, leve o papai para casa.”
Capítulo 17 — Últimos Momentos
“…Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.” — João 11:25
Ao ver o corpo do nosso Irmão William Branham naquele quarto de hospital, não pude deixar de me lembrar do espírito poderoso e dinâmico que havia clamado contra os espíritos de Jezabel e denominacionais da terra. Este já não era o profeta de Deus — este pobre corpo que havia sido tão dilacerado e torturado, que agora faltava até mesmo o cabelo da cabeça, removido durante a operação.
Durante o período em que ele esteve confinado ao hospital, eu havia achado inacreditável que ele não se recuperaria; mesmo quando soube que estava morto, não parecia conseguir compreender o fato. Portanto, eu ainda esperava que ele saísse caminhando daquele hospital. A pedido de Billy Paul, eu havia selecionado uma funerária, mas, por causa desta forte crença de que o profeta ainda viveria, eu havia instruído que não removessem o corpo, a menos que eu estivesse presente. Eu ia me certificar de que nada aconteceria de que eu não estivesse ciente.
Na sala de espera, o Irmão Billy Paul me pediu que eu desse a notícia aos outros. Enquanto o fazia, Billy ficou em pé, olhando pensativamente pela janela. Então ele nos chamou para ver a cena incomum: o sol se pondo, a lua e a estrela vespertina, todos juntos em um só lugar. Estes três corpos celestes estavam tão próximos entre si no céu ocidental, que consegui cobrir todos com o polegar estendido à minha frente. A estrela, a lua e o sol tinham quase o mesmo brilho. Nunca havia visto a estrela tão brilhante. Era como se raios de luz emanassem dela. Ele nasceu sob um sinal; e sou testemunha, junto com Billy Paul e muitos outros, de que houve um sinal nos céus acima quando este profeta de Deus partiu desta vida.
Ficamos ali de pé, um pequeno grupo solene, cantando Somente Creia. Billy disse que seu pai assim o desejaria. Enquanto as palavras caíam suavemente na sala — “somente creia, todas as coisas são possíveis” —, cada um tinha seus pensamentos separados; e, contudo, juntos, sentíamos muito como os seguidores de Cristo devem ter sentido, em pé ao pé da cruz. Eles tinham visões de glória terrena que sentiam que ainda cercariam o seu Mestre em Seu Reino na terra. Não havia uma sombra de dúvida em suas mentes, senão que este era o seu Messias; e estavam perplexos com a morte na cruz se aproximando, e depois se tornando uma realidade. Da mesma forma, nós que estávamos ali naquele dia também não tínhamos uma sombra de dúvida, senão que este era o profeta de Deus, falado em Malaquias 4, que havia de vir, para que Deus não tivesse de “ferir a terra com maldição”. Contudo, nós também estávamos perplexos com a morte deste homem de Deus.
Os irmãos pediram permissão para ver o corpo do profeta. Havia sessenta deles, mas as regras do hospital eram estritas, e apenas sete seriam permitidos entrar. A pedido do Irmão Billy de que eu escolhesse sete dos sessenta, virei as costas e chamei sete nomes de memória. Eram o Irmão Blair, o Irmão Evans, e cinco outros. Quando os sete se aproximaram do leito do profeta, um deles, o Irmão Earl Martin, falou da Escritura onde Elias havia partido, e dos carros de fogo que o levaram embora. Foi uma cena comovente, quando eles apertaram as mãos, ficaram em pé ao redor da cama, e cantaram uma vez mais Somente Creia.
O diretor da funerária chegou; o corpo foi coberto com veludo vermelho e colocado numa maca; depois, foi levado ao elevador e à ambulância. Em cada etapa desta curta jornada, encontrei-me tão próximo da cabeça do profeta quanto podia, esperando que a qualquer momento ele me sussurrasse: “Irmão Green, tire-me daqui!”
O Irmão Billy Paul havia prometido que a decisão sobre onde seu pai seria enterrado — em Tucson ou em Jeffersonville — caberia à mãe dele. Ele foi fiel a essa promessa. Portanto, a decisão aguardou a suficiente recuperação da Irmã Branham de sua concussão cerebral. Quando veio, sua decisão foi de que o corpo fosse levado a Jeffersonville para o sepultamento.
A princípio, fiquei chocado e indeciso quando informado de que o corpo teria de ser embalsamado para o envio através do país; mas então me lembrei das Escrituras onde Lázaro estava envolto em roupas funerárias, e de como Jesus havia sido embalsamado. Segundo a Palavra de Deus, isto não os havia impedido. Resolutamente, voltei-me ao diretor da funerária e assinei os papéis necessários para que o embalsamento fosse realizado.
Uma sequela da maravilhosa recomposição dos ossos do profeta veio quando o diretor da funerária nos informou da excelente condição do sistema circulatório do corpo. Contou-me como, em consequência disto, o fluido estava alcançando cada porção de seu corpo. “Ele será o homem mais perfeitamente preservado em quem jamais trabalhamos” — foram as suas palavras.
O Irmão Billy Paul havia me convocado ao quarto do motel; mas, antes de ir, tomei novamente a precaução de proteger o corpo do profeta. Pedi ao diretor da funerária que o colocasse em um quarto separado, e trancasse a porta pelo período em que eu estaria ausente. Sinceramente, eu não esperava que o Irmão Branham estivesse ali quando eu voltasse.
Dei ao Irmão Billy Paul e à Irmã Loyce, a cada um, um comprimido para dormir; e, após me certificar de que estavam dormindo, deixei-os com o Irmão Borders, que também dormia no sofá, e comecei a transmitir a notícia, por telefone, da morte do Irmão Branham. Enquanto eu informava ao Irmão Neville, em Jeffersonville, o Irmão Willard Collins e sua família chegaram, tendo dirigido desde Tucson naquela noite. Estavam imensamente abalados, é claro, mas foram um grande conforto para mim, quando o Irmão Collins disse: “Irmão Green, quero que saiba o quanto aprecio você pelo que fez pelo Irmão Branham.” Prosseguiu, dizendo: “O Irmão Branham me pediu que começasse uma igreja em Tucson; eu falhei com ele, mas você não falhou. Tinha de haver uma em Tucson, para que o Irmão Branham tivesse um lugar onde sua família adorasse, e para que pudesse servir a Ceia do Senhor.”
Chegou a hora em que eu teria de partir com o corpo do profeta para voar a Jeffersonville. Sentia-me inquieto por ir sozinho, e o Irmão Collins concordou em ir ao aeroporto comigo. Quando chegamos à funerária, o corpo havia sido colocado num pequeno caixão cinzento; a tampa havia sido fechada, e o embalamento estava em andamento. Senti que era importante que houvesse uma testemunha de que o corpo do profeta ainda estava naquele caixão; portanto, pedi que fosse aberto para que o Irmão Collins o visse. Isto foi feito. A cena está indelevelmente impressa em minha mente: o corpo do Irmão Branham vestido em uma túnica branca, seu rosto reluzente de óleo, um brilho tão grande saindo de seu rosto, que parecia iluminar a sala. Eu só conseguia pensar na própria descrição do Irmão Branham daqueles “além da cortina do tempo”.
O corpo dele foi embarcado no voo da TWA por último, depois do embarque final de passageiros e carga. Consegui um assento o mais próximo possível da área em que o corpo do profeta repousava no compartimento de bagagem. Quantas vezes eu havia orado antes, ao entrar num avião, que o Senhor me desse uma viagem segura, me levasse e me usasse, e me trouxesse de volta seguro à minha família. Esta vez foi diferente; eu disse: “Senhor, se quiseres levar o Teu profeta numa bola de fogo, assim como fizeste com Elias, seria um prazer meu ir com ele.”
Desembarcamos em St. Louis — o corpo do profeta e eu — para um período de conexão, até que o tipo apropriado de aeronave estivesse disponível para continuar a jornada. Nunca deixei o lado do caixão, mesmo enquanto era empurrado através do vasto aeroporto até um galpão. Foi neste galpão que eu haveria de manter vigília por seis horas, com o ouvido pressionado contra o caixão. A cada momento, eu esperava ouvir aquele profeta dizer: “Irmão Green, tira-me daqui.” Estava frio e solitário naquele galpão. Pensamentos atravessavam minha mente — perguntas, mais perguntas… e agora?
Novamente a fiel Palavra veio ao meu socorro: “Ainda que algum ressuscitasse dentre os mortos, não creriam.” Afinal, o que eu faria se ele falasse comigo? Alguém acreditaria em mim se ele se levantasse? O Irmão Billy Paul acreditaria em mim? O Irmão Borders? Ou todos me culpariam se o corpo aparecesse desaparecido? Naquela hora, senti-me inclinado a perguntar ao Senhor se eu estava sendo mostrado de que ele viria adiante com todos os mortos em Cristo. Então eu disse: “Senhor, não o deixes ressuscitar aqui comigo apenas. Espera até que haja testemunhas.” Eu temia que os homens não cressem em mim. E, segundo a Palavra, eles não creriam — a menos que já estivessem predestinados a crer.
Em Jeffersonville, fomos recebidos por um grupo de enlutados; entre eles, o Sr. Coot, amigo pessoal íntimo do Irmão Branham, que era o diretor da funerária escolhido por Billy Paul, e também o legista. Também presente estava aquele cuja voz ressoa nas gravações em fita das reuniões pelo país, pontuando as palavras do profeta com um alto e vibrante “Amém”. Sua devoção e amor por este homem de Deus eram sem paralelo entre os seguidores e crentes de sua mensagem. Em uma ocasião, em uma reunião em Shreveport, este havia gritado: “Amamos você, profeta!” E o Irmão Branham, olhando para baixo, havia dito: “Irmão Ben, eu também te amo.” Assim foi que o devoto Irmão Ben Bryant havia pegado um avião em Amarillo apenas para estar ali quando o profeta fosse trazido de volta à sua cidade natal. Tão respeitoso era o Irmão Ben em relação ao corpo de seu profeta, que, quando estava prestes a ajudar com o caixão, tirou o chapéu; e, não vendo lugar para colocá-lo, simplesmente o lançou ao chão atrás dele. Eu vi isto; estava entre as muitas coisas gravadas em minha memória daquele dia. Agora, enquanto me recordo, lembro-me de como o Irmão Branham havia dito a respeito do Irmão Ben: “Aqui se senta meu irmão, cheio de estilhaços da Segunda Guerra Mundial, esfregando aqueles nervos em carne viva. Eu o amo. Porque ele foi… eu não tive de ir.” Havia profunda emoção na voz do profeta ao dizer isto. A Escritura diz: “Se recebeis um profeta em nome de um profeta, recebereis o galardão de um profeta.”
Na funerária, precisei de garantia mais uma vez de que o caixão continha o corpo do Irmão Branham, então pedi ao Sr. Coot que o abrisse para mim. Quando a tampa foi recolocada para trás, aquela mesma cena inesquecível estava novamente diante de mim: o Irmão Branham em uma túnica branca, seu rosto luminoso, jazendo em um humilde pequeno caixão. Este pequeno caixão, usado para transportar o corpo do profeta, foi posto de lado depois, em favor de um que havia sido selecionado pelos irmãos e irmãs de sangue do Irmão Branham. Eventualmente, o caixão foi usado, o Sr. Coot me contou, para enterrar um indigente. Creio que aquele indigente está enterrado em um caixão ungido.
Cansado e angustiado, acomodei-me em meu quarto de motel naquela noite; mas não conseguia dormir. Lembrei-me de que o Irmão Lee Vayle estava na cidade; talvez ele tivesse uma resposta. O Irmão Branham havia falado muito bem do Irmão Vayle, e havia até dito que, se você quisesse saber no que ele cria, bastava perguntar ao Irmão Vayle. Ele se mantém como um farol à mensagem do Irmão Branham, lançando luz a partir das Escrituras. Era meia-noite quando cheguei ao quarto do Irmão Vayle e o tirei da cama. Implorei-lhe que me ajudasse a entender.
“Eu sou apenas como você”, ele respondeu; “eu também não entendo.” Ele passou pelas visões, incluindo a visão da tenda. “A menos que Deus tenha abreviado a obra, ele tem de se levantar.”
De volta ao motel, deitei quieto, pensando: “Senhor, se já tiraste o Teu profeta de cena, e ele já falou todos os mistérios, e a próxima coisa a acontecer é a ressurreição daqueles que dormem em Cristo — então eu quero Te agradecer pelos privilégios que me deste.” Meus pensamentos derivaram de volta à primeira vez em que o Irmão Branham havia visitado o Tabernáculo em Tucson. Foi num domingo, 21 de novembro de 1965. No sábado anterior, ele havia pedido cerca de cinco minutos de tempo para que pudesse dizer ao povo o quão grato estava de que agora havia uma igreja em Tucson. Eu nunca esquecerei o que ele disse naquele domingo: “Agradeço a Deus que o Irmão Green seguiu a liderança do Espírito Santo.” Pensei: “Oh, Deus! Era isso o que eu estava fazendo?” Eu era tão ignorante da liderança do Espírito Santo em minha própria vida, que nem sequer sabia que era aquilo que era; mas, certamente, não há melhor liderança. O calor da bênção se difundiu sobre mim, com a compreensão de que eu havia feito o que ele havia me pedido para fazer. Quando ele me havia pedido que iniciasse um lugar de adoração, ele me havia dito que não podia fazê-lo ele mesmo, porque havia prometido aos ministros do evangelho pleno de Tucson que não iniciaria uma igreja. Contudo, havia pedido a outros irmãos além de mim que fornecessem um lugar de adoração. Cada vez que encontravam um prédio, voltavam a perguntar-lhe se aquele era o lugar certo. Para seu desânimo, ele havia acolhido cada proposta de uma maneira fria, como se não estivesse agradado com ela. Não podiam ver que isto era porque ele era tão ético em manter sua palavra com os ministros desta cidade. Por outro lado, ele não parava de me perguntar quando eu subiria e iniciaria uma igreja, quando viria pregar mais alguma coisa. “Se você não tivesse a boa igreja no Texas, você viria e iniciaria uma para nós”, ele me disse.
Assim foi que, com emoção, lembrei-me daquele dia, 21 de novembro, em que ele pela primeira vez se levantou no púlpito do Tabernáculo de Tucson e disse: “Quero que saibam que esta é a minha igreja.” Ele disse: “Se houver só dois de vocês aqui quando o Senhor vier, sejam vocês um deles.” Naquela ocasião, eu me senti esperançoso de que as palavras dele nos atrairiam todos juntos para adorar aqui em amor e em paz, em unidade e cooperação.
Naquela noite solitária de Natal, enquanto eu jazia desperto em minha cama, minha mente revisando os eventos dos últimos meses, certas coisas pareciam tomar forma e se destacar acima das outras. Primeiro, eu estava tão grato por ter, sem saber, seguido a vontade de Deus, como testemunhado por Seu profeta, ao estabelecer a igreja em Tucson. Minha mente tocou na memória dele em pé do outro lado da rua, diante do prédio que haveria de se tornar o tabernáculo, observando uma parada que passava. Foi então que as bandas pararam de tocar e começaram Avante, Soldados Cristãos, bem quando chegavam à frente do prédio. Eu me lembrei daquele domingo, 21 de novembro, quando ele terminou com suas palavras de bondade a respeito do que eu havia feito, e eu lhe pedi que me ordenasse. Enquanto eu me ajoelhava diante dele, suas palavras de oração — que podem ser ouvidas em fita — revelaram que Deus lhe havia mostrado o prédio do tabernáculo antes mesmo de eu o ter alugado. Fiel à sua palavra, ele não queria me contar; permitiu que Deus me conduzisse até aqui. Agora, em minha cama, o segundo pensamento notável me atingiu: eu fui o último ministro que ele ordenou.
Ainda ponderando naquela noite, minha mente voou de volta aos serviços do Dia de Ação de Graças em Shreveport, em novembro — à memória comovente do sermão Sobre As Asas de Uma Pomba Branca Como a Neve. A voz dele ressoou novamente em meus ouvidos enquanto eu relembrava a mensagem da pomba conduzindo a águia. O sinal do alto. Foi na fila de oração naquela noite que a minha irmã caçula, Barbara, veio diante dele. Ela era a quinta pessoa na fila. O profeta, com as costas viradas para as primeiras cinco pessoas, estava tratando de cada caso conforme o Senhor lhe mostrava — uma poderosa manifestação daquele último atributo que há de preceder a vinda do Senhor. Quando Barbara, sofrendo de enxaquecas, se aproximou dele, ele disse: “Aqui está uma jovem que não conheço.” (Eu estava lá no escritório da igreja na hora, cuidando da conexão telefônica com vinte e oito igrejas ligadas ao longo da nação.) “Esperem um minuto”, ele prosseguiu, “eu disse que não a conheço, mas conheço alguém que ela conhece. O Irmão Pearry Green está em pé bem diante de mim numa visão. Esta é a irmã dele.” Desde 1950 eu havia atendido às reuniões do Irmão Branham, sempre em algum lugar nos bastidores, pedindo ao Senhor privadamente em meu coração que deixasse o profeta ver uma visão de mim em público. O terceiro pensamento momentoso me veio naquela solene Véspera de Natal: Aquela foi a última visão que o Irmão Branham teve em público.
E adiante, adiante, meus pensamentos corriam naquela noite, levando-me de volta a todas as reuniões a que havia assistido depois daquelas em Shreveport. Estas últimas, grandes mensagens, entregues uma única vez, haviam sido pregadas em uma última rodada de despedida do oeste, encerrando a mensagem à Noiva. Yuma, Arizona, ouviu do mistério do arrebatamento da Noiva no sermão O Arrebatamento. Em sequência rápida, depois disso, vieram as mensagens proféticas Coisas Que Hão de Ser, Eventos Modernos Esclarecidos pela Profecia e Liderança — nesta ordem, nas cidades californianas de Rialto, San Bernardino e West Covina, nas datas de 5, 6 e 7 de dezembro.
Em seu retorno de Covina a Tucson, ele comentou a amigos íntimos no carro com ele: “Bem, um destes dias eu posso não estar por perto. Quando ouvirem disso, comam seus bifes malpassados e pensem em mim.” A base para esta declaração residia em algo que o seu irmão Howard havia lhe dito quando viajavam juntos. “Bill”, ele disse, “depois que eu for, coma um bife malpassado e pense em mim.” Com nostalgia, lembrei-me das vezes em que o Irmão Branham me diria quando estávamos na estrada juntos: “Vamos parar e comer um bife malpassado — e pensar no Howard.” Nunca mais desfruto de um bife malpassado sem pensar no Irmão Branham — o quanto ele amava gado, carne, o oeste; como ele carregava o anseio de um homem do deserto por estas coisas em seu coração. Foi enquanto viajava com seus amigos naquele dia vindo de Covina que ele repetiu a declaração que havia me feito em agosto daquele ano: “Há muitas pessoas que estão à espera de uma tenda, mas me pergunto se estão à espera do Arrebatamento, ou se estão à espera de uma tenda.”
No domingo, 12 de dezembro, o Irmão Branham não havia atendido ao culto matutino no tabernáculo, porque tinha algumas entrevistas. Uma destas foi com o Irmão Vayle, que havia acabado de terminar a edição do livro Uma Exposição das Sete Eras da Igreja. Ele estava extremamente feliz de que aquilo estava agora disponível ao público. Em sua entrevista com o profeta naquela manhã, o Irmão Vayle havia dito: “Irmão Branham, há aqueles que dizem que você é o filho do homem.”
O profeta respondeu, como tantas vezes o contou em fita: “Lee”, disse, “eu não sou o filho do homem. Eu sou um filho de homem. Filho do homem significa profeta. Profeta significa porta-voz de Deus; portanto, tenho de dizer coisas na primeira pessoa que não sou eu, mas é Ele.”
Foi naquela manhã, depois do culto, que o Irmão Branham estava almoçando na Cafeteria Furr’s, onde minha família e eu também estávamos presentes. Quando estávamos em pé no balcão para pagar nossas contas, ele me disse: “Billy me diz que vamos ter a Ceia do Senhor hoje à noite no tabernáculo.” Respondi que sim, e ele disse: “Eu estarei lá; quero ajudá-lo.”
“Irmão Branham”, ofereci, “será um prazer meu que você tome o serviço inteiro.”
“Não”, disse ele, “você é o pastor. Você vá em frente e prepare uma mensagem, mas eu servirei a Ceia do Senhor para você.” Ele perguntou sobre o vinho e o pão, e se tínhamos uma bandeja; e eu lhe disse que havia comprado uma. “Está bem”, disse ele, “mas você sabe, eu prefiro o cálice.” (Se ele não o disse, eu enfrentarei isto no Dia do Juízo.)
“Irmão Branham”, protestei, “você usou a bandeja em Jeffersonville.”
“Isso é por causa do povo”, disse ele. “Usávamos o cálice quando começamos; então todos tinham medo de pegar tuberculose ou alguma coisa uns dos outros, de modo que os deixei usar a bandeja. Está tudo bem, mas você sabe, o Senhor usou um cálice com Seus discípulos.” Bem ali decidi que usaria um cálice; mas não tinha um naquela ocasião. Se eu soubesse então o que sei agora, teria conseguido um cálice.
Lembrei-me dele entrando naquela noite, sentando-se na congregação; então se levantando para vir à plataforma. Não lhe pedi que viesse à frente — pelo que alguns me criticaram —, mas eu tinha uma razão para isso. Este era o tipo de pessoa que ele havia me ensinado a ser, para que eu pudesse inspirar confiança àqueles que viessem adorar no tabernáculo. Ele sabia que eu o acolhia, mas sabia também que eu não me aproveitava do prestígio dele. Se eu tivesse insistido em que ele viesse à plataforma toda vez que entrasse, eu não seria em nada diferente do grupo dos Homens de Negócios, que o usavam para atrair multidão. Está registrado em fita e nos Céus que eu disse que o Irmão Branham nunca ocuparia o púlpito do tabernáculo tanto quanto eu queria. Mas, ao mesmo tempo, era meu desejo profundo que ele tivesse um lugar aonde pudesse vir ao culto e não se sentisse obrigado a tomar o comando. Seria apenas um lugar para vir e adorar com o restante das pessoas, ser amigo, e se misturar e conviver com elas — o que ele fez. Agradava-lhe ter as coisas assim.
Naquela quarta-feira à noite, eu havia aberto o culto pedindo aos irmãos na congregação que testificassem, e o Irmão Branham, para surpresa de todos, foi o primeiro a se pôr de pé. “Irmão Pearry”, ele disse simplesmente, “quero aproveitar cada oportunidade que tenho para dar graças ao Senhor.” No domingo à noite, 12 de dezembro, trouxe uma mensagem intitulada Deus Nunca Se Atrasa. Ainda me emociona recordar que, quando disse em meu sermão como Simeão segurando Jesus era “um homem segurando a Deus, Emanuel, em seus braços”, houve um distinto “Amém” do profeta de Deus atrás de mim na plataforma. Este tipo de experiência é inesquecível. Quão parecido ao Irmão Ben ele era, ao respaldar um pregador desta maneira; e eu jamais poderia criticar o Irmão Ben por causa disto. É um meio natural e escriturístico de significar concordância.
Lembrei-me, ali deitado, de como eu havia ficado feliz em descobrir, por Billy Paul, um conjunto de notas que seu pai havia pretendido usar em Jeffersonville em um sermão que ele haveria de trazer em 26 de dezembro: Um Filho Nos É Dado, Um Menino Nos Nasceu. O que me encantou foi que, ali em suas notas, estavam as palavras que eu havia usado: “Um homem segurando a Emanuel, Deus, em seus braços.” Eu não sei se as notas foram feitas antes ou depois da minha mensagem, mas, de qualquer maneira, emocionou-me saber que eu havia dito aquilo. Se antes, talvez fosse por isto que ele disse “Amém” tão alto. Ou talvez ele fizesse as notas depois do meu sermão, em preparação para a mensagem que haveria de trazer em 26 de dezembro.
Lembrei-me de como ele havia feito planos para que eu viesse e montasse a conexão telefônica, para que as pessoas pudessem ouvir sua mensagem de Natal no dia seguinte ao Natal. Então, suas palavras fatídicas: “Ao mesmo tempo, você pode trazer de volta este station wagon em que eu estarei indo para lá. Acabei de pedir ao Irmão Welch Evans para olhá-lo e consertar cada arranhão nele, e o Irmão Hickerson o consertou na última vez em que estive em Jeffersonville. Irmão Green, você vai ter um carro maravilhoso.” A voz do profeta ecoou pela minha mente, descrevendo novamente o carro que o havia trazido só até o Texas, rumo a Jeffersonville.
Naquele mesmo domingo à noite, 12 de dezembro, ele trouxe seu sermão intitulado Comunhão, que mais tarde se tornou o Livro 1 do Volume 1 dos livros intitulados A Palavra Falada. Nunca havia ouvido falar de alguém que cria em “comunhão espiritual” até que o ouvisse explicar tão vividamente naquela noite que alguns, sim, criam nisto, embora também alegassem conhecê-lo como profeta de Deus. Ele não deixou dúvida de que tal doutrina era contrária à Palavra. Mostrou que era absolutamente imperativo que observássemos as três ordenanças: batismo em nome do Senhor Jesus Cristo por imersão em água, participação na Ceia do Senhor de pão sem fermento e vinho, e o lava-pés. Disse que era morte fazer errado, e era morte não fazer de maneira alguma. Sem perceber até mais tarde o que eu havia feito, eu havia escolhido naquela noite, para ajudar a servir a Ceia do Senhor, homens que criam em comunhão espiritual, e que nunca haviam tomado parte dela em suas vidas. Isto é o que se chama “colocar alguém numa saia justa”, e eu o fiz sem saber. Ouvir o profeta de Deus se levantar e pregá-lo — e depois ter o pastor desafiá-los a virem e fazê-lo — em que posição eles se encontravam. Depois disto, o Irmão Branham me serviu o pão e o vinho. Então foi sua vez; e como me lembro de que, quando ele estendeu a mão e pegou o pequeno cálice do meio da bandeja, voltou-se para a congregação e disse: “Não beberei mais do fruto da vide até que entre no Reino de Meu Pai.” Embora estivesse citando Jesus, ele estava também cumprindo o tipo de sua vida e ministério.
Ali deitado em minha cama naquela noite de Natal, a quarta percepção me atingiu: eu fui a última pessoa a receber a Ceia do Senhor das mãos do nosso irmão.
A longa noite de contemplação e busca por respostas chegou ao fim. O dia seguinte me encontrou, a pedido do Irmão Neville, endereçando-me à congregação do Tabernáculo Branham, em Jeffersonville, relatando-lhes tudo o que eu sabia dos eventos da semana passada. Coube a mim me colocar no púlpito e contar àquelas pessoas detalhes da morte deste profeta a quem haviam chamado de pastor durante trinta e dois anos.
Naquela tarde, a caminho do aeroporto para encontrar o Irmão Billy Paul, que estava chegando com a sua mãe, suas irmãs, José, o Irmão Borders e o Irmão George Smith, parei novamente na funerária. Antes de eu deixar Amarillo, o Irmão Billy havia me pedido que levasse a peruca de seu pai comigo, para que uma cobertura pudesse ser confeccionada para a cabeça do Irmão Branham, que fosse natural e obscurecesse o lugar onde a operação cerebral havia sido realizada. Isto eu havia feito. A cobertura havia sido colocada, e eu estava fazendo uma verificação de última hora do corpo antes da chegada do Irmão Billy. Enquanto o caixão era aberto para mim, impactou-me que eu não reconhecia mais o Irmão Branham. Com a peruca no lugar, ele parecia ter trinta e cinco, em vez de cinquenta e sete anos. Parecia-me exatamente como na foto de Houston, quando o halo havia aparecido. Expressei minha preocupação ao Sr. Coot de que o Irmão Branham parecia jovem demais, e que o Irmão Billy Paul não gostaria. “Sua boca está muito marcada. Ele era de compleição mais escura do que você o tem”, eu disse ao Sr. Coot. Ele disse que veria o que poderia fazer a respeito.
O Irmão Billy Paul e seu grupo chegaram. Depois de deixarmos sua mãe em segurança, aos cuidados do Dr. Sam Adair, fomos direto para a funerária. Enquanto olhávamos para o corpo juntos, ele se voltou para mim e disse incredulamente: “O que você fez com o meu pai?” Era uma pergunta genuína, de um coração cheio de angústia, expressando alarme e reprovação por algo que se imaginava eu ter feito. (Que alvoroço teria havido se eu tivesse chegado a Jeffersonville com um caixão vazio!… ainda que algum ressuscitasse dentre os mortos, não creriam.) Eu disse a Billy que, sendo o Sr. Coot testemunha, este era o corpo do seu pai, como eu o havia trazido de Amarillo.
No dia seguinte, quando a mãe da Irmã Hope, a Sra. Brumbach, viu o corpo, ela se voltou para mim e disse, através de suas lágrimas: “Irmão Green, este é o Billy… como eu o conheci… quando ele se casou com a minha filha.” Agora percebi que não estava olhando para o Irmão Branham como um homem velho, mas sim, como um jovem. Houve muitos que começaram a especular.
O serviço funeral, em 29 de dezembro, foi pregado pelos Irmãos Neville, Collins, Jackson e Ruddel. Eu conduzi o canto e proferi o obituário. Tão grande foi o número de pessoas presentes, que a igreja estava lotada às 11 horas, embora o culto não começasse senão à 1 hora. Centenas ficaram do lado de fora, no estacionamento. Tomou mais de uma hora para as pessoas passarem diante do caixão.
A Irmã Branham, ainda sofrendo de concussão cerebral, era incapaz de decidir se o seu marido seria enterrado em Jeffersonville ou em Tucson. Em pé ao lado do caixão de seu pai, o Irmão Billy Paul repetiu as palavras que eu o havia ouvido dizer em Amarillo: “O Senhor me ajudou através disto, mas nunca serei eu a entregá-lo à terra.” Gentilmente, tomei o aflito filho pelos ombros e o afastei. Ele foi recebido pelo Irmão Borders, que passou um braço ao redor dele e o conduziu para fora. Billy havia me pedido antes para certificar-me de que a peruca fosse removida antes do caixão ser trancado. Pedi ao Sr. Coot, como ato final, que removesse a peruca.
Feito isto, dobrei cuidadosamente a dobra do tecido do caixão sobre o corpo do Irmão Branham; a tampa foi fechada, e meus olhos foram os dois últimos olhos a ver os restos mortais do profeta de Deus.
O Sr. Coot trancou o caixão e o consignou a um quarto particular no andar superior de sua funerária, para aguardar a decisão da Irmã Branham. Esta, então, é a verdade do que aconteceu. Ele não foi, como se rumorou por todo o mundo, colocado em congelamento profundo, a um custo de quinze mil dólares, para aguardar a ressurreição. (Mesmo na morte, havia aqueles que desacreditariam o Irmão Branham, sua família e seus fiéis seguidores, por quaisquer meios sutis que pudessem conceber.)
Às 4 horas, do lado de fora, após o culto, muitas pessoas começaram a notar uma estranha coloração e círculos ao redor do sol. Meu pai dirigiu minha atenção para esta exibição incomum; depois foi ligar para minhas irmãs no Texas, para ver se o mesmo fenômeno estava acontecendo ali. Ligou para a Califórnia e outros lugares. Em todo lugar, a resposta era a mesma: a mesma manifestação estava sendo vista. Ele morreu sob um sinal, ele nasceu sob um sinal, e houve um sinal nos céus no tempo do seu serviço funeral.
Os meios de comunicação haviam começado seus esforços para descobrir uma história jornalística na morte do Irmão Branham. Felizmente, fui informado de que uma transmissão de TV estava prevista para as 6 horas daquela noite, para informar ao público que os seguidores do falecido William Branham, esperando que ele se levantasse dos mortos, estavam colocando o corpo em armazenamento em vez de enterrá-lo. Contatei o Irmão Billy Paul com a alarmante notícia desta transmissão iminente, e ele me pediu que a parasse, se eu pudesse. Sem conhecimento de qual estação de TV estava envolvida, comecei a ligar para cada uma, finalmente contatando o diretor de notícias certo apenas dois minutos antes de o programa ir ao ar. Rapidamente, dei-lhe os fatos verdadeiros do caso, explicando que o atraso no sepultamento era por causa da lesão da Irmã Branham. Disse-lhe que não tínhamos absolutamente nenhum conhecimento desta história do congelamento profundo. O homem foi agradecido pela ligação; ele disse: “Reverendo Green, eu lhe agradeço por me dizer. Eu teria odiado trazer esta desonra para a família.”
Como veio a acontecer, só em 11 de abril de 1966, após a recuperação da Irmã Branham, é que o profeta foi finalmente sepultado.
Começando no aniversário do Irmão Branham, 6 de abril de 1966, o Irmão Billy Paul convocou cultos especiais em Jeffersonville para tocar sete fitas que o profeta havia pregado, mas não havia permitido que fossem liberadas. Nesta reunião, os rumores começaram a circular de que o Irmão Branham viria adiante privadamente dentre os mortos. Certa noite, enquanto eu estava no escritório auxiliando o Billy Paul, o telefone tocou. Era o dia antes da Páscoa. Uma voz de homem do outro lado me questionou bruscamente.
“Quem está falando?”, ele exigiu.
“Pearry Green”, respondi.
Ele soletrou meu primeiro nome, perguntando se estava certo. Eu o corrigi, pensando com certeza que esta devia ser alguém que realmente me conhecia, mas estava brincando comigo, como se não conhecesse esta grafia incomum do meu nome. Ele me perguntou se estávamos tendo cultos especiais. Respondi que sim. Gradualmente, comecei a perceber que este não era um amigo da família. Finalmente, perguntei com quem eu estava falando.
“Este é o Sr. Brown, da United Press International (UPI), de Louisville”, respondeu; depois, abruptamente, perguntou: “Vocês, pessoal, não estão esperando William Branham se levantar na manhã de Páscoa?”
A brusquidão de sua pergunta me sacudiu um pouco, mas consegui dar uma resposta cuidadosa: “Bem, senhor, pode haver alguns que creem assim. Qual é a sua fé?”
“Batista”, veio a resposta.
“O senhor não crê na ressurreição?”, contra-ataquei. “O senhor não crê na segunda vinda do Senhor?”
“Sim, senhor”, ele admitiu.
“Bem, nós também cremos”, eu disse.
Sua próxima pergunta foi concebida para colocar palavras em minha boca: “Você acha que isso poderia acontecer pela manhã?”
“Senhor”, eu disse inocentemente, “eu não ficaria nem um pouco surpreso quando isto acontecer.”
Foi o que bastou. Ele já tinha o suficiente para distorcer minhas palavras. No dia seguinte, pela UPI, fui citado ao redor do mundo da seguinte forma: “Alguns dos seguidores do falecido William Branham creem que ele se levantará dentre os mortos na manhã de domingo de Páscoa”, diz o Reverendo Pearry Green, pastor do Tabernáculo de Tucson, de quatrocentos membros, “e, quanto a mim, eu não ficaria surpreso quando isso acontecer.”
Em Tucson, o pessoal da UPI, olhando no catálogo da cidade, encontrou Pearry Green com um endereço na Wrightstown Road e o Tabernáculo de Tucson, a Igreja das Assembleias de Deus do Centro, 560 S. Stone (porque era assim que estava listado). Assim vim a ser mencionado como ministro das Assembleias de Deus em seu artigo local. Algumas pessoas que haviam seguido a mensagem do Irmão Branham em Tucson leram o artigo e ficaram grandemente perturbadas. Suas palavras para mim no telefone foram enfáticas: eu deveria “manter a boca fechada”.
Em Jeffersonville, o efeito foi o mesmo. Líderes entre os seguidores da mensagem vieram a mim e me deram a entender que não era minha função falar com repórteres de jornais, que, se algo fosse dito, seria “anunciado oficialmente”. Desnecessário dizer que me senti péssimo, porque havia trazido um opróbrio à Irmã Branham e aos seus filhos, bem como à vida e ao ministério do Irmão Branham; é claro, eu sabia que eles não criam em tais coisas. Disse à Irmã Branham naquela tarde que preferia ser falado até o esquecimento do que haver trazido um momento de opróbrio, tristeza, ou ansiedade à sua família. Suas gentis palavras foram reasseguradoras: “Irmão Green, eu creio em você.”
No dia seguinte, é claro, os jornais acharam adequado trazer uma continuação. “Ele não ressuscita”, foi sua sequela presunçosa à sua primeira história. O mesmo repórter tentou me ligar para comentário, mas eu não estava disponível. O Irmão Harold McClintock atendeu ao telefone, e recusou-se a lhe dar qualquer informação. Ele ligou para o Irmão Billy, que o informou de que nada deste tipo havia sido ensinado. A isto, o repórter tentou causar uma controvérsia entre o Irmão Billy Paul e eu, a fim de criar mais notícias, mas a tentativa barata falhou.
O artigo havia sido cruel e cheio de mentiras fabricadas. Havia sido dito até que eu havia conduzido setecentas pessoas ao cemitério para ressuscitar William Branham dentre os mortos. Eu tinha amigos ao redor do mundo que, depois de ler o artigo, balançavam a cabeça e diziam: “Pearry Green enlouqueceu!”
A verdade é que eu nem sabia que o Irmão Branham seria enterrado na segunda-feira, quando deixei Tucson rumo a Jeffersonville, na terça-feira anterior. Ninguém mais sabia, até que a Irmã Branham tomou a decisão quando chegou.
As mesmas pessoas que haviam vindo a mim em Jeffersonville e me dito para “manter a boca fechada” não se saíram muito melhor do que eu em suas entrevistas com a imprensa. Foi-lhes perguntado o que pensavam sobre William Branham. Suas respostas, embora verdadeiras, foram facilmente distorcidas pelos repórteres. Eles disseram: “Bem, ele era mais do que um profeta.” Também foram citados dizendo que não acreditavam que William Branham iria se levantar dentre os mortos. Então me perguntei se eles não acreditavam que ele se levantaria. Finalmente perceberam, depois da mesma experiência com jornalismo barato, que haviam sido mal citados como eu havia sido.
Eu não disse àquele repórter o que ele escreveu naquele jornal. Mas quero dizer isto: eu fui o último ministro ordenado por este profeta de Deus; considero isto um grande privilégio. Eu fui a última pessoa vista por ele em visão pública. Eu fui o último pregador que ele ouviu pregar; e me senti como Timóteo pregando com Paulo ouvindo, ou como um dos discípulos com Jesus presente. Não foi fácil, mas ele me pediu que o fizesse, e agradeço a Deus por ter sido homem o bastante para fazê-lo.
Tive o privilégio de ser o último a quem ele serviu a Ceia do Senhor, e o último a servi-lo. Fui a primeira pessoa a chegar ao local do acidente fora dos que estavam ali quando aconteceu. Fui a primeira pessoa a ver o carro. Fui a primeira pessoa a vê-lo quando ele recobrou a consciência, quando lhe contei do sinal na lua. Fui o primeiro crente a saber que ele havia deixado esta vida. Fui o primeiro crente a ver o seu corpo. Fui o primeiro crente a vê-lo vestido em uma túnica branca. Tive o privilégio e a responsabilidade de viajar com seus restos mortais, levando-o para casa.
Visto que o Natal não é o aniversário do nosso Senhor Jesus Cristo, o Natal me traz à mente outras memórias. Embora nosso irmão estivesse “falecido” segundo o mundo, contudo havia uma presença ungida que eu sentia com ele. Como disse antes, meus olhos foram os últimos a ver seus restos terrenos, mas creio que serei um dos primeiros a ver o seu corpo ressurreto, quando os mortos em Cristo se levantarem.
Capítulo 18 — Seguindo A Um Homem
Para mim, é maravilhoso o que Deus tem feito em nosso meio, mas alguém está sempre questionando, porque não entendem. Não que perguntas estejam erradas, se forem feitas na atitude apropriada; mas a Escritura diz que, “por causa de suas perguntas e dúvidas, Jesus não fez muitos milagres em Nazaré”. Pois, quando Jesus retornou a Nazaré, eles começaram a dizer: “Não o conhecemos? Não foi Ele criado bem aqui, e não conhecemos o seu pai? Não é este o filho do carpinteiro?” Portanto, porque começaram a olhar o lado carnal, vendo-O apenas como um homem, Ele fez poucas obras maravilhosas em seu meio.
Espíritos não são vistos. “Não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades”, como diz a Escritura. Assim é hoje, que, sem uma revelação espiritual da operação de Deus através de Seu profeta, as pessoas farão perguntas, se perguntando por que seguimos um homem. A mente carnal, a mente natural do homem, está sempre em inimizade contra Deus.
Parecem haver quatro questões básicas que atormentam as mentes das pessoas a respeito de William Branham. São estas: Por que você segue um homem? Por que você dá tanto louvor e glória a um só homem? Por que vocês depositam tanta confiança nas fitas? E as faltas, os erros e as contradições que o Irmão Branham comete? Responderei a estas perguntas na ordem em que estão listadas.
Se alguém me pergunta por que estou seguindo este homem, respondo com a pergunta: se eles tivessem vivido nos dias de Jesus Cristo, num tempo em que ninguém sabia quem Ele era, o que teriam feito quando Jesus passasse por eles e dissesse: “Segue-me”? Mas, você argumenta, aquele era Emanuel, o Filho de Deus. Verdade; mas quantas pessoas o sabiam quando Ele disse aquelas palavras? Obviamente, havia algo a respeito deste homem, alguma atração magnética, que fazia com que O seguissem, embora não pudessem explicar isto sequer a si mesmos. Mas O seguiram — e os discípulos foram fortemente criticados por seguirem um homem. Pois Ele era um homem em quem Deus habitava.
Em 1 Coríntios 11:1, Paulo disse: “Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo.” Teria algum Cristão daquele dia dito que era errado seguir Paulo? Dificilmente — não se fossem verdadeiros Cristãos, e entendessem quem Paulo era. Mas o mesmo tipo de pessoas hoje, seguras em sua crença de que era correto para os discípulos seguirem a Cristo (embora só O conhecessem como homem naquela época), e que era também apropriado seguir a Paulo — estas, de alguma forma, por lógica obscura, dirão que é errado seguir o Irmão Branham — segui-lo como ele seguiu a Cristo. Contudo, estas mesmas pessoas instam que outros as sigam. Elas, por sua vez, seguirão um evangelista, um pregador, ou o Papa — tomando o que um homem diz, e seguindo-o. Recusam-se a crer em qualquer coisa que seja contrária ao que este homem diz; e, contudo, se voltam e nos acusam de seguir erradamente o Irmão Branham.
Outros seguem um grupo de homens numa denominação, onde tudo está relacionado e é julgado pelo que a sua denominação ensina. A Bíblia diz em Mateus 24: “Se vos disserem: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito.” Considerem isto: Jesus estava vendo aquelas coisas no fim como se fossem o início, dizendo que um grupo de homens se reuniria atrás de portas fechadas, e comporia credos e dogmas, dizendo: “Aqui está Cristo. Aqui está o que vocês podem crer. Nós dizemos isto — vocês creiam nisto. Ficarão bem, irão para o Céu.” Mas a Palavra permanece em silenciosa advertência: “Não creiam nisto.” A Palavra de Deus mostra claramente por que isto não poderia ser de Deus, pois tudo o que Deus alguma vez falou ao homem, foi a um só homem — não a um grupo de homens reunidos atrás de portas fechadas. Não só isto, mas sem falha, aquele único homem havia sido preparado especialmente toda a sua vida, levado a uma posição em que pudesse falar, não por si mesmo, mas “Assim diz o Senhor”.
Alguns estão tão lamentavelmente enganados, que seguem somente sua própria pobre revelação, que está cheia da possibilidade de erro; e, portanto, não podem seguir a mensagem do Irmão Branham. Na maioria dos casos, suas revelações não são apenas sem fundamento, mas contrárias à própria Palavra de Deus. Por exemplo, a Palavra diz: “O Senhor nosso Deus é o único Senhor.” Ora, como pode alguém ter uma visão de três Deuses, e esperar que tenha procedido de Deus? Como pode haver uma revelação da assim chamada trindade, que nem sequer é mencionada na Bíblia, e esta ser de Deus? Não é nada mais do que uma tradição da igreja romana, assim como o Natal é uma tradição.
O Irmão Branham ensinou por que o Natal não pode ser o aniversário do Senhor. Cristo nasceu na primavera do ano, quando os pastores estavam no campo. Eles não estão nos campos em dezembro. De onde veio esta tradição? A igreja romana é culpada. Foi meramente para reunir os pagãos e os cristãos em um terreno comum. O Irmão Branham explica isto em seu sermão Cristianismo Versus Paganismo. Há tanto paganismo misturado à Cristandade, que as pessoas já não sabem mais a diferença, tendo sido assim ensinadas por mil e novecentos anos. Para fazer com que os pagãos aceitassem Jesus Cristo como o Filho de Deus, tiveram de ter uma data para Seu aniversário. Visto que os pagãos já estavam celebrando o 25 de dezembro — um dos dias mais curtos do ano — como o aniversário de seu deus-sol, disseram: “deus-sol” ou “Filho de Deus” (sun god ou Son of God), que diferença faz?
A Páscoa é outro exemplo das tradições dos homens substituindo a Palavra de Deus. O nome (em inglês, Easter) foi derivado de uma deusa babilônica chamada Ishtar, cujo lendário coelho mágico punha ovos coloridos, representando o sexo e a fertilidade. A ideia pagã foi combinada com a celebração cristã da ressurreição de Cristo, a fim de que os pagãos pudessem recebê-la.
Os pagãos adoravam os deuses do sol, da terra, e da lua. O verdadeiro conceito de um só Deus teve de ser tornado compatível com o conceito pagão, de modo que desenvolveram um Deus trino a partir dos títulos mencionados na Palavra: Pai, Filho, e Espírito Santo. Mas nunca fizeram os judeus aceitarem isto, porque a Palavra diz que o “Senhor nosso Deus é o único Senhor”. Eloim, o eternamente existente, autossuficiente, manifestando-Se como Deus Pai na Coluna de Fogo, Deus Filho em Cristo, e Deus Espírito Santo quando enviou Seu Espírito com línguas de fogo. O mesmo Deus em três ofícios, o Senhor nosso Deus. Isto não é doutrina Unicista; isto é a Bíblia.
Alguns alegam haver uma contradição, e dizem que prefeririam fazer o que Jesus disse em vez do que Pedro disse. Que tolice, pois, se eles tirarem Atos 2:38 da Bíblia, bem poderiam tirar outros que não querem crer. Por que as pessoas creem que é certo, apropriado, e em conformidade com o ensino de Jesus, serem batizadas no “nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo”? Porque Jesus assim o disse? Contudo, Jesus disse que a remissão dos pecados haveria de ser pregada em Seu nome — o nome do Senhor Jesus Cristo. Qual é o nome debaixo do céu pelo qual todos os homens devem ser salvos? O nome do Senhor Jesus Cristo. Pai não é um nome; é um título. Eu sou pai dos meus filhos, marido da minha esposa, filho dos meus pais; mas eu sou uma só pessoa, e meu nome é Pearry Green. Meu nome não é Pai, Marido, e Filho. Assim é com o Salvador deste mundo. E, mais importante, assim deve ser com a Noiva! Ela deve ter o Seu nome. Lemos em Apocalipse que a primeira coisa que começaram a fazer nas igrejas foi negar o Seu nome. Adotaram os títulos como nomes, porque a igreja romana exigia três deuses para se ajustar à crença pagã. Mas, quando William Branham trouxe isto à tona, mostrando-lhes nas Escrituras, eles o negaram, dizendo: “A nossa denominação não ensina assim.” Preferiram confiar em dogmas denominacionais, sonhos e revelações privados, ou nos ensinos de outros homens, do que na Palavra vindicada de Deus trazida através de Seu profeta, e escrita na Bíblia.
Mas, se você me pergunta se estou seguindo um homem, a minha resposta é sim — na medida em que ele trouxe a Palavra de Deus, “assim diz o Senhor”. Eles perguntam se eu não acho que falo demais sobre ele. Não, eu não falo o bastante. Veja, eu não estou glorificando a carne do Irmão Branham; estou glorificando a Deus nele. Paulo, em Gálatas 1:24, diz como, quando o povo viu todas as coisas que Deus fez através dele, “glorificavam a Deus em mim”. O que significa glorificar a Deus? A palavra “glória” significa grande honra, louvor, ou distinção a alguém que fez algo importante ou valioso. Ora, sem me desculpar, eu lhe digo: o que Deus fez através do Irmão Branham foi uma das coisas mais importantes e valiosas que já me aconteceram. Ele tirou a cegueira de meus olhos (as tradições dos homens) e Se revelou a mim, para que eu pudesse ver e contemplar a maravilhosa visão de Deus diante dos meus olhos.
Glorificar significa tornar glorioso, dar glória, exaltar, e honrar, fazer as coisas melhores, mais finas, mais importantes do que talvez realmente sejam. Sei que a Bíblia diz, em 1 Coríntios 10:31, que “quer comais, quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus”; e em 1 Coríntios 1:31: “Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor”. Mas quero que saibam: para mim, Deus é Sua Palavra. “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus… e o Verbo se fez carne, e habitou entre nós.” João viu a Deus de três maneiras diferentes, à medida que sua revelação se aprofundava — primeiro como homem, depois como a Palavra, e por fim como Luz.
Alguns dizem que fazemos muito do que aconteceu. Não, se é de Deus! Você pode exaltar excessivamente a humanidade, mas jamais poderá exaltar excessivamente a Deus. Simplesmente não há maneira pela qual o homem possa exaltar excessivamente a Deus. Se Deus disse uma coisa, e então a manifestou, trazendo-a a cumprimento, eu não terei medo de glorificá-la. Se veio através de um homem chamado William Branham, eu glorificarei a Deus nele. Não me desculparei por isso; antes, somente ficarei feliz por poder vê-lo, e triste que outros não possam.
Às vezes me pergunto por que foi que Deus me deixou ver; contudo, aconteceu assim porque assim foi predestinado. Olhe para os dias de Israel, quando Moisés apareceu em cena. Muitos homens israelitas eram muito mais conhecidos do que Moisés; mas Deus escolheu Moisés para ser aquele homem. Ninguém se queixa hoje quando o nome de Moisés é glorificado; eles sabem que não foi Moisés quem o fez, mas Deus em Moisés. Mesmo hoje os filhos de Israel ainda amam o nome de Moisés, pois ele foi um homem enviado por Deus em seu dia. Não é diferente hoje. Deus disse que enviaria um no espírito de Elias, que corrigiria e restauraria todas aquelas coisas que se haviam extraviado no erro; Deus o enviou, na pessoa de William Branham; e eu glorifico a Deus nele.
Eles questionam nossa confiança nas fitas. As pessoas vêm ao Tabernáculo de Tucson, se acomodam nos bancos, e se preparam para ouvir um sermão. Frequentemente, monto o gravador sobre o púlpito; as pessoas geralmente têm um livro A Palavra Falada do sermão em suas mãos, e o Irmão Branham prega na fita. Alguns desaprovam, porque dizem que o homem está morto; que ele se foi. Bem, assim também Paulo está morto, assim também ele se foi — mas trouxe, e ainda traz, a Palavra de Deus. Para alguns, esta declaração pode ser alarmante. Posso ouvir a pergunta: “Espere um minuto, você está dizendo que estas fitas são a Palavra de Deus?” Sim, estou dizendo isto — mas eles não entendem por que o digo. Materiais impressos são publicados todos os dias por ministros e evangelistas, que alegam que o deles é a Palavra de Deus, mas isto não ofende aqueles que nos questionam. O que é a Palavra de Deus? A Bíblia? Por que se chama Bíblia? Por que se chama Escritura? Porque foi originalmente escrita à mão, apenas isto. Mas, hoje, a palavra “Escritura” se tornou sinônima da palavra “Bíblia”. Quando reconhecemos um dito como Escriturístico, estamos dizendo que está em conformidade com a Palavra de Deus. A palavra “Bíblia” vem do grego biblica, que significa “coleção de escritos”. Biblion significa “pequeno livro”. Biblos significa um papiro, ou rolo. Mas o livro separado do Cristianismo, que chamamos de Bíblia, é uma coleção tanto do Antigo como do Novo Testamento. Os Católicos Romanos têm seu próprio nome para o livro deles, que inclui outros livros, e eles o chamam de Escritura. Os judeus reconhecem o Antigo Testamento como Escritura, a Torá. Os Muçulmanos reconhecem o Alcorão. Os Mórmons têm seu próprio livro. Mas todos o chamam de Escritura. É a Bíblia deles.
Quão surpreendente é que as pessoas exijam saber de que livro o Irmão Branham tirou certa coisa. (Como se estar escrito em um livro tornasse uma coisa infalível.) Como ele sabia que tal e tal coisa aconteceu? Li muita coisa em livros que não era verdade! Ora, os judeus têm a lei, escrita por Moisés — os primeiros cinco livros da Bíblia; e, em resposta àqueles que querem saber onde o Irmão Branham tirou certas coisas, pergunto-lhes: como Moisés sabia que Deus criou o mundo em seis dias? Ele não estava lá. De onde vieram as coisas que Moisés colocou em seus livros? Deus as revelou a ele, só isso. Por quê? Simplesmente porque ele era um profeta.
Aconteceu da mesma maneira em nosso dia. Eles dizem: “Mas tudo já está na Bíblia.” Isto é exatamente correto, mas nós não entendemos tudo o que está no livro. Havia mistérios falados em Daniel, por exemplo, que as pessoas não reconheceram; ele disse que seriam revelados no tempo do fim. João, o Revelador, viu coisas em sua visão que nem sequer podia escrever; mas disse que seriam reveladas no tempo do fim. Então, como Deus revela uma coisa? Enviando Sua Palavra através de um profeta. Assim sempre foi. Moisés escreveu uma história desde o princípio — por revelação. Jó registra uma experiência pessoal. Davi escreveu salmos. Os vários profetas escreveram dos acontecimentos e experiências de seu dia, de suas visões. Tudo isso é chamado de Escritura, a Palavra de Deus. Eles teriam sido capazes de aceitá-las melhor de volta aos dias de, digamos, Jeremias? Ou teriam de deixá-las passar alguns anos? Mateus, Marcos, Lucas e João escreveram tudo o que viram e ouviram. Em Colossenses 4:16, Paulo diz a respeito de seu próprio escrito: “E, quando esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos laodicenses, e a que veio de Laodiceia lede-a vós também.” Se a mesma atitude que questiona as fitas dos sermões do Irmão Branham como sendo a Palavra de Deus estivesse predominando no dia de Paulo, eles teriam perguntado quem Paulo pensava que era, sugerindo que lessem a epístola inteira em sua igreja. Que absurdo! Nós temos o nosso próprio pastor, eles teriam dito; ele pode nos trazer uma mensagem.
Portanto, quando eles perguntam por que tocamos fitas em nossos cultos, simplesmente lhes digo que eles precisam de uma revelação de quem foi este, e do que ele disse. De novo, em 1 Tessalonicenses 5:27, Paulo disse: “Pelo Senhor vos conjuro que esta epístola seja lida a todos os santos irmãos.” Por quê? Porque era “assim diz o Senhor”! Tenham em mente que é mais fácil para nós concordarmos com isto agora, mas, no tempo em que foi escrita e recebida, era apenas uma carta, escrita por um homem a uma igreja. Igualmente, embora as fitas possam ser vistas como nada mais do que um sermão pregado por um homem a uma congregação — contudo, é a Palavra de Deus a esta geração. É “assim diz o Senhor”. Afinal, Paulo escreveu dois terços do Novo Testamento; mas isto é apropriado o bastante, quando percebemos que ele foi o primeiro mensageiro. Foi o mensageiro à era da igreja de Éfeso. Os escritos de Paulo foram usados para decidir assuntos importantes. Supondo que um diácono estivesse para ser selecionado — quais deveriam ser suas qualificações? A resposta poderia ser encontrada na primeira carta de Paulo a Timóteo, capítulo 3: “Os diáconos sejam maridos de uma só mulher…” Se um proposto diácono não pudesse atender às qualificações estabelecidas através de Paulo — a autoridade — ele não poderia ser aceito. Isto era bastante definido.
Assim é conosco hoje, que seguimos este mensageiro de Deus a esta era, vindicado como Paulo foi. Se surge uma pergunta, posso dizer: “Vamos às fitas para uma resposta.”
Escrituras, escritos, coligidos, se tornam a Bíblia. João, o Revelador, teve visões tão fantásticas na Ilha de Patmos, registradas na Bíblia, que, se tal viesse adiante hoje, os grandes teólogos e líderes denominacionais se recusariam completamente a aceitá-las; e teriam perdido por completo a mais maravilhosa revelação de todas. Jesus disse que a Escritura não pode ser quebrada, e Ele a chamou de Palavra de Deus. Certa ocasião, Ele disse: “Examinai as Escrituras (o Antigo Testamento, como escrito), porque vós cuidais ter nelas a vida eterna.” Mas de onde vem a Escritura? Em 2 Timóteo 3:16, a Palavra diz: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça.” Em 2 Pedro 1:20, lemos: “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.”
Hoje, muitas pessoas falam que não são movidas pelo Espírito Santo para falar. E há muitos que dizem crer na mensagem do Irmão Branham; contudo, tudo o que provaram é que podem ouvir as fitas, e podem ler. Se verdadeiramente cressem, poriam o que ouvem em prática. Eles se recusam a ouvir pregadores que pregam a mensagem, quando o profeta incumbiu os ministros a pregar, e os ordenou a fazê-lo. E a Palavra diz: “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.” E novamente: “E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?” Quando dizem que não há necessidade de pregadores, não ouviram o profeta corretamente. Por exemplo, algumas pessoas, ouvindo o profeta dizer que a educação é do diabo, imediatamente tiram seus filhos da escola. Mas ele não disse que fizessem isso, nem o fez com os seus próprios filhos.
Amós 3:7 diz: “Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.” Esta, então, é a maneira como Deus torna os segredos conhecidos — através de Seus profetas. Se fosse de outra maneira, então a Escritura seria quebrada; e Jesus disse que a Escritura não poderia ser quebrada. É por isto que eu digo que as fitas são as nossas epístolas para este dia; contêm nossas instruções, autoridade, referência, e guia oficial, faladas não pela vontade de um homem, mas por um homem santo sob a unção do Espírito Santo. Estas fitas são registros de visões e experiências que trazem “assim diz o Senhor” à Noiva. Ele disse que haveríamos de ouvir as fitas. Disse que elas eram a Mensagem. Contudo, surge a pergunta: como poderia um homem ser tão presunçoso a ponto de crer que o que dizia era a Palavra de Deus? A resposta é: da mesma maneira como Paulo podia ter certeza. Paulo, estando a bordo do navio, virou-se para o capitão e disse: “Não deixe uma alma ir para fora, porque o Anjo do Senhor esteve ao meu lado, e me disse que todos nós seríamos salvos, mas perderíamos o navio.” Aquilo era contra o juízo natural, mas Paulo tinha “assim diz o Senhor”. E se ateve a isto ao risco da sua própria vida. Eles queriam matar os prisioneiros, para que nenhum escapasse; e Paulo os proibiu de fazê-lo, sabendo que eles quebrariam a Palavra de Deus se o fizessem.
Sim, Paulo foi presunçoso, mas estava certo. Diante do Rei Agripa, Paulo foi tão presunçoso, tão completamente convencido de que o que tinha estava certo, que disse: “Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos os que hoje me estão ouvindo, se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias.” Isto não era auto-justiça tampouco; ele simplesmente sabia que estava certo. Esta convicção é o que o levou ao ponto em que podia estar em pé em Jerusalém e dizer: “Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo.” Ele sabia que outros viriam também com revelação, de modo que escreveu em Gálatas 1:8: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos temos anunciado, seja anátema.” Assim, estabeleceu uma salvaguarda até mesmo contra si mesmo mudando o que havia dito. Aquele homem sabia do que estava falando. Sabia que servia a um Deus imutável, e que Deus lhe havia dado as Suas próprias palavras.
O Irmão Branham me disse certa vez: “Irmão Pearry, se eu alguma vez lhe disser ‘assim diz o Senhor’, e não se cumprir exatamente como eu o disser, não me escute mais jamais!” Disse que, nesse caso, teria sido ele mesmo que teria entrado nisto. Portanto, não era o Irmão Branham falando, mas um homem santo sob a inspiração do Espírito Santo, trazendo a mensagem dos mistérios à Noiva.
Paulo, em 1 Coríntios 14:37, escreveu: “Se alguém se considera profeta (e isto certamente se ajusta ao dia de hoje), ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor.” Portanto, quando um homem vem a mim hoje e diz que é um profeta, eu aplico um teste simples: simplesmente lhe pergunto se ele crê que o Irmão Branham era um profeta com o espírito de Elias; e, depois de saber que ele tem bagagem suficiente para entender isto, se ele se recusa a aceitá-lo e se afasta, então eu sei que ele não é o que alega ser. Pode dizer que é, mas um profeta não nega a Palavra por ciúme. Penso no Vovô Marconda, em como Deus o usou, e à sua esposa, por toda a nação entre os italianos; mas, quando ele ouviu esta mensagem, disse: “Este é o profeta.” Havia pessoas que o seguiam; mas ele perguntava a cada um, sempre que tinha a oportunidade: “Você já ouviu o profeta de Deus?” Nenhum ciúme ali. Se eles dizem: “Deus fala através de mim”, então não deveriam ter ciúme se Deus também fala através de outra pessoa.
É importante permanecer com a Palavra como trazida pelo mensageiro. Eu os ouço dizer: “Mas Branham cometeu erros.” (Em primeiro lugar, o profeta disse: “Se vocês me amam, me chamarão de Irmão Branham.”) Eles dizem que há contradições, mas eu digo que não encontro nenhuma. Pergunto-me se eles se referem a tais aparentes contradições como aparecem na Palavra. Por exemplo, Mateus 28:19 diz: “Pai, Filho, e Espírito Santo”; mas Atos 2:38 diz: “Jesus Cristo”. Isto é uma contradição? Não, é uma falta de revelação. Não há contradições na Bíblia — apenas uma falta de revelação individual. As pessoas tomam os versículos que dizem: “Não andeis cuidadosos pela vossa vida, pelo que haveis de comer… Olhai para os lírios do campo… E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles”; e se tornam vagabundos. Mas deixem que leiam também onde diz: “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, olha para os seus caminhos, e sê sábio” — o lado equilibrador. Provérbios 26:4 e 5 contêm um exemplo clássico do que parece ser uma contradição na Palavra de Deus. Versículo 4: “Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia, para que também não te faças semelhante a ele.” E versículo 5: “Responde ao tolo segundo a sua estultícia, para que não seja sábio aos seus próprios olhos.” É uma contradição? Não, é uma questão de revelação da maneira apropriada e inapropriada de lidar com a tolice dos tolos.
Da mesma forma, não há contradição na mensagem do Irmão Branham. Não em um só lugar. Há pessoas, contudo, que entendem mal o que ele disse. As Escrituras são equilibradas. A Mensagem é equilibrada. Quando eu disse pela primeira vez ao Irmão Branham: “Senhor, eu o percebo como o profeta com o espírito de Elias sobre o senhor”, ele respondeu: “Irmão Pearry, mantenha seu equilíbrio nas Escrituras.”
Para mim, a Mensagem é autoridade espiritual; contudo, eu tinha dificuldade em pensar nela como Escritura, porque não estava escrita em caracteres tipográficos. Mas não tenho a menor hesitação em dizer que é “assim diz o Senhor”. Portanto, digo que é a Palavra de Deus.
Alguns temem, porque sabem que a Palavra adverte quanto a tirar e acrescentar à Bíblia; mas não precisam temer, pois a mensagem do Irmão Branham não foi culpada de nenhuma destas coisas. Ela meramente a cumpriu (como a própria Palavra disse que o faria nos últimos dias). Veja bem: está completada na Bíblia escrita, mas não está revelada. A mensagem a revelou, e “aqueles que têm olhos para ver, podem vê-la”. Também: “aqueles que têm ouvidos para ouvir, podem ouvi-la”. Mas nem todos os homens a verão, e nem todos os homens a ouvirão, porque darão uma interpretação carnal a uma revelação espiritual; e, como resultado, não verão, nem ouvirão o que Deus fez nesta geração.
Eu sigo um homem, o Irmão Branham, como ele seguiu a Cristo — e glorifico a Deus nele. Eu digo que o que ele trouxe a esta geração foi a Palavra de Deus para a Noiva.
Capítulo 19 — Exaltando A Um Homem
Não tenho desejo de “exaltar” a Jesus Cristo. Tampouco tenho desejo de “exaltar” o Irmão Branham. A razão pela qual isto pode soar estranho é que as pessoas têm uma compreensão incorreta do significado desta frase. É tomada de João 12:32, onde Jesus diz: “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim.” Mas a frase é citada fora de contexto como: “Se eu for exaltado, atrairei todos a mim.” A porção “da terra” é deixada de fora. Esta porção é em referência à morte de Jesus, pois o próprio versículo seguinte, João 12:33, diz: “E dizia isto, significando de que morte havia de morrer.” A passagem se refere à crucificação vindoura. Portanto, não tenho desejo de “levantar” a Jesus Cristo — de “crucificá-lo de novo” —, como diz o capítulo 6 de Hebreus.
Os opositores desta mensagem frequentemente nos acusam, erroneamente, de “exaltar” o Irmão Branham. Novamente, não tenho desejo de “exaltar” o Irmão Branham; mas desejo, sim, glorificar a Deus nele, como eles glorificaram a Deus em Paulo.
O Irmão Branham tem sido chamado de tudo, desde Deus a Satanás. Há, contudo, uma tendência de as pessoas se disporem a “fazer um homem Deus”. Os Muçulmanos, por exemplo, declararam Maomé — um profeta arábico que viveu no período de 570 a 632 d.C. — como seu salvador. Isto é, tomaram um homem e o fizeram seu Messias. Os Cristãos, por outro lado, declaram que Jesus Cristo de Nazaré, nascido da virgem Maria, é seu Senhor e Salvador, seu Messias, seu Redentor, o Cordeiro do sacrifício; mas Ele foi levantado da terra porque outros criam que Ele Se fazia Deus. Os discípulos estavam proibidos de chamá-Lo Jesus, porque o Seu próprio nome significava Jeová, o Salvador. Estavam também proibidos de chamá-Lo Emanuel, que significa “Deus conosco”. Verdadeiramente, Jesus Cristo do Novo Testamento era Jeová Deus do Antigo Testamento. Sabemos que tudo o que estava em Deus, Ele o derramou em Cristo; e tudo o que estava em Cristo, Ele o derramou em Sua igreja.
Então encontramos exemplos na Bíblia em que homens de Deus foram tomados erroneamente pelo Messias. O primeiro é, é claro, João Batista, que veio no espírito de Elias para ser o precursor de Jesus Cristo — o cumprimento de Malaquias 3. Ele foi testificado por Cristo, que disse que este era o Elias que haveria de vir e converter os corações dos pais aos filhos. As pessoas o tomaram erroneamente por Cristo, porque estavam à espera do primeiro aparecimento do Senhor.
Paulo, naufragado, e depois mordido por uma víbora mortal, foi visto pelas pessoas como um demônio. Pensaram que a cobra certamente era vingança de Deus por ele haver escapado do naufrágio. Contudo, veja como a atitude deles mudou, quando ele não morreu da picada da cobra. Mudaram de ideia, e disseram que ele era um deus. Também “nos honraram com muitas honras”, como Paulo disse — sem dúvida desejando adorá-lo pelas maravilhosas obras que ele realizou em seu meio.
Pedro, na casa de Cornélio, o centurião, pegou-se sendo adorado pelo homem, pois Pedro veio em cumprimento de uma visão dada a Cornélio. Pedro recusou aceitar esta reverência do centurião, reservada somente a Deus, e assegurou a Cornélio que ele era um homem como ele mesmo.
Em Apocalipse 19:10, João relata: “E eu lancei-me a seus pés (os pés do anjo mensageiro) para o adorar, mas ele disse-me: Olha, não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia.”
Paulo, pregando em Licaônia, subitamente percebeu que um aleijado tinha fé para ser curado, e ele “disse em voz alta: Levanta-te direito sobre os teus pés. E ele saltou e andou”. As pessoas, vendo isto, imediatamente proclamaram que “os deuses, em semelhança de homens, desceram até nós”. Estavam prestes a oferecer sacrifícios, crendo que Barnabé, que estava com Paulo, era Júpiter, e Paulo era Mercúrio. Os dois apóstolos, ouvindo disto, “rasgando as suas vestes, saltaram para o meio da multidão, clamando e dizendo: Varões, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo.” Por que esta pobre gente desgarrada fez isto? Foi porque viram o poder de Deus manifestado nestes dois homens; então tentaram fazer dos homens deuses.
Ora, Jesus diz em João 10:34: “Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses? Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada), àquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas; porque disse: Sou Filho de Deus?” Jesus estava Se referindo à declaração de Davi no Salmo 82:6: “Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo.” E Jesus os lembrou de que a Escritura não pode ser quebrada. Assim, é uma declaração verdadeira que aqueles a quem a Palavra vem são deuses.
O Irmão Branham foi chamado de Deus por alguns. Em sua mensagem Serpente Ferida, ou Quem é William Branham, ele chama a atenção para esta crença de algumas pessoas e não deixa dúvida quanto à sua intensa desaprovação. Conta nesta fita como um homem se aproximou dele enquanto ele estava no sul, dizendo: “Creio que você é o Filho de Deus.” Novamente, no Canadá, um homem lhe apresentou um cartão que dizia: “William Branham é meu Senhor.” Ele chegou a encontrar pessoas nestes locais batizando em nome de William Marrion Branham. (Lembre-se de como Paulo disse: “Dou graças a Deus, porque a nenhum de vós batizei, senão a Crispo e a Gaio, para que ninguém diga que fostes batizados em meu nome.”) Ora, João Batista, o precursor da primeira vinda de Jesus Cristo, foi chamado de Deus por alguns. Para que o tipo se mantivesse verdadeiro, era necessário que alguns chamassem William Branham — o mensageiro precursor da segunda vinda — também de Messias. Igualmente, como o mensageiro da sétima era da igreja, ele teria de ser chamado de Deus, assim como Paulo, o primeiro mensageiro da era da igreja.
Em seu sermão Serpente Ferida, o Irmão Branham fala de uma visão de uma serpente na qual ele bateu e a feriu. Sua atenção foi desviada na visão, e antes que pudesse golpeá-la novamente, a serpente rastejou para dentro da água. (O Irmão Branham sempre ensinava que água representava o povo.) A interpretação da visão era que a crença de que ele era o Filho de Deus, o Messias, persistiria entre as pessoas, embora ele tivesse golpeado esta crença com um poderoso golpe. Mas ele disse que nada deveríamos ter a ver com isso. Chamou-a de anticristo, porque eleva-o à posição de Cristo. Disse, como João Batista: “É necessário que eu diminua, e ele cresça.” Disse que, antes que Tudo em Tudo entre, haveria um profeta no espírito de Elias. Não negou ser aquele; mas deu o aviso em uma de suas fitas de Perguntas e Respostas: “Se você me substituir por Jesus Cristo, e disser que sou o Senhor Jesus Cristo, você me faz um anticristo.” Continuou: “Enfrentarei a Deus como um desistente antes do que enfrentá-Lo como um anticristo.” Mas ele usa uma comparação simples para esclarecer a situação, quando disse: “Se o espírito de Beethoven estivesse em mim, eu comporia música como Beethoven; portanto, se você está dizendo que Cristo habita em mim, oro para que você esteja cem por cento correto.”
Na página 328 do livro Uma Exposição Das Sete Eras da Igreja, o Irmão Branham diz: “Gostaria de fazer mais uma comparação entre o Sétimo Mensageiro, o precursor da segunda vinda do Senhor, e João Batista. Este Mensageiro da Sétima Era da Igreja terá tal poder e autoridade com Deus, que haverá aqueles que o tomarão por engano como sendo o Messias, exatamente como o fizeram nos dias de João, quando foram até ele e lhe perguntaram se ele era o Messias, e ele respondeu que não era.” Mas o Irmão Branham nos incumbe de lembrar que, nos últimos dias, haverá um espírito que enganará alguns, levando-os a crer que o Sétimo Mensageiro é o Messias; mas não enganará os eleitos, porque é impossível que os eleitos sejam enganados. Ele diz que não é o Senhor Jesus Cristo, não é o Messias, mas é o seu irmão, um servo do Senhor, um profeta de Deus, e não precisa de maior lugar de honra do que João Batista. A coisa trágica, ele explica, é que estas pessoas não eram seus inimigos, mas amigos. Inimigos ele teria podido esquecer, diz ele; mas estes eram boas pessoas, seus irmãos, que o amavam e fariam qualquer coisa que ele pedisse — exceto uma coisa — e era quando ele pedia que eles não continuassem nesta crença e doutrina antipalavra. Depois que o Irmão Branham pregou Serpente Ferida, estas pessoas vieram a ele e pediram desculpas, dizendo que não o mencionariam novamente. Mas — e isto é o mais surpreendente — elas continuam a fazer isto até hoje.
Esta crença de que o Irmão Branham era Deus é um espírito poderoso e penetrante, que dá conta de muita da oposição a esta mensagem. Eu experimentei a influência deste espírito, e me foram contados relatos de outros casos, que relatarei aqui. Uma família que era forte na crença de que o Irmão Branham era Deus estava viajando através do país, e havia parado em determinado quarto de motel em determinada cidade. Chamarei esta família de “X”. Outra família, que chamarei “Y”, atravessou a cidade e parou, por coincidência, no mesmo motel, e no mesmo quarto. A família Y cria na verdade: que o Irmão Branham era o profeta de Deus. Durante a noite em que a família Y ficou no quarto, tanto o Irmão Y quanto sua esposa foram despertados várias vezes durante a noite por algo que se aproximava deles, como uma revelação, que dizia: “William Branham é Deus.” Eles ficaram grandemente perturbados em seu espírito por causa disto, e conversaram um com o outro no dia seguinte. Ficaram tão perturbados com esta experiência, que contaram a alguns amigos; estes, por sua vez, transmitiram a história ao Irmão Branham, perguntando-lhe sobre o que era aquilo. Ora, o Irmão Y e sua família não sabiam que a família X havia ficado no quarto do motel antes deles. O Irmão Branham, pelo Espírito, explicou o estranho acontecimento para eles. “Eis aqui o que aconteceu”, disse ele. “O Irmão X e a família dele ficaram naquele quarto de motel na noite anterior, e eles têm aquele espírito. Aquele espírito ainda estava naquele quarto, e foi isto que o Irmão Y e a esposa dele ouviram.” Para mim, isto provou tratar-se de um espírito.
Como prova adicional de que a crença na divindade é um espírito, recordo-me da primeira visita do Irmão Branham ao Tabernáculo de Tucson, em 21 de novembro de 1965. De acordo com seu pedido a mim do dia anterior, por cerca de cinco minutos de tempo, o Irmão Branham passou a explicar à congregação que me havia pedido que viesse a Tucson, e que ele estava por trás do tabernáculo, que o reivindicava como sendo “a sua” igreja. Contou como o Senhor lhe havia mostrado o prédio antes de ele ser alugado. Visto que ele haveria de dar esta pequena palestra, aquelas pessoas que criam que ele era Deus estavam presentes, naturalmente, em grande número. Embora eu desejasse que ele pregasse naquela manhã, ele foi enfático em seu desejo de que eu fizesse a pregação, a fim de que eu tomasse o meu lugar como pastor da igreja. Ele queria que eu fosse independente, mas com seu respaldo onde necessário. Naquela manhã, quando trouxe meu sermão Deus, Quão Grande, e cheguei à Escritura sobre a Palavra ser “mais cortante do que qualquer espada de dois gumes”, e “apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”, algo me falou enquanto eu estava em pé no púlpito, dizendo: “Discernidor dos pensamentos e intenções do coração — o Irmão Branham faz isso — ali está Deus.” Três vezes isto foi repetido para mim. Eu resisti a dizê-lo em voz alta. Imediatamente depois do culto naquela manhã, o Irmão Branham desceu a um ponto diretamente em frente do púlpito, e me felicitou pela mensagem. O Irmão Roy Roberson veio e me felicitou pela minha ordenação, e estava em pé como testemunha comigo, quando o Irmão Branham me disse estas palavras: “Irmão Pearry”, ele disse (diretamente em frente ao púlpito), “lembra-se, no Salmo 22, quando Davi disse: ‘Meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste?’ Quem era aquele?”
“Aquele era Cristo na cruz”, respondi prontamente. Então me veio à mente: “Irmão Branham”, eu disse, “você captou algo no meu espírito!”
“Três vezes”, ele respondeu.
“Mas, Irmão Branham”, eu disse, “Davi era um porta-voz — você é um porta-voz de Deus.”
“Irmão Pearry, tenho de dizer coisas em primeira pessoa que não sou eu — é Ele.”
Novamente eu disse: “Irmão Branham, você é um profeta; você é um porta-voz de Deus!”
Sua resposta final a este assunto não deixou nenhuma dúvida quanto à sua posição, e eu a registrarei aqui para que não haja equívoco. Não havia incerteza em sua voz quando disse: “Irmão Green, nunca te esqueças: eu sou um Kentuckiano!”
Porque creio que um profeta de Deus me falou aquelas palavras, não o esqueci. Creio que era um profeta em quem Deus habitava, visitando esta geração, a voz de Deus para esta geração — Jesus Cristo, o mesmo hoje, revelando o Filho do homem, exatamente como foi revelado no ministério de Jesus, exatamente como foi revelado na tenda de Abraão, expondo o segredo do coração de Sara com as costas viradas.
Mas comecei a pensar sobre por que o Irmão Branham me havia dito para lembrar de que ele era um Kentuckiano. Quebrei a cabeça sobre cada ponto, à medida que me era revelado. Ouvi-o pregar sermões como O Arrebatamento, em que ele falava de sua linguagem. Minha atenção ficou aguçada. Haveria algo sobre a linguagem dele que deveria ser notado? Observei como aqueles que criam que ele era Deus torciam suas palavras para provar seu argumento. Por exemplo, depois do discernimento dos segredos do coração em uma fila de oração, ele orava e a pessoa era instantaneamente curada; então se voltava à congregação e dizia: “Ora, vocês sabem que nenhum homem pode fazer isso; só Deus.” A isto, os enganados apuravam os ouvidos, e proclamavam que, se só Deus podia fazê-lo, e o Irmão Branham o havia feito, então isto o tornava Deus. O Irmão Branham tinha palavras para isto; ele dizia que aquela era “uma interpretação carnal de uma revelação espiritual”. Vi claramente o que ele queria dizer. Para mim, ele estava simplesmente dizendo: “Não fui eu quem o fez. É Deus fazendo isso.”
Em mensagens como Deus Desvelado Diante de Nós, onde ele dizia que em Jesus, Deus habitava em um homem; mas que, desde o Pentecostes, Ele habita em homem. Ele usava o singular “homem”, em vez do plural “homens”. Mais tarde, captei uma coisa estranha: quando disse que, desde o Pentecostes, Deus tem habitado nos reformadores. Então, quando ouvi a mensagem Tomando Partido com Jesus, que ele trouxe aos irmãos de sua igreja, fez uma declaração assim: “Agora, hoje à noite, nós somos apenas um amontoado de homem.” Isto me trouxe à lembrança uma ocasião em que éramos três irmãos em pé juntos, e o Irmão Branham chamou para nós: “Vocês, homem, venham comigo!” Maravilhei-me com isto. Estaria ele dizendo “humanidade, venha comigo”? Ou estaria falando a um só? Contudo, eu sabia que ele estava falando com os três de nós. Enquanto comecei a investigar este ponto mais de perto, buscando pistas nas fitas, finalmente percebi que o Irmão Branham não usava a palavra “homens”. Ele sempre dizia “homem”. Perto do fim de seu sermão Os Ungidos no Fim do Tempo, falando de dois homens, Janes e Jambres, ele claramente se refere a eles como homem, não homens. Embora enfatizasse o ponto de que não era um só homem, mas dois homens, ainda assim usava a forma singular. Alcancei o ponto decisivo da situação quando notei que eles haviam dado um nome errado ao sermão Um Deus Chamado Homem (A God Called Man). Nesta mensagem, ele muito claramente declara que o título é “Deus Chamou o Homem” (God Called Man). O artigo “Um” (A) havia sido acrescentado ao título. Ora, se eu o ouvisse dizer “um homem” (a man), eu assumiria que ele estava falando de um só homem — que é exatamente o que aqueles que criam que ele era Deus queriam ouvir — um Deus (a quem as pessoas chamam de homem). Na mensagem, ele fala de Davi, José, Moisés, João, Paulo, Pedro; fala de homens. Ora, está claro: ele está usando a forma singular para um sujeito plural. Está falando de homens que Deus chamou. Ora, isto não é interpretação da Palavra, mas é evitar a ignorância da Palavra. (Pedro disse: “Há muitas coisas sobre os escritos do nosso amado irmão Paulo que são difíceis de entender, e há aqueles que são ignorantes que as torcem, como fazem com as outras Escrituras, e atraem sobre si a perdição.”)
Tomar a mensagem do Irmão Branham e continuar a torná-lo Jesus Cristo — quando ele advertiu que isto é anticristo — faz do sangue de Jesus Cristo uma coisa profana. É um espírito que predomina entre alguns dos que seguem o Irmão Branham. Mas tem de ser assim, para que o tipo seja mantido. Sempre recordo como ele me disse para “manter o meu equilíbrio nas Escrituras”. Em consequência, sinto que tenho sido responsável pela ênfase no equilíbrio na Mensagem. Há argumentos prós e contras que se deve ouvir, e então tomar a verdade pelo meio. De outra maneira, você não faz melhor do que o grupo Unicista, por exemplo, que se extremou no batismo em nome de Jesus Cristo; ou como a Igreja de Cristo fez com a organização; ou os Batistas com sua segurança eterna; ou os Metodistas com seu método Episcopal de santificação. Você pode se extremar em qualquer um desses pontos. É o mesmo com a ordem da igreja também; você pode legalizá-la, letra somente, ou você pode ter o Espírito. Mas, se a letra o diz, o “Espírito dá o aumento” — e então a verdade jaz no meio.
Comecei a notar que algumas dessas pessoas com esta crença antipalavra sobre o Irmão Branham aplicavam a Escritura em que Jesus disse: “Ninguém o conhece, senão aquele que vem do Pai” ao próprio Irmão Branham. Diziam: “Quantas vezes você ouviu o Irmão Branham dizer: ‘Desci para pregar para vocês esta manhã’?” O fato simples é que o Irmão Branham vivia no alto do morro de Utica Pike, e para mim é óbvio que ele estava dizendo que descia do presbitério até a igreja para pregar para eles. Mas porque estão tão fora de equilíbrio, têm de tomar primeiro uma coisa, depois outra, para provar a primeira coisa — alcançando e tateando nos reinos do que não é sequer razoável, a fim de provar o ponto. Finalmente, a última degradação de seu pensamento é que atribuem a William Branham a origem de nascimento virginal. Sei disto porque tentaram me persuadir, pessoalmente, com esta falsa doutrina. Quando a Vovó Branham estava viva, algumas destas pessoas se aproximaram dela em uma mercearia, certo dia, e a chamaram de “Maria”. Posso imaginá-la agora, aquela pequena mulher de cabelo preto, seu cabelo preso atrás da cabeça, seus olhos brilhando, e as pontas dos seus ouvidos tingidas de branco pela emoção, dizendo a elas em termos inequívocos que ela não era virgem alguma — que Charles Branham era o pai do seu filho mais velho, William.
No dia em que fui abordado pela primeira vez com esta doutrina do nascimento virginal, sacudi a cabeça em descrença de que pessoas que diziam amá-lo tanto fomentassem tal falsa doutrina. Disse-lhes que certamente não a encontrava nas Escrituras, e que o Irmão Branham dizia que tudo na Mensagem tinha de estar nas Escrituras. Eles responderam perguntando se não era verdade que o Irmão Branham ensinava que toda Escritura tem um significado composto. Perguntei se eles se referiam à profecia de Isaías sobre uma concepção virginal significando o Irmão Branham tanto quanto Jesus Cristo. Responderam que assim era. Chamei a atenção deles para o fato de que Jesus corrigiu Maria quando disse: “Me é necessário tratar dos negócios de meu Pai.” Perguntei como, então, poderia ser que o Irmão Branham chamava Charles Branham de pai, e dava o exemplo muito terreno de como seu pai abandonava o tabaco mascado a cada dia de Ano Novo. Contei-lhes como eu havia ouvido o Irmão Branham se referir a si mesmo como um carrapicho e um pecador salvo pela Graça de Deus. Então este irmão com quem eu estava falando trouxe seu argumento culminante, dizendo: “Mas você nunca ouviu ele dizer que tinha de tratar dos negócios de seu Pai?”
Se isto era concebido para me persuadir, falhou, pois eu disse: “Sim, senhor. Mas ele também me disse para tratar dos negócios de meu Pai — mas eu sei que P. O. Green é o meu Papai.” Prossegui: “Olhe, senhor, a única razão pela qual Jesus Cristo nasceu de uma virgem foi para contornar a semente da serpente, a fim de que Ele pudesse ser o sacrifício perfeito para morrer pelos pecados da humanidade. O Irmão Branham disse que Jesus morreu pelos pecados de Moisés. Disse também que Jesus Cristo morreu pelos pecados dele (do próprio Irmão Branham).” Apresentei-lhes a lógica infalível de que, se o Irmão Branham tivesse de ter nascido de uma virgem para que pudesse ser sem pecado, para que ele também pudesse morrer por nossos pecados, então Jesus Cristo pendeu no Calvário em vão. Isto, por sua vez, é o mesmo que considerar o sangue de Jesus Cristo uma coisa profana — nada menos que uma doutrina anticristo. O Irmão Branham disse para nada termos a ver com tal coisa, porque, para manter a sua explicação dela, você tem de sair das Escrituras. O que é anticristo? É antipalavra.
“Olhe, senhor”, eu disse, “vamos simplesmente esquecer a questão do nascimento dele, pois vejo que você está persuadido disto; mas você não sabe que ele tem filhos? Você não percebe o que isto significa?”
Ele estendeu-se longe para sua resposta a isto, dizendo: “Mas ele poderia tê-los chamado à existência pela palavra.”
“Senhor”, eu disse, “você pode se convencer disto, e pode convencer outros disto; mas há uma pessoa neste mundo que você jamais convencerá, e é a esposa dele, a Irmã Branham.” Ele não teve refutação para isto, e eu me afastei.
A razão pela qual trouxe isto à tona é simplesmente porque quero que as pessoas saibam que não esquivo nenhuma das questões. Não nego que haja pessoas que creem em tais coisas sobre William Branham. Mas quero que você saiba, e quero que isto fique registrado: creio com todo o meu coração que o Irmão Branham não concordava com isto. Quando ele me pediu que viesse a Tucson, disse: “Irmão Green, aquelas pessoas estão erradas, mas são boas pessoas. A razão por que estão erradas é que deram uma interpretação carnal a uma revelação espiritual, porque não tiveram um pastor.” Eu objetei, dizendo que ele havia sido pastor delas. Sua resposta foi diretamente ao ponto: “Eu não sou pastor — eu sou um profeta. Eu devo ir para aquelas montanhas e ouvir de Deus, e descer a marchas forçadas com ‘assim diz o Senhor’, e me virar para voltar imediatamente.”
Recebi um maior discernimento sobre o problema quando ele prosseguiu a contar sobre sua relação com estas pessoas. Contou-me como elas se aproximavam tanto, que ele não podia sequer estacionar o carro e subir para uma visitação de Deus, sem que um carro cheio delas estivesse ali, à sua espera, quando ele descesse — prontas para perguntar o que havia acontecido. “Sendo eu como sou”, disse ele, “sempre derramo tudo. Eu não deveria fazer isso.” (Isto me faz chorar hoje ao pensar nisto, do mesmo modo como chorei no dia em que ele primeiro me contou.)
Mas aqueles que não creem que o Irmão Branham era o profeta de Deus, não percebem que elogio é outras o chamarem de Jesus Cristo. Um homem diz assim: “A maioria dos pregadores prega Jesus Cristo, mas William Branham viveu Jesus Cristo.” Oh, que eu vivesse tal vida, que os homens tivessem dificuldade em distinguir entre Pearry Green e Jesus Cristo. Se os homens não me vissem, mas O vissem a Ele.
Não — alguns homens não conseguiam dizer a diferença. Quando ouço alguém dizer que ele era Jesus Cristo, isto apenas confirma o meu respeito pelo Irmão Branham; pois que homem de Deus ele era, que alguns homens não pudessem dizer a diferença. Mas, para aqueles que usariam isto contra a mensagem do Irmão Branham, e dizem que isto está errado, eu os remeto a Êxodo 4:11, onde Deus responde à objeção de Moisés de que ele não seria capaz de fazer o que Deus o havia chamado a fazer, com as palavras: “Quem fez a boca do homem? ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o Senhor?” Isto era Deus dizendo a Moisés que Ele o havia feito o que era. Da mesma forma, creio que Deus fez o Irmão Branham o que ele foi — assim como é com qualquer homem que valha alguma coisa. É porque Deus o fez.
As palavras de Deus a Moisés a respeito do ministério vindouro de Moisés e seu irmão Arão estão registradas em Êxodo 4:15-16: “Tu, pois, lhe falarás, e porás as palavras na sua boca; e eu serei com a tua boca, e com a sua boca, ensinando-vos o que haveis de fazer. E ele falará por ti ao povo; e acontecerá que ele te será por boca, e tu lhe serás por Deus.” Arão, veja você, não tinha uma mensagem. Era a Palavra de Deus que vinha a Moisés, que, por sua vez, contava a Arão, que saía e contava ao povo. Arão não era um profeta de Deus; era um profeta de Moisés. Moisés era o profeta, o porta-voz de Deus. É por isto que posso dizer por todo o mundo que eu não tenho uma mensagem. Apenas dou testemunho daquilo que vi e ouvi na vida do porta-voz de Deus, o Irmão Branham.
O Irmão Branham ensinou que o batismo cristão é em nome do Senhor Jesus Cristo, Aquele que morreu pelos meus pecados, pelos seus, e pelos do Irmão Branham. Mas o Irmão Branham era um homem enviado por Deus, um homem em quem Deus habitava, um “homem santo sob a inspiração do Espírito Santo”, que falou a Palavra de Deus a esta geração. Assim como João Batista foi mais que um profeta, também o foi o nosso Irmão Branham. Ele foi o Mensageiro da Sétima Era da Igreja, uma estrela na mão de Jesus Cristo. Ele é um daqueles “sete olhos” em Apocalipse, que vão adiante para revelar Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, morto desde a fundação do mundo; e é também um mensageiro do Concerto que Deus fez com Seu povo: “Se eu for, assim também virei novamente, da mesma maneira. Aprontai-vos para encontrar o Senhor.” Foi também um “a quem a Palavra de Deus veio”; e, portanto, segundo João 10:34, não é errado referir-se a ele como os profetas de antigamente eram referidos — isto é, “deuses” —, porque “a Escritura não pode ser quebrada”.
Quando Jesus Cristo caminhava entre o povo na Galileia, Ele fez muitos sinais, maravilhas e milagres, e falou Sua doutrina, Sua Mensagem da ressurreição — o Caminho, a Vida, a Verdade — trazendo esperança, realidade e vida ao povo. Em grande temor, eles proclamaram que “Deus visitou esta geração na vida de um profeta”. Assim posso dizer hoje que Deus visitou esta geração, pois Ele enviou um poderoso profeta — William Marrion Branham.
FIM DA OBRA
Notas
- Habitantes de Bereia. ↩
- Recepcionistas, porteiros ou contínuos que atuam em igrejas, tribunais ou edifícios públicos. Eles organizam a entrada, acomodam pessoas, recolhem ofertas e garantem a ordem e a excelência no atendimento. São a primeira imagem de acolhimento em cultos. ↩
- Utilizado no sentido de "bastidores" ou contexto. Refere-se à estrutura oculta, ao processo, às experiências prévias ou ao ambiente que sustenta uma ação principal, espetáculo ou narrativa. ↩
- Derivado do grego zelotés (zeloso, entusiasta), refere-se a alguém com devoção fervorosa, frequentemente fanática, por uma causa. ↩
- Aqui a palavra representa a bagagem acumulada, ou seja, todo o conhecimento prévio que ele adquiriu e que servia de base para o seu trabalho ministerial. ↩
- O bluegill é um peixe de cardume e por isso está sempre em grupos. ↩